Ghost Stories For Christmas, mas não tem tema de natal. Fui tapeado! Aparentemente, foi só exibido durante o feriado. Mas, tudo bem, assisto sem saber que fazia parte dessa série, então vou ter que ir atrás dos outros episódios. Enfim, a construção do clima é muito boa, a execução, a fotografia bem alva, o sangue, tudo muito bem feito, apesar do ritmo meio devagar. O problema mesmo foi a conclusão, senti ela meio anticlimática, poderia ter sido melhor, enfraqueceu bastante a produção na minha opinião. Nota: 7.4.
O nono "filme" de Deanna Durbin com melhor nota no IMDB. Apesar de contar com duas garotas que se tornariam gigantes de Hollywood, numa interação curiosíssima entre Judy Garland (principal nome da MGM no final dos anos 30) e Deanna Durbin (salvou a Universal de falir e o resto é história), o curta é bem fraquinho e a nota vai quase que só por contar com uma interação entre as duas. Na época, a Fox estava fazendo enorme sucesso com Shirley Temple e o foc em talentos mirins virou padrão entre os estúdios. Já li que este curta era uma espécie de screen test para as duas atrizes (primeira aparição de Deanna e terceira produção com a Judy), embora também tenha lido por aí que na verdade o contrato de Deanna já tinha se encerrado quando gravaram e ela já estava apalavrada com a Universal. Histórias conflitantes à parte, continuo preferindo a Deanna. A filmografia dela é mais consistente e ela foi um enorme sucesso na época, sendo, se não me engano, a segunda atriz mais bem paga nos anos 1940. Mas, Judy arrumou um sucesso enorme em Mágico de Oz, que é queridinho nos EUA, então acabou que sua fama perdurou mais aos dias de hoje. Bom, o curta é bem bestinha. Ninguém se interessa pela orquestra, aí põe duas garotinhas cantando, algo que faz diferença mínima, e todo mundo simplesmente começa a correr e pular para assistir, bem forçado. E, no final, a orquestra não era realmente talentosa mesmo, já que precisou das garotinhas para fazer sucesso. Mas o contraponto entre o clássico e o moderno (que hoje em dia também é clássico) é interessante e as duas atrizes se portam muito bem, embora Deanna ainda esteja levemente travada, já que ainda não era atriz, enquanto Judy, pelo contrário, está solta até demais, com caras muito exageradas. Mas, está muito bom para trabalhos iniciais e essas atrizes fizeram jus às chances dadas pelos estúdios. Nota: 7.1.
Este curta foi utilizado para compor o filme All Hallow's Eve, portanto vou apenas copiar e colar meu comentário que postei no All Hallow's Eve. O terceiro curta, Terrifier, é o melhor do filme, contando com um ótimo personagem na figura do Art, uma fotografia escura muito bem feita, com os efeitos de filme antigo na figura das sujeiras que passam na tela, além de usar de um conceito de fuga de estrada. Por fim, tem uma grande dose de violência com boa maquiagem, inclusive a marcante cena no posto de gasolina. Bem semelhante ao primeiro curta do diretor, The 9th Circle, lançado em 2008, em matéria de condução. Nota: 7.5.
Esse curta foi incluido como primeiro segmento do filme All Hallow's Eve. Aparentemente, no filme, foram adicionadas algumas cenas extras, mas não consegui encontrar na internete a versão original em curta, lançada em 2008. Então, vou simplesmente copiar e colar meu comentário no All Hallow's Eve em relação à este curta. The 9th Circle, começa bem, principalmente pela cenografia escura e suja e pela figura do Art. Depois, continua na mesma toada, com alguma violência e com cenários escuros e maquiagem bizarra. Mas, acho que falto algo a mais, uma conclusão mais inventiva do que o velho plot do
A Fada do Repolho foi uma das primeiras vezes em que algo semelhante ao que temos hoje como cinema foi feito, em medida bem primordial, é claro. Digo isso pois os outros filmes da época não passavam de gravações cotidianas, como a chegade de um trem à estação, carros trafegando, pessoas jogando cartas, beijando, ect. Já Alice Guy, talvez pela primeira vez na história, trouxe um filme narrativo (simples, é verdade) e de fantasia/ficção. E, depois de anos, hoje descobri na Wikipédia que, na verdade, a versão original está perdida e a que temos acesso hoje em dia é um remake feito poucos anos depois. A nota, então, vai paa o remake. Se fosse para o original, seria um provável 10 pelo valor histórico. Aliás, não tinha entendido bulhangas do conceito do filme até saber que, assim como as cegonhas, usam falar que os bebês vêm do repolho. Nota: 7.3.
Não sabia dessa vertente de Alice Guy. Achava que ela tinha dirigido apenas nos primordios do cinema, tal como Méliès, e tinha feito apenas aqueles filmes com pouca narrativa, câmera fixa e sem letreiros, sendo uma boa surpresa quando fui assistir esse filme e percebi, pela data e duração, que já se tratava de um filme que mais se aproxima do conceito de cinema que temos hoje em dia. A história é tocante e bem executada pela diretora, outra grata surpresa, demonstrando a versatilidade de Alice Guy, que se readaptou aos novos conceitos cinematográficos, ao invés de sucumbir a eles (como, acredito, aconteceu com Méliès). Uma pena que alguns trechos do filme se danificaram e outros se perderam por completo. Nota: 7.4.
É eficiente em sua proposta, que não é das mais criativas mas funciona. O destaque mesmo é que consegue ser assustador e criar tensão mesmo se passando durante o dia, algo incomum no gênero. Nota: 7.3.
Sempre achei curioso não existirem curtas nos anos 1930, 1940, 1950. Ou, talvez até existam, mas são bem obscuros no geral, desconhecido do grande público, exceto, claro, as animações. É diferente de hoje em dia, que são produzidos milhares de curtas, facilmente assistidos no Youube. Assim, quando trombei com um curta de 1949, e ainda a cores, fiquei curioso para assistir. As cores, aliás, já davam um ar psicodélico, adicionado com a música de rock psicodélico (colocada pelo diretor nos anos 1960) faz do curta uma viajem experimental. Não conhecia o trabalho do diretor, focado em curtas experimentais e vanguardistas, inclusive na questão homossexual. Este me deixou curioso para conhecer os outros trabalhos do diretor, principalmente os com a temática homossexual, que era um tabu enorme na época. Pelo que li, era para ser mais longo, mas foi lançado como um curta de 6 minutos devido à falta de orçamento para concluir as gravações. Nota: 7.6.
Uma coisa é inegável: Lynch sabe criar atmosfera. Até mesmo em uma produção de ambiente único, em que nem sequer sabemos ao certo o significado dos eventos que vão passando, a sensação de desconforto e tensão é bem forte durante toda a projeção. De primeira já comecei a suspeitar que os diálogos estavam desordenados e, aparentemente, isso tem sentido, visto que uma bem-aventurada postou nos comentários abaixo os diálogos em ordem, embora eu não tenha lido, quero rever antes de ler a versão ordenada. Outro bem-aventurado postou uma teoria interesse mais abaixo sobre a produção ser a retratação de um abuso de infância. Bom, lembro que enquanto assistia associei mais há uma trama de infidelidade, mas realmente é difícil dizer vendo só uma vez. Perceptível mesmo é que se trata de uma versão lynchiana de uma sitcom, com a câmera fixa, as risadas e aplausos, situações familiares, etc. Tanto é que segundo ouvi falar na verdade não é um média-metragem, tendo sido originalmente lançado dividido em episódios. Nota: 8.2.
Para o filme da Sérvia, no desafio de um filme para cada país da Copa, achei que teria que escolher alguma produção atual, afinal, por quase todo o século passado a Sérvia fez parte da Iugoslávia. Entretanto, existiu essa produção antes mesmo da Iugoslávia surgir, sendo este um dos mais antigos longa-metragens a sobreviver praticamente inteiro aos dias de hoje. Entretanto, por se tratar de uma história distante da nossa realidade brasileira, não desperta tanto interesse, afinal, é uma figura histórica da Sérvia. Além disso, considerando o contexto da época da produção, possui um caráter quase de documentário, ou docudrama, devendo ser assistido apenas como curiosidade histórica por se tratar de um dos primeiros longa-metragens produzidos. Filme 6 de 32. Nota: 6.7.
É bizarro e assustador demais para o público infantil. Os cenários, objetos, maquiagem, personagens, incluindo aquela biscoito falante extremamente medonho demonstram que Tim Burton ainda não tinha conseguido dosar o terror focado para crianças, sendo por demais assustador para o público infantil. Tirando isso, é um curta acertado, embora gaste muito tempo na introdução pré-casa da bruxa. Nota: 7.0.
E aqui o cinema começou a nascer da forma que conhecemos hoje. Antes de Viagem à Lua, os filmes eram um entretenimento a nível de parques de diversões, e não tinham como propósito primordial contar uma história. Os irmãos Lumière, Alice Blaché, e o próprio Méliès produziam ou gravações simples (Duas pessoas se beijando, um trem chegando na estação, etc) ou vídeos em que mostravam truques (como naquele que Méliès usa superexposição de filmes para "se duplicar" ou naquel que Alice Blaché usa cortes para fazer com que repolhos "virem" bebês). Basta saber, por exemplo, que Méliès era um ilusionista, e seus filmes, no princípio, se tratavam de truques encenados usando a câmera para realizar os efeitos especiais da época. Assim, Viagem à Lua, ao contrário da maioria das outras produções da época, busca, primordialmente, contar uma história. Além disso, possui uma duração bem maior do que outras produções da época, que mal chegavam a cinco minutos, e ajudou a mudar a mentalidade de vídeos curtos, para produções mais ambiciosas, que buscavam focar também na narrativa. Em matéria de adaptação, a fidalidade com o livro de Júlio Verne morre no momento em que os protagonistas são atirados à Lua, tirando todo o cientificismo do livro e abraçando o fantástica, fazendo, assim, um dos primeiros filmes de fantasia/ficção da história. Ou seja, os vídeos e gravações podem ter sido criados bem antes, no final dos anos 1880, mas mas foi só aqui que podemos dizer que se fez o cinema. Nota: 9.5.
Bem climático, daqueles que vale a pena ver de fone de ouvido durante a madrugada, proporcionando uma boa imersão, algo beneficiado pelos ambientes e pela sonoplastia. Nota: 8.6.
A dublagem é uma graça, temos a aparição da garotinha ruiva (Linus TALARICO desgraçado kkkkk), mas pobre Charlie Brown. Ninguém é mais zicado que ele. O coitado é tão azarado que, por algum motivo (roteiro sem sentido cof, cof), só ele tem que ler o maldito Guerra e Paz. Todo o resto das crianças super de boa, e ele com o livro para lá e para cá kkkkk. Nota: 8.3.
O clima geral é legal, mas as situações não são muito inspiradas, não trás nada que já não tenhamos visto. Funciona como um curta para passar o tempo mesmo, mas nada memorável. Nota: 6.6.
Muito conceitual, se não são os créditos dando uma luz... Enfim, a ideia em si do curta é inteligente, mas a execução não é nem um pouco diáfana. Nota: 6.7.
Abrir uma votação para considerar essa a melhor sinopse de todo Filmow. A bem verdade, a trama da sinopse é melhor que o próprio filme. Poderia até render uma produção, sobre um grupo de cineastas amadores que, durante a gravação de um média-metragem, são atacados por aranhas famintas. Enfim, Açougueiros é legal, já é mais coeso que Criaturas Hediondas, mas bebe muito de Massacre da Serra Elétrica, portanto, entre os dois, ainda prefiro o criaturas. Nota: 6.8.
Bem legal o primeiro trecho, que demonstra as bases do que seria o Criaturas Hediondas. De resto, bem caseiro mesmo, claramente uma primeira tentativa de se aventurar na produção de filmes. Nota: 6.5.
Essa animação é tão fantástica que mesmo fazendo anos que eu não a via, me lembrava dela em detalhes. A união de desenho e música, a inventividade na criação dos ovos e nas ações dos animais, a qualidade impecável da animação. Se considerarmos a ausência de plot, dá quase para dizer que é uma espécie de pintura em movimento. Nota: 9.0.
Esse eu assistia muito quando era criança por estar incluído no VHS dos três porquinhos, mas, assim como o dos gatinhos, eu nem me lembrava dele. O tema dessa fita era grupos de três (porquinhos, ratinhos, lobinhos e gatinhos) ou a Disney gostava muito de trios? Nota: 7.1.
Esse eu assistia muito quando era criança por estar incluído no VHS dos três porquinhos, mas eu nem me lembrava dele. Segue a cartilha das produções da Disney na época, que união perfeitamente música e animação. Nota: 7.3.
Tudo que é bom sempre acaba tendo uma continuação, e era inevitável que Os Três Porquinhos gerassem uma continuação, que até se sai bem, trazendo novos elementos interessantes para a animação. Aliás, qual a da Disney com trios? Huguinho, Zezinho e Luisinho, os três porquinhos, os três lobihnos, os três ratos cegos... Nota: 8.4.
Stigma
4.0 1Ghost Stories For Christmas, mas não tem tema de natal. Fui tapeado! Aparentemente, foi só exibido durante o feriado. Mas, tudo bem, assisto sem saber que fazia parte dessa série, então vou ter que ir atrás dos outros episódios.
Enfim, a construção do clima é muito boa, a execução, a fotografia bem alva, o sangue, tudo muito bem feito, apesar do ritmo meio devagar. O problema mesmo foi a conclusão, senti ela meio anticlimática, poderia ter sido melhor, enfraqueceu bastante a produção na minha opinião.
Nota: 7.4.
Todos os Domingos
3.8 1O nono "filme" de Deanna Durbin com melhor nota no IMDB. Apesar de contar com duas garotas que se tornariam gigantes de Hollywood, numa interação curiosíssima entre Judy Garland (principal nome da MGM no final dos anos 30) e Deanna Durbin (salvou a Universal de falir e o resto é história), o curta é bem fraquinho e a nota vai quase que só por contar com uma interação entre as duas. Na época, a Fox estava fazendo enorme sucesso com Shirley Temple e o foc em talentos mirins virou padrão entre os estúdios.
Já li que este curta era uma espécie de screen test para as duas atrizes (primeira aparição de Deanna e terceira produção com a Judy), embora também tenha lido por aí que na verdade o contrato de Deanna já tinha se encerrado quando gravaram e ela já estava apalavrada com a Universal.
Histórias conflitantes à parte, continuo preferindo a Deanna. A filmografia dela é mais consistente e ela foi um enorme sucesso na época, sendo, se não me engano, a segunda atriz mais bem paga nos anos 1940. Mas, Judy arrumou um sucesso enorme em Mágico de Oz, que é queridinho nos EUA, então acabou que sua fama perdurou mais aos dias de hoje.
Bom, o curta é bem bestinha. Ninguém se interessa pela orquestra, aí põe duas garotinhas cantando, algo que faz diferença mínima, e todo mundo simplesmente começa a correr e pular para assistir, bem forçado. E, no final, a orquestra não era realmente talentosa mesmo, já que precisou das garotinhas para fazer sucesso. Mas o contraponto entre o clássico e o moderno (que hoje em dia também é clássico) é interessante e as duas atrizes se portam muito bem, embora Deanna ainda esteja levemente travada, já que ainda não era atriz, enquanto Judy, pelo contrário, está solta até demais, com caras muito exageradas. Mas, está muito bom para trabalhos iniciais e essas atrizes fizeram jus às chances dadas pelos estúdios.
Nota: 7.1.
Aterrorizante
2.8 20Este curta foi utilizado para compor o filme All Hallow's Eve, portanto vou apenas copiar e colar meu comentário que postei no All Hallow's Eve.
O terceiro curta, Terrifier, é o melhor do filme, contando com um ótimo personagem na figura do Art, uma fotografia escura muito bem feita, com os efeitos de filme antigo na figura das sujeiras que passam na tela, além de usar de um conceito de fuga de estrada. Por fim, tem uma grande dose de violência com boa maquiagem, inclusive a marcante cena no posto de gasolina. Bem semelhante ao primeiro curta do diretor, The 9th Circle, lançado em 2008, em matéria de condução.
Nota: 7.5.
The 9th Circle
2.6 10Esse curta foi incluido como primeiro segmento do filme All Hallow's Eve. Aparentemente, no filme, foram adicionadas algumas cenas extras, mas não consegui encontrar na internete a versão original em curta, lançada em 2008. Então, vou simplesmente copiar e colar meu comentário no All Hallow's Eve em relação à este curta.
The 9th Circle, começa bem, principalmente pela cenografia escura e suja e pela figura do Art. Depois, continua na mesma toada, com alguma violência e com cenários escuros e maquiagem bizarra. Mas, acho que falto algo a mais, uma conclusão mais inventiva do que o velho plot do
filho do demônio
Nota: 7.0.
A Fada do Repolho
3.6 16A Fada do Repolho foi uma das primeiras vezes em que algo semelhante ao que temos hoje como cinema foi feito, em medida bem primordial, é claro. Digo isso pois os outros filmes da época não passavam de gravações cotidianas, como a chegade de um trem à estação, carros trafegando, pessoas jogando cartas, beijando, ect. Já Alice Guy, talvez pela primeira vez na história, trouxe um filme narrativo (simples, é verdade) e de fantasia/ficção. E, depois de anos, hoje descobri na Wikipédia que, na verdade, a versão original está perdida e a que temos acesso hoje em dia é um remake feito poucos anos depois. A nota, então, vai paa o remake. Se fosse para o original, seria um provável 10 pelo valor histórico.
Aliás, não tinha entendido bulhangas do conceito do filme até saber que, assim como as cegonhas, usam falar que os bebês vêm do repolho.
Nota: 7.3.
A Órfã do Oceano
3.7 13 Assista AgoraNão sabia dessa vertente de Alice Guy. Achava que ela tinha dirigido apenas nos primordios do cinema, tal como Méliès, e tinha feito apenas aqueles filmes com pouca narrativa, câmera fixa e sem letreiros, sendo uma boa surpresa quando fui assistir esse filme e percebi, pela data e duração, que já se tratava de um filme que mais se aproxima do conceito de cinema que temos hoje em dia. A história é tocante e bem executada pela diretora, outra grata surpresa, demonstrando a versatilidade de Alice Guy, que se readaptou aos novos conceitos cinematográficos, ao invés de sucumbir a eles (como, acredito, aconteceu com Méliès). Uma pena que alguns trechos do filme se danificaram e outros se perderam por completo.
Nota: 7.4.
Mama Agnes
3.1 5É eficiente em sua proposta, que não é das mais criativas mas funciona. O destaque mesmo é que consegue ser assustador e criar tensão mesmo se passando durante o dia, algo incomum no gênero.
Nota: 7.3.
Puce Moment
3.3 14Sempre achei curioso não existirem curtas nos anos 1930, 1940, 1950. Ou, talvez até existam, mas são bem obscuros no geral, desconhecido do grande público, exceto, claro, as animações. É diferente de hoje em dia, que são produzidos milhares de curtas, facilmente assistidos no Youube. Assim, quando trombei com um curta de 1949, e ainda a cores, fiquei curioso para assistir.
As cores, aliás, já davam um ar psicodélico, adicionado com a música de rock psicodélico (colocada pelo diretor nos anos 1960) faz do curta uma viajem experimental. Não conhecia o trabalho do diretor, focado em curtas experimentais e vanguardistas, inclusive na questão homossexual. Este me deixou curioso para conhecer os outros trabalhos do diretor, principalmente os com a temática homossexual, que era um tabu enorme na época.
Pelo que li, era para ser mais longo, mas foi lançado como um curta de 6 minutos devido à falta de orçamento para concluir as gravações.
Nota: 7.6.
Rabbits
3.9 157Uma coisa é inegável: Lynch sabe criar atmosfera. Até mesmo em uma produção de ambiente único, em que nem sequer sabemos ao certo o significado dos eventos que vão passando, a sensação de desconforto e tensão é bem forte durante toda a projeção.
De primeira já comecei a suspeitar que os diálogos estavam desordenados e, aparentemente, isso tem sentido, visto que uma bem-aventurada postou nos comentários abaixo os diálogos em ordem, embora eu não tenha lido, quero rever antes de ler a versão ordenada.
Outro bem-aventurado postou uma teoria interesse mais abaixo sobre a produção ser a retratação de um abuso de infância. Bom, lembro que enquanto assistia associei mais há uma trama de infidelidade, mas realmente é difícil dizer vendo só uma vez.
Perceptível mesmo é que se trata de uma versão lynchiana de uma sitcom, com a câmera fixa, as risadas e aplausos, situações familiares, etc. Tanto é que segundo ouvi falar na verdade não é um média-metragem, tendo sido originalmente lançado dividido em episódios.
Nota: 8.2.
Don’t Peek
3.7 8É bem feito e até possui uma premissa legalzinha, mas achei que falta algo a mais para ser considerado acima da média.
Nota: 6.6.
Black George
3.5 1Para o filme da Sérvia, no desafio de um filme para cada país da Copa, achei que teria que escolher alguma produção atual, afinal, por quase todo o século passado a Sérvia fez parte da Iugoslávia. Entretanto, existiu essa produção antes mesmo da Iugoslávia surgir, sendo este um dos mais antigos longa-metragens a sobreviver praticamente inteiro aos dias de hoje. Entretanto, por se tratar de uma história distante da nossa realidade brasileira, não desperta tanto interesse, afinal, é uma figura histórica da Sérvia. Além disso, considerando o contexto da época da produção, possui um caráter quase de documentário, ou docudrama, devendo ser assistido apenas como curiosidade histórica por se tratar de um dos primeiros longa-metragens produzidos.
Filme 6 de 32.
Nota: 6.7.
Hansel and Gretel
3.4 25É bizarro e assustador demais para o público infantil. Os cenários, objetos, maquiagem, personagens, incluindo aquela biscoito falante extremamente medonho demonstram que Tim Burton ainda não tinha conseguido dosar o terror focado para crianças, sendo por demais assustador para o público infantil. Tirando isso, é um curta acertado, embora gaste muito tempo na introdução pré-casa da bruxa.
Nota: 7.0.
Viagem à Lua
4.4 877 Assista AgoraE aqui o cinema começou a nascer da forma que conhecemos hoje. Antes de Viagem à Lua, os filmes eram um entretenimento a nível de parques de diversões, e não tinham como propósito primordial contar uma história. Os irmãos Lumière, Alice Blaché, e o próprio Méliès produziam ou gravações simples (Duas pessoas se beijando, um trem chegando na estação, etc) ou vídeos em que mostravam truques (como naquele que Méliès usa superexposição de filmes para "se duplicar" ou naquel que Alice Blaché usa cortes para fazer com que repolhos "virem" bebês). Basta saber, por exemplo, que Méliès era um ilusionista, e seus filmes, no princípio, se tratavam de truques encenados usando a câmera para realizar os efeitos especiais da época.
Assim, Viagem à Lua, ao contrário da maioria das outras produções da época, busca, primordialmente, contar uma história. Além disso, possui uma duração bem maior do que outras produções da época, que mal chegavam a cinco minutos, e ajudou a mudar a mentalidade de vídeos curtos, para produções mais ambiciosas, que buscavam focar também na narrativa. Em matéria de adaptação, a fidalidade com o livro de Júlio Verne morre no momento em que os protagonistas são atirados à Lua, tirando todo o cientificismo do livro e abraçando o fantástica, fazendo, assim, um dos primeiros filmes de fantasia/ficção da história.
Ou seja, os vídeos e gravações podem ter sido criados bem antes, no final dos anos 1880, mas mas foi só aqui que podemos dizer que se fez o cinema.
Nota: 9.5.
The Backrooms (Found Footage)
3.8 19Bem climático, daqueles que vale a pena ver de fone de ouvido durante a madrugada, proporcionando uma boa imersão, algo beneficiado pelos ambientes e pela sonoplastia.
Nota: 8.6.
Feliz Ano Novo, Charlie Brown
4.2 12 Assista AgoraA dublagem é uma graça, temos a aparição da garotinha ruiva (Linus TALARICO desgraçado kkkkk), mas pobre Charlie Brown. Ninguém é mais zicado que ele. O coitado é tão azarado que, por algum motivo (roteiro sem sentido cof, cof), só ele tem que ler o maldito Guerra e Paz. Todo o resto das crianças super de boa, e ele com o livro para lá e para cá kkkkk.
Nota: 8.3.
The Ballerina
3.3 5O clima geral é legal, mas as situações não são muito inspiradas, não trás nada que já não tenhamos visto. Funciona como um curta para passar o tempo mesmo, mas nada memorável.
Nota: 6.6.
Detritos
3.4 2Muito conceitual, se não são os créditos dando uma luz... Enfim, a ideia em si do curta é inteligente, mas a execução não é nem um pouco diáfana.
Nota: 6.7.
Açougueiros
2.4 1Abrir uma votação para considerar essa a melhor sinopse de todo Filmow. A bem verdade, a trama da sinopse é melhor que o próprio filme. Poderia até render uma produção, sobre um grupo de cineastas amadores que, durante a gravação de um média-metragem, são atacados por aranhas famintas. Enfim, Açougueiros é legal, já é mais coeso que Criaturas Hediondas, mas bebe muito de Massacre da Serra Elétrica, portanto, entre os dois, ainda prefiro o criaturas.
Nota: 6.8.
Lixo Cerebral Vindo de Outro Espaço
2.7 4Bem legal o primeiro trecho, que demonstra as bases do que seria o Criaturas Hediondas. De resto, bem caseiro mesmo, claramente uma primeira tentativa de se aventurar na produção de filmes.
Nota: 6.5.
Coelhinhos Engraçadinhos
4.1 10Essa animação é tão fantástica que mesmo fazendo anos que eu não a via, me lembrava dela em detalhes. A união de desenho e música, a inventividade na criação dos ovos e nas ações dos animais, a qualidade impecável da animação. Se considerarmos a ausência de plot, dá quase para dizer que é uma espécie de pintura em movimento.
Nota: 9.0.
Os Três Mosqueteiros Cegos
3.7 9Esse eu assistia muito quando era criança por estar incluído no VHS dos três porquinhos, mas, assim como o dos gatinhos, eu nem me lembrava dele. O tema dessa fita era grupos de três (porquinhos, ratinhos, lobinhos e gatinhos) ou a Disney gostava muito de trios?
Nota: 7.1.
Três Gatinhos Órfãos
3.9 24Esse eu assistia muito quando era criança por estar incluído no VHS dos três porquinhos, mas eu nem me lembrava dele. Segue a cartilha das produções da Disney na época, que união perfeitamente música e animação.
Nota: 7.3.
O Porquinho Prático
3.8 7Mais uma continuação de Os Três Porquinhos. Embora mantenha a qualidade da animação, pega muito do plot de Os Três Lobinhos.
Nota: 7.7.
Os Três Lobinhos
3.9 9Tudo que é bom sempre acaba tendo uma continuação, e era inevitável que Os Três Porquinhos gerassem uma continuação, que até se sai bem, trazendo novos elementos interessantes para a animação. Aliás, qual a da Disney com trios? Huguinho, Zezinho e Luisinho, os três porquinhos, os três lobihnos, os três ratos cegos...
Nota: 8.4.