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É um filme bom, Shyamalan dirige muito bem aqui. Acho que é um dos melhores em matéria de direção que ele lançou nos último anos, em alguns momentos é bem hitchcockiano. Problema do Shyamalan é a cisma em roteirizar também. Ele é até um roteirista razoável, mas sempre passa a sensação que o roteiro poderia ser melhor ou mais trabalhado, algo que um colaborador poderia apontar. Mas como é so ele dirigindo e roteirizando acaba dando essa sensação que faltou pouco para chegar em um filme excelente.
Dito isso, o filme tem bons momentos,
a ideia de um protagonista que é o vilão é boa, era algo que poderia ser problemático e comprometer o suspense mas é bem executado, acabamos que nos pegamos torcendo por ele meio que sem querer. Aliás, gostei da atuação do protagonista, passa uma sensação de simpatia, mas ele logo “muda” quando entra em “modo” assassino em série.
Bom, em alguns momentos isso é um pouco exagerado e o protagonista é quase sobrenatural na esperteza e na agilidade. Outro problema, a meu ver, foi o último ato do filme. A perseguição que continua fora do estádio é longa demais, deveriam ter focado mais tempo no estádio, cortado dez, quinze minutos desse terceiro ato e colocado outras situações dentro do show.
E, no fim, temos a reviravolta obrigatória que é marca do Shyamalan. Eu achei, até mais ou menos metade do filme, que seria que a filha é quem era a assassina e o pai estaria apenas encobrindo os rastros dela para protegê-la, justificaria ele como protagonista. Mas, bem, do meio para frente fica claro que não seria isso e até gostei da reviravolta final
Nota: 7.4.
É divertido e cumpre seu papel de comédia, arrancando bons risos e por vezes abraçando o exagerado e o escrachado, e até o absurdo. Gostei muito do personagem do maestro. O problema mesmo, para mim, foi que na última meia hora o filme muda completamente o foco para uma trama que parecia até terciária e se torna o foco principal do filme do nada, sendo, inclusive, a base para o clímax, abandonando a própria temática do filme que deveria servir para esse clímax.
Nota: 7.3.
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Nossa, sinceramente, cada dia que passa gosto mais da parte cinco, completamente injustiçada. Essa parte seis até tenta, mas ela, sei lá, me soa meio desnecessária. Para que fazer mais um filme colocando o Rocky nas mesmas situações? Digo, se tem algo que eu não gosto é quando alguém fala que determinado filme é desnecessário, mas esse daqui me passa um pouco dessa sensação. Está certo que a parte cinco deixa uma sensação de arco inacabado, mas essa aqui não foi satisfatória para mim como conclusão.
Digo, Rocky na parte 2 nem podendo lutar estava, na parte 4 quase morre e por isso na 5 acaba aposentando, aí depois de uns 20 anos aposentado volta para o ringue de novo¿ A parte 5 era boa por ousar não colocar o Rocky em um ringue novamente e continuar sua história como lutador aposentado, aí essa parte 6 tinha que desmontar isso e voltar para o óbvio. E aqui, novamente, Rocky usa a perseverança, o coração, para conseguir vencer as circunstâncias e sair “vencedor” da luta. Digo, pura ficção, na vida real Rocky não teria nem lutado pois a junta médica não teria permitido mas, se tivesse lutado, não teria durado três assaltos.
Maaaaaaas, não sou do tipo de querer purismos realistas nas obras de ficção. Suspensão da descrença para um caso desses poderia funcionar, mas os outros quatro filmes anteriores (com exceção do quinto) usaram a mesma trama do underdog, do azarão que supera o desafio e fazer isso de novo em uma situação forçada de um aposentado praticamente idoso ficou demais para mim.
Assisti pela primeira vez na época que lançou, com doze anos, sem ter visto as continuações e não lembrava de praticamente nada. Finalmente assisti os originais e são necessários para a trama. Bem, exceto o cinco, que é deixado meio de lado.
A cena do discurso do Rocky para o filho é o ponto alto do filme, um dos grandes momentos da franquia tranquilamente. Inclusive, a primeira metade desse filme é até legal. É contida, sem extravagâncias, nostálgica, reflete bem um Rocky que sente saudades do passado, apesar de viver até acertadamente, com emprego e fama.
Inclusive colocarem uma personagem feminina sem apagarem a Adrian ou substituí-la, sendo uma personagem que Stalone evitou de cair no lugar comum nesse sentido, sendo o relacionamento entre ambos bem construído. Claro no trecho final ela acaba sendo usada como Adrian, demonstrando que a personagem estava ali para isso, mas de resto foi bem construído.
Agora o que não ficou bem construído foi a relação do Rocky com o filho. O relacionamento dele com o filho foi melhor escrito no quinto filme com sobras. Do nada o moleque larga o emprego para ficar acompanhando o pai. Do nada não, depois de um discurso motivacional (ótima cena, isoladamente falando, como disse) que simplesmente resolve todas as desavenças entre os dois. E o filho da substituta da Adrian (esqueci o nome) que tem um rascunho de desenvolvimento mas não finalizam, simplesmente vira equipe de apoio também. E é isso.
Sinceramente, repito, não entendo a rejeição à parte cinco quando ela constrói e se desenvolve de um modo muito melhor que essa parte seis. Na verdade, acho que entendo, o problema é que a parte cinco não é mais do mesmo, toma caminhos que não são decisões populares, enquanto esse aqui entrega as decisões fáceis e agradáveis para o público que, por mais que não sejam interessante no meu ponto de vista, são suficientes para uma maior aceitação.
Enfim, minhas ordem de preferência para esses filmes ficam variando um pouco. Mas esse com certeza só não é pior que a parte quatro... que é outro filme bem popular da franquia rs.
Nota: 7.2.