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Ótimo filme. Gosto dos cenários, da fotografia, tudo bem Nova Iorque suja, aqueles apartamentos todos descascando e sem cor. As cenas de ação são muito boas e bem dirigidas. Problema maior para mim foi a meiuca do filme. Sim, é para construir a relação entre Leon e Mathilda, é necessário, mas talvez tenha ficado meio moroso. Gosto da metáfora da planta também, ela é quase uma personagem.
As atuações são ótimas, a de Oldman é suficientemente intimidadora (e ficamos revoltados, gosto desses vilões que são vilões mesmo) e com uma boa reviravolta. Jean Reno também entrega uma atuação excelente (o assassino que tem coração, e que é um assassino frio pois foi criado assim). Mas Natalie Portman está além do excelente aqui, atuação espetacular para alguém da idade dela. Acabei de pesquisar aqui e ela tinha só 11 anos, achei que seria até um pouco mais velha.
E, falando nela, sinceramente, achei que ficou meio estranha a forma como o diretor explora ela (estou tentando usar um eufemismo aqui para não usar uma palavra pesada). Sim, normalmente eu daria o benefício da dúvida para o diretor, mas o mesmo, quando era adulto, casou com uma menina de 16 anos. E namorava ela desde que ela tinha 15. E conhecia ela desde que ela tinha 12. Pois é. E essa esposa dele falou que o relacionamento de Leon e Mathilda foi baseado no relacionamento dos dois. Complicado.
Mas, tirando essa polêmica, o filme funciona como entretenimento.
Em alguns momentos é óbvio ou clichê, mas a direção é competente em burlar isso e dar emoção para as ações. O próprio momento que fica óbvio que Leon vai morrer, com a câmera em primeira pessoa, é tenso mesmo que tenhamos quase certeza de que ele vai morrer pela obviedade da narrativa
Enfim, trama boa, bem dirigido, atuações ótimas, mas o modo como trataram a personagem da Natalie Portman ficou esquisito.
Nota: 8.4.
A tradução brasileira é meio estranha. Deveria ser Noivo Neurórito, Noivo nervoso, pois a Annie Hall é uma pessoa normal, o Woody Allen que é um porre. Aliás, tinha visto esse filme pela primeira vez uns 10 anos atrás e não lembrava de muita coisa. Na época não vi nada de demais com o protagonista, mas revendo agora o cara é chatíssimo, insuportável (e, bem, me identifico com muitos pensamentos dele, mas pelo menos eu tento não ser chato, embora falhe às vezes rs). Além disso, nem noivos eles são.
Aliás, o cara é feio e chato, mas mesmo assim atrai gatas. Pelo jeito Woody Allen começou com essa tradição seguida por Renato Aragão e Adam Sandler em seus filmes rs.
Bem, tem algumas coisas aqui que parecem ser bem inspiradas na nouvelle vague, embora Woody Allen não as use de forma descerebrada e sim de um jeito orgânico. Gosto também como essas estilizações da nouvelle vague (quebra de quarta parede, legendas, uso de diferentes estilos como animação) são usadas de súbito e mesmo assim não parecem extravagantes ou metidas, são usadas com classe. As estilizações da nouvelle vague são como pessoas com roupas de cores berrantes, enquanto as de Annie Hall são mais classudas, são como alguém de terno. Embora, verdade seja dita, acho que poucas dessas estilizações do filme não foram descaradamente copiadas da nouvelle vague.
Aliás, falei sobre o nome em português, mas o nome em inglês também é curioso, tendo em vista que o filme não é sobre Annie Hall, mas sobre Alvy Singer. E, também, tem muita cara de ser aqueles filmes pseudo-autobiográficos em que o diretor colocar situações que ocorreu com ele, ideias que ele teve e coisas do seu passado no personagem. Certeza que aquela cena do mala na fila aconteceu de verdade. Ou a do cara pedindo autógrafo.
Enfim, acho que o filme tem uma estrutura que não me agrada muito, sendo o terceiro ato o mais interessante.
A frase final, a qual não tinha dado muita antenção nem da primeira nem dessa segunda vez que assisti é muito boa (meu irmão me apontou isso). Alvy é o tal maluco que acha que os outros são malucos mesmo não sendo por completo, mas continua seu convívio pois precisa dos “ovos”
Outra coisa foi que achei que o filme poderia ter sido mais engraçado, abraçado um pouco mais a comédia, digamos, “se soltado” um pouco mais. De memória, ainda acho Manhattan e Meia-Noite em Paris melhores. Talvez até Rosa Púrpura do Cairo.
Nota: 8.2.
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Equipe Filmow
Fiz download do torrent há alguns meses atrás.
Dae fênix, você que curte found footage, deixo a minha recomendação um dos meus favoritos: https://www.imdb.com/title/tt8119752/
Acho que esse é o filme que mais gente viu e que eu nunca tinha visto, junto com Lagoa Azul. Mas mesmo Lagoa Azul eu acabei vendo uns pedaços nas intermináveis vezes que passou na TV, mas esse daqui nem isso. Só sabia de um meme ou outro e que Heath Ledger está nisso daqui.
Inclusive, destacar a importância desse filme para a internet, que teria sido outra completamente diferente, já que o Troll Face surgiu aqui (sim, o criador do Troll Face nega, mas não me conveceu rs).
Não estou familiarizado com a história original (A Megera Domada), tive contato com ela apenas numa peça feita na sétima série que ficou bem ruim.
Mas, bem, o filme tem aquele clichê clássico das comédias românticas que um dos personagens descobre o segredo do outro, o que gera o clímax, a briga, a reconciliação. E esse clichê é perdoável se tiver vindo da história original. Agora, se tiver sindo inserido, aí fica mais complicado de passar pano
De todo modo os personagens são suficientemente interessantes. O Patrick é um cópia e cola do Buddy Revell, de Te Pego Lá Fora, mas mesmo assim é um bom personagem, embora o desenvolvimento dele parece meio apressado. Ou, talvez, ele só fizesse tipo mesmo para ser condizente com os boatos sobre ele. A protagonista, pelo menos, tem um desenvolvimento melhor. Embora a cena dos seios tenha sido meio desnecessária e fora da personagem.
Enfim, desses filmes adolescentes lançados no final dos anos 1990 baseado em obras do século XIX para baixo acho esse o segundo melhor, atrás apenas de Segundas Intenções.
Nota: 8.0.