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Melhor que o anterior, tanto na criação desse universo quanto nas cenas de luta. No entanto, ainda sofre do mesmo problema ao criar diversas cenas, com introdução de personagens, sem fazer qualquer apresentação, inserindo nomes aleatórios e deixando o espectador deslocado nesse contexto. O plot twist final agrega bastante aos personagens já conhecidos.
A meia hora final é muito boa, com boas cenas de luta, coreografias e com um vilão que realmente torna o desafio difícil. No entanto, até chegar lá o filme acaba se desenrolando desnecessariamente por diversos dramas que poderiam muito bem ser resumidos para não prejudicar o desenvolvimento do personagem. Se tivesse meia hora a menos conseguiria contar a mesma história, com os mesmos acontecimentos e com uma eficácia maior.
Últimos recados
Oi Davi, tudo certinho?
Mesmo sendo um grande admirador de Bruce Lee somente fui me dar conta de que não tinha visto seu primeiro filme pós-retorno a Hong Kong agora, ao terminar de ler a biografia escrita por Matthew Polly (que, aliás, recomendo).
E é muito bom ver como fica clara a tentativa de Bruce Lee em alterar o filme, em colocar algo com a sua personalidade e, ao mesmo tempo, sendo limado por Wei Lo. Isso porque era uma história que já existia, que estava em andamento, com outro protagonista e, quase que de uma maneira artesanal, o filme acabou sendo alterado enquanto corriam as gravações, com o protagonista sumindo na meia hora inicial, Bruce Lee tomando a cena mesmo que sem falas e cenas de lutas tendo que ser adaptadas entre aquilo que o público já estava acostumado e o realismo que Bruce Lee queria. Você quase consegue dividir o filme com uma faca.
E isso acaba sendo a resposta visual ao espírito da época: o espectador fica hipnotizado por aquela figura e quer vê-lo lutando, mas não uma luta de pulos e piruetas, mas uma luta real, de socos, chutes e camisas enrolando nos braços. Não à toa que, a partir daqui, o público exigiu mais.