Achei a trama meio batida. Começa com muitas semelhanças com Pequena Sereia e também com outros filmes da Pixar. É aquela história de personagem contra o status quo que entra em uma jornada. A diferença aqui e que deu um fôlego maior para o filme foi evitarem essa história de jornada e fazerem a trama andar em um mesmo ambiente, algo mais desafiador para o roteiro do que atrama de jornada episódica. De todo modo, ainda tem algumas coisas que me incomodaram. O vilão é muito bestinha e não dá aquela sensação de perigo. Agora, a questão dos pais do Luca probirem ele de ir à superfície é sem pé nem cabeça.
Achei que eles teriam algum motivo ou história do passado deles para justificar o medo de Luca acessar a superfície, mas não tinham muito justificativa para isso. E, aí, a coisa fica ainda mais esquisita pois ir para a superfície REALMENTE era um perigo para vida de Luca. Ora, ele desobedece e isso fica parecendo certo quando não verdade os pais tinham razão em se preocupar. E, digo, os últimos filmes da Pixar realmente tem uma mensagem mais progressista de personagens que quebram paradigmas conservadores mas o desse aqui ficou mal encaixado para mim. O que ajuda a dar uma melhorada é se enxergarmos tudo como um paralelo para “sair do armário” A coisa com o “Bruno” é legal também, achei até que a tal da música “We Don’t Talk About Bruno” seria desse filme. A animação também é muito bonita, como era de se esperar. Outro problema é o final abrupto e de soluções fáceis e mágica para que tudo rapidamente fique bem. Juro, dei uma pausa no filme faltando 43 minutos, mas na verdade eram 20 pois 20 são de créditos (o Disney Plus tem uns 10 minutos de créditos dos dubladores de todos os países que fica somado com a duração do filme), assim achei que ainda faltava muito de filme, mas faltava pouco e isso destacou ainda mais como no fim tudo simplesmente se resolve pela forçada do roteiro
. Mas, apesar dessas reclamações, é um filme que entretem, escorrega em alguns momentos, mas entretem. E, como disse, é bonito visualmente, então isso também ajuda. Nota: 7.4.
("Seremos dois imortais presos em uma batalha épica até o Dia do Julgamento e o soar das trombetas?")
. Cenas de ação inventivas. Uma trama interessante e com boas reviravoltas. Atuações muito boas. E tudo isso baseado em um brinquedo de parque de diversões. Não só isso, a ousadia do filme também está no fato de ser um filme marítimo. Vi em algum extra de DVD que nos anos 1990 e início dos anos 2000 de aventura marítima tinha sido um fracasso de bilheteria. Não só isso, como normalmente necessitam de orçamentos gigantescos e, pelo que ouvi falar, aqui não foi diferente, sendo o orçamento cinematográfico mais caro da época. Assisti a primeira trilogia várias vezes na minha infância, sendo o segundo o meu preferido. Johnny Depp entrega uma atuação memorável e engraçada. A mistura de humor e aventura do filme funciona e acho que meio que ditou a tônica dos filmes de aventura desse século, incluindo da Marvel. O humor, aliás, é excelente, assim como as cenas de aventura. Mas Piratas do Caribe tem a vantagem de não ter sido contaminado pelo estilo Nolan, de realismo sombrio. Aqui ainda existia fantasia e suspensão, abraço ao absurdo. A trilha é excelente, uma das melhores do gênero fácil. A fotografia também (a cena dos amaldiçoados andando debaixo da água é foda). No fim, acho que o único defeito é que ele acaba soando longo pois tem uma cena lá para uma hora e quarenta de filme que eles já estão na ilha amaldiçoada e dá uma sensação de cena final, de clímax, mas ainda vamos ter quarenta minutos, eles saem da ilha e voltam depois para a ilha no fim para a batalha final, aí dá essa sensação de que o filme tem uma “barriga”. Ah, Norrington nem era tão ruim assim como eu lembrava. Os personagens aqui, aliás, são bem cinzentos. Não sou particularmente um fã de tridimensionalidade pela tridimensionalidade, mas aqui, considerando a natureza da narrativa, é algo plenamente justificável. E, não só isso, como são bem carismáticos também. Nota: 9.4.
Só tinha visto esse na época que lançou e, até onde me lembro, não tinha visto os anteriores, minha mãe simplesmente chegou com um DVD falso do filme e fui assistir, meio a contragosto por não ter visto/não lembrar dos anteriores. E lembro que eu achei um porre. Bem, eu era adolescente, um filme chamado Velozes e Furiosos eu provavelmente esperei algo repleto de ação e exploração de carros. E saí do filme reclamando que tinha três míseras cenas de ação. Bem, meu eu adolescente estava errado, mesmo com pouca ação, isso é condizente com os filmes anteriores da franquia, que eram muito mais focados na trama de criminosos em carros possantes. Inclusive, eu lembrava apenas de uma cena, a primeira, que é muito boa e tem um bom desfecho, mas de resto tinha esquecido tudo pois realmente não tinha prendido minha atenção. Pois o verdadeiro problema dessa quarta parte, para mim, é ser um filme cinza, no sentido de não ter estilo. Os outros filmes tinham seu estilo, os personagens até tinham carisma. Poxa, o terceiro filme tem um roteiro pavoroso e uma ótima direção, já esta daqui tem um roteiro xoxo (melhor que o do terceiro com sobras) e uma direção igualmente xoxa. E, PASMEM, são os mesmos roteirista e diretor nos dois filmes kkkkkkk. Bem, de toda forma é melhor que a parte 2. Temos Vin Diesel de volta, e sua relação com Brian talvez seja o melhor ponto do filme. Agora, a decisão dele de se separar do grupo para protege-los foi péssima.
Han acaba morte (na parte 3) e a Michelle Rodriguez também. Já o relacionamento do Brian com a Mia foi... bem, acho que o roteirista não queria mexer com isso então ela mal foi escrita. Aliás, a dublagem do Vin Diesel é ótima (“b1ch1inha” kkkkk)
. Acaba sendo um filme esquecível, sem grandes destaques. Mas, mesmo assim, é melhor que a parte 2 e um pouquinho pior que a parte 3 na minha opinião. Nota: 7.1.
Tinha assistido só uma vez, quando era criança, na época que lançou. Não era muito o estilo da minha mãe, mas ela alugou, talvez por ter uma atriz de nome. Lembro só dela falando, na cena final,
que o filme era doido e sem sentido. Lembrava vagamente da cena do clímax, e de que eram os aliens os culpados. Entretanto, revendo agora, esse final não é tão absurdo assim. Os aliens já são estabelecidos no meio do filme. Inclusive, achei essa decisão meio covarde, parece que acharam que se revelassem que eram aliens só no final o público acharia tosco... bem, talvez se fizessem assim ficasse tosco mesmo, mas poderiam construir essa reviravolta de forma mais cuidadosa. Ah, as cenas das pessoas sendo “sugadas” de forma abrupta também me marcou. Agora, como os aliens conseguiam afetar as memórias e modificar fotos? Se tinham essa habilidade, por qual motivo não conseguiram apagar os desenhos nas paredes do quarto ao invés de só colocar um papel de parede por cima? Aliás, a premissa é até legal e, bem, as reviravoltas acabam sendo meio a prova de falhas de roteiro, já que os planos de testes dos aliens são tão vagos que qualquer coisa não explicada basta respondermos que é “coisa dos aliens” e pronto. Enfim, não é que tenha falhas de roteiro, ele tem lacunas de roteiro
Isso aqui é Barbie Cinderela, na verdade. Tem quase nada de Rapunzel aqui, tanto que a cena clássica do “jogue-me suas tranças” meio que nem acontece de verdade. Achei o Quebra-Nozes melhor, tinha músicas legais, boa trama, apesar do final fraco. Esse daqui tem a dragão, que acho uma boa coadjuvante até. Não só isso, pode ser um filme de princesa, da Barbie, voltado para garotas e nem por isso deixaram de entregar ação e uma protagonista que não é “frágil”. Se fosse hoje em dia iam falar que é “woke”, aliás. Em alguns momentos tem algumas conveniências (o pincel mágico, por exemplo, ou ela convenientemente trombar com o príncipe), mas a trama até que é redondinha. Só não gosto muito do personagem do dragão-pai, tava chato de tão repetitivo toda cena que envolvia ele. Bem, pelo menos esse daqui tem uma cena de ação final legal. Nota: 7.4.
Quando criança assistia a parte 2 várias e várias vezes, aí peguei esse aqui para já que o outro era continuação e só vi uma vez, acho que não gostei muito. Não sei se é um filme que teve apelo com crianças, mas a mim não pegou na época, não lembrava de nada. A trama até que é legal, não sei se baseada em algum episódio do desenho pois, tenho que confessar, nunca assisti a um mísero episódio de Flintstones. Mas, mesmo assim, dá para reconhecer que foi feito de forma respeitosa para com o desenho. As caracterizações e os atores são perfeitos para os papéis, os cenários, as piadas com as coisas do cotidiano versão idade da pedra, tudo muito bem executado. Acho que, do ponto de vista de respeito ao material original, deve ser um dos melhores live-actions de um desenho. Quero dizer, vejam Scooby-Doo, por mais que eu goste do live-action, os personagens estão meio descaracterizados. Enfim, Kyle MacLachlan mostra ser um bom ator, convincente como vilão caricato de desenho, sendo que ele interpretou em Twin Peaks o oposto, um personagem bem bonzinho. Agora, só não entendi o plano dele. Qual sentido de selecionar o com melhor resultado, sendo que ele precisava de um toupeira para o plano funcionar direito? Talvez por achar que todo trabalhador seria toupeira? Arrogância, talvez? Enfim, em alguns momentos parece que funcionaria melhor como um episódio mais curto mas, de todo jeito, é divertidinho e funciona. Nota: 7.3.
Quando criança meu irmão mais novo assistia muitos filmes de cobras e aranhas e eu assistia junto. Depois de muito tempo, consegui rever todos, faltava apenas esse daqui. E foi quase um milagre eu lembrar do nome. Lembrava que tinha uma cobra numa prisão mas, por sorte, também lembrava do termo “Alcatraz”, então consegui achar. Vi na época que lançou então não lembro de quase nada. Lembro da cena naquela local aberto (acho que era a despensa) e a cobra dependurada, atacando do alto. E, bem, é fácil lembrar dessa cena já que ela acontece DUAS VEZES. Sério, quem escreveu isso? A cobra ataca por cima e temos uma explosão, duas cenas que acontecem de forma repetida NO MESMO cenário. Criatividade passou longe. Embora, em verdade, a premissa até é legal. Prisão no local mais isolado possível do mundo, embora, claro, temos que relevar toda a questão logística e os gastos absurdos para manter uma prisão GIGANTESCA do lado do pólo sul. Enfim, a meiuca do filme é bem maçante. A cobra é completamente deixada de lado e fica esquecida no churrasco. Bem, pelo menos o terceiro ato temos ataque de cobra atrás de ataque de cobra. E, por mais que os efeitos especiais sejam horrendos, as atuações sofríveis e a ação não seja nada de demais, bem como as mortes também sejam fracas (acho que foi feito para a televisão e TV nessa época não permitia gore nenhum), pelo menos entrega ataques de cobra, ao invés do Shark Attack de 1999 que esquece que é um filme de tubarão. Mas, a “melhor” parte do roteiro é a trama do casal protagonista. Brigam pela questão de ter filhos e esse drama deles simplesmente é esquecido no segundo ato e nunca mais vai ser comentado. Aliás, não sei por qual motivo foram colocar esses personagens. Teria sido mais interessante focar nos presidiários e nos ataques à prisão, foram colocar esses personagens e mataram todo o segundo ato focando neles. Mas, bem, pelo menos tivemos ação com a cobra. Nota: 6.6.
Nunca tive contato com os quadrinhos originais. Aliás, acho que é a primeira vez que assisto esse daqui inteiro. Já tinha assistido uns 90 por cento, quando passava na TV e a gente pegava o filme já passando. Acho que nunca tinha assistido os minutos iniciais. O dois, ao contrário, eu assistia bastante na minha infância, gostava muito, mas o primeiro só essas assistidas ocasionais. O humor funciona, assim como Will Smith de protagonista, bem carismático. O Tommy Lee Jones, idem. As cenas de ação, os aliens, a premissa funcionam também mas, sinceramente, nunca gostei muito da batalha final, acho meio fraca. O vilão também não funciona tanto para mim. Digo, é um vilão legal, mas não tem aquele cacife para segurar um longa-metragem. É como se fizessem um filme do Homem-Aranha e o vilão principal é o Bumerangue ou o Shocker. De todo jeito, é um filme que funciona e que entretem. Nota: 7.3.
Sinceramente, entendo quem gostou. É essência de filme de homem (ou, talvez, de adolescente). E isso não é algo necessariamente ruim (em alguns momentos extrapola, é verdade). Mulherada atrás de mulherada (tem uma cena INÚTIL deles indo numa balada só para mostras as modelos do lugar), protagonista neutro mas que atrai gostosas (para o público masculino se identificar) e carros, muitos carros. É o contraponto de Crepúsculo nesse sentido. Aliás, os carros são um ponto bem positivo, assim como da parte 2. Temos carros estilosos e “carexploitation” ao máximo. Outro ponto positivo é que tem uma boa direção, cenas com estilo, escolha de cores interessante. O drift é legal, mas chegou um ponto que cansa, fica sendo só sobre isso. Falando em drift, vi bem na época que estavam falando do Fiuk, se o protagonista tivesse feito o curso a história seria outra, rs. Aliás, a cena do protagonista batendo em tudo na primeira tentativa de correr em drift é bem legal. O problema é que o roteiro é horrendo. Sim, exigir um primor de roteiro desse filme não é justo, se fosse só um negócio básico, só para o gasto, tudo bem, mas ele tem uma coisa que me incomodou. A trama é só introdução atrás de introdução. Quando vi já tava passando de uns 50 minutos e ainda tavam introduzindo coisas, pelamordedeus. E aí continuam introduzindo coisas depois de coisas a ponto de um personagem importante, o cara da Yakuza, aparecer só no último ato. Mas, assim, se essa tanto de coisas fosse amarrada, ainda vai. Mas, como eu disse, temos várias introduções que não são exploradas, ou justificadas, como a questão da balada que comentei. Mas, o que mais me revolta nesse filme é que é, de longe, DISPARADO, O VILÃO QUE ESTAVA MAIS CERTO NA HISTÓRIA DO CINEMA. Digo, o que o cara fez de errado?
Ser da máfia? Bem, isso é errado, mas nosso protagonistas também são criminosos, então isso não justifica ele como vilão. Digo, o protagonista chega e rouba a namorada dele sem pudor nenhum, era para ele simplesmente ficar de boa? Aí ele descobre que o sócio dele, o Han, simplesmente estava desviando dinheiro e ROUBANDO ele. Ele vai e mata o cara, nada mais justo e normal do ponto de vista de um mafioso, qualquer outro teria feito a mesma coisa, Han teria feito a mesma coisa. Aí tem a corrida final, ele perde e ACEITA a derrota. Bixo, onde esse cara é vilão? Simplesmente não fez nada de errado ou injusto. Sinceramente. Mas, bem isso não é exatamente um problema, só não sei por qual motivo não vejo ninguém comentar isso. E sobre essa questão de filme masculino, no geral, não incomoda. Mas a cena inicial é bem tosca, daquela típica de que claramente foi escrita por homem, quando a adolescentizinha simplesmente se oferece como prêmio da corrida, totalmente tosco e irreal. E, claro, nessa cena temos também a introdução da mãe do protagonista... que não vai aparecer de novo. Os dois adolescentes não vão aparecer de novo. No máximo, serve para demonstrar a personalidade competitiva do protagonista, que vai permear o filme, entretanto, o protagonista é um mala e no final seu desenvolvimento é o de não fugir das sujeiras que ele faz... não é não ser um mala e fazer sujeira, é simplesmente não fugir. Ok. Aliás, na primeira cena me recusei a acreditar que o protagonista era adolescente. Achei que era, sei lá, zelador da escola ou algo assim. E o mais maluco é que o cara tinha uns 23 anos na gravação do filme com uma skin de uns 40 kkkkk. E, na moral, achei tosqueira o liderzão da Yakuza aceitar resolver o trem numa corrida. Bixo, o normal seria ele só falar: “não, amarrem concreto na perna dele e joguem no mar”. Não tem razão nenhuma para ele aceitar a corrida. Mas era o que o roteiro precisava, então ficou por isso mesmo
. Mas, como disse, é um filme que tem momentos legais, as corridas são decentes, os carros são interessantes, as cores e fotografia são boas e a direção acerta bem. Digo, a direção é muito boa e o roteiro é bem fraco. De todo jeito, é melhor que o 2, que não tem roteiro nem direção. Nota: 7.3.
Nunca assisti ABSOLUTAMENTE NADA de Cavaleiro dos Zodíacos. Lembro que estava no auge aqui no Brasil e eu era criança e resolvi ver. Primeira cena que eu coloco e tem um personagem cuspindo sangue ou algo assim, tirei na hora, não gostava de ver sangue... hoje em dia assisto filme de gore pesado kkkkkk. Mas, enfim, não sei nada sobre a história, não sei se esse trem foi fiel (aparentemente não, pelas notas baixas). Mas, mesmo assim, é fraco. Até entretem (pelo menos para mim que não conheço nada), mas vai chegando mais para o final e o interesse vai diminuindo. Até poderia ter tido um dilema ético mais interessante na questão da deusa, mas mesmo isso é méh. As cenas de ação até saõ bem feitinhas, não são ruins ou feitas de forma preguiçosa no geral, mas também não impressionam e servem a uma trama fraca. Os efeitos especiais são bem ruins no geral também. Agora, o personagem lá dono do lugar de luta (não decorei o nome) ficou extremamente pistola com o Seiya sem MOTIVO NENHUM. Sério, qual justificativa para o cara surtar daquele jeito a ponto de abrir mão de tudo¿ Não teve nada justificando isso. Nota: 6.2.
Dos que eu assisti do diretor (Rushmore, Tenenbauns, Moonrise Kingdom) considerei o melhor. Fiquei curioso para saber se isso daqui funcionou para o público infantil ou só adulto que assiste isso mesmo kkkkk. A direção do Wes Anderson, típica, funciona bem numa animação, incluindo os cortes secos para close-ups no rosto dos personagens, as centralizações... acho que esse tipo de estilo dele funciona melhor até em animações do que nos live-actions. No início parece que a trama vai ser sobre
as invasões, mas temos algo diferente e ela toma outros rumos... embora, talvez, tivesse sido mais interessante um foco maior nas invasões
. Mas, de todo modo, o grande destaque para mim foi o humor. É o filme mais engraçado do diretor dos que eu assisti. A maioria das piadas funciona e, como eu disse, a animação é beneficiada pelo estilo do diretor, inclusive para gerar humor. A temática do protagonista que tenta mas não consegue fugir da sua natureza também é boa. Não tinha muitas expectativas, mas elas foram superadas. Nota: 8.6.
Ação demais e tubarão de menos. A primeira metade até entrega um pouco mais de tubarões, em cenas de baixo orçamento e montadas para disfarçar (mal) isso. Aí na segunda metada é ação, perseguição, explosões aos montes, do nada o filme passou a ter orçamento. Os atores são fraquíssimos, aliás. A trama é meio óbvia e tenta disfarçar isso com duas reviravoltas mas continua sendo meio óbvia. E, mesmo repleto desses defeitos, ainda achei um filme que até consegue te entreter um pouco, ele não fica tedioso. É mal executado em praticamente tudo que tenta, mas não é enfadonho. Aliás, perdi algo? Eles estão na África mesmo? Cidade toda branca. Dá série: nunca teria ouvido falar se não tivesse o filme em VHS. Nota: 6.5.
Sem dúvida um dos melhores do Argento. Ainda acho Suspiria superior, mas esse daqui até chega perto, é evidente como ele foi evoluindo como diretor a cada filme da trilogia dos bichos (só não vi o das moscas no veludo cinza) e esse daqui é o ápice dele como diretor de giallo após essa “trilogia”. Temos aqui também um pequeno vislumbre dos rumos que ele tomaria em seu próximo filme, ou seja, o sobrenatural presente em Suspiria (seria uma tentativa de dar novo ânimo ao gênero? Se for, falhou, não enxergo Suspiria como Giallo), aqui temos uma leve trama sobrenatural na personagem vidente. Aliás, digo que é uma evolução em vários motivos. Me lembro agora de um exemplo que remete a Pássaro das Plumas de Cristal,
sendo a questão do assassino meio que ter sido revelado de forma escondida no início do filme. A trama é boa também, bem construída, revelando aos poucos as pistas para desvendar o mistério. As mortes são muito boas também, com destaque para a cena da morte no banheiro. A cena toda é top 3 melhores momentos da direção do Argento
. A personagem da Daria Nicolodi trás um lado mais alívio cômico para a trama, e acho que ela é mais interessante que o protagonista. Aqui é um Giallo, alías, com pouca presença policial, sendo a investigação proporcionada pelas ações do protagonista. No fim é um ótimo Giallo, com os elementos padrões do gênero, mas belamente executados: mistério, mortes brutais, sangue vermelhíssimo, ótima fotografia. Nota: 9.2.
Esse lembro de ter visto na primeira vez na época. E é curioso rever agora, às vésperas do meu casamento. Não vou tive uma despedida de solteiros dessas rs, mas também não iria querer ter. O filme fez muito sucesso na época, acho que por não ser podado, aberto a exageros, e também pelo personagem do Zach Galifianakis. A premissa do noivo perdido é boa também, assim como o lugar em que o encontram. Acho a subtrama do Stu meio méh, mas até que funciona na narrativa. Também interessante (e até mesmo ousado) é como optaram por não exibir (quase) nada da noite que foi esquecida pelos personagens. Uma escolha óbvia seria ficar incluindo um monte de flashbacks ou algo assim, mas preferem nos deixar às escuras assim como os personagens e, apenas no momento dos créditos finais é que temos, junto com eles, um vislumbre da noite que foi esquecida. Uma boa sacada. Mas, além disso, o mais importante é que o humor funciona. Nota: 8.4.
Nossa, sinceramente, cada dia que passa gosto mais da parte cinco, completamente injustiçada. Essa parte seis até tenta, mas ela, sei lá, me soa meio desnecessária. Para que fazer mais um filme colocando o Rocky nas mesmas situações? Digo, se tem algo que eu não gosto é quando alguém fala que determinado filme é desnecessário, mas esse daqui me passa um pouco dessa sensação. Está certo que a parte cinco deixa uma sensação de arco inacabado, mas essa aqui não foi satisfatória para mim como conclusão.
Digo, Rocky na parte 2 nem podendo lutar estava, na parte 4 quase morre e por isso na 5 acaba aposentando, aí depois de uns 20 anos aposentado volta para o ringue de novo¿ A parte 5 era boa por ousar não colocar o Rocky em um ringue novamente e continuar sua história como lutador aposentado, aí essa parte 6 tinha que desmontar isso e voltar para o óbvio. E aqui, novamente, Rocky usa a perseverança, o coração, para conseguir vencer as circunstâncias e sair “vencedor” da luta. Digo, pura ficção, na vida real Rocky não teria nem lutado pois a junta médica não teria permitido mas, se tivesse lutado, não teria durado três assaltos. Maaaaaaas, não sou do tipo de querer purismos realistas nas obras de ficção. Suspensão da descrença para um caso desses poderia funcionar, mas os outros quatro filmes anteriores (com exceção do quinto) usaram a mesma trama do underdog, do azarão que supera o desafio e fazer isso de novo em uma situação forçada de um aposentado praticamente idoso ficou demais para mim. Assisti pela primeira vez na época que lançou, com doze anos, sem ter visto as continuações e não lembrava de praticamente nada. Finalmente assisti os originais e são necessários para a trama. Bem, exceto o cinco, que é deixado meio de lado. A cena do discurso do Rocky para o filho é o ponto alto do filme, um dos grandes momentos da franquia tranquilamente. Inclusive, a primeira metade desse filme é até legal. É contida, sem extravagâncias, nostálgica, reflete bem um Rocky que sente saudades do passado, apesar de viver até acertadamente, com emprego e fama. Inclusive colocarem uma personagem feminina sem apagarem a Adrian ou substituí-la, sendo uma personagem que Stalone evitou de cair no lugar comum nesse sentido, sendo o relacionamento entre ambos bem construído. Claro no trecho final ela acaba sendo usada como Adrian, demonstrando que a personagem estava ali para isso, mas de resto foi bem construído. Agora o que não ficou bem construído foi a relação do Rocky com o filho. O relacionamento dele com o filho foi melhor escrito no quinto filme com sobras. Do nada o moleque larga o emprego para ficar acompanhando o pai. Do nada não, depois de um discurso motivacional (ótima cena, isoladamente falando, como disse) que simplesmente resolve todas as desavenças entre os dois. E o filho da substituta da Adrian (esqueci o nome) que tem um rascunho de desenvolvimento mas não finalizam, simplesmente vira equipe de apoio também. E é isso.
O terceiro ato desse filme apressa tudo depois do filme ter tentado manter aquele ritmo e estilo dos anos 1970. Sinceramente, repito, não entendo a rejeição à parte cinco quando ela constrói e se desenvolve de um modo muito melhor que essa parte seis. Na verdade, acho que entendo, o problema é que a parte cinco não é mais do mesmo, toma caminhos que não são decisões populares, enquanto esse aqui entrega as decisões fáceis e agradáveis para o público que, por mais que não sejam interessante no meu ponto de vista, são suficientes para uma maior aceitação. Enfim, minhas ordem de preferência para esses filmes ficam variando um pouco. Mas esse com certeza só não é pior que a parte quatro... que é outro filme bem popular da franquia rs. Nota: 7.2.
É um filme bom, Shyamalan dirige muito bem aqui. Acho que é um dos melhores em matéria de direção que ele lançou nos último anos, em alguns momentos é bem hitchcockiano. Problema do Shyamalan é a cisma em roteirizar também. Ele é até um roteirista razoável, mas sempre passa a sensação que o roteiro poderia ser melhor ou mais trabalhado, algo que um colaborador poderia apontar. Mas como é so ele dirigindo e roteirizando acaba dando essa sensação que faltou pouco para chegar em um filme excelente. Dito isso, o filme tem bons momentos,
a ideia de um protagonista que é o vilão é boa, era algo que poderia ser problemático e comprometer o suspense mas é bem executado, acabamos que nos pegamos torcendo por ele meio que sem querer. Aliás, gostei da atuação do protagonista, passa uma sensação de simpatia, mas ele logo “muda” quando entra em “modo” assassino em série. Bom, em alguns momentos isso é um pouco exagerado e o protagonista é quase sobrenatural na esperteza e na agilidade. Outro problema, a meu ver, foi o último ato do filme. A perseguição que continua fora do estádio é longa demais, deveriam ter focado mais tempo no estádio, cortado dez, quinze minutos desse terceiro ato e colocado outras situações dentro do show. E, no fim, temos a reviravolta obrigatória que é marca do Shyamalan. Eu achei, até mais ou menos metade do filme, que seria que a filha é quem era a assassina e o pai estaria apenas encobrindo os rastros dela para protegê-la, justificaria ele como protagonista. Mas, bem, do meio para frente fica claro que não seria isso e até gostei da reviravolta final
É divertido e cumpre seu papel de comédia, arrancando bons risos e por vezes abraçando o exagerado e o escrachado, e até o absurdo. Gostei muito do personagem do maestro. O problema mesmo, para mim, foi que na última meia hora o filme muda completamente o foco para uma trama que parecia até terciária e se torna o foco principal do filme do nada, sendo, inclusive, a base para o clímax, abandonando a própria temática do filme que deveria servir para esse clímax. Nota: 7.3.
Dirigido e roteirizado pelo roteirista do bom Heathers. E até vejo alguma semelhança entre esses filmes, não só por causa do foco em adolescentes, mas tembém por ter um certo ar de estranheza na forma como a históia é conduzida, em como os personagens se portam em alguns momentos. Ele tem um ar levemente estranho, como Heathers, algo que eu até gosto. E, bem, além do bom roteirista, temos um excelente time de atores promissores. Dominique Swain tinha tido uma excelente atuação em Lolita. Brad Renfro já vinha consolidando uma carreira (O Aprendiz, A Cura), Jaime King (estreante como atriz, mas atua até bem), Keram Sanchéz que já tinha uma carreira com vários créditos e Justin Long, praticamente estreante, mas foi o único que realmente ganhou uma grande fama entre todos os atores. E, mesmo com esse elenco grande e diverso, que atua até bem, temos um filme que é bem desconhecido. 60 avaliações aqui no Filmow, 3.000 no IMDB, e quando você pesquisa o nome original dele no google aparece uma empresa de aluguel da Islândia kkkkk. Enfim, até gostei do filme. A narração, mesmo que por vocês abusem desse recurso, é interessante e com boas falas. A cena do olho do furacão é meio onírica, com a fotografia estilizada, e achei ela até legal. Então, não sei bem dizer qual foi o problema do filme. Acho que a questão é que talvez ele foque demais em um romance que não tem muita graça. Digo, a premissa do acampamento sem um supervisor adulto poderia enveredar por outros temas, mas o foco parece ser apenas a questão sexual. Parece que esse é o único instinto liberado quando os jovens ficam em total liberdade. E, bem, talvez o seja. E outra coisa é o título nacional, que dá ares de comédia escrachada para um filme que, bem, meio que possui elementos de comédia, mas uma comédia séria. Poderia ser melhor, mas até que é legal em sua direção e forma de contar a história um pouco estranha. Nota: 7.2.
Pedrada do Jodorowsky, daqueles filmes que é impossível ver e não se sentir mexido de algum modo. Em alguns momentos é meio caótico, principalmente no começo. Poucas falas (por alguns instantes achei até que o filme nem fala teria) enquanto simbolismos diversos (envolvendo religiões e diferenças socioeconômicas, com críticas aos ricos, às guerras e a hipocrisia de alguns religiosos) são bombardeados sem dó e sem nem deixar tempo para respirarmos.
Aliás, a cena que pegam o cara como molde de crucifixos é muito boa, a quantidade de Cristos me impressionou, o filme parece ter tido uma produção caríssima, vários cenários, vários figurinos, tudo passando em poucos segundos e já troca, com vários personagens também. Aliás, qual o significado dessa cena do molde? Roubaram a força de trabalho dele para lucrar? Enfim, como disse, repleto de simbolismos e interpretações. Já o segundo ato começa a ser mais sobre narração, com alguns simbolismos (um pouco) mais óbvios (vênus luxúria, marte guerra) e ritmo menos frenético. Aliás, tudo que não tinha de fala no primeiro ato tem no segundo, com tudo sendo narrado, deixando bem explicitas as críticas. Acho que esse segundo ato, por mais interessante (narrativa e visualmente) que tenha sido, poderia ter sido encurtado. Incha demais o filme e foi responsável por cair um pouco no meu conceito. E, bem, vemos que o conceito dos Legendários foi criado pelo Jodorowsky. Grupo com características religiosas para moldar o caráter (inclusive abdicando de certos pecados) e formado majoritariamente por pessoas de elite e que buscam seu objetivo subindo montanha kkkkkk.[spoiler]
Aí o terceiro ato mescla um pouco. Temos narração e simbolismos mais equilibrados. E então temos o final que é meio... bom, difícil definir. Niilista, talvez? Ou tudo teria propósito? Buscar alcançar a imortalidade para no fim ser a jornada que importa como fator transformador? Mas, e daí? Já que tudo não passa de um filme, nada aconteceu. Pois é, não sei se esse final de tudo ser um filme foi para ter impacto ou se foi algo orgânico com o propósito de trazer algum ensinamento ou reflexão.[/spoiler] Realmente, não sei ainda o que pensar sobre isso. Por fim, gosto muito da estética psicodélica, mesmo que tenhamos poucos filmes que a usem. E, tenho uma reclamação que, sinceramente, eu mesmo não concordo muito com ela mas tenho que fazer. Talvez eu tivesse gostado mais da estética (e do filme no geral), tivesse achado mais bonita ou agradável de se assistir se tivesse menos gente pelada. Sério, que desconforto, gente pelada toda hora, fica difícil apreciar a estética. Claro, essa reclamação é injusta, já que o pessoal nu faz parte da estética, mas que atrapalhou um pouco de apreciar atrapalhou. Nota: 8.4.
É um filme amarradinho, entretem, mas não me atingiu. A Entidade, do mesmo diretor, é bem superior na minha opinião, embora ache que no geral tenha notas menores. Digo, A Entidade é muito mais climático e assustador, enquanto esse daqui é meio, sei lá, mais blockbuster. Achei que a fotografia quase exagera na ambientação da década que o filme se passa. Aliás, o diretor continua com seu fascínio pelas mídias físicas audiovisuais antigas. Só que em A Entidade isso tinha sentido na narrativa, aqui ele simplesmente emprega câmeras diversas sem qualquer justificativa orgânica.
[/spoiler] Tem o mérito de misturar terror sobrenatural com terror de assassino em série (acho que é algo inédito, pelo menos eu não me lembro de outro filme que faça algo parecido) mas é só isso. Digo, desde o trailer achei sem graça e pouco atrativo e o filme me deu a mesma sensação do trailer (ou seja, ótimo trailer, rs). Algumas coisas soam um pouco forçadas também. Várias crianças já tinham sumido. No início do filme parecia que eram uma ou duas, mas VÁRIAS e mesmo assim os pirralhos andam na rua de boas. E, outra, para que serviu o personagem do irmão? Sei lá, é só um alívio cômico de alguém obcecado pelo assassino mas que mora (mesmo que temporariamente) no mesmo teto e não percebeu? Meio forçado, mas aceitável
. O problema é que é totalmente desnecessário e poderia ser descartado. Nota: 7.2.
Desde 2018 assisto um filme de cada país da Copa do Mundo durante a copa. Infelizmente, agora com 48 seleções fica impossível. Então vou tentar assistir ao longo de um ou dois anos. E, como primeiro filme, escolhi a Turquia, com sua decepcionante campanha na copa. E resolvi pegar algo fácil, na própria Netflix. Pois bem, meu contato com cinema turco foi apenas nas cópias que eles faziam de blockbusters (O Exorcista Turco e o Star Wars Turco). Agora, assisti um filme que não é uma cópia de um blockbuster mas até parece, já que é uma comédia romântica bem pasteurizada. Apesar de que até dá para ver um pouco de Turquia aqui nas locações. E achei que retrata um país que até é bem liberal nessa questão de relacionamento. Enfim, apesar da trama extremamente clichê e previsível, o filme, mais para o fim, parece tentar brincar com o fato de ser clichê, talvez envergonhado com isso, mas vemos que só o faz pela falta de criatividade mesmo. De todo modo, a interação do casal principal (um dos pontos chave em filmes do tipo) funciona muito bem e ajuda a tornar a obra digerível. Também importante comentar como o ator principal é simplesmente HORRÍVEL na primeira metade e na segunda entrega, pelo contrário, uma atuação ÓTIMA. O filme foi gravado na ordem e o cara foi aprendendo a atuar enquanto gravavam, só pode. Enfim, assitível e até divertidinho, mas nada de demais. Simplesmente não tem nenhum momento marcante. Nota: 6.9. Filme 01 de 48 (Turquia).
Isso é arte em seu estágio mais puro. Uma salada nonsense de zero sutileza que flerta com quase todo gênero cinematográfico e homenageia diversos movimentos cinematográficos e emprega vários tons narrativos e mesmo assim funciona. Caótico e organizado, estilizado, extravagante ao extremo mas sem soar exagerado ou desconexo. É um filme extremo no seu estilo mas sem deixar de ser padrão, ou seja, é de uma total dualidade que acho que nunca vi nenhum outro filme alcançar. Normalmente fazer algo muito fora do padrão ou estilizado gera aqueles filmes arte meio não narrativos (Montanha Sagrada, por exemplo), mas este daqui consegue acertar na dose de tudo, para mim. DePalma, nos anos 1970, dirigiu vários suspenses que homenageavam outros estilos do passado, mas eram mais contidos que esse daqui. Quero dizer, ele assimila o Giallo pelas cores fortes e pelo sangue bem vermelho, mas o Giallo ainda era algo novo. Aliás, não seria exagero de chamar isso daqui de um Giallo estadounidense. Além dessas misturas de gênero, temos o título que remete a O Fantasma da Ópera. Entretanto, achei que veria uma versão atualizada da obra, mas ele começa como Fantasma da Ópera (e até continua o homenageando em alguns momentos) mas logo começa a enveredar por outras tramas,
misturando também Fausto e o Retrato de Dorian Gray. E DO NADA nos jogam aquele roqueiro maluco. Arte. Agora, tenho também que tratar de uma das melhores reviravoltas do cinema a meu ver e que curiosamente não me lembro de ter visto em nenhuma lista de reviravoltas. Como disse, é um filme sutil e mesmo assim consegue esconder uma reviravolta fantástica (nos dois sentidos, de ser bem tramada mas também de ser fantasiosa) mesmo nos bombardeando com ela o tempo todo (o fato do personagem não envelhecer, a assinatura com sangue...). Simplesmente genial, brincando, inclusive, com a ideia do “rock demoníaco”. E do nada é adicionado o elemento fantasioso ao filme.
Sinceramente, não entendo toda a adoração à Rocky Horror Picture Show (que saiu um ano depois desse!) que tem lá nos EUA. Só comparando musicais de rock espalhafatosos e com um pé no terror. Esse daqui é muito mais filme e mais coerente na narrativa. Embora, verdade seja dita, achei as músicas dessa aqui fracas e inferiores (não que Rocky Horror tenha músicas excelentes) mas a decepção é maior por serem (até onde sei) do Paul Williams, que tem ótimas músicas (Muppets, Bugsy Malone). Se tivesse músicas melhores talvez eu desse uma nota maior ainda, entrando no rol de filmes que são top 20 na minha opinião. Mas, de todo modo, chegou perto. Sério, não sei como esse filme é mais adorado. (Quase) Zero defeitos. Nota: 9.8.
Luca
4.1 786Achei a trama meio batida. Começa com muitas semelhanças com Pequena Sereia e também com outros filmes da Pixar. É aquela história de personagem contra o status quo que entra em uma jornada. A diferença aqui e que deu um fôlego maior para o filme foi evitarem essa história de jornada e fazerem a trama andar em um mesmo ambiente, algo mais desafiador para o roteiro do que atrama de jornada episódica.
De todo modo, ainda tem algumas coisas que me incomodaram. O vilão é muito bestinha e não dá aquela sensação de perigo. Agora, a questão dos pais do Luca probirem ele de ir à superfície é sem pé nem cabeça.
Achei que eles teriam algum motivo ou história do passado deles para justificar o medo de Luca acessar a superfície, mas não tinham muito justificativa para isso. E, aí, a coisa fica ainda mais esquisita pois ir para a superfície REALMENTE era um perigo para vida de Luca. Ora, ele desobedece e isso fica parecendo certo quando não verdade os pais tinham razão em se preocupar.
E, digo, os últimos filmes da Pixar realmente tem uma mensagem mais progressista de personagens que quebram paradigmas conservadores mas o desse aqui ficou mal encaixado para mim. O que ajuda a dar uma melhorada é se enxergarmos tudo como um paralelo para “sair do armário”
A coisa com o “Bruno” é legal também, achei até que a tal da música “We Don’t Talk About Bruno” seria desse filme. A animação também é muito bonita, como era de se esperar.
Outro problema é o final abrupto e de soluções fáceis e mágica para que tudo rapidamente fique bem. Juro, dei uma pausa no filme faltando 43 minutos, mas na verdade eram 20 pois 20 são de créditos (o Disney Plus tem uns 10 minutos de créditos dos dubladores de todos os países que fica somado com a duração do filme), assim achei que ainda faltava muito de filme, mas faltava pouco e isso destacou ainda mais como no fim tudo simplesmente se resolve pela forçada do roteiro
Mas, apesar dessas reclamações, é um filme que entretem, escorrega em alguns momentos, mas entretem. E, como disse, é bonito visualmente, então isso também ajuda.
Nota: 7.4.
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
4.1 1,1K Assista AgoraTá maluco, é frase de efeito foda atrás de frase de efeito foda
("Seremos dois imortais presos em uma batalha épica até o Dia do Julgamento e o soar das trombetas?")
Não só isso, a ousadia do filme também está no fato de ser um filme marítimo. Vi em algum extra de DVD que nos anos 1990 e início dos anos 2000 de aventura marítima tinha sido um fracasso de bilheteria. Não só isso, como normalmente necessitam de orçamentos gigantescos e, pelo que ouvi falar, aqui não foi diferente, sendo o orçamento cinematográfico mais caro da época.
Assisti a primeira trilogia várias vezes na minha infância, sendo o segundo o meu preferido. Johnny Depp entrega uma atuação memorável e engraçada. A mistura de humor e aventura do filme funciona e acho que meio que ditou a tônica dos filmes de aventura desse século, incluindo da Marvel. O humor, aliás, é excelente, assim como as cenas de aventura.
Mas Piratas do Caribe tem a vantagem de não ter sido contaminado pelo estilo Nolan, de realismo sombrio. Aqui ainda existia fantasia e suspensão, abraço ao absurdo.
A trilha é excelente, uma das melhores do gênero fácil. A fotografia também (a cena dos amaldiçoados andando debaixo da água é foda).
No fim, acho que o único defeito é que ele acaba soando longo pois tem uma cena lá para uma hora e quarenta de filme que eles já estão na ilha amaldiçoada e dá uma sensação de cena final, de clímax, mas ainda vamos ter quarenta minutos, eles saem da ilha e voltam depois para a ilha no fim para a batalha final, aí dá essa sensação de que o filme tem uma “barriga”.
Ah, Norrington nem era tão ruim assim como eu lembrava. Os personagens aqui, aliás, são bem cinzentos. Não sou particularmente um fã de tridimensionalidade pela tridimensionalidade, mas aqui, considerando a natureza da narrativa, é algo plenamente justificável. E, não só isso, como são bem carismáticos também.
Nota: 9.4.
Velozes e Furiosos 4
3.4 581 Assista AgoraSó tinha visto esse na época que lançou e, até onde me lembro, não tinha visto os anteriores, minha mãe simplesmente chegou com um DVD falso do filme e fui assistir, meio a contragosto por não ter visto/não lembrar dos anteriores. E lembro que eu achei um porre. Bem, eu era adolescente, um filme chamado Velozes e Furiosos eu provavelmente esperei algo repleto de ação e exploração de carros. E saí do filme reclamando que tinha três míseras cenas de ação.
Bem, meu eu adolescente estava errado, mesmo com pouca ação, isso é condizente com os filmes anteriores da franquia, que eram muito mais focados na trama de criminosos em carros possantes. Inclusive, eu lembrava apenas de uma cena, a primeira, que é muito boa e tem um bom desfecho, mas de resto tinha esquecido tudo pois realmente não tinha prendido minha atenção.
Pois o verdadeiro problema dessa quarta parte, para mim, é ser um filme cinza, no sentido de não ter estilo. Os outros filmes tinham seu estilo, os personagens até tinham carisma. Poxa, o terceiro filme tem um roteiro pavoroso e uma ótima direção, já esta daqui tem um roteiro xoxo (melhor que o do terceiro com sobras) e uma direção igualmente xoxa.
E, PASMEM, são os mesmos roteirista e diretor nos dois filmes kkkkkkk.
Bem, de toda forma é melhor que a parte 2. Temos Vin Diesel de volta, e sua relação com Brian talvez seja o melhor ponto do filme. Agora, a decisão dele de se separar do grupo para protege-los foi péssima.
Han acaba morte (na parte 3) e a Michelle Rodriguez também. Já o relacionamento do Brian com a Mia foi... bem, acho que o roteirista não queria mexer com isso então ela mal foi escrita. Aliás, a dublagem do Vin Diesel é ótima (“b1ch1inha” kkkkk)
Acaba sendo um filme esquecível, sem grandes destaques. Mas, mesmo assim, é melhor que a parte 2 e um pouquinho pior que a parte 3 na minha opinião.
Nota: 7.1.
Os Esquecidos
3.0 639Tinha assistido só uma vez, quando era criança, na época que lançou. Não era muito o estilo da minha mãe, mas ela alugou, talvez por ter uma atriz de nome. Lembro só dela falando, na cena final,
que o filme era doido e sem sentido. Lembrava vagamente da cena do clímax, e de que eram os aliens os culpados.
Entretanto, revendo agora, esse final não é tão absurdo assim. Os aliens já são estabelecidos no meio do filme. Inclusive, achei essa decisão meio covarde, parece que acharam que se revelassem que eram aliens só no final o público acharia tosco... bem, talvez se fizessem assim ficasse tosco mesmo, mas poderiam construir essa reviravolta de forma mais cuidadosa.
Ah, as cenas das pessoas sendo “sugadas” de forma abrupta também me marcou. Agora, como os aliens conseguiam afetar as memórias e modificar fotos? Se tinham essa habilidade, por qual motivo não conseguiram apagar os desenhos nas paredes do quarto ao invés de só colocar um papel de parede por cima?
Aliás, a premissa é até legal e, bem, as reviravoltas acabam sendo meio a prova de falhas de roteiro, já que os planos de testes dos aliens são tão vagos que qualquer coisa não explicada basta respondermos que é “coisa dos aliens” e pronto. Enfim, não é que tenha falhas de roteiro, ele tem lacunas de roteiro
Nota: 6.9.
Barbie: A Rapunzel
3.1 131Isso aqui é Barbie Cinderela, na verdade. Tem quase nada de Rapunzel aqui, tanto que a cena clássica do “jogue-me suas tranças” meio que nem acontece de verdade. Achei o Quebra-Nozes melhor, tinha músicas legais, boa trama, apesar do final fraco.
Esse daqui tem a dragão, que acho uma boa coadjuvante até. Não só isso, pode ser um filme de princesa, da Barbie, voltado para garotas e nem por isso deixaram de entregar ação e uma protagonista que não é “frágil”. Se fosse hoje em dia iam falar que é “woke”, aliás.
Em alguns momentos tem algumas conveniências (o pincel mágico, por exemplo, ou ela convenientemente trombar com o príncipe), mas a trama até que é redondinha. Só não gosto muito do personagem do dragão-pai, tava chato de tão repetitivo toda cena que envolvia ele.
Bem, pelo menos esse daqui tem uma cena de ação final legal.
Nota: 7.4.
Os Flintstones: O Filme
2.7 278 Assista AgoraQuando criança assistia a parte 2 várias e várias vezes, aí peguei esse aqui para já que o outro era continuação e só vi uma vez, acho que não gostei muito. Não sei se é um filme que teve apelo com crianças, mas a mim não pegou na época, não lembrava de nada.
A trama até que é legal, não sei se baseada em algum episódio do desenho pois, tenho que confessar, nunca assisti a um mísero episódio de Flintstones. Mas, mesmo assim, dá para reconhecer que foi feito de forma respeitosa para com o desenho. As caracterizações e os atores são perfeitos para os papéis, os cenários, as piadas com as coisas do cotidiano versão idade da pedra, tudo muito bem executado. Acho que, do ponto de vista de respeito ao material original, deve ser um dos melhores live-actions de um desenho.
Quero dizer, vejam Scooby-Doo, por mais que eu goste do live-action, os personagens estão meio descaracterizados. Enfim, Kyle MacLachlan mostra ser um bom ator, convincente como vilão caricato de desenho, sendo que ele interpretou em Twin Peaks o oposto, um personagem bem bonzinho. Agora, só não entendi o plano dele. Qual sentido de selecionar o com melhor resultado, sendo que ele precisava de um toupeira para o plano funcionar direito? Talvez por achar que todo trabalhador seria toupeira? Arrogância, talvez?
Enfim, em alguns momentos parece que funcionaria melhor como um episódio mais curto mas, de todo jeito, é divertidinho e funciona.
Nota: 7.3.
Terror em Alcatraz
1.7 14Quando criança meu irmão mais novo assistia muitos filmes de cobras e aranhas e eu assistia junto. Depois de muito tempo, consegui rever todos, faltava apenas esse daqui. E foi quase um milagre eu lembrar do nome. Lembrava que tinha uma cobra numa prisão mas, por sorte, também lembrava do termo “Alcatraz”, então consegui achar.
Vi na época que lançou então não lembro de quase nada. Lembro da cena naquela local aberto (acho que era a despensa) e a cobra dependurada, atacando do alto. E, bem, é fácil lembrar dessa cena já que ela acontece DUAS VEZES. Sério, quem escreveu isso? A cobra ataca por cima e temos uma explosão, duas cenas que acontecem de forma repetida NO MESMO cenário. Criatividade passou longe.
Embora, em verdade, a premissa até é legal. Prisão no local mais isolado possível do mundo, embora, claro, temos que relevar toda a questão logística e os gastos absurdos para manter uma prisão GIGANTESCA do lado do pólo sul.
Enfim, a meiuca do filme é bem maçante. A cobra é completamente deixada de lado e fica esquecida no churrasco. Bem, pelo menos o terceiro ato temos ataque de cobra atrás de ataque de cobra. E, por mais que os efeitos especiais sejam horrendos, as atuações sofríveis e a ação não seja nada de demais, bem como as mortes também sejam fracas (acho que foi feito para a televisão e TV nessa época não permitia gore nenhum), pelo menos entrega ataques de cobra, ao invés do Shark Attack de 1999 que esquece que é um filme de tubarão.
Mas, a “melhor” parte do roteiro é a trama do casal protagonista. Brigam pela questão de ter filhos e esse drama deles simplesmente é esquecido no segundo ato e nunca mais vai ser comentado. Aliás, não sei por qual motivo foram colocar esses personagens. Teria sido mais interessante focar nos presidiários e nos ataques à prisão, foram colocar esses personagens e mataram todo o segundo ato focando neles.
Mas, bem, pelo menos tivemos ação com a cobra.
Nota: 6.6.
MIB: Homens de Preto
3.5 722 Assista AgoraNunca tive contato com os quadrinhos originais. Aliás, acho que é a primeira vez que assisto esse daqui inteiro. Já tinha assistido uns 90 por cento, quando passava na TV e a gente pegava o filme já passando. Acho que nunca tinha assistido os minutos iniciais. O dois, ao contrário, eu assistia bastante na minha infância, gostava muito, mas o primeiro só essas assistidas ocasionais.
O humor funciona, assim como Will Smith de protagonista, bem carismático. O Tommy Lee Jones, idem. As cenas de ação, os aliens, a premissa funcionam também mas, sinceramente, nunca gostei muito da batalha final, acho meio fraca. O vilão também não funciona tanto para mim. Digo, é um vilão legal, mas não tem aquele cacife para segurar um longa-metragem. É como se fizessem um filme do Homem-Aranha e o vilão principal é o Bumerangue ou o Shocker.
De todo jeito, é um filme que funciona e que entretem.
Nota: 7.3.
Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio
3.2 686 Assista AgoraSinceramente, entendo quem gostou. É essência de filme de homem (ou, talvez, de adolescente). E isso não é algo necessariamente ruim (em alguns momentos extrapola, é verdade). Mulherada atrás de mulherada (tem uma cena INÚTIL deles indo numa balada só para mostras as modelos do lugar), protagonista neutro mas que atrai gostosas (para o público masculino se identificar) e carros, muitos carros. É o contraponto de Crepúsculo nesse sentido.
Aliás, os carros são um ponto bem positivo, assim como da parte 2. Temos carros estilosos e “carexploitation” ao máximo. Outro ponto positivo é que tem uma boa direção, cenas com estilo, escolha de cores interessante. O drift é legal, mas chegou um ponto que cansa, fica sendo só sobre isso. Falando em drift, vi bem na época que estavam falando do Fiuk, se o protagonista tivesse feito o curso a história seria outra, rs.
Aliás, a cena do protagonista batendo em tudo na primeira tentativa de correr em drift é bem legal. O problema é que o roteiro é horrendo. Sim, exigir um primor de roteiro desse filme não é justo, se fosse só um negócio básico, só para o gasto, tudo bem, mas ele tem uma coisa que me incomodou. A trama é só introdução atrás de introdução. Quando vi já tava passando de uns 50 minutos e ainda tavam introduzindo coisas, pelamordedeus. E aí continuam introduzindo coisas depois de coisas a ponto de um personagem importante, o cara da Yakuza, aparecer só no último ato.
Mas, assim, se essa tanto de coisas fosse amarrada, ainda vai. Mas, como eu disse, temos várias introduções que não são exploradas, ou justificadas, como a questão da balada que comentei.
Mas, o que mais me revolta nesse filme é que é, de longe, DISPARADO, O VILÃO QUE ESTAVA MAIS CERTO NA HISTÓRIA DO CINEMA. Digo, o que o cara fez de errado?
Ser da máfia? Bem, isso é errado, mas nosso protagonistas também são criminosos, então isso não justifica ele como vilão. Digo, o protagonista chega e rouba a namorada dele sem pudor nenhum, era para ele simplesmente ficar de boa? Aí ele descobre que o sócio dele, o Han, simplesmente estava desviando dinheiro e ROUBANDO ele. Ele vai e mata o cara, nada mais justo e normal do ponto de vista de um mafioso, qualquer outro teria feito a mesma coisa, Han teria feito a mesma coisa.
Aí tem a corrida final, ele perde e ACEITA a derrota. Bixo, onde esse cara é vilão? Simplesmente não fez nada de errado ou injusto. Sinceramente. Mas, bem isso não é exatamente um problema, só não sei por qual motivo não vejo ninguém comentar isso.
E sobre essa questão de filme masculino, no geral, não incomoda. Mas a cena inicial é bem tosca, daquela típica de que claramente foi escrita por homem, quando a adolescentizinha simplesmente se oferece como prêmio da corrida, totalmente tosco e irreal.
E, claro, nessa cena temos também a introdução da mãe do protagonista... que não vai aparecer de novo. Os dois adolescentes não vão aparecer de novo. No máximo, serve para demonstrar a personalidade competitiva do protagonista, que vai permear o filme, entretanto, o protagonista é um mala e no final seu desenvolvimento é o de não fugir das sujeiras que ele faz... não é não ser um mala e fazer sujeira, é simplesmente não fugir. Ok. Aliás, na primeira cena me recusei a acreditar que o protagonista era adolescente. Achei que era, sei lá, zelador da escola ou algo assim. E o mais maluco é que o cara tinha uns 23 anos na gravação do filme com uma skin de uns 40 kkkkk.
E, na moral, achei tosqueira o liderzão da Yakuza aceitar resolver o trem numa corrida. Bixo, o normal seria ele só falar: “não, amarrem concreto na perna dele e joguem no mar”. Não tem razão nenhuma para ele aceitar a corrida. Mas era o que o roteiro precisava, então ficou por isso mesmo
Mas, como disse, é um filme que tem momentos legais, as corridas são decentes, os carros são interessantes, as cores e fotografia são boas e a direção acerta bem. Digo, a direção é muito boa e o roteiro é bem fraco.
De todo jeito, é melhor que o 2, que não tem roteiro nem direção.
Nota: 7.3.
A Bruxa de Blair
3.1 1,7K05/09/2026.
Dirty Dancing: Ritmo Quente
3.8 1,5K Assista Agora19/08/2026.
Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya: O Começo
1.9 306 Assista AgoraNunca assisti ABSOLUTAMENTE NADA de Cavaleiro dos Zodíacos. Lembro que estava no auge aqui no Brasil e eu era criança e resolvi ver. Primeira cena que eu coloco e tem um personagem cuspindo sangue ou algo assim, tirei na hora, não gostava de ver sangue... hoje em dia assisto filme de gore pesado kkkkkk.
Mas, enfim, não sei nada sobre a história, não sei se esse trem foi fiel (aparentemente não, pelas notas baixas). Mas, mesmo assim, é fraco. Até entretem (pelo menos para mim que não conheço nada), mas vai chegando mais para o final e o interesse vai diminuindo. Até poderia ter tido um dilema ético mais interessante na questão da deusa, mas mesmo isso é méh. As cenas de ação até saõ bem feitinhas, não são ruins ou feitas de forma preguiçosa no geral, mas também não impressionam e servem a uma trama fraca. Os efeitos especiais são bem ruins no geral também. Agora, o personagem lá dono do lugar de luta (não decorei o nome) ficou extremamente pistola com o Seiya sem MOTIVO NENHUM. Sério, qual justificativa para o cara surtar daquele jeito a ponto de abrir mão de tudo¿ Não teve nada justificando isso.
Nota: 6.2.
O Fantástico Sr. Raposo
4.2 963 Assista AgoraDos que eu assisti do diretor (Rushmore, Tenenbauns, Moonrise Kingdom) considerei o melhor. Fiquei curioso para saber se isso daqui funcionou para o público infantil ou só adulto que assiste isso mesmo kkkkk.
A direção do Wes Anderson, típica, funciona bem numa animação, incluindo os cortes secos para close-ups no rosto dos personagens, as centralizações... acho que esse tipo de estilo dele funciona melhor até em animações do que nos live-actions.
No início parece que a trama vai ser sobre
as invasões, mas temos algo diferente e ela toma outros rumos... embora, talvez, tivesse sido mais interessante um foco maior nas invasões
Mas, de todo modo, o grande destaque para mim foi o humor. É o filme mais engraçado do diretor dos que eu assisti. A maioria das piadas funciona e, como eu disse, a animação é beneficiada pelo estilo do diretor, inclusive para gerar humor. A temática do protagonista que tenta mas não consegue fugir da sua natureza também é boa. Não tinha muitas expectativas, mas elas foram superadas.
Nota: 8.6.
Tubarões
2.3 10Ação demais e tubarão de menos. A primeira metade até entrega um pouco mais de tubarões, em cenas de baixo orçamento e montadas para disfarçar (mal) isso. Aí na segunda metada é ação, perseguição, explosões aos montes, do nada o filme passou a ter orçamento. Os atores são fraquíssimos, aliás.
A trama é meio óbvia e tenta disfarçar isso com duas reviravoltas mas continua sendo meio óbvia. E, mesmo repleto desses defeitos, ainda achei um filme que até consegue te entreter um pouco, ele não fica tedioso. É mal executado em praticamente tudo que tenta, mas não é enfadonho. Aliás, perdi algo? Eles estão na África mesmo? Cidade toda branca.
Dá série: nunca teria ouvido falar se não tivesse o filme em VHS.
Nota: 6.5.
Prelúdio Para Matar
4.0 271 Assista AgoraSem dúvida um dos melhores do Argento. Ainda acho Suspiria superior, mas esse daqui até chega perto, é evidente como ele foi evoluindo como diretor a cada filme da trilogia dos bichos (só não vi o das moscas no veludo cinza) e esse daqui é o ápice dele como diretor de giallo após essa “trilogia”. Temos aqui também um pequeno vislumbre dos rumos que ele tomaria em seu próximo filme, ou seja, o sobrenatural presente em Suspiria (seria uma tentativa de dar novo ânimo ao gênero? Se for, falhou, não enxergo Suspiria como Giallo), aqui temos uma leve trama sobrenatural na personagem vidente.
Aliás, digo que é uma evolução em vários motivos. Me lembro agora de um exemplo que remete a Pássaro das Plumas de Cristal,
sendo a questão do assassino meio que ter sido revelado de forma escondida no início do filme.
A trama é boa também, bem construída, revelando aos poucos as pistas para desvendar o mistério. As mortes são muito boas também, com destaque para a cena da morte no banheiro. A cena toda é top 3 melhores momentos da direção do Argento
A personagem da Daria Nicolodi trás um lado mais alívio cômico para a trama, e acho que ela é mais interessante que o protagonista. Aqui é um Giallo, alías, com pouca presença policial, sendo a investigação proporcionada pelas ações do protagonista.
No fim é um ótimo Giallo, com os elementos padrões do gênero, mas belamente executados: mistério, mortes brutais, sangue vermelhíssimo, ótima fotografia.
Nota: 9.2.
Se Beber, Não Case!
3.7 2,7K Assista AgoraEsse lembro de ter visto na primeira vez na época. E é curioso rever agora, às vésperas do meu casamento. Não vou tive uma despedida de solteiros dessas rs, mas também não iria querer ter. O filme fez muito sucesso na época, acho que por não ser podado, aberto a exageros, e também pelo personagem do Zach Galifianakis. A premissa do noivo perdido é boa também, assim como o lugar em que o encontram. Acho a subtrama do Stu meio méh, mas até que funciona na narrativa.
Também interessante (e até mesmo ousado) é como optaram por não exibir (quase) nada da noite que foi esquecida pelos personagens. Uma escolha óbvia seria ficar incluindo um monte de flashbacks ou algo assim, mas preferem nos deixar às escuras assim como os personagens e, apenas no momento dos créditos finais é que temos, junto com eles, um vislumbre da noite que foi esquecida. Uma boa sacada. Mas, além disso, o mais importante é que o humor funciona.
Nota: 8.4.
Rocky Balboa
3.8 585 Assista AgoraNossa, sinceramente, cada dia que passa gosto mais da parte cinco, completamente injustiçada. Essa parte seis até tenta, mas ela, sei lá, me soa meio desnecessária. Para que fazer mais um filme colocando o Rocky nas mesmas situações? Digo, se tem algo que eu não gosto é quando alguém fala que determinado filme é desnecessário, mas esse daqui me passa um pouco dessa sensação. Está certo que a parte cinco deixa uma sensação de arco inacabado, mas essa aqui não foi satisfatória para mim como conclusão.
Digo, Rocky na parte 2 nem podendo lutar estava, na parte 4 quase morre e por isso na 5 acaba aposentando, aí depois de uns 20 anos aposentado volta para o ringue de novo¿ A parte 5 era boa por ousar não colocar o Rocky em um ringue novamente e continuar sua história como lutador aposentado, aí essa parte 6 tinha que desmontar isso e voltar para o óbvio. E aqui, novamente, Rocky usa a perseverança, o coração, para conseguir vencer as circunstâncias e sair “vencedor” da luta. Digo, pura ficção, na vida real Rocky não teria nem lutado pois a junta médica não teria permitido mas, se tivesse lutado, não teria durado três assaltos.
Maaaaaaas, não sou do tipo de querer purismos realistas nas obras de ficção. Suspensão da descrença para um caso desses poderia funcionar, mas os outros quatro filmes anteriores (com exceção do quinto) usaram a mesma trama do underdog, do azarão que supera o desafio e fazer isso de novo em uma situação forçada de um aposentado praticamente idoso ficou demais para mim.
Assisti pela primeira vez na época que lançou, com doze anos, sem ter visto as continuações e não lembrava de praticamente nada. Finalmente assisti os originais e são necessários para a trama. Bem, exceto o cinco, que é deixado meio de lado.
A cena do discurso do Rocky para o filho é o ponto alto do filme, um dos grandes momentos da franquia tranquilamente. Inclusive, a primeira metade desse filme é até legal. É contida, sem extravagâncias, nostálgica, reflete bem um Rocky que sente saudades do passado, apesar de viver até acertadamente, com emprego e fama.
Inclusive colocarem uma personagem feminina sem apagarem a Adrian ou substituí-la, sendo uma personagem que Stalone evitou de cair no lugar comum nesse sentido, sendo o relacionamento entre ambos bem construído. Claro no trecho final ela acaba sendo usada como Adrian, demonstrando que a personagem estava ali para isso, mas de resto foi bem construído.
Agora o que não ficou bem construído foi a relação do Rocky com o filho. O relacionamento dele com o filho foi melhor escrito no quinto filme com sobras. Do nada o moleque larga o emprego para ficar acompanhando o pai. Do nada não, depois de um discurso motivacional (ótima cena, isoladamente falando, como disse) que simplesmente resolve todas as desavenças entre os dois. E o filho da substituta da Adrian (esqueci o nome) que tem um rascunho de desenvolvimento mas não finalizam, simplesmente vira equipe de apoio também. E é isso.
Sinceramente, repito, não entendo a rejeição à parte cinco quando ela constrói e se desenvolve de um modo muito melhor que essa parte seis. Na verdade, acho que entendo, o problema é que a parte cinco não é mais do mesmo, toma caminhos que não são decisões populares, enquanto esse aqui entrega as decisões fáceis e agradáveis para o público que, por mais que não sejam interessante no meu ponto de vista, são suficientes para uma maior aceitação.
Enfim, minhas ordem de preferência para esses filmes ficam variando um pouco. Mas esse com certeza só não é pior que a parte quatro... que é outro filme bem popular da franquia rs.
Nota: 7.2.
Armadilha
2.7 881 Assista AgoraÉ um filme bom, Shyamalan dirige muito bem aqui. Acho que é um dos melhores em matéria de direção que ele lançou nos último anos, em alguns momentos é bem hitchcockiano. Problema do Shyamalan é a cisma em roteirizar também. Ele é até um roteirista razoável, mas sempre passa a sensação que o roteiro poderia ser melhor ou mais trabalhado, algo que um colaborador poderia apontar. Mas como é so ele dirigindo e roteirizando acaba dando essa sensação que faltou pouco para chegar em um filme excelente.
Dito isso, o filme tem bons momentos,
a ideia de um protagonista que é o vilão é boa, era algo que poderia ser problemático e comprometer o suspense mas é bem executado, acabamos que nos pegamos torcendo por ele meio que sem querer. Aliás, gostei da atuação do protagonista, passa uma sensação de simpatia, mas ele logo “muda” quando entra em “modo” assassino em série.
Bom, em alguns momentos isso é um pouco exagerado e o protagonista é quase sobrenatural na esperteza e na agilidade. Outro problema, a meu ver, foi o último ato do filme. A perseguição que continua fora do estádio é longa demais, deveriam ter focado mais tempo no estádio, cortado dez, quinze minutos desse terceiro ato e colocado outras situações dentro do show.
E, no fim, temos a reviravolta obrigatória que é marca do Shyamalan. Eu achei, até mais ou menos metade do filme, que seria que a filha é quem era a assassina e o pai estaria apenas encobrindo os rastros dela para protegê-la, justificaria ele como protagonista. Mas, bem, do meio para frente fica claro que não seria isso e até gostei da reviravolta final
Nota: 7.4.
Um Dia a Casa Cai
3.5 300É divertido e cumpre seu papel de comédia, arrancando bons risos e por vezes abraçando o exagerado e o escrachado, e até o absurdo. Gostei muito do personagem do maestro. O problema mesmo, para mim, foi que na última meia hora o filme muda completamente o foco para uma trama que parecia até terciária e se torna o foco principal do filme do nada, sendo, inclusive, a base para o clímax, abandonando a própria temática do filme que deveria servir para esse clímax.
Nota: 7.3.
Um Acampamento Muito Louco
2.5 7Dirigido e roteirizado pelo roteirista do bom Heathers. E até vejo alguma semelhança entre esses filmes, não só por causa do foco em adolescentes, mas tembém por ter um certo ar de estranheza na forma como a históia é conduzida, em como os personagens se portam em alguns momentos. Ele tem um ar levemente estranho, como Heathers, algo que eu até gosto.
E, bem, além do bom roteirista, temos um excelente time de atores promissores. Dominique Swain tinha tido uma excelente atuação em Lolita. Brad Renfro já vinha consolidando uma carreira (O Aprendiz, A Cura), Jaime King (estreante como atriz, mas atua até bem), Keram Sanchéz que já tinha uma carreira com vários créditos e Justin Long, praticamente estreante, mas foi o único que realmente ganhou uma grande fama entre todos os atores.
E, mesmo com esse elenco grande e diverso, que atua até bem, temos um filme que é bem desconhecido. 60 avaliações aqui no Filmow, 3.000 no IMDB, e quando você pesquisa o nome original dele no google aparece uma empresa de aluguel da Islândia kkkkk.
Enfim, até gostei do filme. A narração, mesmo que por vocês abusem desse recurso, é interessante e com boas falas. A cena do olho do furacão é meio onírica, com a fotografia estilizada, e achei ela até legal. Então, não sei bem dizer qual foi o problema do filme.
Acho que a questão é que talvez ele foque demais em um romance que não tem muita graça. Digo, a premissa do acampamento sem um supervisor adulto poderia enveredar por outros temas, mas o foco parece ser apenas a questão sexual. Parece que esse é o único instinto liberado quando os jovens ficam em total liberdade. E, bem, talvez o seja.
E outra coisa é o título nacional, que dá ares de comédia escrachada para um filme que, bem, meio que possui elementos de comédia, mas uma comédia séria.
Poderia ser melhor, mas até que é legal em sua direção e forma de contar a história um pouco estranha.
Nota: 7.2.
A Montanha Sagrada
4.2 483 Assista AgoraPedrada do Jodorowsky, daqueles filmes que é impossível ver e não se sentir mexido de algum modo. Em alguns momentos é meio caótico, principalmente no começo. Poucas falas (por alguns instantes achei até que o filme nem fala teria) enquanto simbolismos diversos (envolvendo religiões e diferenças socioeconômicas, com críticas aos ricos, às guerras e a hipocrisia de alguns religiosos) são bombardeados sem dó e sem nem deixar tempo para respirarmos.
Aliás, a cena que pegam o cara como molde de crucifixos é muito boa, a quantidade de Cristos me impressionou, o filme parece ter tido uma produção caríssima, vários cenários, vários figurinos, tudo passando em poucos segundos e já troca, com vários personagens também. Aliás, qual o significado dessa cena do molde? Roubaram a força de trabalho dele para lucrar? Enfim, como disse, repleto de simbolismos e interpretações.
Já o segundo ato começa a ser mais sobre narração, com alguns simbolismos (um pouco) mais óbvios (vênus luxúria, marte guerra) e ritmo menos frenético. Aliás, tudo que não tinha de fala no primeiro ato tem no segundo, com tudo sendo narrado, deixando bem explicitas as críticas. Acho que esse segundo ato, por mais interessante (narrativa e visualmente) que tenha sido, poderia ter sido encurtado. Incha demais o filme e foi responsável por cair um pouco no meu conceito.
E, bem, vemos que o conceito dos Legendários foi criado pelo Jodorowsky. Grupo com características religiosas para moldar o caráter (inclusive abdicando de certos pecados) e formado majoritariamente por pessoas de elite e que buscam seu objetivo subindo montanha kkkkkk.[spoiler]
Aí o terceiro ato mescla um pouco. Temos narração e simbolismos mais equilibrados. E então temos o final que é meio... bom, difícil definir. Niilista, talvez? Ou tudo teria propósito? Buscar alcançar a imortalidade para no fim ser a jornada que importa como fator transformador? Mas, e daí? Já que tudo não passa de um filme, nada aconteceu. Pois é, não sei se esse final de tudo ser um filme foi para ter impacto ou se foi algo orgânico com o propósito de trazer algum ensinamento ou reflexão.[/spoiler] Realmente, não sei ainda o que pensar sobre isso.
Por fim, gosto muito da estética psicodélica, mesmo que tenhamos poucos filmes que a usem. E, tenho uma reclamação que, sinceramente, eu mesmo não concordo muito com ela mas tenho que fazer. Talvez eu tivesse gostado mais da estética (e do filme no geral), tivesse achado mais bonita ou agradável de se assistir se tivesse menos gente pelada. Sério, que desconforto, gente pelada toda hora, fica difícil apreciar a estética. Claro, essa reclamação é injusta, já que o pessoal nu faz parte da estética, mas que atrapalhou um pouco de apreciar atrapalhou.
Nota: 8.4.
O Telefone Preto
3.5 1,2K Assista AgoraÉ um filme amarradinho, entretem, mas não me atingiu. A Entidade, do mesmo diretor, é bem superior na minha opinião, embora ache que no geral tenha notas menores. Digo, A Entidade é muito mais climático e assustador, enquanto esse daqui é meio, sei lá, mais blockbuster.
Achei que a fotografia quase exagera na ambientação da década que o filme se passa. Aliás, o diretor continua com seu fascínio pelas mídias físicas audiovisuais antigas. Só que em A Entidade isso tinha sentido na narrativa, aqui ele simplesmente emprega câmeras diversas sem qualquer justificativa orgânica.
[/spoiler]
Tem o mérito de misturar terror sobrenatural com terror de assassino em série (acho que é algo inédito, pelo menos eu não me lembro de outro filme que faça algo parecido) mas é só isso. Digo, desde o trailer achei sem graça e pouco atrativo e o filme me deu a mesma sensação do trailer (ou seja, ótimo trailer, rs).
Algumas coisas soam um pouco forçadas também. Várias crianças já tinham sumido. No início do filme parecia que eram uma ou duas, mas VÁRIAS e mesmo assim os pirralhos andam na rua de boas.
E, outra, para que serviu o personagem do irmão? Sei lá, é só um alívio cômico de alguém obcecado pelo assassino mas que mora (mesmo que temporariamente) no mesmo teto e não percebeu? Meio forçado, mas aceitável
Nota: 7.2.
Táticas do Amor
3.2 60 Assista AgoraDesde 2018 assisto um filme de cada país da Copa do Mundo durante a copa. Infelizmente, agora com 48 seleções fica impossível. Então vou tentar assistir ao longo de um ou dois anos. E, como primeiro filme, escolhi a Turquia, com sua decepcionante campanha na copa. E resolvi pegar algo fácil, na própria Netflix.
Pois bem, meu contato com cinema turco foi apenas nas cópias que eles faziam de blockbusters (O Exorcista Turco e o Star Wars Turco). Agora, assisti um filme que não é uma cópia de um blockbuster mas até parece, já que é uma comédia romântica bem pasteurizada. Apesar de que até dá para ver um pouco de Turquia aqui nas locações. E achei que retrata um país que até é bem liberal nessa questão de relacionamento. Enfim, apesar da trama extremamente clichê e previsível, o filme, mais para o fim, parece tentar brincar com o fato de ser clichê, talvez envergonhado com isso, mas vemos que só o faz pela falta de criatividade mesmo.
De todo modo, a interação do casal principal (um dos pontos chave em filmes do tipo) funciona muito bem e ajuda a tornar a obra digerível. Também importante comentar como o ator principal é simplesmente HORRÍVEL na primeira metade e na segunda entrega, pelo contrário, uma atuação ÓTIMA. O filme foi gravado na ordem e o cara foi aprendendo a atuar enquanto gravavam, só pode.
Enfim, assitível e até divertidinho, mas nada de demais. Simplesmente não tem nenhum momento marcante.
Nota: 6.9.
Filme 01 de 48 (Turquia).
O Fantasma do Paraíso
3.8 108Isso é arte em seu estágio mais puro. Uma salada nonsense de zero sutileza que flerta com quase todo gênero cinematográfico e homenageia diversos movimentos cinematográficos e emprega vários tons narrativos e mesmo assim funciona. Caótico e organizado, estilizado, extravagante ao extremo mas sem soar exagerado ou desconexo. É um filme extremo no seu estilo mas sem deixar de ser padrão, ou seja, é de uma total dualidade que acho que nunca vi nenhum outro filme alcançar. Normalmente fazer algo muito fora do padrão ou estilizado gera aqueles filmes arte meio não narrativos (Montanha Sagrada, por exemplo), mas este daqui consegue acertar na dose de tudo, para mim.
DePalma, nos anos 1970, dirigiu vários suspenses que homenageavam outros estilos do passado, mas eram mais contidos que esse daqui. Quero dizer, ele assimila o Giallo pelas cores fortes e pelo sangue bem vermelho, mas o Giallo ainda era algo novo. Aliás, não seria exagero de chamar isso daqui de um Giallo estadounidense. Além dessas misturas de gênero, temos o título que remete a O Fantasma da Ópera. Entretanto, achei que veria uma versão atualizada da obra, mas ele começa como Fantasma da Ópera (e até continua o homenageando em alguns momentos) mas logo começa a enveredar por outras tramas,
misturando também Fausto e o Retrato de Dorian Gray. E DO NADA nos jogam aquele roqueiro maluco. Arte.
Agora, tenho também que tratar de uma das melhores reviravoltas do cinema a meu ver e que curiosamente não me lembro de ter visto em nenhuma lista de reviravoltas. Como disse, é um filme sutil e mesmo assim consegue esconder uma reviravolta fantástica (nos dois sentidos, de ser bem tramada mas também de ser fantasiosa) mesmo nos bombardeando com ela o tempo todo (o fato do personagem não envelhecer, a assinatura com sangue...). Simplesmente genial, brincando, inclusive, com a ideia do “rock demoníaco”. E do nada é adicionado o elemento fantasioso ao filme.
Sinceramente, não entendo toda a adoração à Rocky Horror Picture Show (que saiu um ano depois desse!) que tem lá nos EUA. Só comparando musicais de rock espalhafatosos e com um pé no terror. Esse daqui é muito mais filme e mais coerente na narrativa. Embora, verdade seja dita, achei as músicas dessa aqui fracas e inferiores (não que Rocky Horror tenha músicas excelentes) mas a decepção é maior por serem (até onde sei) do Paul Williams, que tem ótimas músicas (Muppets, Bugsy Malone). Se tivesse músicas melhores talvez eu desse uma nota maior ainda, entrando no rol de filmes que são top 20 na minha opinião. Mas, de todo modo, chegou perto.
Sério, não sei como esse filme é mais adorado. (Quase) Zero defeitos.
Nota: 9.8.