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Em Criaturas Hediondas, um cientista marciano, Dr. Rottenberg, vem ao planeta Terra para fazer experiências nos humanos através de sua fórmula de exterminar a dor e reviver os mortos, preparando o planeta para uma invasão em massa de Marte. Em seu caminho aparece Hannsmorgue, um marciano combatente do mal, enterrado na Terra há um século atrás e que foi revivido acidentalmente pela fórmula do Dr. Rottenberg.
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Essa primeira empreitada de Petter Baiestorf em um longa-metragem é, realmente, hedionda. As produções posteriores (só assisti três kkkkk) do diretor, mesmo sendo paupérrimas, sem orçamento nenhum, pelo menos tinham o mínimo (o mínimo, leia-se) de cuidado na edição, na continuidade e na lógica do roteiro. Já Criaturas Hediondas parece ter sido escrito enquanto era gravado. Qual a razão do tal Dr. Rottenberg ser marciano? Poderia ser só um cientista louco. E a trama é nula, consistindo apenas em cenas randômicas no mato, praticamente a única locação da produção. E temos aqui a PIOR EDIÇÃO DE UM FILME DA HISTÓRIA. Cortes secos durante as falas, cenas em que demoraram para cortar (sério, o ator para de atuar e olha para a câmera sorrindo) e uma cena em que dá para ver o outro cinegrafista no fundo gravando.
Além disso, reparem como temos longos plano-sequências, numa tentativa de evitar o trabalho de edição (que, realmente, em um contexto de editar em VHS era mesmo trabalhoso), só que isso prejudica muito os diálogos, que não eram propriamente decorados, gerando momentos hilários. Mas, vocês devem estar pensando, 'como assim você está fazendo uma análise totalmente crítica de um filme caseiro". Pois, não estou kkkk. Tudo isso que eu apontei é o que contribui, na verdade, para que o filme seja hilário e valha a pena dar uma assistida para rir um pouco, pois os próprios realizadores não estavam se levando a sério, queriam apenas produzir um filme de terror. Por fim, o take final é maravilhoso, simplesmente o melhor take final da história da sétima arte.
Nota: 7.4.
Isso foi lindo demais, a primeira empreitada de um grupo de jovens isolados no interior do interior de um país numa época onde a produção de cinema havia sido aniquilada pelo então presidente Collor. Uma câmera vhs na mão e muita criatividade resultaram nessa pérola, que diverte de tão espontânea e feita com tanta garra pelos envolvidos. E nascia a maior produtora independente de SOV do Brasil, abrindo inúmeros caminhos para tantos outros jovens com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça.
Edição fantástica, continuidade sem precedentes, atores nas performances de sua vida. Estas e outras tosquices fazem deste uma divertida investida de adolescentes com uma camera VHS na mão.
Destaque para o ator "alemãozinho do conjuntinho da Grazziotin". Performance digna de prêmio...