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Data de lançamento
15 Ago. 2002Duração
Durval - dono de uma loja que vende apenas discos em vinil, no bairro de Pinheiros, em São Paulo - e sua mãe Carmita vivem um cotidiano sem emoções ou horizontes. Tudo acontece em 1995, ano em que a indústria fonográfica brasileira deixou de fabricar discos de vinil. E assim como o vinil, o dia-a-dia em torno da loja de discos mostra que a vida tem sempre o lado A e o lado B.
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Embora tenha sido lançado no início dos anos 2000, mais precisamente em 2002, o filme brasileiro "Durval Discos" ainda deve passar despercebido por muitos. No entanto, quem assistir à história certamente se surpreenderá. Assisti ao filme esperando mais uma história de drama saudosista destinada especialmente aos colecionadores de discos de vinil. Porém, a diretora e roteirista Anna Muylaert transforma a narrativa dramática em uma história caótica, carregada de suspense — e por que não? — humor negro.
Assim como os discos de vinil têm um lado A e um lado B, esta produção nacional também pode ser dividida em duas partes. Na primeira, o espectador conhecerá a rotina monótona de Durval (Ary França), um vendedor de discos solitário, que está estagnado em sua loja empoeirada, devido à falta de clientes. Suas únicas companhias são uma vizinha, Elisabeth (Marisa Orth), que entra na loja todos os dias para fumar escondida da patroa, e sua mãe idosa, Carmita (Etty Fraser), que leva uma vida enfadonha.
Na segunda parte, a contratação de Célia (Letícia Sabatella) para auxiliar nos afazeres domésticos inicialmente trará alívio para Carmita. Porém, a presença inesperada de uma criança (Kiki) na casa e a ausência da empregada revelarão aos poucos toda a verdade daquela situação.
O caos se instala de maneira desesperadora na vida pacata de Durval e a interpretação de Etty Fraser como Carmita está próxima da perfeição. A entrega da atriz, falecida em 2018, ao seu papel deixa qualquer espectador à beira de um ataque de nervos diante das loucuras cometidas pela personagem, que culmina em um desfecho trágico.
Trata-se de um filme nacional quase esquecido. Atualmente, está disponível gratuitamente no YouTube para quem quiser conferir essa obra que retrata os absurdos da vida em uma cidade onde a paz e o caos podem estar presentes em cada lar, seja um ou outro, ou ainda os dois.
Destacam-se o trabalho de André Abujamra na trilha sonora e o plano-sequência de abertura, no qual a câmera percorre a rua Teodoro Sampaio, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Os créditos da equipe são exibidos de maneira criativa, integrados aos detalhes do cenário urbano, até que a câmera chega à fachada da loja que dá nome à imperdível obra nacional. Trata-se de uma ideia criativa filmada com maestria.
Desconfio que a sequência de abertura desse filme esteja entre as cinco melhores já feitas no nosso cinema.
Eu passei mal de tanto que me diverti nesse filme KKKKKKKKKKKKKKKKKK MTO BOM
Filme ruim. Toda a ambientação é super legal, mas no final das contas é uma história absolutamente besta.
Revi e continuo achando um dos melhores filmes nacionais da década de 2000.