Essas continuações que remakizan o filme original dificilmente funcionam. São os mesmo conflitos, as mesmas situações, a mesma trama mas sem a qualidade da primeira parte, tudo muito sem graça. As corridas e a ação não são tão boas quanto o primeiro (a primeira corrida é pavorosa) e até temos um pouco mais de ação aqui (ou estão melhor distribuídas, um ponto negativo do primeiro que apontei no meu comentário) mas as cenas nem são tão boas. Temos, aliás, a cena do rato, que é boa mas totalmente deslocada. O protagonista era algo que não me agradava muito no primeiro e aqui continua na mesma. Roman até é uma adição boa, embora em alguns momentos perca um pouco o tom na chatura. Aliás, o conflito dele com o O’Conner também não é legal, e o romance do protagonista também é sem graça, não leva a lugar nenhum e nem tem função. Enfim, além de ter zero originalidade, o filme não executa bem essa remakização, sendo uma cópia pálida do primeito. Mesmo assim, pelo menos, consegue entregar um passatempo razoável (os carros são legais) embora, se eu rever, provavelmente vou diminuir a nota. Nota: 6.7.
E Succession acabou matendo a alta qualidade da série até o seu fim. Para mim essa temporada fica atrás da segunda, mas é muito boa mesmo assim. Acho que considerei a segunda mais constante, mantendo a qualidade na maior parte do tempo, embora a quarta temporada tenha momentos melhores que a segunda, são picos de qualidade, sendo mais irregular. Bem, de todo modo, as atuações aqui são as melhores da série na minha opinião, inclusive da Shiv. Não gostava muito da interpretação da atriz nas outras temporada (também não era super fã das do ator do Kendall) mas aqui todos estão simplesmente impecáveis, sem exceção, todos entregam atuações excelentes e dignas de prêmios. Tinha algo que me incomodou um pouco nas outras temporadas, que eram os saltos temporais que ocorriam do nada e
que pareciam nã interferir nas relações entre os personagens nos episódios. Aqui a temporada é radicalmente diferente, com cada episódio acontecendo seguidamente, um dia após o outro. Claro, isso causa algo bizarro, com a eleição do presidente, o aniversário do Logan, a venda da Pierce, a morte do Logan e a votação da venda da empresa acontecendo seguidamente de um jeito quase irreal. Mas, perdoável. Outra coisa que me incomodava era que Succession várias vezes lançava coisas bombásticas, de traição entre personagens, de ofensas e agressões, de verdadeiras rasterias pelas costas que você fica “oooooh” e aí no episódio seguinte zero consequência e os personagens continuam agindo como se nada tivesse acontecido, fazem pouco caso e logo esquecem. Aqui corrigiram um pouco isso. As coisas agoram têm um pouco mais de consequência, embora eu tenho certeza de que se tivesse uma quinta temporada Kendall e Shiv já iam voltar a se falar de boas. E, falando nisso, acho as relações familiares engraçadas. Mesmo se amando, todos parece que se odeiam (Logan lançava ofensas gratuitas, acho que quando se ofendem eles nem sentem) e continuam convivendo e se defendendo mesmo quando indicam que não se gostam. E mesmo Logan tendo sido um canalha responsável pelos traumas, todos choram sua morte. Relacionamento familiar é complicado. 1 – Os Monstros: Episódio de início de temporada. É legal ver o trio de irmãos interagindo agora com um objetivo comum. E também ver a versão de Logan triste por não receber nem mesmo um feliz aniversário de seus filhos (bom, exceto o Connor, mas que liga para ele?), que gera uma boa piada com o Greg. Tem também uma cena do Logan refletindo sobre a vida e a morte que já dava um “foreshadowing” do que ia acontecer em dois episódios. O leilão da Pierce entre ele e os filhos é nesse episódio também. Ou seja, é meio como o primeiro da terceira, muita coisa acontece, mas nenhum deles é um momento tão empolgante quanto outros que a série já entregou. E não acredito que Tom e Shiv estão separados, que salto foi esse? Nem mostraram o que aconteceu entre os dois, como ela descobriu que foi traída por ele, se é que ela descobriu ou só desconfiou. Nota: 9 quase 8. 2 – O Ensaio: Parte do Logan na ATN é boa e engraçada e a cena do karaokê é importante mais pelo que vai acontecer no episódio posterior. O último momento com os filhos reunidos com Logan. Embora, em verdade, é uma cena muito boa, os diálogos são legais e também pela dúvida se Logan realmente é sincero no que ele diz. Tem também a cena do Connor falando que é uma planta e a cena do Greg conversando com a peguete do Logan é boa também. Enfim, é um episódio com duas grandes falas, mas elas ficam meio isoladas. Nota: 8. 3 – O Casamento Do Connor: Episódio que tem uma inspiração enorme em The Body, da quinta temporada de Buffy. E, esse daqui ter uma nota maior no IMDB do que o The Body é uma das vastas provas de que a humanidade deu errado. O episódio é excelente, sim, mas o de Buffy, além de ter vindo primeiro, é melhor. Enfim, o episódio tem a ideia genial de matar o Logan sem mais nem menos num início de temporada. Não foi num episódio final, não teve uma preparação óbvia (mas, sim, teve preparação, a conversa sobre a morte no restaurante, o último encontro com os filhos), inclusive, colocando ele parecendo que estava no seu ápice no episódio 2, discursando na ATN. Além disso, as falas são muito bem escritas e coerentes com uma situação de morte, e a direção do episódio também, sempre com decisões inteligentes. Mas, diga-se de passagem, algumas coisas parecem vir de The Body. A morte repentina e executada de um modo quase contínuo com a reação dos personagens, não deixando de demonstrar todos os momentos do caos da morte de um ente querido, além das reações de cada personagem serem diversas (negação, culpa, aceitação, etc) igual como em Buffy. Tudo isso com uma direção sem muitos floreios, com a câmera que balança ligeiramente para uma ideia de continuidade e pouca trilha sonora. Há muito para destrinchar aqui. Connor pela primeira vez pareceia que ia receber um episódio só seu, seu nome está no título, e, no fim, o episódio não é nem um pouco sobre ele. A questão da Gerri e o Roman xingando o pai (o pai teria morrido ao ouvir o aúdio?). Temos também a forma como a morte foi feita. Realizadores que não gostam muito de pensar teriam simplesmente mostrado a morte na tela, com uma trilha orquestrada impactante ou algo assim. Ou, então, algum um pouco mais inspirado poderia ter feito a ironia de Logan morrendo no banheiro, em relação a ser um dono poderoso de um império empresarial. Mas os realizadores de Successsion, além de terem tacado essa morte do nada, a fizeram off screen. Para mim, o motivo máximo para isso é não cair no lugar comum. Sim, podemos interpretar como subtexto para demonstrar que Logan era tão grandioso que sua morte, um momento de fragilidade, não seria mostrado. Mas, para mim, esse é o menor dos motivos. Além de executar a morte de um jeito diferente, outro grande motivo de ser realizado assim, para mim, é deixar tudo na perspectiva dos filhos, que estão distantes e recebendo as notícias da morte por telefone, sem conseguirem ver, assim como nós. E, sinceramente, a ideia pode ter sido boa, mas mitigou um pouco o impacto da morte do Logan para mim. Digo, levei váaaarios minutos do episódio para realmente achar que ele tinha morrido, e não que era uma estratégia do Logan para dar uma lição nos filhos ou algo do tipo. Como disse, as reações à morte foram interessantes, mas a do Connor é a melhor, pelo lado egoístico de sua fala (e todos ali são extremamente egoístas, Shiv a mais egoísta de todas e Connor logo atrás, aí vem o Roman e o Kendall é o menos para mim, mas egoísta do mesmo jeito). Aliás, o Logan nem ir no casamento do próprio filho é triste. Portanto, é um episódio excelente (top da série), pois tem uma ideia genial (matar Logan de forma abrupta, como, aliás, costumam ser as mortes) e a executa de forma igualmente boa, não se baseando apenas em sua ótima premissa. Ah, e assim como The Body, que sacrifica o tom da série, esse daqui também o faz, focando só no dramático e sendo facilmente o episódio da série com menos humor. Vi tem alguns dias e, na verdade, acho que nele não tem humor absolutamente nenhum. E tem algo que não costuma me descer muito. Logan é abusivo, um babaca com os filhos, eles pareciam até que o odiavam em alguns momentos e mesmo assim eles sentem muito a morte dele. A morte de um ente querido é realmente algo. Sinceramente, já vi parentes nunca mais se falarem e nem importarem com o que acontece um com o outro por muito menos. Realmente se amam, de um jeito torto, mas se amam. Nota: 9.5. 4 – Estados Da Lua De Mel: Não gosto muito desse episódio. Ele tem uma primeira metade até legal, mas senti a segunda metade tão repetitiva, era personagem conversando com personagem, boas falas, aí personagem conversando com personagem e conversando e conversando num ponto que eu nem sentia mais o “gosto” do episódio. Maaaaas, ele tem dois momentos excelentes, um deles o “Greg?” escrito pelo Logan. Juro, é hilário eles discutindo o significado disso. Greg achando que Logan estava cogitando ele como sucessor, eles brincando que ele estava tentando lembrar o nome. Sério, talvez ele realmente estivesse considerando o Greg ou eu estou muito louco? Digo, os filhos dele são opções bem ruins, o Greg ainda é alguém que poderia ser moldado. Talvez tenha sido uma reflexão passageira que foi logo descartada, pois, óbvio, não daria certo. E Tom, patético, agora sem a proteção do Logan tentando ser o capacho de quem aceitasse. Ah, sim, a outra parte boa é o nome do Kendall sublinhado ou riscado. Gera uma boa discussão. E pobre Kerry, Logan morreu antes dela poder dar o golpe do baú. E, também, temos Roman e Kendall como CEO’s temporários do absoluto nada. Não sei se gostei muito disso, tenho que admitir. Nota: 8. 5 – Lista De Cortes: Mais um episódio que o pessoal vai para um lugar, se reúnem e ficam negociando. Ok, vimos isso umas trezentas vezes na série, principalmente na segunda temporada, mas ainda funciona. O Mattson é um bom personagem e aqui vemos mais dele. A cena do Tom tentando enturmar e deles zoando o Greg em sueco é boa. A cena no topo da montanha, também, e é difícil identificar se o Kendall estava manipulando o Roman para melar a negociação. Temos o início da relação Shiv e Mattson também, que é interessante. Nota: 9. 6 – Living+: Que besteira esse negócio de Living+. É só colocar floreios e apresentações bonitas para um negócio que nem é interessante, com certeza ia flopar, mas o Mattson foi se meter e só deu lenha pro Kendall. Aliás, o pior personagem dessa série é o “Kendall versão animada”. Quando ele fica todo serelepe sabemos que lá vem bomba. Aquela festa horrorosa da temporada anterior e agora esse negócio de fazer nuvens e casas e positividade tóxica e números inflados. E Roman virou outro personagem quando conheceu o poder, começou a achar que era o próprio pai, demitindo sem rodeios. Acontece que o pai dele tinha respeito e impunha medo, ele não. E Shiv do céu, pior que Kendall, adora trair os parentes. E Kendall finalmente fez as pazes com a água. Aliás, todos os personagens já mandaram a ética para o espaço, aqui. Mudar a fala do Logan com edição, pelamordedeus. Nota: 8. 7 – Festa Pré-Eleição: Um episódio ótimo que dá um fôlego maior para essa temporada. Desde o episódio 3 não tínhamos um episódio excelente na minha opinião, apenas episódios muito bons. Mattson e Greg na festa geram bons momentos e no geral é um episódio com boas tiradas, inclusive com Tom no meio de personagens interessados na Shiv. E, afinal, para que vai servir aquela informação bizarra do Mattson assediando moralmente a funcionária dele? Succession tem muito disso, coisas que parecem bombásticas no episódio em que acontecem mas que logo no episódio seguinte fazem pouco caso e logo esquecem. Mas, claro, o grande momento desse episódio é a briga no final entre Tom e Shiv. Bem, eu gostava da ideia da série não colocar os dois brigando diretamente aos gritos, mas sim de forma silenciosa, por atos e gestos e muitas vezes (na maioria), com Tom engolindo o que vai falar para evitar a briga (pois ele é super beta). Era um jeito legal de tratar os dois e achei que foi meio apelativo, de um jeito não muito comum para a série, colocar essa briga. Por outro lado, era necessária, para por fim de vez à relação dos dois, aparentemente. E a briga é tão focada em ser uma briga típica que ambos simplesmente jogam TODOS os problemas que tiveram e foram expostos ao longo da série, absolutamente TODOS, parece que o roteirista reassistiu tudo e foi anotand. Sim, atuações ótimas e boas falas na briga, mas não achei ela tão boa assim. Pelo menos evidenciou ainda mais o quanto os dois são egoístas. Temos também o Greg demitindo pessoas e não se importando, o cara apodreceu mesmo. E temos também Roman descontando a raiva da Gerri no Connor, algo típico da família mesmo. Nota: 9. 8 – A América Decide: Intensidade em forma de episódio. E um excelente episódio, achei que teria até uma nota maior que 9.4 no IMDB. Acho que é até melhor que o epiódio 3 e com certeza está em um top 5 da série, talvez um top 3, embora meu episódio preferido ainda seja o Safe Room da segunda temporada. O humor é ótimo, as situações envolvendo os interesses são muito boas, tudo um caos, correria e conflitos entre os irmãos. Roman está impossível e sei que ele fez aquilo muito mais por ideologia política do que para melar o acordo (embora, claro, este último tenha um peso importantíssimo). E Shiv do céu, que péssimo movimento foi aquele de mentir na cara dura? Será que ela planejou mentir desde o início e nem ligou o número certo ou não foi atendida e resolveu inventar a mentira na hora? Kendall tomou uma decisão impulsiva e creio que vai ter consequências. Roman está insuporável, mas mesmo assim continuo achando que a Shiv é a que menos presta dos três. Nota: 9. 9 – Igreja E Estado: Dá uma queda leve na qualidade desse final de série para mim, mas ainda é um ótimo episódio. Temos dois discursos muito longos, é verdade, e achei o do irmão do Logan melhor, apesar de realmente ter sido longo. Acho que mais por revelar um pouco mais do passado do Logan do que por qualquer outro motivo, tentando justificar em que momento Logan “quebrou” e virou a pessoa cruel que ele é agora. Mas, no todo, é um episódio um pouco mais lento, mesmo que o mundo esteja desabando em protestos. Por outro lado, no fim temos a cena do Roman autodestrutivo (tinha certeza que ele ia se dar mal, tinha começado o episódio muito feliz e ninguém fica muito tempo feliz nessa série). E o presidente eleito é um canalha mesmo, achei que a eleição dele praticamente punha fim nas intenções do Mattson. Que nada. Ah, a cena do Hugo cachorrão é muito boa, dava nada por esse personagem e protagonizou um dos melhores momentos da série. Nota: 9. 10 – De Olhos Abertos: Uhm... não sei, sinceramente, fiquei bem reflexivo se esse final foi bom. Queria que fosse excelente mas parece que faltou algo a mais para mim, talvez a sensação de final. O fim de série tem um gosto um pouco amargo, como se interrompesse algo que ainda cabia mais coisas... ao mesmo tempo em que não consigo imaginar essa série seguindo em frente, era para acabar aqui, mas continuo com a sensação de que não conseguiram dar uma sensação de “fim”. Tá, eu gostei do episódio, é como grande parte da série, bem escrito e bem conduzido MAS é uma repetição de outro episódio da série, o que enfraquece um pouco. As vezes essa ideia de algo cíclico fortalece, mas, aqui, deu uma sensação contrária para mim, talvez porque a série não parece colocar isso como uma rima com o episódio da primeira temporada. Na verdade, o grande ponto do episódio é o que motivou a Shiv a mudar de ideia, algo que fica em aberto, e é para mim o que salva esse episódio de ser um episódio comum. Shiv tinha aceitado o voto em favor de Kendall, então por qual motivo ela teria mudado de ideia? Para mim passa pela principal característica dela. Ela é egoísta. E a gente vê ela mudando de ideia no momento que vê o Kendall super feliz na hora da votação. Teria batido a inveja pela felicidade dele? E, outra, acho que ela também pensou naquilo que seria melhor para ela mas mesmo isso é questionável. Vejamos: quando Shiv escolheu ficar do lado do Kendall foi quando ela viu que não seria a CEO do Mattson. Então manter a empresa com a família era mais vantajoso para ela. Mas isso muda completamente quando Tom é o CEO do Mattson. Shiv não pesou isso primeiro pois ficou fula quando soube que o Tom tinha sido escolhido mas, depois que a emoção passou, acho que ela pensou que é melhor vender, embolsar a grana, ficar de esposa do CEO (que é de fachada) do que entregar a empresa para o Kendall que não é bom nisso e com isso ela ficaria num cargo adjunto enquanto a empresa falia nas mãos do Kendall. Mas, mesmo essa minha teoria tem falhas. Melhor colocada de lado, mas dentro, do que ser mera esposa do CEO e repetir a sina de sua mãe. E, sinceramente, essa ideia de que o Kendall não é bom como CEO é o maior mito de todos os tempos. Cara conseguiu vender a porcaria do Living +, “comprou” a Pierce, se saiu bem no funeral do pai, ajudou a eleger o novo presidente dos EUA, fechou um acordo extremamente vantajoso para a empresa. Enfim, a empresa fica melhor nas mãos dele do que na do Tom CEO laranja e nas mãos do Musk sueco que estava todo falido na Ásia. Enfim, talvez Shiv só não suportava ver o irmão mais feliz do que ela e resolveu deixar tudo mundo na amargura e não só ela. E provavelmente matou o Kendall no processo que, perto da água, com certeza se jogou na cena seguinte. Final da Shiv é ser esposa, do Kendall provavelmente é se exterminar. E o Roman acaba se saindo um pouco melhor, livre do fardo que ele nunca quis, longe agora de ter que agradar o pai (e isso a gente percebe só pelo olhar, numa ótima atuação do Culkin) mas, mesmo assim, seu olhar também transmite certo medo, como se estivesse agora sem objetivos, perdido. E Frank do céu, votou a favor da própria demissão, não entendi o voto dele também não. Enfim, um final que não me passou a sensação de final, talvez por manter o tom do resto da série, talvez por faltar, sei lá, uma grande reviravolta que fizesse jus ao fato de ser uma série bem escrita. Mas, verdade seja dita, a cena da votação realmente prende a atenção. Ah sim, quase esqueço do Connor, que nem teve tanta atenção assim nesse final, só mostrou que o casamento dele é todo falso, mas isso já é óbvio. Nota: 9.
Nota: 9.1. Meu ranking das temporadas: Segunda temporada – 9. Quarta temporada – 9. Terceira temporada – 8.5. Primeita temporada – 8.
Os caras cometeram O MESMO erro do filme anterior. No American Pie 3 Stifler não serve para ser protagonista (bem, o Jim é o protagonista, mas Stifler chega a quase ser o protagonista em alguns momentos). Agora, temos o irmão do Stifler que é a cara dele (o ator copiou todos os trejeitos num nível quase absurdo, com resultados questionáveis) protagonizando o filme e isso obviamente não dá certo. Temos aqui também as tradicionais cenas constrangedoras que normalmente eram protagonizados pelo loser do Jim, mas que, na falta dele, acabam recaindo no Stiffler, o que não combina muito. O filme tem ares completamente amadores. Na minha memória é o pior da franquia (ainda não assisti o último) e, inclusive, isso se dava por ter menos baixaria e pelos cenários não condizentes com o acampamento visto nos filmes anteriores. Curioso como a memória engana, pois os cenários são claramente os do acampamento da trilogia original e temos, sim, cenas apelativas, embora elas sejam, realmente, as menos explícitas da franquia até onde me lembro. O que leva a outro problema, que é o humor. Aqui ele não funciona, o filme não tem cena nenhuma que é realmente engraçada, seja pela própria escrita, seja por timming dos atores (a maioria é péssima, mas a Elyse entrega uma das piores performances da história horrível), seja pela direção ruim. E falhar no humor é um pecado. Mas, de todo modo, o filme até tem alguns momentos de leve entretenimento e a trama, por mais que seja batida, óbvia, básica e sem inspiração, é um lugar-comum que se sustenta. Capengando, mas se sustenta. A forma como o romance vai sendo construído entre Sitfler e Elyse é bem feita, inclusive na cena excelente do beijo entre os dois, que é bem filmada, bem roteirizada e bem atuada. Parece até de um outro filme kkkkkkkkk. Outro bom momento é a segunda conversa que o Stifler tem com o Sherminator. Já o pai do Jim, aqui, tem seu momento mais apagado na franquia, até onde me lembro, sendo mal aproveitado. Nota: 6.7.
Essa temporada é melhor que a primeira (mas não muito) e inferior à segunda na minha opinião. O problema aqui é que não senti o humor tão presente quanto era na primeira. Ele já tinha dado uma diminuída na segunda, é verdade, mas acredito que isso até foi bom na segunda temporada, deixou mais dosado. Aqui ainda tem humor, claro, mas mais pontual ou mais sutil, não no mesmo nível de temporadas anteriores. Outro problema é que não gostei muito da primeira metade dessa temporada, ela só fica realmente boa na sua parte final, enquanto a segunda era mais constante. De memória, acho que apenas o quinto episódio tem a pegada de humor da primeira temporada. Aqui ainda permanece um problema que me incomodou nas outras temporadas, uma sensação de “salto” entre episódios, em que vários fatos relevantes ou marcantes parece que não impactam os personagens nos outros episódios. Toda a briga na festa do Kendall, a Shiv expondo os podres dele no segundo episódio, a cena do “Rape Me” do Nirvanna, Roman tomando um tapão do pai (acho que isso foi na temporada anterior)... Sempre coisas que nos fariam nem querer ver mais o parente que fez isso com a gente mas, no episódio posterior, eles já conversam meio que de boas entre si, como se nada tivesse acontecido e mal citam (ou citam casualmente) essas coisas. Quero dizer, eles causam impacto no episódio em si, principalmente para o telespectador, mas não parecem afetar em nada os personagens, no próprio episódio e mais ainda nos subsequentes. Isso já acontecia em menor grau nas temporadas anteriores, mas acho que escalonou aqui, o que evidencia para mim que a segunda temporada é realmente superior. Falta ver a quarta. Outra coisa curiosa é o quanto essa série se esforça para não seguir o lugar comum e mostrar que os realizadores pensaram um pouco antes de produzir.
Seria de se esperar que, com o que aconteceu no fim da segunda temporada, esta daqui fosse focar em intrigas de tribunal, implicações dos cruzeiros na mídia e na opinião pública, investigações, etc... para que, no fim, toda a questão dos cruzeiros ficar de plano de fundo, sem grande destaque, e simplesmente acabar em pizza de forma abrupta, quase sem ser mencionada de novo e como se nunca tivesse acontecido. É um decisão esquisita, acho meio questionável a forma como Kendall abandona tudo e como não há um julgamento sobre ele, já que afirmou ter provas, mas, tudo bem. Abaixo uma pequena opinião de cada episódio: 1 – Secession: Acho que não gostei muito desse episódio. Sei lá, parece fora da proposta dos episódios da série, normalmente essas preparações não têm episódios. Começa com um grupo reunido, separa, fica um grupo conversando com o outro, um caos. Tem a cena boa do Roman ligando para o Logan e sendo descartado como CEO e só. Nota: 8 quase 7. 2 – Mass In Time Of War: Outro episódio que acho que possui uma nota injusta, exatamente como o segundo da segunda temporada. Kendall está todo serelepe, que gracinha, bem semelhante ao Kendall da primeira temporada e diferente do Kendall depressãoeolheira da segunda temporada. O cara fica todo alegre quando está traindo o pai, vejam só que libertação. E Shiv é a que menos presta (atrás do Logan, claro) e isso está cada vez mais evidente. Ela trairia Logan em dois segundos se fosse colocada como CEO pelo Kendall, ao mesmo tempo fica julgando ele de traidor quando a outra opção do cara era ser preso por algo que, ora, tinha culpa do próprio Logan. Querendo ou não ele fez o certo. E, bem, todos os quatro estavam dispostas a trair o pai, só não o fizeram quando viram que não seria tão vantajoso e que a vitória não seria tão certa (há um leve temor envolvendo a desistência). E, enfim, os diálogos entre os irmãos, a expectativa sobre ocorrer ou não a traição (bem, acreditava que não ocorreria, se fosse ocorrer a série acabava aqui kkkkk) geram um episódio realmente muito bom e injustiçado na minha opinião. Enfim, estou curioso para saber qual caminho essa série vai seguir e qual material teremos para render ainda duas temporadas. Não enxergo mais quais conflitos eles planejam desenvolver ou quais rumos tomar. Nota: 9. 3 – The Disruption: Cena do Kendall chorando com a trilha da abertura é cinema. Aliás, traçando um paralelo com o resto do episódio, em que Kendall não se importa de ser xingado de tudo quanto é forma, até vê graça, pois sabe que eram xingamentos banalizados típicos da internet. Agora, quando o xingaram com verdades, aí ele se sentiu impactado mesmo, ainda mais vindo da sua irmã. É, Shiv é a que menos presta mesmo, a cena do Roman e do Connor recusando a assinar as difamações contra o Kendall é muito boa. O tweet do Kendall sobre as mulheres é hilário também. Nota: 9 quase 8. 4 – Lion In The Meadow: Episódio em que pouca coisa acontece. Bem, a parte do Tom é divertidinha e triste ao mesmo tempo, ele todo depressivo escolhendo a prisão (e tendo, mais uma vez, uma crise de síndrome de protagonismo), mas o resto do episódio não é tão interessante. A trama da tatuagem não leva a lugar nenhum, e nem precisaria se fosse engraçado, mas acaba que não entrega nada tão interessante. Já a trama do Logan se reencontrando com o Kendall podia ter rendido mais. No fim, fica meio no ar se o Josh estava testando eles. Aparentemente sim, mas é meio mirabolante pensar que o cara iria forçar o Logan a andar até passar mal, enquanto avalia se o Kendall ia proteger o pai ou forçar a saúde do velho até o limite. Nota: 7. 5 – Retired Janitors Of Idaho: Acho que esse vai ser o melhor da temporada (falta eu ver os dois últimos neste momento que escrevo). A situação caótica é bem trabalhada e engraçada (estava sentindo falta desse humor, que era bem mais presente nas temporadas anteriores), como quando o pessoal fica seguindo o que o Logan fala logo antes de descobrir que ele estava gagá, ou o discurso infinito e constrangedor do Frank. Nota: 9. 6 – What It Takes: Kendall está insuportável, não aguento gente que contrata especialista e se acha mais esperto. Achei esse conferência uma loucura, será que tem algum fundamento¿ São assim as reuniões para escolher candidatos nos EUA? Shiv interesseira como sempre, só apoiou o candidato pois era bom para ela. E Logan mais uma vez demonstrando sutilmente seu machismo, dando sempre preferência para as opiniões do Roman. Greg foi interessante aqui também, sendo ovacionado pelos conservadores que ele não gosta e, acho que pela primeira vez na série, emitiu uma opinião incisiva, contra a candidatura do Connor. Aliás, achei que seria aqui que ele ganharia apoio, já vejo Connor como novo presidente. Se Trump conseguiu, por que não? Mas, no fim, não achei o episódio tão interessante assim. Nota: 8. 7 – Too Much Birthday: Eu disse que o Kendall estava insuportável no episódio anterior? Aqui ele está bem pior. Sério, é a PIOR FESTA de aniversário que já vi na minha vida. Conceitos horríveis, decoração horrenda, música sem graça, piadas ruins, uma festa MORTA que me deu pesadelos. E ainda ia piorar, com toda aquela ideia da cruz que, na verdade, seria até legal se tivesse sido feita, queria ver as repercussões disso. Além disso, é um episódio com ótimos momentos na relação entre os irmãos. A parte da moça aceitando pegar o Greg para contrariar o Kendall é boa também. Nota: 9. 8 – Chiantishire: Outro ótimo episódio, o fim dessa temporada é muito bom. Aqui temos mais um bom diálogo manipulador da Shiv para cima do Tom sobre ter filhos (não é tão bom quanto o do final da temporada anterior entre os dois), inclusive ela só aceitou ter filhos para provar que ela é melhor que a mãe dela, embora ainda vá demorar para ter os bebês para não atrapalhar a carreira. Kendall mais uma vez com pensamentos de autoextermínio e, DO NADA, aparece carecão. Greg tentando pegar a princesa é engraçado. Agora, a melhor cena desse episódio e o diálogo entre Kendall e Logan. Começa engraçado na questão do veneno, e escala bem para mostrar o que realmente se passava na cabeça do Kendall ao longo de toda a temporada. O coitado só quer ser boa pessoa, mas o homem nasce bom e a riqueza o corrompe. No fim, ainda temos a cena hilária da foto do pau. Nota: 9. 9 – All The Bells Say: Estranhamente, achei o episódio anterior melhor, mesmo que esse daqui seja bem mais badalado. Digo, se este episódio é exatamente o mesmo, mas é o episódio 4 ou 5 da temporada, não teria essa nota exageradamente alta que tem no IMDB. O episódio anterior tem o Roman enviando a foto do pau, Kendall careca, Kendall jantando com Logan, Shiv e Tom falando sobre filhos, etc. Esse daqui tem a cena do Kendall finalmente contando para os irmãos o que aconteceu no casamento da Shiv, e a reação do Roman é muito bem escrita. A cena do Greg “vendendo sua alma” é muito boa também... e só. O episódio anterior é infinitamente superior, esse daqui só tem essa nota toda por ser o último. Sim, a cena final tem impacto por vermos Roman ficando contra Logan pela primeira vez, a traição de Tom, mas tudo acontece de forma tão rápida, abrupta. Além disso, não sei por qual motivo esse impacto todo. Os riquinhos metidos perderam a empresa pois o pai resolveu vender. Impactante, mas longe, muito longe de ser o evento mais impactante dessa série. Nota: 9.
Não dava nada para esse filme, seja pelas notas ou pelo início dele, que parecia que ia entregar algo sem graça. Mas, passados os vinte minutos inciais ele começa a ficar interessante, e não é só pela ação ou pelos conflitos sangrentos que se desenvolvem (personagens morrem como moscas), mas também por entregar bons diálogos e uma boa trama geral. Aliás, por isso que costumo dizer que é sempre bom assistir o filme sabendo o mínimo possível, se eu já soubesse dos conflitos da sinopse talvez não fosse tão bom. A produção é boa também, no início parecia que não ia ser, mas as locações são interessantes, os efeitos e as cenas de ação são bem filmadas (exceto, infelizmente, a última que, sinceramente, nem precisava existir, é curta e nem deu tanta emoção e não foi tão bem executada). O filme trata alguns temas do islamismo de forma interessante (melhor coisa que fiz foi essa ideia de assistir um filme para cada país da Copa de 2022, bem interessante ver visões de mundo de outros países). As atuações dão para o gasto, mas são um ponto fraco. Achei Antonio Banderas uma decepção, ele parece querer a todo custo entregar dubiedade ao personagem dele e exagera, perde a mão. Falando em dubiedade, é algo que me agradou no filme.
Ambos os sultões estão certos e errados. Digo, fico do lado do Banderas tranquilamente, pessoal morrendo de fome e doença, pobreza no meio do deserto, tu acha petróleo e vai poder substituir o papel higiênico por nota de cem dólares, aí vai deixar de fazer isso¿ Problema mesmo foi que ele já foi usando os lucros e quebrou o tratado, devia ter ido com mais calma. E, bem, acho que tinha um elemento de ganância em seu personagem, mas era apenas uma de suas facetas. No fim, tem um clichê, mas um clichê muito bom, que funciona e eu gosto, que é o do personagem protagonista, que tem um pouco dos dois mundos rivais, e os concilia na conclusão. Para mim, o maior problema mesmo foi aquela parte no deserto, é longa e meio sem propósito (bem, o protagonista reúne exércitos nessa parte) e quase me fez esquecer o tema central do filme, deixa muito de lado a trama principal por um tempo muito longo.
Vi como o filme do Catar. E, bem, infelizmente acabou sendo o filme do Catar mesmo não sendo exatamente um filme feito só pelo Catar. Só existem dois filmes inteiramente cataris pelo que pesquisei, mas nenhum dos dois achei na internet ao longo desses quase quatro anos, desde a copa de 2022. Como a copa de 2026 já está aí, tive que ir nesse que, pelo menos, até onde sei, foi gravado inteiramente no Catar, mesmo sendo uma produção de vários países. Filme 31 de 32. Nota: 8.4.
Minha noiva fez um comentário pertinente: “os atores eram tão mais expressivos nessa época”. Pensando aqui, é verdade, a atuação era mais expressiva, mais preto no branco. Tenho que ser vilão, ajo como vilão. Sou covarde, vou ficar agindo como covarde. Hoje em dia, no cinema, parece que se aprecia mais os tons cinzentos. A atuação não pode te entregar de bandeja quem é quem, o sentimento exato do personagem, tudo tem que ser interpretado, zero preto no branco. Bom, apenas expondo uma reflexão, nem sei se tem muita veracidade nisso. Mas, dito isso, o filme é ousado em sua proposta. Fico refletindo se Hitchcock teria gravado tudo num take só se a tecnologia da época permitisse (o rolo de filme tinha duração limitada), pois esse daqui, mesmo com poucos cortes, já deve ter sido um desafio tremendo. No início a falta de corte talvez cause uma estranheza, ver algo contínuo da uma sensação de que não tem ritmo, mas logo engrena. Revendo agora uns dez anos depois de ver pela primeira vez, matenho a sensação de que delongou demais no último take. Poderia ter sido de uma tacada só, mas ficou longo. E acho que a proposta de ser mais longo era exatamente tentar criar uma tensão, mas acho que falhou um pouco nisso. Embora, claro, é um Hitchcock e temos uma cena muito boa de tensão (a da governanta tirando a “mesa”), da qual, inclusive, eu não me lembrava. Outra coisa que eu não me lembrava (ou, talvez, não tenha notado) é o quanto esse filme é mais pegado para uma comédia de humor mórbido. Em vários momentos eles citam o David como forma de piada. Juro, vejo esse filme mais como “dark comedy” do que como suspense. E um humor mórbido de qualidade, diga-se de passagem. Outra coisa que não tinha notado é o ar de casal dos dois protagonistas. Ainda tem um espaço para discussões políticas e filosóficas, incluindo sobre nazismo (e ficavam falando para Hitchcock fazer um filme político, pois bem, olha ele aqui). Enfim, filme do Hitchcock é sempre uma boa pedida. Nota: 9.1.
Minha nota para esse filme está flutuando um pouco. Quando terminei pensei na faixa de 8.0, depois 9.0, voltei para 8.0 e agora volta para a faixa 9.0. Acho que vou em um meio termo. Digo, em si o filme é muito bom, toda a situação de fuga (tem algum filme de fuga de prisão antes desse ou ele foi o primeiro¿), a inventividade e paciência do protagonista, a proposta mais minimalista e mais “vazia”, com pouca trilha sonora, é algo interessante. Maaaaaas, quando pensamos nisso, o filme meio que “mata” seu potencial. Quero dizer, qual o sentido de se esforçar para o filme ser “amotivo” quando o que normalente queremos quando vamos assistir algo é emoção¿ Pensa num potencial desperdiçado, de quanto a cena final poderia ser tensa, por exemplo. Mas, essa não é a proposta do filme, que, inclusive, possui spolier em seu título (que é o mesmo título do livro). Eu até tinha pensado que era um daqueles casos de traduções bizarras que eram bem comuns nos títulos brasileiro antigamente, mas esse também o título original mesmo. Agora, qual é a dessa narração? Sério, por qual motivo Bresson pode enfiar narração à rodo, mesmo quando não é necessária, mas Nolan botar algum personagem explicando algum conceito é algo expositivo e ruim? Juro, não costumo entender essas padronizações da crítica, que quer colocar algumas situações cinematográficas como ruins, mas depende. Quando Nolan é supostamente expostivo (e o é pois é necessário para sua narrativa) é visto como algo ruim, mas quando algum diretor europeu faz não tem problema. Eu até defendo esse tanto de narração nesse filme, mas se é um filme de Hollywood iam chamar de adaptação preguiçosa do livro. Nota: 8.6.
Fascinante ver como alguns temas e conflitos são frequentes em qualquer que seja a cultura. Mesmo sendo uma obra baseada em um roteiro de um dramaturgo espanhol, ela se insere em um contexto de uma cultura bem diferente no Marrocos. A história é até legal, mas a parte interessante é ver os costumes, as locações, a música e os vestuários do local, inclusive a cerimônia de casamento. Essa cena, aliás, é a melho do filme na minha opinião. A direção é muito boa também. Visto como o filme do Marrocos para meu desafio de ver um filme para cada país da Copa de 2022 (que infelizmente atrasou por não achar filme do Catar e do País de Gales). Filme 30 de 32. Nota: 7.8.
As cenas de humor são muito boas, com boas tiradas. A cena dos espelhos é bem feita, assim como a cena do trapézio, e, embora esta seja engraçada, é meio que previsível. A cena da jaula é a melhor do filme na minha opinião. Sobre a trama, segue o tema de exploração e de personagens com pouco dinheiro. Agora, um apontamento aqui. É horrível ver a forma como a mulher era enxegada como um objeto na época. A partir do momento em que ela casa, o dono do circo para de maltrata-la, pois agora ela é “propriedade” do novo marido. A mentalidade da época em relação às mulheres era algo surreal para os dias de hoje
No primeiro filme escrevi que ele "funciona como boa adaptação (ainda não li o livro completo)". Pois é, agora, sempre que possível, vou evitar ver o filme enquanto não terminar o livro. Juro, a adaptação de 2017 segue bastante da obra original, mas do meio para frente muda muita coisa. E, bem, mudanças em relação ao material original não é algo necessariamente ruim. O problema é quando você muda algo e substitui por algo PIOR. Sério, qual o sentido de colocar o clichê da garota sequestrada e que tem que ser resgatada? Não tem isso no livro, por qual motivo colocaram na parte 1? É o típico clichê que eu tinha aceitado pois achei que estava no livro. E, pior, acaba por depreciar um pouco os personagens. No livro eles iam enfrentar a Coisa por coragem, por união entre eles, por um destino traçado pelo Outro (uma entidade divina do livro), talvez. No filme foi para resgatar a donzela indefesa aff. Bem, sei que isso é sobre a parte 1, mas precisava escrever isso agora que terminei o livro. E, juro, tem ANOS que eu estava enrolando para ver essa parte 2 e decidi que veria apenas quando terminasse o livro. Pois bem, eu não estava perdendo muita coisa, o filme erra em muita coisa, apesar da direção parecida dá uma sensação que foram feitos por outros realizadores. O primeiro tinha mais cuidado, esse daqui é mais relaxado. Com o sucesso dos atores mirins da primeira parte, eles deram um jeito de chuchar eles aqui. Beeeeeem desnecessário, dá uma sensação de que os realizadores não confiavam no material que eles tinham. Aí acaba criando uma estrutura de filme picotada, em que cada um dos personagens um a um vai sendo atacado. Tinha isso no primeiro, mas era feita de forma mais ajustada. E, DE NOVO, acovardam demais nossos personagens, que são bem mais frouxos do que os do livro. Todo aquele negócio de decidirem atacar a Coisa só por causa de um ritual infalível. E, falando nisso, qual foi a daquela mudança sobre o Stan no final? Achei meio sem sentido. O engraçado é que a primeira meia hora é bem fiel ao livro. Achei até que iam trazer a Tartaruga, de tão fiel que estava sendo. E, aí, temos a cena final que, assim como do filme de 1990, achei bem brochada. E o filme fica nessa piada recorrente de que o King não sabe fazer finais (e, de fato, nas ADAPTAÇÕES para cinema e TV das obras dele isso normalmente acontece) e, no fim, o filme entrega um final pior que o do livro. E, talvez, King não seja tão ruim com finais, achei o final do livro muito bom, uma das melhores partes dele. Talvez não saibam é adaptar os finais do escritor. O problema aqui é que no livro o final
é uma batalha que tem um foco muito mental, então até passo pano para a adaptação cinematográfica ter falhado em adaptar a batalha final, já que fica difícil substituir uma batalha meio “não física” igual a do livro. O problema maior, para mim, são dois: Não souberam dar o ar de mal primitivo e que cósmico que a Coisa é, ele (na verdade é ELA) parece apenas uma entidade razoavelmente poderosa e só. E o segundo é não terem colocado a forma da aranha, ou, bem, terem colocado, mas mantido o palhaço, dando a sensação de que a Coisa é uma entidade em forma primordial de palhaço, e não como uma das formas dele. Bem, terem deixado de lado os ovos da Coisa também foi algo que incomodou um pouco, mas tudo bem. Mas o maior problema do filme é que ele não tem a mesma pegada de terror que o primeiro. O primeiro tinha cenas de terror bem climáticas, fazia a Coisa ser realmente algo a se temer, algo perigoso. Aqui a atuação do Skarsgård é tão boa quanto no anterior, mas o roteiro e direção não colaboram com ele. O filme é quase COMÉDIA em vários momentos. As cenas de terror são aceleradas e repletas de piadinhas (a cena do biscoito da sorte é TOSCA) ou de ação, e não de tensão. Temos apenas, se não me falha a memória, duas cenas de terror realmente boas, uma delas a da Bev na antiga casa dela
. No fim, acho que muito da minha nota vem da qualidade do primeiro, que vez ou outra aparece aqui. Mas, isoladamente, esse segundo é bem fraquinho. Os atores até funcionam um pouco (o ator do Eddie ficou muito convincente como uma versão mais velha), mas não superam o carisma do elenco do primeiro. Aliás, o ator do Ben é pavoroso de ruim. Nota: 7.4.
A franquia Predador é bem mediana. O primeiro não é um primor e mesmo assim é o melhor da franquia até aqui. Aliás, no filme de 2010 comentei que ele deixa um gancho para um sequência que, infelizmente, não ocorreu. O mesmo acontece aqui, temos uma gancho mas, digo, para uma sequência que FELIZMENTE não ocorreu. Sinceramente,
não sei como a ideia de uma invasão de Predadores vitaminados tentando invandir a terra e sendo combatidos por um protagonista sem sal de armadura seria boa. Aliás, essa trama dos Predadores tentando ajudar os humanos mas fatiando várias pessoas no processo chega a ser engraçada de tão mal explicada. Bem, pelo menos o filme TENTA ter uma trama. Achei que seria apenas na floresta, como o primeiro ou o de 2010. Não que a ideia de pouca trama e muita ação seja ruim, o primeiro Predador fazia isso muito bem, enquanto o Predador 2 tentava ter trama e acaba sendo o pior da franquia. A questão é que eu gosto que eles realmente tenham tentado fazer um filme decente aqui, sem apelar para algo muito simples. Claro, com isso temos alguns buracos na trama, como o que eu apontei. Mas, pelo menos, tivemos um bom acerto no grupo de soldados desajustados. Não que sejam bons personagens, mas evitaram de ir matando um a um, dando tempo de tela para todos até o fim do filme, numa tentativa (razoavelmente acertada) de que nos importássemos mais com eles quando morressem. E, aí do nada todo mundo vai morrendo um a um, quase não deu para sentir rs.
Aliás, não entendo o ódio sobre essa daqui, é quase no nível do de 2010. E tem personagens bem melhores (e olha que os personagens desse daqui nem são bons). As cenas de ação são até legais, a condução geral é boa. Tem duas cenas de ação muito ruins (a do campinho e a da floresta no final, a do campinho, aliás, é tenebrosa), mas no geral acerta nesse quesito. Agora, onde o filme erra MUITO é nas piadas. Esse negócio de ficar enfiando humor, mas muito humor desnecessário (típica marvelização do cinema da época) já não é bom, quando as piadas são sem graça, então, acaba atrapalhando. Aliás, a cena do Predador no laboratório é bem forçada também. Os cientistas não tinham um sedativo perto ou tentam sedar o bicho, além de terem amarrado uma criatura bestial e fortíssima com algo que tem a força de um barbante kkkkkk. Mas, pelo menos, é um filme divertido e que entretem, sendo melhor que os dois Alien vs. Predador e que o Predador 2 na minha opinião. O Predadores é levemente melhor e o Predador original continua sendo o melhor da franquia. Nota: 7.3.
Roteiro excelente. Bem amarrado, com boas falas e críticas, que dá profundadidade e sentimento aos seus personagens, além de não ser previsível, mesmo que pela sinopse possamos pensar se tratar de um thriller lugar-comum. Não o é, apesar daquela velha estrutura de flashbacks. Aliás, evitem ler sinopses. Primeiro, achei curioso a forma como o funcionava a Vara Criminal da Argentina, com o pessoal do gabinete participando da investigação criminal já no local do crime. As atuações são boas no geral. Mas, além do excelente roteiro, temos uma boa direção, que na maior parte do tempo é firme, segura, e parece que não vai se permitir a ousadias (exceto a cena inicial, estilizada) e aí DO ABSOLUTO NADA temos uma das melhores cenas do cinema latino-americano,
que é a cena do estádio. Já seria boa por si só, mas a ideia de fazê-la em aparente plano-sequência é ousada, mas funciona muito bem para imprimir tensão. A cena do interrogatório e a do elevador também são excelentes. Agora, tiveram algumas coisas que não gostei tanto assim. O romance, não sei se era realmente necessário mas acho que reclamar disso seria ser exigente demais. Outra é o nosso assassino querer buscar vingança. Juro, não entendi isso. Tá certo que os personagens extrapolaram um pouco (talvez muito) a jurisdição deles, mas querendo ou não era parte do trabalho deles. E, bem, o cara foi preso, não cumpriu quase nada e saiu com um emprego, está ótimo. Essa coisa da rivalidade entre a execução criminal e o gabinete do juiz ficou esquisita também, a motivação para soltar o cara. E, como disse, não gostei muito dessa ideia do nosso assassino buscar vingança querendo matar os personagens, pareceu meio fora do tom, no fim o assassino acaba sendo um ponto que ficou mal construído para mim em um roteiro que em todos os outros momentos foi bem redondinho. Um escorregão, mas não sei se estou sendo muito exigente. Aliás, falando em roteiro redondinho, bem interessante a questão da letra "a" faltante na máquina de escrever. O protagonista, em um momento de sonolência, escreve "temo" em um pedaço de papel e "come" a letra "a", assim como a máquina, numa rima narrativa interessante.
De todo modo, é para mim, junto com Cidade de Deus e Carne de Tu Carne (assistiu tem muito tempo, preciso rever) a tríade de meus filmes latino-americanos preferidos. Assiti como o filme argentino para meu desafio de ver um filme de cada país da Copa de 2022. Já que a Argentina foi campeã, fui no filme com melhor nota no IMDB. Filme 29 de 32. Nota: 9.4.
Casal protagonista é bem sem graça, a moça protagonista não gera simpatia, o cara protagonista é meio nulo, precisaram colocar uma subtrama de ex-amizade de colégio (que nem é boa mas consegue ser até melhor que a dinâmica do casal principal). É um filme meio óbvio, sem graça, que tem uma proposta basicona de romance de natal esquecível e quase não consegue entregar nem isso. Achei que teria algumas coisas de culinária também, já que é tema, mas achei que exploraram isso pouco, nem senti fome assistindo. E qual foi aquele negócio de fazer os ponteiros do relógio mexerem? Serviu de nada. Tem a trama da arquitetura também, achei o desfecho questionável, mas, pelo menos, o filme também percebe isso e acho que se saiu bem na desculpa que deu para essa resolução. Nota: 6.6.
Assistindo um filme de Natal do nada em abril pelo tema de reforma (estou para me mudar daqui a alguns meses). Óbvio até o talo, tudo é previsível, não tem momentos memoráveis, situações interessantes, nada disso. Mas, apesar dos pesares, é o tipo de filme que realmente não esperamos nada de muito extraordinário dele, apenas esse passatempo mediano. E nisso ele cumpre sua proposta e o casal até funciona... se ignorarmos, claro, que a protagonista está traindo seu marido, que aparenta ser uma boa pessoa, pelo fato dela não sentir compatibilidade com ele (e, mesmo assim, decidiu casar) e perceber que tem mais compatibilidade com alguém com quem ela já conhece a uma eternidade mas foi ter interesse amoroso só agora que está casando. É, melhor eu parar de escrever senão vou abaixar a nota. Pelo menos ele funciona em sua proposta basicona e entrega o clichê confortável de romance de natal. Nota: 6.7.
Essa proposta do Baz Luhrmann de colocar vitalidade e cores berrantes, inserindo um ar de atualiadade inclusive pela trilha em uma obra de época funcionou melhor em Moulin Rouge, na minha opinião. Não sei se foi esse o motivo, mas aqui senti que ele mitigou um pouco o impacto que o filme propunha (pode não ter sido por isso) e o ar de obra trágica não impacta tanto quanto deveria, pelo menos para mim. Sim, até gosto das festas, das cores, do exagero, mas, como disso, não sei se funcionou muito. Chega um ponto que satura e o gosto se perde, igual aqueles salgadinhos repletos de sal. Tanto que estou revendo e lembrava razoavelmente do primeiro ato, mas não lembrava quase nada do segundo e terceiro atos. Inclusive, lembro que dá primeira vez que vi minha atenção não estava mais sendo retida pelo filme da metade para frente. Não sei se eu gosto tanto assim da atuação do Tobey. Dá para o gasto. DiCaprio é a presença certeira para o personagem do Gatsby (pelo menos o descrito pelo filme, ainda não li o livro). Aliás, sei que do ponto de vista do Marketing seria uma decisão impensável (e ninguém jamais acataria ela), mas seria interessante se a presença de DiCaprio como Gatsby no filme fosse mantida em segredo, já que a própria identidade do Gatsby também o é. E aí, do nada, a supresa: Gatsby é interpretado por DiCaprio. Mas, infelizmente, não tem como, o marketing, inclusive, é mais centrado no DiCaprio do que no próprio protagonista interpretado pelo Tobey. De todo jeito, a cena que o Gatsby aparece pela primeira vez é suficientemente impactante, inclusive gerando o famoso meme. Falando nisso, não tenho nada contra narração, mas acho que essa daqui é invasiva demais. Alguns momentos não precisavam ser incessantemente descritos pela narração, talvez ela até acaba nos distraindo e atrapalhando no impacto de algumas cenas. E, sério, não entendo muito a lógica do filme, no início o Gatsby é quase uma entidade, ninguém viu, ninguém sabe quem é. Aí, na segunda metade do filme ele sempre aparece, as pessoas sabem quem ele é, ele inclusive era notícia constante nos jornais. Sinceramente, não entendi essa incoerência. No início falam que ninguém conhecia ele, depois tratam como se todo mundo sempre tivesse conhecido ele e ele fosse uma figura pública, quando é estabelecido no início que ele era meio recluso. A edição rápida e exagerada funciona em alguns momentos, enquanto em outras ela é estranha, então achei que faltou equilíbrio. Os efeitos especiais entram nisso também. De todo modo, o exagero nas cenas das festas, completamente anacrônicas, é algo bem legal também. Nota: 7.4.
É interessante para os fãs verem o processo de criação do álbum e os membros interagindo juntos. Mas, de um ponto de vista mais crítico, não gostei muito do que concerne ao documental mesmo. A estrutura e a edição são meio estranhas. Os responsáveis tinham o material mas parece que não sabiam muito o que fazer com ele, não souberam converter o material bruto em um documentário com temas. Parece que só foram jogando aleatoriamente as falas e conversas que pareceram interessantes e não souberam dar um esqueleto para tudo. E, mesmo tendo uma boa duração, senti falta de muitas das músicas dos álbuns e do processo criativo delas. Focam em duas músicas apenas e ignoram o resto. Inclusive, estava curioso sobre duas faixas que lembram muito Beatles e se realmente tinha sido uma influência para os membros (um deles, não me recordo qual, inclusive usava uma camisa da banda). Nota: 7.0.
Não sou fã, mas a transmissão do show ao vivo pela Netflix foi boa. Bem filmada, as coreografias são boas. Algumas das músicas, principalmente essas mais puxadas para o rap, não são muito meu estilo, mas tudo foi muito bem executado. Gosto da parte do Arirang (gosto de antiguidades rs). Imagino que para quem é fã a mais tempo tenha sido diferenciado, considerando que os membros ficaram por um hiato longo longe dos palcos. Nota: 8.6.
Desde a Copa do Mundo de 2018 faço meu desafio de assistir um filme de cada país da Copa. Infelizmente, na Copa de 2018, ficou faltando cinco filmes, pois eu simplesmente não conseguia achar filmes do Catar e do País de Gales para assistir, então decidi esperar até algum aparecer na internet. E, uns meses atrás, o site Rarelust postou esse daqui. Como podem ver, é obscuro, tanto que eu até tive que cadastrar ele aqui. E, bem, embora seja na verdade um média metragem, vou considerar como um dos filmes do meus desafio. Tem duração suficiente. O filme é até muito bom se considerarmos ser uma produção de orçamento mais baixo. Consegue construir tensão e tem bons sustos. O maior problema do filme é mesmo que ele acaba. Não tem justificativa para essa duração curta, quando ele vai começar a engrenar, quando ele iria começar a desenvolver mais sua narrativa ele simplesmente acaba. Filme 28 de 32. Nota: 8.1.
Esse é o terceiro filme do Michael Mann que eu assisto (Caçador de Assassinos e Ferrari). Esse tem um pouco mais de ritmo que Caçador de Assassinos (que é paradão), mas não é exatamente um filme de ação, é mais um thirller. Tanto que as cenas que são melhores são exatamente as de diálogos. O filme tem bons diálogos, embora nenhum seja mirabolante, são bons, incluindo a interação entre o protagonista e o assassino de aluguel, que é bem trabalhada, sem se deixar cair em clichês, repleta de nuances interessantes. Mas, apesar dos bons diálogos, achei que o roteiro como um todo não soube se amarrar muito bem no fim. Bem, a questão do metrô foi fechadinha, mas alguns coisas foram colocadas e não amarradas. O personagem do Mark Ruffalo, por exemplo, acaba não servindo de muita coisa, não é finalizado. Uma das poucas vezes que vi Tom Cruise interpretar um vilão (Magnólia ele não é vilão, apesar de não ser bonzinho) e ficou muito bom. Sério, acho as atuações dele sempre bem fracas (para não dizer ruins), mas como vilão foi a primeira vez que achei que ele mandou realmente bem. Digo, ele sempre é visto como mocinho, é um ator famoso e carismático, então colocá-lo como vilão foi algo bem acertado, pois, mesmo sendo um assassino de aluguel, acaba que nos simpatizamos com o personagem na maior parte do tempo, mais pela figura do ator do que pelo personagem em si. O problema é que o personagem acaba não sendo visto como uma ameaça quando deveria o ser. Aliás, diretor famoso, uma penca de grandes atores e nunca tinha ouvido falar desse filme. E ele nem é tão obscuro assim. Nota: 7.8.
Embora já tenha comentado aqui, vou comentar de novo pois agora tenho feito comentários mais longos (que, acredito, ninguém lê, mas servem para eu mesmo reler depois) e algumas opiniões minhas mudaram um pouco. É difícil decidir qual é a melhor temporada. A segunda, a terceira e esta daqui estão bem emparelhadas. Digo, está tem dois episódios nota 10
(The Body e o último), mas, por mais que Glory seja uma boa vilã no conceito (uma DEUSA, oras), os vilões da segunda e da terceira são mais marcantes. A segunda e a terceira ainda tem aquela pegada de colégio, os personagens estão mais verdes, mais leves, embora a série já seja séria, bem escrita e sombria quando necessário. Mas, essa quinta temporada tem a ideia da Dawn, que é muito boa. Enfim, sempre acho difícil decidir, mas normalmente essa temporada fica abaixo da segunda e da terceira, mas por muito pouco. Acho o tratamento com Riley e com Spike aqui um pouco forçados também. Spike em alguns momentos exagera em ser bonzinho, típico personagem que ganha apelo popular e o roteiro precisa força-lo entre os mocinhos. Já Riley funcionava na quarta temporada mas aqui ele fica sem sal, tiveram que forçar a saída dele também. Glory é uma vila legal, poderosa, mas não é tão engraçada quanto o prefeito, embora funcione muito bem como vilã de temporada. Temos aqui também a morte mais marcante da série, pela execução muito bem feita no episódio The Body. 01/79 – Buffy Versus Drácula – Claro, o vampirão mais famoso tinha que dar as caras aqui. O episódio é hilário, com a figura do Drácula evocando o charme e medo típico do personagem, mas permeado com um tom de pastiche típico da série. A reação da Buffy ao encontrar o Drácula é engraçada, inclusive a situação do Xander também, que é hilária. Respeita a mitologia do vampirão com referências aos filmes e livro do Drácula. Aliás, começar a temporada com o Drácula gera a expectativa de que ele será o vilão da temporada. Bom, pelo menos em mim gerou e dá primeira vez que assisti não gostei tanto por esse motivo. Mas, revendo sem essa expectativa, é um ótimo episódio, filler, mas muito bom. No fim, temos a breve estreia da Dawn – Nota: 9. 02/80 – Meu Verdadeiro Eu – A vilã do episódio é a Harmony. A HARMONY. Pois é. Embora tenha sido divertido ver ela chamando os capangas dela de minions. Enfim, focado na Dawn, o episódio foi exatamente para dar o tom que a nova personagem terá na série. A piada dela falando que o Xander trabalhou infiltrado é ótima. Nota: 8. 03/81 – A Substituição – Xander mais uma vez focado para discutir a questão dele não ter nada de sobrenatural. Aqui aproveitam do irmão gêmeo dele para fazer um episódio de gêmeos sem precisar de efeitos especiais. O episódio deixa bem em evidência que costumamos ter uma visão negativa do Xander. Quero dizer, ele foi dividido entre um confiante e um fracote, ou seja, nenhum deles era o Xander de verdade. Mas, por algum motivo, achamos que o fracote é ele normal. Não é. Assistam com atenção, o Xander fracote é bem menos autoconfiante e atrapalhado que o Xander normal. Termina com a cena do Riley falando que a Buffy não ama ele, que é uma cena muito boa e repentina. Nota: 8. 04/82 – Fora De Controle – Spike surta de vez e percebe que está a fim da Buffy. Era o curso natural, que os dois fossem ter um romance, acho que a série não conseguiria fugir disso, e no geral tratam e desenvolvem bem isso, se bem me lembro. Riley e Buffy na temporada anterior era quase sem problemas, mas a série precisa de conflito, então aqui começa a trabalhar um pouco mais as inseguranças do Riley no relacionamento, além de tentar amarrar o que ficou solto em relação à Iniciativa na temporada anterior. Nota: 8. 05/83 – Não Há Lugar Como Nosso Lar – Finalmente a estréia da Glory, a vilã da temporada. E finalmente é revelado a natureza da Dawn. Tipo, fico pensando o que passou na cabeça dos telespectadores da época. Do nada aparece uma irmã da Buffy, devem ter achado que foi uma daquelas coisas que aconteciam nas séries dessa época, que personagens sumiam ou eram criados entre temporadas e ninguém se importava. Eu, antes de assistir, achava que iam dar a desculpa de que ela morava com o pai, mas os escritores tiveram uma ótima ideia, colocaram uma personagem nova e conseguiram que isso acontecesse de forma orgânica dentro da lógica do seriado. A cena que a Buffy descobre que a Dawn não é sua irmã é muito boa, aliás, não lembrava dela. Nota: 9. 06/84 – Família – Joss Whedon, quando dirige um episódio, não decepciona. “We are Family” é um dos grandes momentos da série. Finalmente deram um pouco mais de destaque para Tara e o episódio tem um tom crítico ao machismo e à submissão, inclusive com uso da gaslight. E pensar que essa mensagem progressista veio do Joss Whedon que sabemos o que fazia nos sets de filmagem. Conta ainda com uma Amy Adams antes da fama, em um de seus primeiros papéis. Nota: 9. 07/85 – Louco De Amor – Episódio pautados em flashbacks costumam ser perigosos pois podem soar como interrompendo a trama ou enrolados e com isso terem notas mais baixas, mesmo quando bons. Mas, quando realmente bem executados acabam ganhando avaliações positivas. E, querendo ou não Spike é um personagem que o pessoal gosta e mostrar seu passado foi bom. A interação dele com a Buffy no episódio foi boa, embora a conclusão dele bonzinho foi meio estranha, considerando a natureza de vampiro dele. Nota: 9. 08/86 – A Sombra – Continua mais a trama da Glory e a trama da doença da Joyce, que é uma das tramas principais da temporada. A cobrona é um efeito especial meio datado e também não é um vilão tão memorável. Mas a trama carrega no emocional em relação à Joyce, pelo menos. Nota: 8. 09/87 – Ouvindo O Medo – Episódio fraquinho, de memória o pior da temporada e um dos piores da série. Nem lembrava dele, para terem uma idéia, e estou vendo pela terceira vez e lembrei de todos, acho. O monstrengo é fraco, a trama não é tão interessante, exceto, talvez, pela Joyce falando maluquices do nada ou a cena no final em que falam para protegerem a Dawn mesmo não sendo delas. Não temos boas piadas, a ação não é nada demais. Serve apenas para desenvolver mais a questão da doença da Joyce, que, querendo ou não, é uma trama importante para a temporada. Nota: 7. 10/88 – Na Floresta – Lembrava desse episódio ser um pouquinho melhor. Muita falação, e ele parece clocar a culpa de todo rolê na Buffy, quando Riley tem quase tanta culpa, talvez até mais, já que ele simplesmente não falava. A lição aqui é que comunicação é MUITO importante num relacionamento, tanto que o Xander até vai conversar com a Anya e deixar tudo que ele sente claro. E foi curioso que o Xander seja quem toma as dores e guia a Buffy, acho que foi pela razão de que ele quem sabia, já que o Riley já tinha revelado para ele que sentia que Buffy não o amava. Enfim, pelo menos a cena do Riley indo embora de helicóptero com a Buffy correndo no fundo é muito boa e o ator finalmente entregou uma boa performance, pois como ator ele não tinha sido tão grandes coisas assim na série. Nota: 8. 11/89 – O Triângulo – Episódio para desenvolver mais a Anya e o relacionamento dela com a Willow. Embora não seja um episódio muito memorável, seja pela comédia ou pela ação, tem sua dose de cenas boas, como o momento que o troll revela ser um ex da Anya ou quando ele pede para o Xander escolher qual das duas vai ficar viva. Nota: 8. 12/90 – O Grande Teste – Ai, esse pessoal do conselho é chatoooooooo. Mas, apesar desses malas estarem presentes, o episódio é bom e divertido. Mas o grande diferencial é o cliffhanger no final, em que finalmente é revelada a natureza da Glory, além da cena da Buffy pondo o conselho em seu devido lugar. Nota 9. 13/91 – Laços De Sangue – Foi só contar pro povo que a Dawn descobriu. É foda, mas também já tinha passado da hora de todos saberem. A reação dela é a que se esperaria mesmo mas nem por isso o episódio é ruim. Gosto da execução e além disso tem uma grande reviravolta na questão do Ben, que aconteceu até mais cedo do que eu lembrava. Esse e o episódio anterior são aqueles episódios meio continuação um do outro que dá uma avançada grande na trama do vilão principal da temporada, algo típico das séries dos anos 1990 e Buffy não foge à regra. Nota: 9. 14/92 – Paixões – Spike quando focado sempre rende bons episódios e esse daqui não foge à regra. E ele ficou bonzinho mesmo, pelo jeito. As reações da Buffy quando descobre que o Spike está apaixonado são ótimas, o conflito potencializado pela presença de Drusilla gera boas cenas e a cena da Harmony fantasiada de Buffy é hilária. Nota: 9. 15/93 – Fui Feita Para Amar Você – Episódio que retoma aquele estilo clássico da série, das três primeiras temporadas. Uma ameaça com ares de sobrenatural e aí se descobre o que ela é, no caso uma robô. E é a estréia do Warren, que se tornaria (bem, meio que já é) um dos vilões da série. Desde aqui dá para perceber que ele não presta, embora não fique tão evidente assim, certeza que alguns machos aí passariam pano para ele. E, bem, Warren é um clássico incel e seria chamado assim se a série fosse hoje em dia. Agora, o gancho totalmente fora do lugar do episódio, do nada mãe da Buffy no sofá. Dá o tom de repentino mesmo para o acontecimento. Meio que ela morre é nesse episódio, e não no próximo. Nota: 8. 16/94 – Este Corpo – Sério, daria para escrever infinitamente aqui só sobre esse episódio. É quase perfeito, e se fosse de uma série atual teria 9.8 ou 9.9 no IMDB, certeza. 9.7 é uma nota injusta. E isso que considero esse o segundo melhor da série, atrás apenas do Once More, With Feeling. Mas no IMDB está como terceiro, atrás também do Hush, o que para mim é meio inexplicável, já que The Body é muito melhor. Bem, trás talvez uma das cenas de morte mais realistas já vistas nas telas. Não que realismo deva ser regra em produções, mas aqui a proposta foi exatemente essa e foi executada de forma perfeita em todos os detalhes. E é essa ideia que trás o impacto do episódio. Buscou-se que a morte da mãe da Buffy realmente impactasse e para isso utilizaram o contraste de uma série de fantasia em que uma das personagens morre de causas naturais, e não nas mãos de um vampiro ou monstro. Só isso já é uma ideia muito boa, e terem feito a execução da forma que fizeram melhora ainda mais, sem glamour, sem cenas poéticas, sem gritos exagerados, é tudo feito de uma forma que se assemelha muito à reação de uma morte. Os planos sequências iniciais que dão a urgência e fazem com que o foco fique em toda aquela situação. Depois temos ângulos cheios de significado que precisariam de uma análise visual, portanto não vou ficar comentando aqui. Aí temos falas perfeitas, os diálogos de Buffy no telefone, com Giles, com os enfermeiros, e tudo isso executado com uma atuação perfeita da Sarah Michelle Gellar, digna de um Emmy (que jamais ganharia, já que Buffy era uma série inafanto-juvenil). E isso eu estou falando apenas dos 10 primeiros minutos do episódio. Aliás, olhei aqui e esses são na verdade os CINCO primeiros minutos. Juro, achava que essa cena durava quase um terço do episódio, mas ela é bem curta, para verem o quanto é impactante. Aí temos mais diálogos inspiradíssimos, com a reação de cada um com a perda, Willow confusa, se atendo a futilidades para evitar pensar na real situação, Xander procurando algo para culpar, para tentar justificar e suportar a situação (e, no fim, não temos culpados) e Dawn, vivendo sua vida de forma bem adolescente quando é interrompida de súbito com a notícia. Temos o pensamento da Buffy, imaginando sua mãe ainda viva e com tudo dando certo, pensamento bem realista também, quando perdemos alguém é o tipo de flash que passa na mente, e a forma como ela pensa nele de novo quando o médico fala que não havia nada que ela pudesse fazer é emblemático, é a aceitação. O diálogo de Buffy com a Tara é muito bom também. O episódio também não abandona o humor típico da série, embora aqui ele ocorra de forma bem sutil, como a Anya guardando a blusa ou o corte com a Dawn chorando. E, na minha visão, o episódio tem apenas dois defeitos dignos de nota (enquanto Once More With Feeling, se bem me lembro, tem apenas um). Um é que a ideia da morte realista gera um episódio com um tom bem alheio ao do resto da série. Parece que foi dirigido por alguém de outro seriado, é fora do estilo do resto dos episódios (e foi dirigido pelo Joss Whedon). Como se o fato de ser tão bom é por ele ser exatamente fora do ritmo que a série nos acostumou. Mas, bem, isso não é um problema tãaaao grande, afinal no fim é um episódio que realmente vale a pena. Agora, meu primeiro pensamento quando Dawn vai ver o corpo (curiosamente, foi o primeiro pensamento da minha noiva também) foi “não vão estragar o fim do episódio com algum mosntro, não, né?”. E, bem, foi o que fizeram. O episódio realista, no fim, tem que ser um episódio de Buffy, com uma luta no fim, com ação, quase como se os realizadores não estivessem tão convictos de que o que já tinham belamente entregado seria suficiente. Agora, apenas nessa terceira vez revendo a série é que estou considerando que isso, que tinha me incomodado muito antes, não é tão grave assim. O ataque do vampiro até mantêm um pouco o tom do episódio, é um ataque com pouca trilha, lento, sem lutas espalhafatosas, embora eu ache que deveria ter sido até mais curto, aí se manteria mais fiel ao tom do episódio. E, nossa, não lembrava do corte brusco no final, muito bom também. Enfim, um dos melhores episódios da história das séries na minha opinião. Nota: 10.0 17/95 – Para Sempre – E na rebarba de um dos melhores episódios da história da televisão temos esse episodiozinho meio sem graça. Uma pontinha do Angel, a interação da Dawn com o Spike é legal, mas o episódio serve mesmo para tentar justificar o motivo de não ressuscitarem a Joyce, tendo em vista que teremos ressuscitamento na próxima temporada. É por este exato motivo, aliás, que ele acaba sendo bem importante. Até gosto da quebra da expectativa, da Dawn rasgando a foto e acaba que não vemos a Joyce ressuscitada. É um episódio necessário para as consequências da morte da Joyce e acho que é a melhor execução que eles poderiam fazer, mas, mesmo assim, não é um episódio tão bom, e olha que eu até tinha gostado bastante das duas primeiras vezes que eu vi. E só eu que fiquei com dó da cobrona de três cabeças? Estava de boa no seu ninho e perdeu dois ovos a troco de nada. Nota: 8. 18/96 – A Intervenção – Lembrava como se a Robôbuffy aparecesse mais, já deram fim nela? E no fim o Spike fez essa bizarrice de robô mas pelo menos manteve a boca fechada e saiu (justamente) como herói. Todo estropiado, mas foi herói e ainda ganhou um beijo da Buffy. Já a trama da Buffy não é muito interessante mesmo. Digo, certeza que só queriam um pretexto para que ela não estivesse na cidade para ter a trama da Robôbuffy mas poderiam ter preenchido com algo melhor. Sério que o retiro das caçadoras é do lado de Sunnydale? Nota: 9. 19/97 – Amor Violento – A briga da Willow com a Tara não foi tão legal, mas a trama da Buffy com a Dawn eu gostei, dá as mostras de como vai ser a relação das duas e a Buffy tendo que bancar a dona da casa. Tara ficando louca foi trágico também, resultando no bom gancho no fim do episódio. Nota: 8. 20/98 – A Espiral – Esse episódio é bem tenso. A cena da perseguição no trailer é muito boa, uma das melhores de ação da série. E os personagens sitiados e indefesos é uma parte muito boa também. A parte que o cara lá do Prison Break conta sobre e a Glory e a Chave é meio longa e expositiva, mas acho que era necessária para sabermos mais sobre as personagens. Nota: 9. 21/99 – O Peso Do Mundo – Espisódio bem fraquinho, difícil eu considerar um episódio da série como desnecessário, mas esse daqui se enquadra. O trecho da Dawn com a Glory/Ben é longo e sem graça, só uma enorme falação que no fim não serve de nada. Willow na cabeça de Buffy também não trás nada de tão interessante, o papo sobre desistir nem foi tão legal assim. Nota: 7. 22/100 – O Dom – Um dos melhores episódios da série. Sério, não seria nenhum absurdo se tivesse terminado aqui, seria um final redondinho justo no episódio cem. Xander e Anya casados, Giles aposentado do trabalho de Guardião com sua lojinha, Willow e Tara juntas cuidando da Dawn e Buffy descobrindo que seu “gift” ser a morte significa o sacrifício dela para que seus amigos continuem vivos e bens. Fecharia muito bem, mas ao mesmo tempo seria um pecado pois ficaríamos sem a Dark Willow, o Once More With Feeling (melhor episódio da série) e diversos outros bons momentos que a série entregaria. Inclusive, vemos Buffy morrer mas não gera tanto impacto já que sabemos que ela com certeza vai ser ressuscitada na próxima temporada. E, sim, isso enfraqueceu esse episódio para mim quando vi dá primeira vez e não gostei tanto. Mas, quando vemos a forma genial como tratam a Buffy ressuscitada na próxima temporada vemos o motivo dessa série ser diferenciada e o sacrifício de Buffy soa bem diferente, não é só uma apelação do roteiro, é algo que vai ser usado como recurso roteirístico para tratar de depressão. E, então, quando vi o episódio pela segunda vez (e agora pela terceira), considera o terceiro melhor da série. Once More e The Body em primeiro e segundo, esse em terceiro. Bem, temos mais uma cena do Giles retomando ações de quando ele era o Ripper, algo que ele faz pontualmente ao longo da série, ninguém vê, não é citado, não tem desenvolvimento (um dos poucos pontos baixos da série, embora a cena dela matando o Ben, isoladamente falando, é boa). A ação é ótima, a torre, a batalha com todos os personagens, Buffy descendo o cacete na Glory, a cena de Buffy se sacrificando, o DRAGÃO voando do nada, e, claro, Spike sendo um completo inútil, apanhando para um demônio velho e sem nada de demais. Enfim, um dos grandes episódios da série. Nota: 10.0.
Infelizmente tenho uma lacuna em minha filmografia de terror. Vi muito pouco dos filmes do gênero lançados nos anos 1930 e 1940. Dessa época assisti muito foram os musicais e só. Então, por mais que dizem que esse daqui foi visionário, sempre fico meio assim com esse tipo de afirmação sem que eu tenha visto por conta própria. Se minha experiência estiver correta, o filme considerado visionário foi na verdade o que popularizou uma ideia, e não quem a criou. Esse daqui é dito que foi um dos principais influenciadores para o terror psicológico, inclusive muito antes desse subgênero ser mais frequente. O motivo para isso é claro. O filme é quase todo sugestão, a ponto de quase ficar moroso em alguns momentos pontuais. Entretanto, possuiu algumas cenas mais para o final que são muito boas na tensão, inclusive a cena da piscina, que é um absurdo que seja tão pouco falada, talvez seja uma das melhores em matéria de terror antigo. Tem também aquele que é considerado um dos primeiros jumpscares. Aparentemente foi intencional (não consegui confirmação sobre isso após uma breve pesquisa), e, embora importante, ainda está meio distante do jumpscare moderno. Nota: 8.8.
Embora bem superior, ainda achei essa temporada bem próxima à primeira em questão de estilo. Tenta ser mais episódica, dando longos saltos temporais e retratando situações mais específicas em cada episódio. A primeira metade da temporada é muito boa, mas dá uma caída na minha opinião (principalmente depois que a Rhea entra, mas não creio que tenha sido por culpa dela), recobrando a alta qualidade no seu final. Roman aqui está até mais aceitável, a gente vê que o cara teve o psicológico moído. Kendall está um zumbi beta capacho do pai, foi destrúido depois de tentar enfrenta-lo. Que o Logan não prestava já sabíamos, mas aqui vemos mais suas ações para entender os motivos de que ele realmente não presta. Shiv está a pior dos três na minha opnião, sedenta de poder. E temos Connor, o inútil, só com sua trama de ser presidente e do teatro. Tom acaba sendo o personagem mais interessante na minha opinião, junto com o Kendall. Greg, que parecia ser legalzinho, está claramente sendo consumido pelas podridões. Enfim, a série é bem dosada na questão de sua proposta de dramédia, com vários momentos muito bem escritos.
1 – The Summer Palace: No meu comentário da primeira temporada escrevi que “achei que os episódios tinham pouca coesão entre si, não se citavam muito e de episódio para episódio sempre tinha um salto temporal grande”. Posi bem, esse primeiro episódio da segunda temporada faz o contrário e praticamente nem parece que mudamos de temporada. Quase não teve salto entre uma temporada e outra e os eventos do episódio anterior são direta e vastamente citados aqui, quase como se tivem sido gravados juntos. Um episódio legal, mas ainda meio morno. Nota: 8. 2 – Vaulter: Gostei bastante desse episódio. Desenvolve bem o Kendall, cara está quase um zumbi pela culpa, decepção e drogas. Ele loucão na festa da casa do Greg. O cara simplesmente agiu fazendo canalhice com a empresa que ele gostava a mando do pai e ainda saiu sendo culpado. Ótima reviravolta. O diálogo do Tom no setor das mídias (e o do Greg também) muito bons. E desenvolve mais o relacionamento Shiv e Tom e a própria Shiv também. Primeira briga entre os dois que vimos na tela. E, reparem, no início do episódio temos um Tom super empolgado por sua promoção e nesse momento querendo fazer amor com Shiv, o que ela prontamente recusa e ele deixa por isso mesmo. No fim do episódio, depois de humilhar Tom e prestes a ser CEO, além de ter parado de trabalhar com Gil, Shiv está por cima e nesse momento ela resolver “coisar” com o Tom, o que ele aceita. Ela não o considera atraente quando ele é poderoso, e sim quando ele está por baixo dela. Algo sutil e bem escrito. Sério, esse episódio merecia melhor nota. Agora, qual foi a do Kendall roubando pilhas e jogando fora? Nota: 9. 3 – Hunting: Episódio legal. A trama do Greg morrendo de medo é muito boa. O vídeo do Connor também é hilário. O retiro de caça em que os caçadores ficam praticamente parados e só abatem os bichos que já tinham sido pegos e são soltos na frente deles é significativo. E a cena do jantar demonstra muito bem como poderosos podem fazer coisas sem sentido mas que aceitam por ser poderosos, na cena em que imitiam porcos, se humilhando pois Logan é quem tem poder e pode determinar que se façam o que ele quer. Nota 9. 4 – Seria facilmente o melhor episódio até aqui, mas também gosto muito do episódio 2 dessa temporada. Sério, deviam ter mais episódios na empresa do que essa infinidade de episódios em retiros. É muita coisa acontecendo aqui. A parte do Roman no treinamento é a mais fraquinha, em alguns momentos é engraçadinha mas no geral é apenas Roman sendo insuportável. Entretanto, se bem me lembro, é aqui que começa o bizarro “relacionamento” entre ele e a Gerri. O cara metido a nazi, com a cena da entrevista com o Tom que é muito boa. A cena do Tom querendo reafirmação de que os nazis são mesmo maus, enquanto ambos usam um cara de descanso de perna. A safe room do Tom que não é safe room, demonstrando o quanto ele é descartável. A cena das águas sendo jogadas no Greg, Greg perguntando se pode chantagear o Tom. A forma banal que tratam o suicídio de um dos empregados e depois constroem vidros maiores no terraço para evitar que ninguém pule, ao invés de evitar abusar do psicológico dos funcionários, usa-se uma barreira física que indiretamente protege o ricaço filho do dono que estava com pensamentos suicidas, aparentemente. A explicação do apelido do Mo, a forma como Connor trata isso e seu discurso no funeral. Quase tudo nesse episódio basicamente é icônico, engraçado e bem escrito, nem parece que foi tudo num episódio só. Cara, lembrei ainda que é nesse episódio que tem a conversa do Kendall com a Shiv, dele chorando e admitindo que percebeu que vai ser ela, um dos melhores momentos da série até aqui. É, repensando, esse é com certeza o melhor episódio da série até agora. Nota: 9.5. 5 – Tern Haven: Esse episódio é muito bom também, seria legal que tivesse mais da família Pierce. É curioso como são dois aspectos diferentes de ricaços e a cena do jantar é hilária. O Kendall ajudando a fechar o negócio meio que sem querer foi muito bom. Aliás, a Pierce que ele começa a pegar parece que deu uma renovada no personagem. Sério, nos últimos episódios ele está meio zumbístico, de tanta pancada que estava levando o cara estava a cara da depressão. E Shiv DO CÉU, o que aconteceu com você e sua boca? Para que contar que vai ser a nova sucessora? Nota: 9. 6 – Argestes: É, Shiv parecia que não ligava taaaanto assim para a empresa, mas foi só sentir um gostinho do poder que amalucou total. Língua solta, não pode nem sentir um gostinho do poder, vai ser um Logan só que piorada. Acho que estou preferindo até o Roman para ser sucessor. E foi ele que pagou o pato, coitado, gerando a primeira ação enérgica do beta do Kendall. A tram do Tom e Greg sempre boa também, sobre o slogan e sobre a empresa estar escutando as pessoas. Muito bom como eles se dão muita importância. E no fim foi um comediantezinho stand-up qualquer que melou um negócio de milhões. Nota: 9. 7 – Return: Episódio meio nada. A interação com a mãe deles é estranha, não entendo muito essa personagem. Logan e Rhea gera uns comentário engraçados mas também é estranho. A melhor parte é o Logan se esforçando para destruir o psicológico do Kendall com força, embora eu não tenha percebido a exata razão para isso. E Shiv caiu feio, coitada. Foi ficar abrindo a boca, perdeu a sucessão. Nota: 8. 8 – Dundee: Outro episódio meio nada. Essa série tem uma coisa que acredito que seja uma quebra de expectativa ou uma tentativa de fazer algo diferente. Qualquer outro seriado (lembrie de Lost e os flashbacks intermináveis) colocaria flashbacks aqui. Um episódio se passando na cidade natal do Logan, mas não temos flashbacks ou histórias mais detalhadas sobre o seu passado. Só não vai ganhar nota 7 pelo Kendall, que entrega uma boa trama com o affair com a atriz (usa, perde a graça, e pede para outra pessoa descartar, bizarro) e também nos presenteia com a cena mais aleatória da série (L to The OG, inesquecível). Nota: 8. 9 – DC: Shiv é a pior dos 4, e olha que temos um filhotinho de Trump entre os irmãos. Ela já estava encaminhando para isso, mas manipular uma vítima de abuso para ela não depor é tenso, a Rhea não quis fazer. Embora, bem, não era exigível da Rhea fazer algo, já que não é a herança dela em jogo. Inclusive, é emblemática essa questão do Cruzeiro e como nenhum membro da família parece sentir qualquer coisa sobre isso, é sempre visto do ponto de vista das consequências para a imagem da empresa. A parte do Roman refém é engraçadinha e só. Nota: 9. 10 – This Is Not For Tears: Ótimo episódio, mas ainda fico com o episódio 4 como o melhor da série até aqui. Ele quebra a expectativa de um final de temporada em DC, inclusive com a cena do Greg, que começa a depor mas depois corta e não temos nem ideia do seu depoimento. Aliás, vemos apenas trechos do depoimento do Tom e do Kendall. Um foi mal, outro ótimo, mas justo aquele quem foi ótimo e quem vai pagar o pato no final. E, bem, não seria justo que Tom pagasse no final, e sim o próprio Logan e a Gerri, que sabia de tudo e inclusive tinha impedido Tom de contar tudo. E, sério, não aguento o Tom, o cara é o maior beta de todos e se acha o centro de tudo. Apesar de que, tenho a sensação de que realmente acessoram mal ele de propósito em DC, para já colocá-lo pagando o pato. E é o que aconteceria se não fosse o pedido de Shiv. Aliás, mesmo que eu goste mais do episódio 4, as duas melhores cenas de série até aqui estão nesse episódio. O final de temporada bombástico em que o Kendall resolve tomar uma atitude depois do pai dele falar que para o beta não sobra nada (não utilizou esses termos, por óbvio) e a cena do Tom e da Shiv conversando na praia e ele falando sobre ter que decicir qual vai ser a coisa que vai deixa-lo mais infeliz (ao invés de desfrutar do relacionamento aberto... brincadeira kkkkk). O conceito dos caras, em plena crise, passarem esse período em um iate é emblemático também, ainda mais se considerarmos o contexto de que alguém ali vai ter a “cabeça cortada”, dando um bom constraste. A cena da discussão sobre quem vai ser sacrificado é boa também. Nota: 9. Média: 8,75.
Falei que não ia assistir mais nenhum dos concorrentes a melhor filme já que estou achando esse ano bem fraco (vi Uma Batalha Após A Outra, Pecadores e Marty Supreme), mas resolvi dar uma chance à Bugônia, já que é do Yorgos Lanthimos e eu até gostei dos filmes dele que eu vi (Dentes Caninos, Cervo Sagrado e Pobres Criaturas). E, bem, dos que eu vi dele acaba sendo o pior, só decepção nesse Oscar para mim. Gostei muito da atuação da Emma Stone. Gostei do tema, tem diálogos interessantes, as dinâmicas entre Stone e Plemons são interessantes, algumas cenas mais estilísticas (e pontuais) do diretor também são legais. E, como disse, pontuais, ao invés do surto estilístico de Pobres Criaturas. Alías, senti falta do clima que o diretor criou tão bem em Cervo Sagrado e Dentes Caninos. Aquela sensação de estranheza e desconforto, sufocante ao extremo, junto com a fotografia dessaturada. Aqui não temos esses elementos, o que não tem muito sentido, já que é um filme com temática de terror, diferente de Pobres Criaturas. Assim, nesse quesito, me decepcionou bastante, já que uma trama dessas tinha potencial bem maior nas mãos do diretor. Agora, decepção mesmo é o final.
. Sério, no momento que sequestraram a personagem e falaram que ele era um E.T. já falei comigo mesmo “por favor, que a reviravolta não seja que ela é mesmo um E.T.”. E, bem, essa é a reviravolta, infelizmente. Digo, nosso protagonista não presta. Fica meio que entendido que ele não bate bem e está buscando uma vingancinha pela situação com a mãe dele. Os motivos são pessoais, e não para salvar o planeta (que É PLANO, deve ter alguma explicação para isso). E, no fim, devíamos ter torcido para ele conseguir a reunião e salvar o planeta. E a lição final do filme acaba sendo confusa por causa dessa reviravolta. Sério, essa reviravolta complica (queria dizer estraga, mas ficaria muito drástico) demais o desfecho do filme. Então a humindade realmente não possui salvação pois está na nossa própria genética ser destrutivo e, portanto, o único jeito de salvar o planeta é dizimar a humanidade. Simplesmente não tem outra forma e é isso.
A menos que eu tenha deixado de perceber alguma coisa. Nota: 8.3
Esse filme meio que prova o ponto do meu cometário em Pânico 5. As pessoas reclamam de falta de criatividade, mas gostam dos filmes que são mais do mesmo e desgostam dos que seguem caminhos pouco usais (Star Wars VII e VIII meio que já provavam isso).
Tenho CERTEZA que se o Stu fosse um dos assassinos no final, algo mais palatável que dois personagens pouco importantes, teríamos notas melhores
. Bem, é um filme da franquia Pânico, então lá vou eu fazer um comentário gigantesco que ninguém vai ler. Considero esse daqui o quarto melhor da franquia, na frente das partes 3, 5 e 6, embora esteja bem próximo de nota da sexta parte na minha opinião. Resumindo a franquia, O 1 zoava os slashers oitentistas, o 2 as convenções das continuações, o 3 o fechamento de trilogias, o 4 a onda de remakes da época, o 5 as “requels”, em que se continuava o original, o homenageando e remakizando enquanto insere novos elementos para continuações e o 6, bem, é o 6. Ele meio que refazia os passos do segundo Pânico, e citava levemente os chamados “pós-horror”, mas tinha bem pouco de metalinguagem, não no mesmo nível dos outros filmes da franquia. Apontei isso no meu comentário e, inclusive, o perdoei por isso, já que são poucas partes 6 que existem, além do que não temos tidos novos slashers atualmente para serem referenciados no filme. E, chega a ser curioso que essa parte 7 tem sido muito criticada por supostamente não ter o mesmo nível de metalinguagem que o resto da franquia, fazendo-a soar desnecessária. Digo, minha memória pode estar me enganando, mas ele tem mais metalinguagem que a parte 6. Quero dizer, a franquia Pânico não é só sobre metalinguagem, é também, basicamente, a ideia de discutir a narrativa enquanto a subverte clichês ou os mantêm. Bom, isso não deixe de ser matalinguístico também, mas é um metalinguístico mais implícito. O filme não faz só apontamentos diretos para as conveniências da narrativa, mas as subverte sutilmente, e talvez isso não tenho sido percebido. E, é difícil ter o que apontar como metalinguagem aqui pelo mesmo motivo que a parte 6. Não temos um grande movimento do terror para ser inspiração, não temos um padrão de continuações “parte 7” para serem seguidas as conveniências. Filmes que chegam em continuações tão altas no geral já chutaram o balde, mas não acho que teremos um “Pânico – Ghostface Ataca no Espaço” ou um “Ghostface Vai ao Inferno” ou “Ghostface: In The Hood”, embora, sinceramente, a franquia Pânico, por sua natureza metalinguística, tenha salvo conduto para fazer isso. No fim, o filme se agarra ao conceito de retcon, mesmo não tendo exatamente sentido isso já que não é nenhum movimento atual, e mesmo isso é bem pouco usado. No macro, o filme tem um roteiro inteligente, naquilo que é sobre o mistério de quem é o Ghostface (com algumas escorregadas). Já os diálogos são muito ruins, credo. É um dos pontos baixos do filme. Sim, tem um desenvolvimento razoável sobre o relacionamento da Sid com sua filha, o tratamento dado à nova personagem é legal no geral, mas os diálogos são ruins mesmo assim. Sério, difícil acreditar que Kevin Williamson que com certeza já tem mais de 30 anos de carreira escreveu diálogos tão fracos. Os diálogos do primeiro Pânico, por exemplo, eram até bons. E, o mais engraçado é que durante o primeiro ato do filme eu estava pensando comigo mesmo: “quando é que vão trazer o Kevin Williamson de volta para ver se ele dá um jeito nessa franquia?”. Aí quando subiram os créditos e eu vi que ele não era só roteirista como diretor eu falei “oxi” kkkkk. Mas, por mais que no início eu não estivesse gostando, achei o segundo e terceiro atos muito bons. Esse daqui tem uma cena incial bem fraca, de memória acho que só a do terceiro é pior, e, bem, as cenas iniciais costumam ser o ponto alto dos filmes da franquia (a do cinco foi a única além das que citei que também foi fraquinha). Mas, pelo menos,
no resto da condução o filme toma rumos que tentam fugir do lugar comum, do padrão narrativo da franquia. Mata os personagens sem pudor, inclusive as mortes dos suspeitos ocorrem em sequência e logo após eles serem apontados como suspeitos. Entretanto, ao mesmo tempo, essa parta acaba sendo meio fraca já que os gêmeos simplesmente agiram de forma totalmente sem sentido com quem deveria ser especialista. Digo, eles foram totalmente responsáveis pelo massacre que aconteceu já que reuniram todo mundo, seguindo exatamente a cartilha do assassino. Mas, pelo menos, esse daqui tem as melhores sequências de assassinato, perseguição, tensão, originalidade, criação de clima, bem superiores aos das partes 5 e talvez da parte 6. Além disso as mortes foram muito boas, das melhores da franquia. A da máquina de cerveja é oitentismo puro. Consegui, alías, descobrir um dos assassinos, o doutor. Estava claro para mim que não trariam Stu de volta, então a história dele só poderia ser mentira. Já a outra assassina fizeram a mesma coisa da parte 5 e colocaram a personagem mais sem graça, tinha até esquecido dela, que aí a gente nem desconfia. Agora, sobre a motivação. As motivações da franquia sempre foram meio ruinzinhas, forçadas (acho que a do 4 é a melhor, de memória), mas a dessa parte 7 é complicada. Por um lado gosto da criatividade, da subversão, de que os assassinatos não são necessariamente relacionados à Woodsboro, a parentes do passado, ao filme Facada e sim a um dos livros da Sid que mal são citados. Boa a quebra do padrão mas, por outro lado, a motivação acabou ficando meio confusa, forçada. E o doutor lá ficou sem motivação, nem se explicou. Poderiam ter colocado ele como parente do Stu ou algo do tipo, sei lá.
Bem, Pânico 2 casa com Pânico 6, o 5 com o 1, esse aqui deveria casar com Pânico 3, fechando uma nova trilogia. Mas, sabemos as tretas que rolaram nos bastidores, então não puderam continuar as histórias das personagens da parte 6. O 7 fecharia esse arco e provavelmente casaria com a parte 3, fazendo metalinguagem com fechamento de trilogias. Como não puderam fazer isso, acho que esse motivo acabou sendo outro para que as notas do filme não fossem tão boas pois, querendo ou não, por ele não continuar a trama que vinha sendo contruída nas partes anteriores, ele acaba sendo meio vazio, meio desnecessário. No fim, gostei da experiência, tem boas ideias, boas quebras de conveniência, boas cenas de terror, tem o Hiram Lodge, tem referências à tecnologias contemporâneas (o 5 era fraco nisso, o 4 o fazia muito bem também) mas tem diálogos bem ruins, um primeiro ato sem graça. E, outro ponto que achei negativo, JÁ DEU de ficar referenciando os assassinatos do primeiro filme. Uma referência ou outra tudo bem, mas a primeira cena fica jogando o primeiro filme todo na sua cara de novo passo a passo a um nível exagerado. Embora eu tenha gostado da referência com os personagens dos filmes anteriores, inclusive tocando o tema do Dewey, essa cena foi legalzinha. No fim, achei o melhor desde a parte 4, mas pelo jeito foi só eu mesmo. Nota: 8.4.
+Velozes +Furiosos
3.1 522 Assista AgoraEssas continuações que remakizan o filme original dificilmente funcionam. São os mesmo conflitos, as mesmas situações, a mesma trama mas sem a qualidade da primeira parte, tudo muito sem graça. As corridas e a ação não são tão boas quanto o primeiro (a primeira corrida é pavorosa) e até temos um pouco mais de ação aqui (ou estão melhor distribuídas, um ponto negativo do primeiro que apontei no meu comentário) mas as cenas nem são tão boas. Temos, aliás, a cena do rato, que é boa mas totalmente deslocada. O protagonista era algo que não me agradava muito no primeiro e aqui continua na mesma. Roman até é uma adição boa, embora em alguns momentos perca um pouco o tom na chatura. Aliás, o conflito dele com o O’Conner também não é legal, e o romance do protagonista também é sem graça, não leva a lugar nenhum e nem tem função. Enfim, além de ter zero originalidade, o filme não executa bem essa remakização, sendo uma cópia pálida do primeito. Mesmo assim, pelo menos, consegue entregar um passatempo razoável (os carros são legais) embora, se eu rever, provavelmente vou diminuir a nota.
Nota: 6.7.
Succession (4ª Temporada)
4.5 252 Assista AgoraE Succession acabou matendo a alta qualidade da série até o seu fim. Para mim essa temporada fica atrás da segunda, mas é muito boa mesmo assim. Acho que considerei a segunda mais constante, mantendo a qualidade na maior parte do tempo, embora a quarta temporada tenha momentos melhores que a segunda, são picos de qualidade, sendo mais irregular. Bem, de todo modo, as atuações aqui são as melhores da série na minha opinião, inclusive da Shiv. Não gostava muito da interpretação da atriz nas outras temporada (também não era super fã das do ator do Kendall) mas aqui todos estão simplesmente impecáveis, sem exceção, todos entregam atuações excelentes e dignas de prêmios.
Tinha algo que me incomodou um pouco nas outras temporadas, que eram os saltos temporais que ocorriam do nada e
que pareciam nã interferir nas relações entre os personagens nos episódios. Aqui a temporada é radicalmente diferente, com cada episódio acontecendo seguidamente, um dia após o outro. Claro, isso causa algo bizarro, com a eleição do presidente, o aniversário do Logan, a venda da Pierce, a morte do Logan e a votação da venda da empresa acontecendo seguidamente de um jeito quase irreal. Mas, perdoável.
Outra coisa que me incomodava era que Succession várias vezes lançava coisas bombásticas, de traição entre personagens, de ofensas e agressões, de verdadeiras rasterias pelas costas que você fica “oooooh” e aí no episódio seguinte zero consequência e os personagens continuam agindo como se nada tivesse acontecido, fazem pouco caso e logo esquecem. Aqui corrigiram um pouco isso. As coisas agoram têm um pouco mais de consequência, embora eu tenho certeza de que se tivesse uma quinta temporada Kendall e Shiv já iam voltar a se falar de boas.
E, falando nisso, acho as relações familiares engraçadas. Mesmo se amando, todos parece que se odeiam (Logan lançava ofensas gratuitas, acho que quando se ofendem eles nem sentem) e continuam convivendo e se defendendo mesmo quando indicam que não se gostam. E mesmo Logan tendo sido um canalha responsável pelos traumas, todos choram sua morte. Relacionamento familiar é complicado.
1 – Os Monstros: Episódio de início de temporada. É legal ver o trio de irmãos interagindo agora com um objetivo comum. E também ver a versão de Logan triste por não receber nem mesmo um feliz aniversário de seus filhos (bom, exceto o Connor, mas que liga para ele?), que gera uma boa piada com o Greg. Tem também uma cena do Logan refletindo sobre a vida e a morte que já dava um “foreshadowing” do que ia acontecer em dois episódios. O leilão da Pierce entre ele e os filhos é nesse episódio também. Ou seja, é meio como o primeiro da terceira, muita coisa acontece, mas nenhum deles é um momento tão empolgante quanto outros que a série já entregou. E não acredito que Tom e Shiv estão separados, que salto foi esse? Nem mostraram o que aconteceu entre os dois, como ela descobriu que foi traída por ele, se é que ela descobriu ou só desconfiou. Nota: 9 quase 8.
2 – O Ensaio: Parte do Logan na ATN é boa e engraçada e a cena do karaokê é importante mais pelo que vai acontecer no episódio posterior. O último momento com os filhos reunidos com Logan. Embora, em verdade, é uma cena muito boa, os diálogos são legais e também pela dúvida se Logan realmente é sincero no que ele diz. Tem também a cena do Connor falando que é uma planta e a cena do Greg conversando com a peguete do Logan é boa também. Enfim, é um episódio com duas grandes falas, mas elas ficam meio isoladas. Nota: 8.
3 – O Casamento Do Connor: Episódio que tem uma inspiração enorme em The Body, da quinta temporada de Buffy. E, esse daqui ter uma nota maior no IMDB do que o The Body é uma das vastas provas de que a humanidade deu errado. O episódio é excelente, sim, mas o de Buffy, além de ter vindo primeiro, é melhor. Enfim, o episódio tem a ideia genial de matar o Logan sem mais nem menos num início de temporada. Não foi num episódio final, não teve uma preparação óbvia (mas, sim, teve preparação, a conversa sobre a morte no restaurante, o último encontro com os filhos), inclusive, colocando ele parecendo que estava no seu ápice no episódio 2, discursando na ATN. Além disso, as falas são muito bem escritas e coerentes com uma situação de morte, e a direção do episódio também, sempre com decisões inteligentes. Mas, diga-se de passagem, algumas coisas parecem vir de The Body. A morte repentina e executada de um modo quase contínuo com a reação dos personagens, não deixando de demonstrar todos os momentos do caos da morte de um ente querido, além das reações de cada personagem serem diversas (negação, culpa, aceitação, etc) igual como em Buffy. Tudo isso com uma direção sem muitos floreios, com a câmera que balança ligeiramente para uma ideia de continuidade e pouca trilha sonora. Há muito para destrinchar aqui. Connor pela primeira vez pareceia que ia receber um episódio só seu, seu nome está no título, e, no fim, o episódio não é nem um pouco sobre ele. A questão da Gerri e o Roman xingando o pai (o pai teria morrido ao ouvir o aúdio?). Temos também a forma como a morte foi feita. Realizadores que não gostam muito de pensar teriam simplesmente mostrado a morte na tela, com uma trilha orquestrada impactante ou algo assim. Ou, então, algum um pouco mais inspirado poderia ter feito a ironia de Logan morrendo no banheiro, em relação a ser um dono poderoso de um império empresarial. Mas os realizadores de Successsion, além de terem tacado essa morte do nada, a fizeram off screen. Para mim, o motivo máximo para isso é não cair no lugar comum. Sim, podemos interpretar como subtexto para demonstrar que Logan era tão grandioso que sua morte, um momento de fragilidade, não seria mostrado. Mas, para mim, esse é o menor dos motivos. Além de executar a morte de um jeito diferente, outro grande motivo de ser realizado assim, para mim, é deixar tudo na perspectiva dos filhos, que estão distantes e recebendo as notícias da morte por telefone, sem conseguirem ver, assim como nós. E, sinceramente, a ideia pode ter sido boa, mas mitigou um pouco o impacto da morte do Logan para mim. Digo, levei váaaarios minutos do episódio para realmente achar que ele tinha morrido, e não que era uma estratégia do Logan para dar uma lição nos filhos ou algo do tipo. Como disse, as reações à morte foram interessantes, mas a do Connor é a melhor, pelo lado egoístico de sua fala (e todos ali são extremamente egoístas, Shiv a mais egoísta de todas e Connor logo atrás, aí vem o Roman e o Kendall é o menos para mim, mas egoísta do mesmo jeito). Aliás, o Logan nem ir no casamento do próprio filho é triste. Portanto, é um episódio excelente (top da série), pois tem uma ideia genial (matar Logan de forma abrupta, como, aliás, costumam ser as mortes) e a executa de forma igualmente boa, não se baseando apenas em sua ótima premissa. Ah, e assim como The Body, que sacrifica o tom da série, esse daqui também o faz, focando só no dramático e sendo facilmente o episódio da série com menos humor. Vi tem alguns dias e, na verdade, acho que nele não tem humor absolutamente nenhum. E tem algo que não costuma me descer muito. Logan é abusivo, um babaca com os filhos, eles pareciam até que o odiavam em alguns momentos e mesmo assim eles sentem muito a morte dele. A morte de um ente querido é realmente algo. Sinceramente, já vi parentes nunca mais se falarem e nem importarem com o que acontece um com o outro por muito menos. Realmente se amam, de um jeito torto, mas se amam. Nota: 9.5.
4 – Estados Da Lua De Mel: Não gosto muito desse episódio. Ele tem uma primeira metade até legal, mas senti a segunda metade tão repetitiva, era personagem conversando com personagem, boas falas, aí personagem conversando com personagem e conversando e conversando num ponto que eu nem sentia mais o “gosto” do episódio. Maaaaas, ele tem dois momentos excelentes, um deles o “Greg?” escrito pelo Logan. Juro, é hilário eles discutindo o significado disso. Greg achando que Logan estava cogitando ele como sucessor, eles brincando que ele estava tentando lembrar o nome. Sério, talvez ele realmente estivesse considerando o Greg ou eu estou muito louco? Digo, os filhos dele são opções bem ruins, o Greg ainda é alguém que poderia ser moldado. Talvez tenha sido uma reflexão passageira que foi logo descartada, pois, óbvio, não daria certo. E Tom, patético, agora sem a proteção do Logan tentando ser o capacho de quem aceitasse. Ah, sim, a outra parte boa é o nome do Kendall sublinhado ou riscado. Gera uma boa discussão. E pobre Kerry, Logan morreu antes dela poder dar o golpe do baú. E, também, temos Roman e Kendall como CEO’s temporários do absoluto nada. Não sei se gostei muito disso, tenho que admitir. Nota: 8.
5 – Lista De Cortes: Mais um episódio que o pessoal vai para um lugar, se reúnem e ficam negociando. Ok, vimos isso umas trezentas vezes na série, principalmente na segunda temporada, mas ainda funciona. O Mattson é um bom personagem e aqui vemos mais dele. A cena do Tom tentando enturmar e deles zoando o Greg em sueco é boa. A cena no topo da montanha, também, e é difícil identificar se o Kendall estava manipulando o Roman para melar a negociação. Temos o início da relação Shiv e Mattson também, que é interessante. Nota: 9.
6 – Living+: Que besteira esse negócio de Living+. É só colocar floreios e apresentações bonitas para um negócio que nem é interessante, com certeza ia flopar, mas o Mattson foi se meter e só deu lenha pro Kendall. Aliás, o pior personagem dessa série é o “Kendall versão animada”. Quando ele fica todo serelepe sabemos que lá vem bomba. Aquela festa horrorosa da temporada anterior e agora esse negócio de fazer nuvens e casas e positividade tóxica e números inflados. E Roman virou outro personagem quando conheceu o poder, começou a achar que era o próprio pai, demitindo sem rodeios. Acontece que o pai dele tinha respeito e impunha medo, ele não. E Shiv do céu, pior que Kendall, adora trair os parentes. E Kendall finalmente fez as pazes com a água. Aliás, todos os personagens já mandaram a ética para o espaço, aqui. Mudar a fala do Logan com edição, pelamordedeus. Nota: 8.
7 – Festa Pré-Eleição: Um episódio ótimo que dá um fôlego maior para essa temporada. Desde o episódio 3 não tínhamos um episódio excelente na minha opinião, apenas episódios muito bons. Mattson e Greg na festa geram bons momentos e no geral é um episódio com boas tiradas, inclusive com Tom no meio de personagens interessados na Shiv. E, afinal, para que vai servir aquela informação bizarra do Mattson assediando moralmente a funcionária dele? Succession tem muito disso, coisas que parecem bombásticas no episódio em que acontecem mas que logo no episódio seguinte fazem pouco caso e logo esquecem. Mas, claro, o grande momento desse episódio é a briga no final entre Tom e Shiv. Bem, eu gostava da ideia da série não colocar os dois brigando diretamente aos gritos, mas sim de forma silenciosa, por atos e gestos e muitas vezes (na maioria), com Tom engolindo o que vai falar para evitar a briga (pois ele é super beta). Era um jeito legal de tratar os dois e achei que foi meio apelativo, de um jeito não muito comum para a série, colocar essa briga. Por outro lado, era necessária, para por fim de vez à relação dos dois, aparentemente. E a briga é tão focada em ser uma briga típica que ambos simplesmente jogam TODOS os problemas que tiveram e foram expostos ao longo da série, absolutamente TODOS, parece que o roteirista reassistiu tudo e foi anotand. Sim, atuações ótimas e boas falas na briga, mas não achei ela tão boa assim. Pelo menos evidenciou ainda mais o quanto os dois são egoístas. Temos também o Greg demitindo pessoas e não se importando, o cara apodreceu mesmo. E temos também Roman descontando a raiva da Gerri no Connor, algo típico da família mesmo. Nota: 9.
8 – A América Decide: Intensidade em forma de episódio. E um excelente episódio, achei que teria até uma nota maior que 9.4 no IMDB. Acho que é até melhor que o epiódio 3 e com certeza está em um top 5 da série, talvez um top 3, embora meu episódio preferido ainda seja o Safe Room da segunda temporada. O humor é ótimo, as situações envolvendo os interesses são muito boas, tudo um caos, correria e conflitos entre os irmãos. Roman está impossível e sei que ele fez aquilo muito mais por ideologia política do que para melar o acordo (embora, claro, este último tenha um peso importantíssimo). E Shiv do céu, que péssimo movimento foi aquele de mentir na cara dura? Será que ela planejou mentir desde o início e nem ligou o número certo ou não foi atendida e resolveu inventar a mentira na hora? Kendall tomou uma decisão impulsiva e creio que vai ter consequências. Roman está insuporável, mas mesmo assim continuo achando que a Shiv é a que menos presta dos três. Nota: 9.
9 – Igreja E Estado: Dá uma queda leve na qualidade desse final de série para mim, mas ainda é um ótimo episódio. Temos dois discursos muito longos, é verdade, e achei o do irmão do Logan melhor, apesar de realmente ter sido longo. Acho que mais por revelar um pouco mais do passado do Logan do que por qualquer outro motivo, tentando justificar em que momento Logan “quebrou” e virou a pessoa cruel que ele é agora. Mas, no todo, é um episódio um pouco mais lento, mesmo que o mundo esteja desabando em protestos. Por outro lado, no fim temos a cena do Roman autodestrutivo (tinha certeza que ele ia se dar mal, tinha começado o episódio muito feliz e ninguém fica muito tempo feliz nessa série). E o presidente eleito é um canalha mesmo, achei que a eleição dele praticamente punha fim nas intenções do Mattson. Que nada. Ah, a cena do Hugo cachorrão é muito boa, dava nada por esse personagem e protagonizou um dos melhores momentos da série. Nota: 9.
10 – De Olhos Abertos: Uhm... não sei, sinceramente, fiquei bem reflexivo se esse final foi bom. Queria que fosse excelente mas parece que faltou algo a mais para mim, talvez a sensação de final. O fim de série tem um gosto um pouco amargo, como se interrompesse algo que ainda cabia mais coisas... ao mesmo tempo em que não consigo imaginar essa série seguindo em frente, era para acabar aqui, mas continuo com a sensação de que não conseguiram dar uma sensação de “fim”. Tá, eu gostei do episódio, é como grande parte da série, bem escrito e bem conduzido MAS é uma repetição de outro episódio da série, o que enfraquece um pouco. As vezes essa ideia de algo cíclico fortalece, mas, aqui, deu uma sensação contrária para mim, talvez porque a série não parece colocar isso como uma rima com o episódio da primeira temporada. Na verdade, o grande ponto do episódio é o que motivou a Shiv a mudar de ideia, algo que fica em aberto, e é para mim o que salva esse episódio de ser um episódio comum. Shiv tinha aceitado o voto em favor de Kendall, então por qual motivo ela teria mudado de ideia? Para mim passa pela principal característica dela. Ela é egoísta. E a gente vê ela mudando de ideia no momento que vê o Kendall super feliz na hora da votação. Teria batido a inveja pela felicidade dele? E, outra, acho que ela também pensou naquilo que seria melhor para ela mas mesmo isso é questionável. Vejamos: quando Shiv escolheu ficar do lado do Kendall foi quando ela viu que não seria a CEO do Mattson. Então manter a empresa com a família era mais vantajoso para ela. Mas isso muda completamente quando Tom é o CEO do Mattson. Shiv não pesou isso primeiro pois ficou fula quando soube que o Tom tinha sido escolhido mas, depois que a emoção passou, acho que ela pensou que é melhor vender, embolsar a grana, ficar de esposa do CEO (que é de fachada) do que entregar a empresa para o Kendall que não é bom nisso e com isso ela ficaria num cargo adjunto enquanto a empresa falia nas mãos do Kendall. Mas, mesmo essa minha teoria tem falhas. Melhor colocada de lado, mas dentro, do que ser mera esposa do CEO e repetir a sina de sua mãe. E, sinceramente, essa ideia de que o Kendall não é bom como CEO é o maior mito de todos os tempos. Cara conseguiu vender a porcaria do Living +, “comprou” a Pierce, se saiu bem no funeral do pai, ajudou a eleger o novo presidente dos EUA, fechou um acordo extremamente vantajoso para a empresa. Enfim, a empresa fica melhor nas mãos dele do que na do Tom CEO laranja e nas mãos do Musk sueco que estava todo falido na Ásia. Enfim, talvez Shiv só não suportava ver o irmão mais feliz do que ela e resolveu deixar tudo mundo na amargura e não só ela. E provavelmente matou o Kendall no processo que, perto da água, com certeza se jogou na cena seguinte. Final da Shiv é ser esposa, do Kendall provavelmente é se exterminar. E o Roman acaba se saindo um pouco melhor, livre do fardo que ele nunca quis, longe agora de ter que agradar o pai (e isso a gente percebe só pelo olhar, numa ótima atuação do Culkin) mas, mesmo assim, seu olhar também transmite certo medo, como se estivesse agora sem objetivos, perdido. E Frank do céu, votou a favor da própria demissão, não entendi o voto dele também não. Enfim, um final que não me passou a sensação de final, talvez por manter o tom do resto da série, talvez por faltar, sei lá, uma grande reviravolta que fizesse jus ao fato de ser uma série bem escrita. Mas, verdade seja dita, a cena da votação realmente prende a atenção. Ah sim, quase esqueço do Connor, que nem teve tanta atenção assim nesse final, só mostrou que o casamento dele é todo falso, mas isso já é óbvio. Nota: 9.
Nota: 9.1.
Meu ranking das temporadas:
Segunda temporada – 9.
Quarta temporada – 9.
Terceira temporada – 8.5.
Primeita temporada – 8.
American Pie: Tocando a Maior Zona
2.6 376 Assista AgoraOs caras cometeram O MESMO erro do filme anterior. No American Pie 3 Stifler não serve para ser protagonista (bem, o Jim é o protagonista, mas Stifler chega a quase ser o protagonista em alguns momentos). Agora, temos o irmão do Stifler que é a cara dele (o ator copiou todos os trejeitos num nível quase absurdo, com resultados questionáveis) protagonizando o filme e isso obviamente não dá certo. Temos aqui também as tradicionais cenas constrangedoras que normalmente eram protagonizados pelo loser do Jim, mas que, na falta dele, acabam recaindo no Stiffler, o que não combina muito.
O filme tem ares completamente amadores. Na minha memória é o pior da franquia (ainda não assisti o último) e, inclusive, isso se dava por ter menos baixaria e pelos cenários não condizentes com o acampamento visto nos filmes anteriores. Curioso como a memória engana, pois os cenários são claramente os do acampamento da trilogia original e temos, sim, cenas apelativas, embora elas sejam, realmente, as menos explícitas da franquia até onde me lembro.
O que leva a outro problema, que é o humor. Aqui ele não funciona, o filme não tem cena nenhuma que é realmente engraçada, seja pela própria escrita, seja por timming dos atores (a maioria é péssima, mas a Elyse entrega uma das piores performances da história horrível), seja pela direção ruim. E falhar no humor é um pecado.
Mas, de todo modo, o filme até tem alguns momentos de leve entretenimento e a trama, por mais que seja batida, óbvia, básica e sem inspiração, é um lugar-comum que se sustenta. Capengando, mas se sustenta. A forma como o romance vai sendo construído entre Sitfler e Elyse é bem feita, inclusive na cena excelente do beijo entre os dois, que é bem filmada, bem roteirizada e bem atuada. Parece até de um outro filme kkkkkkkkk. Outro bom momento é a segunda conversa que o Stifler tem com o Sherminator. Já o pai do Jim, aqui, tem seu momento mais apagado na franquia, até onde me lembro, sendo mal aproveitado.
Nota: 6.7.
Succession (3ª Temporada)
4.3 202 Assista AgoraEssa temporada é melhor que a primeira (mas não muito) e inferior à segunda na minha opinião. O problema aqui é que não senti o humor tão presente quanto era na primeira. Ele já tinha dado uma diminuída na segunda, é verdade, mas acredito que isso até foi bom na segunda temporada, deixou mais dosado. Aqui ainda tem humor, claro, mas mais pontual ou mais sutil, não no mesmo nível de temporadas anteriores. Outro problema é que não gostei muito da primeira metade dessa temporada, ela só fica realmente boa na sua parte final, enquanto a segunda era mais constante. De memória, acho que apenas o quinto episódio tem a pegada de humor da primeira temporada.
Aqui ainda permanece um problema que me incomodou nas outras temporadas, uma sensação de “salto” entre episódios, em que vários fatos relevantes ou marcantes parece que não impactam os personagens nos outros episódios. Toda a briga na festa do Kendall, a Shiv expondo os podres dele no segundo episódio, a cena do “Rape Me” do Nirvanna, Roman tomando um tapão do pai (acho que isso foi na temporada anterior)... Sempre coisas que nos fariam nem querer ver mais o parente que fez isso com a gente mas, no episódio posterior, eles já conversam meio que de boas entre si, como se nada tivesse acontecido e mal citam (ou citam casualmente) essas coisas. Quero dizer, eles causam impacto no episódio em si, principalmente para o telespectador, mas não parecem afetar em nada os personagens, no próprio episódio e mais ainda nos subsequentes. Isso já acontecia em menor grau nas temporadas anteriores, mas acho que escalonou aqui, o que evidencia para mim que a segunda temporada é realmente superior. Falta ver a quarta.
Outra coisa curiosa é o quanto essa série se esforça para não seguir o lugar comum e mostrar que os realizadores pensaram um pouco antes de produzir.
Seria de se esperar que, com o que aconteceu no fim da segunda temporada, esta daqui fosse focar em intrigas de tribunal, implicações dos cruzeiros na mídia e na opinião pública, investigações, etc... para que, no fim, toda a questão dos cruzeiros ficar de plano de fundo, sem grande destaque, e simplesmente acabar em pizza de forma abrupta, quase sem ser mencionada de novo e como se nunca tivesse acontecido. É um decisão esquisita, acho meio questionável a forma como Kendall abandona tudo e como não há um julgamento sobre ele, já que afirmou ter provas, mas, tudo bem.
Abaixo uma pequena opinião de cada episódio:
1 – Secession: Acho que não gostei muito desse episódio. Sei lá, parece fora da proposta dos episódios da série, normalmente essas preparações não têm episódios. Começa com um grupo reunido, separa, fica um grupo conversando com o outro, um caos. Tem a cena boa do Roman ligando para o Logan e sendo descartado como CEO e só. Nota: 8 quase 7.
2 – Mass In Time Of War: Outro episódio que acho que possui uma nota injusta, exatamente como o segundo da segunda temporada. Kendall está todo serelepe, que gracinha, bem semelhante ao Kendall da primeira temporada e diferente do Kendall depressãoeolheira da segunda temporada. O cara fica todo alegre quando está traindo o pai, vejam só que libertação. E Shiv é a que menos presta (atrás do Logan, claro) e isso está cada vez mais evidente. Ela trairia Logan em dois segundos se fosse colocada como CEO pelo Kendall, ao mesmo tempo fica julgando ele de traidor quando a outra opção do cara era ser preso por algo que, ora, tinha culpa do próprio Logan. Querendo ou não ele fez o certo. E, bem, todos os quatro estavam dispostas a trair o pai, só não o fizeram quando viram que não seria tão vantajoso e que a vitória não seria tão certa (há um leve temor envolvendo a desistência). E, enfim, os diálogos entre os irmãos, a expectativa sobre ocorrer ou não a traição (bem, acreditava que não ocorreria, se fosse ocorrer a série acabava aqui kkkkk) geram um episódio realmente muito bom e injustiçado na minha opinião. Enfim, estou curioso para saber qual caminho essa série vai seguir e qual material teremos para render ainda duas temporadas. Não enxergo mais quais conflitos eles planejam desenvolver ou quais rumos tomar. Nota: 9.
3 – The Disruption: Cena do Kendall chorando com a trilha da abertura é cinema. Aliás, traçando um paralelo com o resto do episódio, em que Kendall não se importa de ser xingado de tudo quanto é forma, até vê graça, pois sabe que eram xingamentos banalizados típicos da internet. Agora, quando o xingaram com verdades, aí ele se sentiu impactado mesmo, ainda mais vindo da sua irmã. É, Shiv é a que menos presta mesmo, a cena do Roman e do Connor recusando a assinar as difamações contra o Kendall é muito boa. O tweet do Kendall sobre as mulheres é hilário também. Nota: 9 quase 8.
4 – Lion In The Meadow: Episódio em que pouca coisa acontece. Bem, a parte do Tom é divertidinha e triste ao mesmo tempo, ele todo depressivo escolhendo a prisão (e tendo, mais uma vez, uma crise de síndrome de protagonismo), mas o resto do episódio não é tão interessante. A trama da tatuagem não leva a lugar nenhum, e nem precisaria se fosse engraçado, mas acaba que não entrega nada tão interessante. Já a trama do Logan se reencontrando com o Kendall podia ter rendido mais. No fim, fica meio no ar se o Josh estava testando eles. Aparentemente sim, mas é meio mirabolante pensar que o cara iria forçar o Logan a andar até passar mal, enquanto avalia se o Kendall ia proteger o pai ou forçar a saúde do velho até o limite. Nota: 7.
5 – Retired Janitors Of Idaho: Acho que esse vai ser o melhor da temporada (falta eu ver os dois últimos neste momento que escrevo). A situação caótica é bem trabalhada e engraçada (estava sentindo falta desse humor, que era bem mais presente nas temporadas anteriores), como quando o pessoal fica seguindo o que o Logan fala logo antes de descobrir que ele estava gagá, ou o discurso infinito e constrangedor do Frank. Nota: 9.
6 – What It Takes: Kendall está insuportável, não aguento gente que contrata especialista e se acha mais esperto. Achei esse conferência uma loucura, será que tem algum fundamento¿ São assim as reuniões para escolher candidatos nos EUA? Shiv interesseira como sempre, só apoiou o candidato pois era bom para ela. E Logan mais uma vez demonstrando sutilmente seu machismo, dando sempre preferência para as opiniões do Roman. Greg foi interessante aqui também, sendo ovacionado pelos conservadores que ele não gosta e, acho que pela primeira vez na série, emitiu uma opinião incisiva, contra a candidatura do Connor. Aliás, achei que seria aqui que ele ganharia apoio, já vejo Connor como novo presidente. Se Trump conseguiu, por que não? Mas, no fim, não achei o episódio tão interessante assim. Nota: 8.
7 – Too Much Birthday: Eu disse que o Kendall estava insuportável no episódio anterior? Aqui ele está bem pior. Sério, é a PIOR FESTA de aniversário que já vi na minha vida. Conceitos horríveis, decoração horrenda, música sem graça, piadas ruins, uma festa MORTA que me deu pesadelos. E ainda ia piorar, com toda aquela ideia da cruz que, na verdade, seria até legal se tivesse sido feita, queria ver as repercussões disso. Além disso, é um episódio com ótimos momentos na relação entre os irmãos. A parte da moça aceitando pegar o Greg para contrariar o Kendall é boa também. Nota: 9.
8 – Chiantishire: Outro ótimo episódio, o fim dessa temporada é muito bom. Aqui temos mais um bom diálogo manipulador da Shiv para cima do Tom sobre ter filhos (não é tão bom quanto o do final da temporada anterior entre os dois), inclusive ela só aceitou ter filhos para provar que ela é melhor que a mãe dela, embora ainda vá demorar para ter os bebês para não atrapalhar a carreira. Kendall mais uma vez com pensamentos de autoextermínio e, DO NADA, aparece carecão. Greg tentando pegar a princesa é engraçado. Agora, a melhor cena desse episódio e o diálogo entre Kendall e Logan. Começa engraçado na questão do veneno, e escala bem para mostrar o que realmente se passava na cabeça do Kendall ao longo de toda a temporada. O coitado só quer ser boa pessoa, mas o homem nasce bom e a riqueza o corrompe. No fim, ainda temos a cena hilária da foto do pau. Nota: 9.
9 – All The Bells Say: Estranhamente, achei o episódio anterior melhor, mesmo que esse daqui seja bem mais badalado. Digo, se este episódio é exatamente o mesmo, mas é o episódio 4 ou 5 da temporada, não teria essa nota exageradamente alta que tem no IMDB. O episódio anterior tem o Roman enviando a foto do pau, Kendall careca, Kendall jantando com Logan, Shiv e Tom falando sobre filhos, etc. Esse daqui tem a cena do Kendall finalmente contando para os irmãos o que aconteceu no casamento da Shiv, e a reação do Roman é muito bem escrita. A cena do Greg “vendendo sua alma” é muito boa também... e só. O episódio anterior é infinitamente superior, esse daqui só tem essa nota toda por ser o último. Sim, a cena final tem impacto por vermos Roman ficando contra Logan pela primeira vez, a traição de Tom, mas tudo acontece de forma tão rápida, abrupta. Além disso, não sei por qual motivo esse impacto todo. Os riquinhos metidos perderam a empresa pois o pai resolveu vender. Impactante, mas longe, muito longe de ser o evento mais impactante dessa série. Nota: 9.
Nota da temporada: 8.5.
O Príncipe do Deserto
3.6 131Não dava nada para esse filme, seja pelas notas ou pelo início dele, que parecia que ia entregar algo sem graça. Mas, passados os vinte minutos inciais ele começa a ficar interessante, e não é só pela ação ou pelos conflitos sangrentos que se desenvolvem (personagens morrem como moscas), mas também por entregar bons diálogos e uma boa trama geral. Aliás, por isso que costumo dizer que é sempre bom assistir o filme sabendo o mínimo possível, se eu já soubesse dos conflitos da sinopse talvez não fosse tão bom.
A produção é boa também, no início parecia que não ia ser, mas as locações são interessantes, os efeitos e as cenas de ação são bem filmadas (exceto, infelizmente, a última que, sinceramente, nem precisava existir, é curta e nem deu tanta emoção e não foi tão bem executada).
O filme trata alguns temas do islamismo de forma interessante (melhor coisa que fiz foi essa ideia de assistir um filme para cada país da Copa de 2022, bem interessante ver visões de mundo de outros países). As atuações dão para o gasto, mas são um ponto fraco. Achei Antonio Banderas uma decepção, ele parece querer a todo custo entregar dubiedade ao personagem dele e exagera, perde a mão.
Falando em dubiedade, é algo que me agradou no filme.
Ambos os sultões estão certos e errados. Digo, fico do lado do Banderas tranquilamente, pessoal morrendo de fome e doença, pobreza no meio do deserto, tu acha petróleo e vai poder substituir o papel higiênico por nota de cem dólares, aí vai deixar de fazer isso¿ Problema mesmo foi que ele já foi usando os lucros e quebrou o tratado, devia ter ido com mais calma. E, bem, acho que tinha um elemento de ganância em seu personagem, mas era apenas uma de suas facetas. No fim, tem um clichê, mas um clichê muito bom, que funciona e eu gosto, que é o do personagem protagonista, que tem um pouco dos dois mundos rivais, e os concilia na conclusão. Para mim, o maior problema mesmo foi aquela parte no deserto, é longa e meio sem propósito (bem, o protagonista reúne exércitos nessa parte) e quase me fez esquecer o tema central do filme, deixa muito de lado a trama principal por um tempo muito longo.
Vi como o filme do Catar. E, bem, infelizmente acabou sendo o filme do Catar mesmo não sendo exatamente um filme feito só pelo Catar. Só existem dois filmes inteiramente cataris pelo que pesquisei, mas nenhum dos dois achei na internet ao longo desses quase quatro anos, desde a copa de 2022. Como a copa de 2026 já está aí, tive que ir nesse que, pelo menos, até onde sei, foi gravado inteiramente no Catar, mesmo sendo uma produção de vários países.
Filme 31 de 32.
Nota: 8.4.
Festim Diabólico
4.3 907 Assista AgoraMinha noiva fez um comentário pertinente: “os atores eram tão mais expressivos nessa época”. Pensando aqui, é verdade, a atuação era mais expressiva, mais preto no branco. Tenho que ser vilão, ajo como vilão. Sou covarde, vou ficar agindo como covarde. Hoje em dia, no cinema, parece que se aprecia mais os tons cinzentos. A atuação não pode te entregar de bandeja quem é quem, o sentimento exato do personagem, tudo tem que ser interpretado, zero preto no branco. Bom, apenas expondo uma reflexão, nem sei se tem muita veracidade nisso.
Mas, dito isso, o filme é ousado em sua proposta. Fico refletindo se Hitchcock teria gravado tudo num take só se a tecnologia da época permitisse (o rolo de filme tinha duração limitada), pois esse daqui, mesmo com poucos cortes, já deve ter sido um desafio tremendo. No início a falta de corte talvez cause uma estranheza, ver algo contínuo da uma sensação de que não tem ritmo, mas logo engrena.
Revendo agora uns dez anos depois de ver pela primeira vez, matenho a sensação de que delongou demais no último take. Poderia ter sido de uma tacada só, mas ficou longo. E acho que a proposta de ser mais longo era exatamente tentar criar uma tensão, mas acho que falhou um pouco nisso. Embora, claro, é um Hitchcock e temos uma cena muito boa de tensão (a da governanta tirando a “mesa”), da qual, inclusive, eu não me lembrava.
Outra coisa que eu não me lembrava (ou, talvez, não tenha notado) é o quanto esse filme é mais pegado para uma comédia de humor mórbido. Em vários momentos eles citam o David como forma de piada. Juro, vejo esse filme mais como “dark comedy” do que como suspense. E um humor mórbido de qualidade, diga-se de passagem. Outra coisa que não tinha notado é o ar de casal dos dois protagonistas.
Ainda tem um espaço para discussões políticas e filosóficas, incluindo sobre nazismo (e ficavam falando para Hitchcock fazer um filme político, pois bem, olha ele aqui). Enfim, filme do Hitchcock é sempre uma boa pedida.
Nota: 9.1.
Um Condenado à Morte Escapou
4.3 73 Assista AgoraMinha nota para esse filme está flutuando um pouco. Quando terminei pensei na faixa de 8.0, depois 9.0, voltei para 8.0 e agora volta para a faixa 9.0. Acho que vou em um meio termo. Digo, em si o filme é muito bom, toda a situação de fuga (tem algum filme de fuga de prisão antes desse ou ele foi o primeiro¿), a inventividade e paciência do protagonista, a proposta mais minimalista e mais “vazia”, com pouca trilha sonora, é algo interessante. Maaaaaas, quando pensamos nisso, o filme meio que “mata” seu potencial. Quero dizer, qual o sentido de se esforçar para o filme ser “amotivo” quando o que normalente queremos quando vamos assistir algo é emoção¿ Pensa num potencial desperdiçado, de quanto a cena final poderia ser tensa, por exemplo.
Mas, essa não é a proposta do filme, que, inclusive, possui spolier em seu título (que é o mesmo título do livro). Eu até tinha pensado que era um daqueles casos de traduções bizarras que eram bem comuns nos títulos brasileiro antigamente, mas esse também o título original mesmo.
Agora, qual é a dessa narração? Sério, por qual motivo Bresson pode enfiar narração à rodo, mesmo quando não é necessária, mas Nolan botar algum personagem explicando algum conceito é algo expositivo e ruim? Juro, não costumo entender essas padronizações da crítica, que quer colocar algumas situações cinematográficas como ruins, mas depende. Quando Nolan é supostamente expostivo (e o é pois é necessário para sua narrativa) é visto como algo ruim, mas quando algum diretor europeu faz não tem problema. Eu até defendo esse tanto de narração nesse filme, mas se é um filme de Hollywood iam chamar de adaptação preguiçosa do livro.
Nota: 8.6.
Noces De Sang
4.0 1Fascinante ver como alguns temas e conflitos são frequentes em qualquer que seja a cultura. Mesmo sendo uma obra baseada em um roteiro de um dramaturgo espanhol, ela se insere em um contexto de uma cultura bem diferente no Marrocos. A história é até legal, mas a parte interessante é ver os costumes, as locações, a música e os vestuários do local, inclusive a cerimônia de casamento. Essa cena, aliás, é a melho do filme na minha opinião. A direção é muito boa também. Visto como o filme do Marrocos para meu desafio de ver um filme para cada país da Copa de 2022 (que infelizmente atrasou por não achar filme do Catar e do País de Gales).
Filme 30 de 32.
Nota: 7.8.
O Circo
4.4 232 Assista AgoraChaplin é sempre bom. Aqui temos mais um ótimo exemplar de sua filmografia. Embora a história não seja nada tão mirabolante, ela cumpre bem seu papel.
As cenas de humor são muito boas, com boas tiradas. A cena dos espelhos é bem feita, assim como a cena do trapézio, e, embora esta seja engraçada, é meio que previsível. A cena da jaula é a melhor do filme na minha opinião.
Sobre a trama, segue o tema de exploração e de personagens com pouco dinheiro. Agora, um apontamento aqui. É horrível ver a forma como a mulher era enxegada como um objeto na época. A partir do momento em que ela casa, o dono do circo para de maltrata-la, pois agora ela é “propriedade” do novo marido. A mentalidade da época em relação às mulheres era algo surreal para os dias de hoje
Nota: 8.9.
It: Capítulo Dois
3.4 1,5K Assista AgoraNo primeiro filme escrevi que ele "funciona como boa adaptação (ainda não li o livro completo)". Pois é, agora, sempre que possível, vou evitar ver o filme enquanto não terminar o livro. Juro, a adaptação de 2017 segue bastante da obra original, mas do meio para frente muda muita coisa. E, bem, mudanças em relação ao material original não é algo necessariamente ruim. O problema é quando você muda algo e substitui por algo PIOR. Sério, qual o sentido de colocar o clichê da garota sequestrada e que tem que ser resgatada? Não tem isso no livro, por qual motivo colocaram na parte 1? É o típico clichê que eu tinha aceitado pois achei que estava no livro. E, pior, acaba por depreciar um pouco os personagens. No livro eles iam enfrentar a Coisa por coragem, por união entre eles, por um destino traçado pelo Outro (uma entidade divina do livro), talvez. No filme foi para resgatar a donzela indefesa aff.
Bem, sei que isso é sobre a parte 1, mas precisava escrever isso agora que terminei o livro. E, juro, tem ANOS que eu estava enrolando para ver essa parte 2 e decidi que veria apenas quando terminasse o livro. Pois bem, eu não estava perdendo muita coisa, o filme erra em muita coisa, apesar da direção parecida dá uma sensação que foram feitos por outros realizadores. O primeiro tinha mais cuidado, esse daqui é mais relaxado.
Com o sucesso dos atores mirins da primeira parte, eles deram um jeito de chuchar eles aqui. Beeeeeem desnecessário, dá uma sensação de que os realizadores não confiavam no material que eles tinham. Aí acaba criando uma estrutura de filme picotada, em que cada um dos personagens um a um vai sendo atacado. Tinha isso no primeiro, mas era feita de forma mais ajustada. E, DE NOVO, acovardam demais nossos personagens, que são bem mais frouxos do que os do livro. Todo aquele negócio de decidirem atacar a Coisa só por causa de um ritual infalível. E, falando nisso, qual foi a daquela mudança sobre o Stan no final? Achei meio sem sentido.
O engraçado é que a primeira meia hora é bem fiel ao livro. Achei até que iam trazer a Tartaruga, de tão fiel que estava sendo. E, aí, temos a cena final que, assim como do filme de 1990, achei bem brochada. E o filme fica nessa piada recorrente de que o King não sabe fazer finais (e, de fato, nas ADAPTAÇÕES para cinema e TV das obras dele isso normalmente acontece) e, no fim, o filme entrega um final pior que o do livro. E, talvez, King não seja tão ruim com finais, achei o final do livro muito bom, uma das melhores partes dele. Talvez não saibam é adaptar os finais do escritor.
O problema aqui é que no livro o final
é uma batalha que tem um foco muito mental, então até passo pano para a adaptação cinematográfica ter falhado em adaptar a batalha final, já que fica difícil substituir uma batalha meio “não física” igual a do livro. O problema maior, para mim, são dois: Não souberam dar o ar de mal primitivo e que cósmico que a Coisa é, ele (na verdade é ELA) parece apenas uma entidade razoavelmente poderosa e só. E o segundo é não terem colocado a forma da aranha, ou, bem, terem colocado, mas mantido o palhaço, dando a sensação de que a Coisa é uma entidade em forma primordial de palhaço, e não como uma das formas dele. Bem, terem deixado de lado os ovos da Coisa também foi algo que incomodou um pouco, mas tudo bem.
Mas o maior problema do filme é que ele não tem a mesma pegada de terror que o primeiro. O primeiro tinha cenas de terror bem climáticas, fazia a Coisa ser realmente algo a se temer, algo perigoso. Aqui a atuação do Skarsgård é tão boa quanto no anterior, mas o roteiro e direção não colaboram com ele. O filme é quase COMÉDIA em vários momentos. As cenas de terror são aceleradas e repletas de piadinhas (a cena do biscoito da sorte é TOSCA) ou de ação, e não de tensão. Temos apenas, se não me falha a memória, duas cenas de terror realmente boas, uma delas a da Bev na antiga casa dela
No fim, acho que muito da minha nota vem da qualidade do primeiro, que vez ou outra aparece aqui. Mas, isoladamente, esse segundo é bem fraquinho. Os atores até funcionam um pouco (o ator do Eddie ficou muito convincente como uma versão mais velha), mas não superam o carisma do elenco do primeiro. Aliás, o ator do Ben é pavoroso de ruim.
Nota: 7.4.
O Predador
2.5 685A franquia Predador é bem mediana. O primeiro não é um primor e mesmo assim é o melhor da franquia até aqui. Aliás, no filme de 2010 comentei que ele deixa um gancho para um sequência que, infelizmente, não ocorreu. O mesmo acontece aqui, temos uma gancho mas, digo, para uma sequência que FELIZMENTE não ocorreu. Sinceramente,
não sei como a ideia de uma invasão de Predadores vitaminados tentando invandir a terra e sendo combatidos por um protagonista sem sal de armadura seria boa. Aliás, essa trama dos Predadores tentando ajudar os humanos mas fatiando várias pessoas no processo chega a ser engraçada de tão mal explicada.
Bem, pelo menos o filme TENTA ter uma trama. Achei que seria apenas na floresta, como o primeiro ou o de 2010. Não que a ideia de pouca trama e muita ação seja ruim, o primeiro Predador fazia isso muito bem, enquanto o Predador 2 tentava ter trama e acaba sendo o pior da franquia. A questão é que eu gosto que eles realmente tenham tentado fazer um filme decente aqui, sem apelar para algo muito simples. Claro, com isso temos alguns buracos na trama, como o que eu apontei. Mas, pelo menos, tivemos um bom acerto no grupo de soldados desajustados. Não que sejam bons personagens, mas evitaram de ir matando um a um, dando tempo de tela para todos até o fim do filme, numa tentativa (razoavelmente acertada) de que nos importássemos mais com eles quando morressem. E, aí do nada todo mundo vai morrendo um a um, quase não deu para sentir rs.
Aliás, não entendo o ódio sobre essa daqui, é quase no nível do de 2010. E tem personagens bem melhores (e olha que os personagens desse daqui nem são bons). As cenas de ação são até legais, a condução geral é boa. Tem duas cenas de ação muito ruins (a do campinho e a da floresta no final, a do campinho, aliás, é tenebrosa), mas no geral acerta nesse quesito. Agora, onde o filme erra MUITO é nas piadas. Esse negócio de ficar enfiando humor, mas muito humor desnecessário (típica marvelização do cinema da época) já não é bom, quando as piadas são sem graça, então, acaba atrapalhando. Aliás, a cena do Predador no laboratório é bem forçada também. Os cientistas não tinham um sedativo perto ou tentam sedar o bicho, além de terem amarrado uma criatura bestial e fortíssima com algo que tem a força de um barbante kkkkkk.
Mas, pelo menos, é um filme divertido e que entretem, sendo melhor que os dois Alien vs. Predador e que o Predador 2 na minha opinião. O Predadores é levemente melhor e o Predador original continua sendo o melhor da franquia.
Nota: 7.3.
O Segredo dos Seus Olhos
4.3 2,2KRoteiro excelente. Bem amarrado, com boas falas e críticas, que dá profundadidade e sentimento aos seus personagens, além de não ser previsível, mesmo que pela sinopse possamos pensar se tratar de um thriller lugar-comum. Não o é, apesar daquela velha estrutura de flashbacks. Aliás, evitem ler sinopses.
Primeiro, achei curioso a forma como o funcionava a Vara Criminal da Argentina, com o pessoal do gabinete participando da investigação criminal já no local do crime. As atuações são boas no geral.
Mas, além do excelente roteiro, temos uma boa direção, que na maior parte do tempo é firme, segura, e parece que não vai se permitir a ousadias (exceto a cena inicial, estilizada) e aí DO ABSOLUTO NADA temos uma das melhores cenas do cinema latino-americano,
que é a cena do estádio. Já seria boa por si só, mas a ideia de fazê-la em aparente plano-sequência é ousada, mas funciona muito bem para imprimir tensão. A cena do interrogatório e a do elevador também são excelentes.
Agora, tiveram algumas coisas que não gostei tanto assim. O romance, não sei se era realmente necessário mas acho que reclamar disso seria ser exigente demais. Outra é o nosso assassino querer buscar vingança. Juro, não entendi isso. Tá certo que os personagens extrapolaram um pouco (talvez muito) a jurisdição deles, mas querendo ou não era parte do trabalho deles. E, bem, o cara foi preso, não cumpriu quase nada e saiu com um emprego, está ótimo. Essa coisa da rivalidade entre a execução criminal e o gabinete do juiz ficou esquisita também, a motivação para soltar o cara. E, como disse, não gostei muito dessa ideia do nosso assassino buscar vingança querendo matar os personagens, pareceu meio fora do tom, no fim o assassino acaba sendo um ponto que ficou mal construído para mim em um roteiro que em todos os outros momentos foi bem redondinho. Um escorregão, mas não sei se estou sendo muito exigente. Aliás, falando em roteiro redondinho, bem interessante a questão da letra "a" faltante na máquina de escrever. O protagonista, em um momento de sonolência, escreve "temo" em um pedaço de papel e "come" a letra "a", assim como a máquina, numa rima narrativa interessante.
De todo modo, é para mim, junto com Cidade de Deus e Carne de Tu Carne (assistiu tem muito tempo, preciso rever) a tríade de meus filmes latino-americanos preferidos.
Assiti como o filme argentino para meu desafio de ver um filme de cada país da Copa de 2022. Já que a Argentina foi campeã, fui no filme com melhor nota no IMDB.
Filme 29 de 32.
Nota: 9.4.
Um Amor com Sabor de Natal
2.7 4Casal protagonista é bem sem graça, a moça protagonista não gera simpatia, o cara protagonista é meio nulo, precisaram colocar uma subtrama de ex-amizade de colégio (que nem é boa mas consegue ser até melhor que a dinâmica do casal principal). É um filme meio óbvio, sem graça, que tem uma proposta basicona de romance de natal esquecível e quase não consegue entregar nem isso. Achei que teria algumas coisas de culinária também, já que é tema, mas achei que exploraram isso pouco, nem senti fome assistindo. E qual foi aquele negócio de fazer os ponteiros do relógio mexerem? Serviu de nada. Tem a trama da arquitetura também, achei o desfecho questionável, mas, pelo menos, o filme também percebe isso e acho que se saiu bem na desculpa que deu para essa resolução.
Nota: 6.6.
Natal, Reforma e Amor
2.6 6Assistindo um filme de Natal do nada em abril pelo tema de reforma (estou para me mudar daqui a alguns meses). Óbvio até o talo, tudo é previsível, não tem momentos memoráveis, situações interessantes, nada disso. Mas, apesar dos pesares, é o tipo de filme que realmente não esperamos nada de muito extraordinário dele, apenas esse passatempo mediano. E nisso ele cumpre sua proposta e o casal até funciona... se ignorarmos, claro, que a protagonista está traindo seu marido, que aparenta ser uma boa pessoa, pelo fato dela não sentir compatibilidade com ele (e, mesmo assim, decidiu casar) e perceber que tem mais compatibilidade com alguém com quem ela já conhece a uma eternidade mas foi ter interesse amoroso só agora que está casando. É, melhor eu parar de escrever senão vou abaixar a nota. Pelo menos ele funciona em sua proposta basicona e entrega o clichê confortável de romance de natal.
Nota: 6.7.
O Grande Gatsby
3.9 2,7K Assista AgoraEssa proposta do Baz Luhrmann de colocar vitalidade e cores berrantes, inserindo um ar de atualiadade inclusive pela trilha em uma obra de época funcionou melhor em Moulin Rouge, na minha opinião. Não sei se foi esse o motivo, mas aqui senti que ele mitigou um pouco o impacto que o filme propunha (pode não ter sido por isso) e o ar de obra trágica não impacta tanto quanto deveria, pelo menos para mim.
Sim, até gosto das festas, das cores, do exagero, mas, como disso, não sei se funcionou muito. Chega um ponto que satura e o gosto se perde, igual aqueles salgadinhos repletos de sal. Tanto que estou revendo e lembrava razoavelmente do primeiro ato, mas não lembrava quase nada do segundo e terceiro atos. Inclusive, lembro que dá primeira vez que vi minha atenção não estava mais sendo retida pelo filme da metade para frente.
Não sei se eu gosto tanto assim da atuação do Tobey. Dá para o gasto. DiCaprio é a presença certeira para o personagem do Gatsby (pelo menos o descrito pelo filme, ainda não li o livro). Aliás, sei que do ponto de vista do Marketing seria uma decisão impensável (e ninguém jamais acataria ela), mas seria interessante se a presença de DiCaprio como Gatsby no filme fosse mantida em segredo, já que a própria identidade do Gatsby também o é. E aí, do nada, a supresa: Gatsby é interpretado por DiCaprio. Mas, infelizmente, não tem como, o marketing, inclusive, é mais centrado no DiCaprio do que no próprio protagonista interpretado pelo Tobey. De todo jeito, a cena que o Gatsby aparece pela primeira vez é suficientemente impactante, inclusive gerando o famoso meme.
Falando nisso, não tenho nada contra narração, mas acho que essa daqui é invasiva demais. Alguns momentos não precisavam ser incessantemente descritos pela narração, talvez ela até acaba nos distraindo e atrapalhando no impacto de algumas cenas. E, sério, não entendo muito a lógica do filme, no início o Gatsby é quase uma entidade, ninguém viu, ninguém sabe quem é. Aí, na segunda metade do filme ele sempre aparece, as pessoas sabem quem ele é, ele inclusive era notícia constante nos jornais. Sinceramente, não entendi essa incoerência. No início falam que ninguém conhecia ele, depois tratam como se todo mundo sempre tivesse conhecido ele e ele fosse uma figura pública, quando é estabelecido no início que ele era meio recluso.
A edição rápida e exagerada funciona em alguns momentos, enquanto em outras ela é estranha, então achei que faltou equilíbrio. Os efeitos especiais entram nisso também. De todo modo, o exagero nas cenas das festas, completamente anacrônicas, é algo bem legal também.
Nota: 7.4.
BTS: O Reencontro
4.5 5 Assista AgoraÉ interessante para os fãs verem o processo de criação do álbum e os membros interagindo juntos. Mas, de um ponto de vista mais crítico, não gostei muito do que concerne ao documental mesmo. A estrutura e a edição são meio estranhas. Os responsáveis tinham o material mas parece que não sabiam muito o que fazer com ele, não souberam converter o material bruto em um documentário com temas. Parece que só foram jogando aleatoriamente as falas e conversas que pareceram interessantes e não souberam dar um esqueleto para tudo. E, mesmo tendo uma boa duração, senti falta de muitas das músicas dos álbuns e do processo criativo delas. Focam em duas músicas apenas e ignoram o resto. Inclusive, estava curioso sobre duas faixas que lembram muito Beatles e se realmente tinha sido uma influência para os membros (um deles, não me recordo qual, inclusive usava uma camisa da banda).
Nota: 7.0.
BTS the Comeback Live: Arirang
4.8 5Não sou fã, mas a transmissão do show ao vivo pela Netflix foi boa. Bem filmada, as coreografias são boas. Algumas das músicas, principalmente essas mais puxadas para o rap, não são muito meu estilo, mas tudo foi muito bem executado. Gosto da parte do Arirang (gosto de antiguidades rs). Imagino que para quem é fã a mais tempo tenha sido diferenciado, considerando que os membros ficaram por um hiato longo longe dos palcos.
Nota: 8.6.
From The Old Earth
4.0 1Desde a Copa do Mundo de 2018 faço meu desafio de assistir um filme de cada país da Copa. Infelizmente, na Copa de 2018, ficou faltando cinco filmes, pois eu simplesmente não conseguia achar filmes do Catar e do País de Gales para assistir, então decidi esperar até algum aparecer na internet.
E, uns meses atrás, o site Rarelust postou esse daqui. Como podem ver, é obscuro, tanto que eu até tive que cadastrar ele aqui. E, bem, embora seja na verdade um média metragem, vou considerar como um dos filmes do meus desafio. Tem duração suficiente.
O filme é até muito bom se considerarmos ser uma produção de orçamento mais baixo. Consegue construir tensão e tem bons sustos. O maior problema do filme é mesmo que ele acaba. Não tem justificativa para essa duração curta, quando ele vai começar a engrenar, quando ele iria começar a desenvolver mais sua narrativa ele simplesmente acaba.
Filme 28 de 32.
Nota: 8.1.
Colateral
3.6 640 Assista AgoraEsse é o terceiro filme do Michael Mann que eu assisto (Caçador de Assassinos e Ferrari). Esse tem um pouco mais de ritmo que Caçador de Assassinos (que é paradão), mas não é exatamente um filme de ação, é mais um thirller. Tanto que as cenas que são melhores são exatamente as de diálogos. O filme tem bons diálogos, embora nenhum seja mirabolante, são bons, incluindo a interação entre o protagonista e o assassino de aluguel, que é bem trabalhada, sem se deixar cair em clichês, repleta de nuances interessantes.
Mas, apesar dos bons diálogos, achei que o roteiro como um todo não soube se amarrar muito bem no fim. Bem, a questão do metrô foi fechadinha, mas alguns coisas foram colocadas e não amarradas. O personagem do Mark Ruffalo, por exemplo, acaba não servindo de muita coisa, não é finalizado.
Uma das poucas vezes que vi Tom Cruise interpretar um vilão (Magnólia ele não é vilão, apesar de não ser bonzinho) e ficou muito bom. Sério, acho as atuações dele sempre bem fracas (para não dizer ruins), mas como vilão foi a primeira vez que achei que ele mandou realmente bem. Digo, ele sempre é visto como mocinho, é um ator famoso e carismático, então colocá-lo como vilão foi algo bem acertado, pois, mesmo sendo um assassino de aluguel, acaba que nos simpatizamos com o personagem na maior parte do tempo, mais pela figura do ator do que pelo personagem em si. O problema é que o personagem acaba não sendo visto como uma ameaça quando deveria o ser.
Aliás, diretor famoso, uma penca de grandes atores e nunca tinha ouvido falar desse filme. E ele nem é tão obscuro assim.
Nota: 7.8.
Buffy: A Caça Vampiros (5ª Temporada)
4.3 104 Assista AgoraEmbora já tenha comentado aqui, vou comentar de novo pois agora tenho feito comentários mais longos (que, acredito, ninguém lê, mas servem para eu mesmo reler depois) e algumas opiniões minhas mudaram um pouco. É difícil decidir qual é a melhor temporada. A segunda, a terceira e esta daqui estão bem emparelhadas. Digo, está tem dois episódios nota 10
(The Body e o último), mas, por mais que Glory seja uma boa vilã no conceito (uma DEUSA, oras), os vilões da segunda e da terceira são mais marcantes. A segunda e a terceira ainda tem aquela pegada de colégio, os personagens estão mais verdes, mais leves, embora a série já seja séria, bem escrita e sombria quando necessário. Mas, essa quinta temporada tem a ideia da Dawn, que é muito boa. Enfim, sempre acho difícil decidir, mas normalmente essa temporada fica abaixo da segunda e da terceira, mas por muito pouco.
Acho o tratamento com Riley e com Spike aqui um pouco forçados também. Spike em alguns momentos exagera em ser bonzinho, típico personagem que ganha apelo popular e o roteiro precisa força-lo entre os mocinhos. Já Riley funcionava na quarta temporada mas aqui ele fica sem sal, tiveram que forçar a saída dele também. Glory é uma vila legal, poderosa, mas não é tão engraçada quanto o prefeito, embora funcione muito bem como vilã de temporada. Temos aqui também a morte mais marcante da série, pela execução muito bem feita no episódio The Body.
01/79 – Buffy Versus Drácula – Claro, o vampirão mais famoso tinha que dar as caras aqui. O episódio é hilário, com a figura do Drácula evocando o charme e medo típico do personagem, mas permeado com um tom de pastiche típico da série. A reação da Buffy ao encontrar o Drácula é engraçada, inclusive a situação do Xander também, que é hilária. Respeita a mitologia do vampirão com referências aos filmes e livro do Drácula. Aliás, começar a temporada com o Drácula gera a expectativa de que ele será o vilão da temporada. Bom, pelo menos em mim gerou e dá primeira vez que assisti não gostei tanto por esse motivo. Mas, revendo sem essa expectativa, é um ótimo episódio, filler, mas muito bom. No fim, temos a breve estreia da Dawn – Nota: 9.
02/80 – Meu Verdadeiro Eu – A vilã do episódio é a Harmony. A HARMONY. Pois é. Embora tenha sido divertido ver ela chamando os capangas dela de minions. Enfim, focado na Dawn, o episódio foi exatamente para dar o tom que a nova personagem terá na série. A piada dela falando que o Xander trabalhou infiltrado é ótima. Nota: 8.
03/81 – A Substituição – Xander mais uma vez focado para discutir a questão dele não ter nada de sobrenatural. Aqui aproveitam do irmão gêmeo dele para fazer um episódio de gêmeos sem precisar de efeitos especiais. O episódio deixa bem em evidência que costumamos ter uma visão negativa do Xander. Quero dizer, ele foi dividido entre um confiante e um fracote, ou seja, nenhum deles era o Xander de verdade. Mas, por algum motivo, achamos que o fracote é ele normal. Não é. Assistam com atenção, o Xander fracote é bem menos autoconfiante e atrapalhado que o Xander normal. Termina com a cena do Riley falando que a Buffy não ama ele, que é uma cena muito boa e repentina. Nota: 8.
04/82 – Fora De Controle – Spike surta de vez e percebe que está a fim da Buffy. Era o curso natural, que os dois fossem ter um romance, acho que a série não conseguiria fugir disso, e no geral tratam e desenvolvem bem isso, se bem me lembro. Riley e Buffy na temporada anterior era quase sem problemas, mas a série precisa de conflito, então aqui começa a trabalhar um pouco mais as inseguranças do Riley no relacionamento, além de tentar amarrar o que ficou solto em relação à Iniciativa na temporada anterior. Nota: 8.
05/83 – Não Há Lugar Como Nosso Lar – Finalmente a estréia da Glory, a vilã da temporada. E finalmente é revelado a natureza da Dawn. Tipo, fico pensando o que passou na cabeça dos telespectadores da época. Do nada aparece uma irmã da Buffy, devem ter achado que foi uma daquelas coisas que aconteciam nas séries dessa época, que personagens sumiam ou eram criados entre temporadas e ninguém se importava. Eu, antes de assistir, achava que iam dar a desculpa de que ela morava com o pai, mas os escritores tiveram uma ótima ideia, colocaram uma personagem nova e conseguiram que isso acontecesse de forma orgânica dentro da lógica do seriado. A cena que a Buffy descobre que a Dawn não é sua irmã é muito boa, aliás, não lembrava dela. Nota: 9.
06/84 – Família – Joss Whedon, quando dirige um episódio, não decepciona. “We are Family” é um dos grandes momentos da série. Finalmente deram um pouco mais de destaque para Tara e o episódio tem um tom crítico ao machismo e à submissão, inclusive com uso da gaslight. E pensar que essa mensagem progressista veio do Joss Whedon que sabemos o que fazia nos sets de filmagem. Conta ainda com uma Amy Adams antes da fama, em um de seus primeiros papéis. Nota: 9.
07/85 – Louco De Amor – Episódio pautados em flashbacks costumam ser perigosos pois podem soar como interrompendo a trama ou enrolados e com isso terem notas mais baixas, mesmo quando bons. Mas, quando realmente bem executados acabam ganhando avaliações positivas. E, querendo ou não Spike é um personagem que o pessoal gosta e mostrar seu passado foi bom. A interação dele com a Buffy no episódio foi boa, embora a conclusão dele bonzinho foi meio estranha, considerando a natureza de vampiro dele. Nota: 9.
08/86 – A Sombra – Continua mais a trama da Glory e a trama da doença da Joyce, que é uma das tramas principais da temporada. A cobrona é um efeito especial meio datado e também não é um vilão tão memorável. Mas a trama carrega no emocional em relação à Joyce, pelo menos. Nota: 8.
09/87 – Ouvindo O Medo – Episódio fraquinho, de memória o pior da temporada e um dos piores da série. Nem lembrava dele, para terem uma idéia, e estou vendo pela terceira vez e lembrei de todos, acho. O monstrengo é fraco, a trama não é tão interessante, exceto, talvez, pela Joyce falando maluquices do nada ou a cena no final em que falam para protegerem a Dawn mesmo não sendo delas. Não temos boas piadas, a ação não é nada demais. Serve apenas para desenvolver mais a questão da doença da Joyce, que, querendo ou não, é uma trama importante para a temporada. Nota: 7.
10/88 – Na Floresta – Lembrava desse episódio ser um pouquinho melhor. Muita falação, e ele parece clocar a culpa de todo rolê na Buffy, quando Riley tem quase tanta culpa, talvez até mais, já que ele simplesmente não falava. A lição aqui é que comunicação é MUITO importante num relacionamento, tanto que o Xander até vai conversar com a Anya e deixar tudo que ele sente claro. E foi curioso que o Xander seja quem toma as dores e guia a Buffy, acho que foi pela razão de que ele quem sabia, já que o Riley já tinha revelado para ele que sentia que Buffy não o amava. Enfim, pelo menos a cena do Riley indo embora de helicóptero com a Buffy correndo no fundo é muito boa e o ator finalmente entregou uma boa performance, pois como ator ele não tinha sido tão grandes coisas assim na série. Nota: 8.
11/89 – O Triângulo – Episódio para desenvolver mais a Anya e o relacionamento dela com a Willow. Embora não seja um episódio muito memorável, seja pela comédia ou pela ação, tem sua dose de cenas boas, como o momento que o troll revela ser um ex da Anya ou quando ele pede para o Xander escolher qual das duas vai ficar viva. Nota: 8.
12/90 – O Grande Teste – Ai, esse pessoal do conselho é chatoooooooo. Mas, apesar desses malas estarem presentes, o episódio é bom e divertido. Mas o grande diferencial é o cliffhanger no final, em que finalmente é revelada a natureza da Glory, além da cena da Buffy pondo o conselho em seu devido lugar. Nota 9.
13/91 – Laços De Sangue – Foi só contar pro povo que a Dawn descobriu. É foda, mas também já tinha passado da hora de todos saberem. A reação dela é a que se esperaria mesmo mas nem por isso o episódio é ruim. Gosto da execução e além disso tem uma grande reviravolta na questão do Ben, que aconteceu até mais cedo do que eu lembrava. Esse e o episódio anterior são aqueles episódios meio continuação um do outro que dá uma avançada grande na trama do vilão principal da temporada, algo típico das séries dos anos 1990 e Buffy não foge à regra. Nota: 9.
14/92 – Paixões – Spike quando focado sempre rende bons episódios e esse daqui não foge à regra. E ele ficou bonzinho mesmo, pelo jeito. As reações da Buffy quando descobre que o Spike está apaixonado são ótimas, o conflito potencializado pela presença de Drusilla gera boas cenas e a cena da Harmony fantasiada de Buffy é hilária. Nota: 9.
15/93 – Fui Feita Para Amar Você – Episódio que retoma aquele estilo clássico da série, das três primeiras temporadas. Uma ameaça com ares de sobrenatural e aí se descobre o que ela é, no caso uma robô. E é a estréia do Warren, que se tornaria (bem, meio que já é) um dos vilões da série. Desde aqui dá para perceber que ele não presta, embora não fique tão evidente assim, certeza que alguns machos aí passariam pano para ele. E, bem, Warren é um clássico incel e seria chamado assim se a série fosse hoje em dia. Agora, o gancho totalmente fora do lugar do episódio, do nada mãe da Buffy no sofá. Dá o tom de repentino mesmo para o acontecimento. Meio que ela morre é nesse episódio, e não no próximo. Nota: 8.
16/94 – Este Corpo – Sério, daria para escrever infinitamente aqui só sobre esse episódio. É quase perfeito, e se fosse de uma série atual teria 9.8 ou 9.9 no IMDB, certeza. 9.7 é uma nota injusta. E isso que considero esse o segundo melhor da série, atrás apenas do Once More, With Feeling. Mas no IMDB está como terceiro, atrás também do Hush, o que para mim é meio inexplicável, já que The Body é muito melhor. Bem, trás talvez uma das cenas de morte mais realistas já vistas nas telas. Não que realismo deva ser regra em produções, mas aqui a proposta foi exatemente essa e foi executada de forma perfeita em todos os detalhes. E é essa ideia que trás o impacto do episódio. Buscou-se que a morte da mãe da Buffy realmente impactasse e para isso utilizaram o contraste de uma série de fantasia em que uma das personagens morre de causas naturais, e não nas mãos de um vampiro ou monstro. Só isso já é uma ideia muito boa, e terem feito a execução da forma que fizeram melhora ainda mais, sem glamour, sem cenas poéticas, sem gritos exagerados, é tudo feito de uma forma que se assemelha muito à reação de uma morte. Os planos sequências iniciais que dão a urgência e fazem com que o foco fique em toda aquela situação. Depois temos ângulos cheios de significado que precisariam de uma análise visual, portanto não vou ficar comentando aqui. Aí temos falas perfeitas, os diálogos de Buffy no telefone, com Giles, com os enfermeiros, e tudo isso executado com uma atuação perfeita da Sarah Michelle Gellar, digna de um Emmy (que jamais ganharia, já que Buffy era uma série inafanto-juvenil). E isso eu estou falando apenas dos 10 primeiros minutos do episódio. Aliás, olhei aqui e esses são na verdade os CINCO primeiros minutos. Juro, achava que essa cena durava quase um terço do episódio, mas ela é bem curta, para verem o quanto é impactante. Aí temos mais diálogos inspiradíssimos, com a reação de cada um com a perda, Willow confusa, se atendo a futilidades para evitar pensar na real situação, Xander procurando algo para culpar, para tentar justificar e suportar a situação (e, no fim, não temos culpados) e Dawn, vivendo sua vida de forma bem adolescente quando é interrompida de súbito com a notícia. Temos o pensamento da Buffy, imaginando sua mãe ainda viva e com tudo dando certo, pensamento bem realista também, quando perdemos alguém é o tipo de flash que passa na mente, e a forma como ela pensa nele de novo quando o médico fala que não havia nada que ela pudesse fazer é emblemático, é a aceitação. O diálogo de Buffy com a Tara é muito bom também. O episódio também não abandona o humor típico da série, embora aqui ele ocorra de forma bem sutil, como a Anya guardando a blusa ou o corte com a Dawn chorando. E, na minha visão, o episódio tem apenas dois defeitos dignos de nota (enquanto Once More With Feeling, se bem me lembro, tem apenas um). Um é que a ideia da morte realista gera um episódio com um tom bem alheio ao do resto da série. Parece que foi dirigido por alguém de outro seriado, é fora do estilo do resto dos episódios (e foi dirigido pelo Joss Whedon). Como se o fato de ser tão bom é por ele ser exatamente fora do ritmo que a série nos acostumou. Mas, bem, isso não é um problema tãaaao grande, afinal no fim é um episódio que realmente vale a pena. Agora, meu primeiro pensamento quando Dawn vai ver o corpo (curiosamente, foi o primeiro pensamento da minha noiva também) foi “não vão estragar o fim do episódio com algum mosntro, não, né?”. E, bem, foi o que fizeram. O episódio realista, no fim, tem que ser um episódio de Buffy, com uma luta no fim, com ação, quase como se os realizadores não estivessem tão convictos de que o que já tinham belamente entregado seria suficiente. Agora, apenas nessa terceira vez revendo a série é que estou considerando que isso, que tinha me incomodado muito antes, não é tão grave assim. O ataque do vampiro até mantêm um pouco o tom do episódio, é um ataque com pouca trilha, lento, sem lutas espalhafatosas, embora eu ache que deveria ter sido até mais curto, aí se manteria mais fiel ao tom do episódio. E, nossa, não lembrava do corte brusco no final, muito bom também. Enfim, um dos melhores episódios da história das séries na minha opinião. Nota: 10.0
17/95 – Para Sempre – E na rebarba de um dos melhores episódios da história da televisão temos esse episodiozinho meio sem graça. Uma pontinha do Angel, a interação da Dawn com o Spike é legal, mas o episódio serve mesmo para tentar justificar o motivo de não ressuscitarem a Joyce, tendo em vista que teremos ressuscitamento na próxima temporada. É por este exato motivo, aliás, que ele acaba sendo bem importante. Até gosto da quebra da expectativa, da Dawn rasgando a foto e acaba que não vemos a Joyce ressuscitada. É um episódio necessário para as consequências da morte da Joyce e acho que é a melhor execução que eles poderiam fazer, mas, mesmo assim, não é um episódio tão bom, e olha que eu até tinha gostado bastante das duas primeiras vezes que eu vi. E só eu que fiquei com dó da cobrona de três cabeças? Estava de boa no seu ninho e perdeu dois ovos a troco de nada. Nota: 8.
18/96 – A Intervenção – Lembrava como se a Robôbuffy aparecesse mais, já deram fim nela? E no fim o Spike fez essa bizarrice de robô mas pelo menos manteve a boca fechada e saiu (justamente) como herói. Todo estropiado, mas foi herói e ainda ganhou um beijo da Buffy. Já a trama da Buffy não é muito interessante mesmo. Digo, certeza que só queriam um pretexto para que ela não estivesse na cidade para ter a trama da Robôbuffy mas poderiam ter preenchido com algo melhor. Sério que o retiro das caçadoras é do lado de Sunnydale? Nota: 9.
19/97 – Amor Violento – A briga da Willow com a Tara não foi tão legal, mas a trama da Buffy com a Dawn eu gostei, dá as mostras de como vai ser a relação das duas e a Buffy tendo que bancar a dona da casa. Tara ficando louca foi trágico também, resultando no bom gancho no fim do episódio. Nota: 8.
20/98 – A Espiral – Esse episódio é bem tenso. A cena da perseguição no trailer é muito boa, uma das melhores de ação da série. E os personagens sitiados e indefesos é uma parte muito boa também. A parte que o cara lá do Prison Break conta sobre e a Glory e a Chave é meio longa e expositiva, mas acho que era necessária para sabermos mais sobre as personagens. Nota: 9.
21/99 – O Peso Do Mundo – Espisódio bem fraquinho, difícil eu considerar um episódio da série como desnecessário, mas esse daqui se enquadra. O trecho da Dawn com a Glory/Ben é longo e sem graça, só uma enorme falação que no fim não serve de nada. Willow na cabeça de Buffy também não trás nada de tão interessante, o papo sobre desistir nem foi tão legal assim. Nota: 7.
22/100 – O Dom – Um dos melhores episódios da série. Sério, não seria nenhum absurdo se tivesse terminado aqui, seria um final redondinho justo no episódio cem. Xander e Anya casados, Giles aposentado do trabalho de Guardião com sua lojinha, Willow e Tara juntas cuidando da Dawn e Buffy descobrindo que seu “gift” ser a morte significa o sacrifício dela para que seus amigos continuem vivos e bens. Fecharia muito bem, mas ao mesmo tempo seria um pecado pois ficaríamos sem a Dark Willow, o Once More With Feeling (melhor episódio da série) e diversos outros bons momentos que a série entregaria. Inclusive, vemos Buffy morrer mas não gera tanto impacto já que sabemos que ela com certeza vai ser ressuscitada na próxima temporada. E, sim, isso enfraqueceu esse episódio para mim quando vi dá primeira vez e não gostei tanto. Mas, quando vemos a forma genial como tratam a Buffy ressuscitada na próxima temporada vemos o motivo dessa série ser diferenciada e o sacrifício de Buffy soa bem diferente, não é só uma apelação do roteiro, é algo que vai ser usado como recurso roteirístico para tratar de depressão. E, então, quando vi o episódio pela segunda vez (e agora pela terceira), considera o terceiro melhor da série. Once More e The Body em primeiro e segundo, esse em terceiro. Bem, temos mais uma cena do Giles retomando ações de quando ele era o Ripper, algo que ele faz pontualmente ao longo da série, ninguém vê, não é citado, não tem desenvolvimento (um dos poucos pontos baixos da série, embora a cena dela matando o Ben, isoladamente falando, é boa). A ação é ótima, a torre, a batalha com todos os personagens, Buffy descendo o cacete na Glory, a cena de Buffy se sacrificando, o DRAGÃO voando do nada, e, claro, Spike sendo um completo inútil, apanhando para um demônio velho e sem nada de demais. Enfim, um dos grandes episódios da série. Nota: 10.0.
Nota da Temporada: 9.7.
Sangue de Pantera
3.7 109 Assista AgoraInfelizmente tenho uma lacuna em minha filmografia de terror. Vi muito pouco dos filmes do gênero lançados nos anos 1930 e 1940. Dessa época assisti muito foram os musicais e só. Então, por mais que dizem que esse daqui foi visionário, sempre fico meio assim com esse tipo de afirmação sem que eu tenha visto por conta própria. Se minha experiência estiver correta, o filme considerado visionário foi na verdade o que popularizou uma ideia, e não quem a criou. Esse daqui é dito que foi um dos principais influenciadores para o terror psicológico, inclusive muito antes desse subgênero ser mais frequente.
O motivo para isso é claro. O filme é quase todo sugestão, a ponto de quase ficar moroso em alguns momentos pontuais. Entretanto, possuiu algumas cenas mais para o final que são muito boas na tensão, inclusive a cena da piscina, que é um absurdo que seja tão pouco falada, talvez seja uma das melhores em matéria de terror antigo.
Tem também aquele que é considerado um dos primeiros jumpscares. Aparentemente foi intencional (não consegui confirmação sobre isso após uma breve pesquisa), e, embora importante, ainda está meio distante do jumpscare moderno.
Nota: 8.8.
Succession (2ª Temporada)
4.5 242 Assista AgoraEmbora bem superior, ainda achei essa temporada bem próxima à primeira em questão de estilo. Tenta ser mais episódica, dando longos saltos temporais e retratando situações mais específicas em cada episódio. A primeira metade da temporada é muito boa, mas dá uma caída na minha opinião (principalmente depois que a Rhea entra, mas não creio que tenha sido por culpa dela), recobrando a alta qualidade no seu final. Roman aqui está até mais aceitável, a gente vê que o cara teve o psicológico moído. Kendall está um zumbi beta capacho do pai, foi destrúido depois de tentar enfrenta-lo. Que o Logan não prestava já sabíamos, mas aqui vemos mais suas ações para entender os motivos de que ele realmente não presta. Shiv está a pior dos três na minha opnião, sedenta de poder. E temos Connor, o inútil, só com sua trama de ser presidente e do teatro. Tom acaba sendo o personagem mais interessante na minha opinião, junto com o Kendall. Greg, que parecia ser legalzinho, está claramente sendo consumido pelas podridões. Enfim, a série é bem dosada na questão de sua proposta de dramédia, com vários momentos muito bem escritos.
1 – The Summer Palace: No meu comentário da primeira temporada escrevi que “achei que os episódios tinham pouca coesão entre si, não se citavam muito e de episódio para episódio sempre tinha um salto temporal grande”. Posi bem, esse primeiro episódio da segunda temporada faz o contrário e praticamente nem parece que mudamos de temporada. Quase não teve salto entre uma temporada e outra e os eventos do episódio anterior são direta e vastamente citados aqui, quase como se tivem sido gravados juntos. Um episódio legal, mas ainda meio morno. Nota: 8.
2 – Vaulter: Gostei bastante desse episódio. Desenvolve bem o Kendall, cara está quase um zumbi pela culpa, decepção e drogas. Ele loucão na festa da casa do Greg. O cara simplesmente agiu fazendo canalhice com a empresa que ele gostava a mando do pai e ainda saiu sendo culpado. Ótima reviravolta. O diálogo do Tom no setor das mídias (e o do Greg também) muito bons. E desenvolve mais o relacionamento Shiv e Tom e a própria Shiv também. Primeira briga entre os dois que vimos na tela. E, reparem, no início do episódio temos um Tom super empolgado por sua promoção e nesse momento querendo fazer amor com Shiv, o que ela prontamente recusa e ele deixa por isso mesmo. No fim do episódio, depois de humilhar Tom e prestes a ser CEO, além de ter parado de trabalhar com Gil, Shiv está por cima e nesse momento ela resolver “coisar” com o Tom, o que ele aceita. Ela não o considera atraente quando ele é poderoso, e sim quando ele está por baixo dela. Algo sutil e bem escrito. Sério, esse episódio merecia melhor nota. Agora, qual foi a do Kendall roubando pilhas e jogando fora? Nota: 9.
3 – Hunting: Episódio legal. A trama do Greg morrendo de medo é muito boa. O vídeo do Connor também é hilário. O retiro de caça em que os caçadores ficam praticamente parados e só abatem os bichos que já tinham sido pegos e são soltos na frente deles é significativo. E a cena do jantar demonstra muito bem como poderosos podem fazer coisas sem sentido mas que aceitam por ser poderosos, na cena em que imitiam porcos, se humilhando pois Logan é quem tem poder e pode determinar que se façam o que ele quer. Nota 9.
4 – Seria facilmente o melhor episódio até aqui, mas também gosto muito do episódio 2 dessa temporada. Sério, deviam ter mais episódios na empresa do que essa infinidade de episódios em retiros. É muita coisa acontecendo aqui. A parte do Roman no treinamento é a mais fraquinha, em alguns momentos é engraçadinha mas no geral é apenas Roman sendo insuportável. Entretanto, se bem me lembro, é aqui que começa o bizarro “relacionamento” entre ele e a Gerri. O cara metido a nazi, com a cena da entrevista com o Tom que é muito boa. A cena do Tom querendo reafirmação de que os nazis são mesmo maus, enquanto ambos usam um cara de descanso de perna. A safe room do Tom que não é safe room, demonstrando o quanto ele é descartável. A cena das águas sendo jogadas no Greg, Greg perguntando se pode chantagear o Tom. A forma banal que tratam o suicídio de um dos empregados e depois constroem vidros maiores no terraço para evitar que ninguém pule, ao invés de evitar abusar do psicológico dos funcionários, usa-se uma barreira física que indiretamente protege o ricaço filho do dono que estava com pensamentos suicidas, aparentemente. A explicação do apelido do Mo, a forma como Connor trata isso e seu discurso no funeral. Quase tudo nesse episódio basicamente é icônico, engraçado e bem escrito, nem parece que foi tudo num episódio só. Cara, lembrei ainda que é nesse episódio que tem a conversa do Kendall com a Shiv, dele chorando e admitindo que percebeu que vai ser ela, um dos melhores momentos da série até aqui. É, repensando, esse é com certeza o melhor episódio da série até agora. Nota: 9.5.
5 – Tern Haven: Esse episódio é muito bom também, seria legal que tivesse mais da família Pierce. É curioso como são dois aspectos diferentes de ricaços e a cena do jantar é hilária. O Kendall ajudando a fechar o negócio meio que sem querer foi muito bom. Aliás, a Pierce que ele começa a pegar parece que deu uma renovada no personagem. Sério, nos últimos episódios ele está meio zumbístico, de tanta pancada que estava levando o cara estava a cara da depressão. E Shiv DO CÉU, o que aconteceu com você e sua boca? Para que contar que vai ser a nova sucessora? Nota: 9.
6 – Argestes: É, Shiv parecia que não ligava taaaanto assim para a empresa, mas foi só sentir um gostinho do poder que amalucou total. Língua solta, não pode nem sentir um gostinho do poder, vai ser um Logan só que piorada. Acho que estou preferindo até o Roman para ser sucessor. E foi ele que pagou o pato, coitado, gerando a primeira ação enérgica do beta do Kendall. A tram do Tom e Greg sempre boa também, sobre o slogan e sobre a empresa estar escutando as pessoas. Muito bom como eles se dão muita importância. E no fim foi um comediantezinho stand-up qualquer que melou um negócio de milhões. Nota: 9.
7 – Return: Episódio meio nada. A interação com a mãe deles é estranha, não entendo muito essa personagem. Logan e Rhea gera uns comentário engraçados mas também é estranho. A melhor parte é o Logan se esforçando para destruir o psicológico do Kendall com força, embora eu não tenha percebido a exata razão para isso. E Shiv caiu feio, coitada. Foi ficar abrindo a boca, perdeu a sucessão. Nota: 8.
8 – Dundee: Outro episódio meio nada. Essa série tem uma coisa que acredito que seja uma quebra de expectativa ou uma tentativa de fazer algo diferente. Qualquer outro seriado (lembrie de Lost e os flashbacks intermináveis) colocaria flashbacks aqui. Um episódio se passando na cidade natal do Logan, mas não temos flashbacks ou histórias mais detalhadas sobre o seu passado. Só não vai ganhar nota 7 pelo Kendall, que entrega uma boa trama com o affair com a atriz (usa, perde a graça, e pede para outra pessoa descartar, bizarro) e também nos presenteia com a cena mais aleatória da série (L to The OG, inesquecível). Nota: 8.
9 – DC: Shiv é a pior dos 4, e olha que temos um filhotinho de Trump entre os irmãos. Ela já estava encaminhando para isso, mas manipular uma vítima de abuso para ela não depor é tenso, a Rhea não quis fazer. Embora, bem, não era exigível da Rhea fazer algo, já que não é a herança dela em jogo. Inclusive, é emblemática essa questão do Cruzeiro e como nenhum membro da família parece sentir qualquer coisa sobre isso, é sempre visto do ponto de vista das consequências para a imagem da empresa. A parte do Roman refém é engraçadinha e só. Nota: 9.
10 – This Is Not For Tears: Ótimo episódio, mas ainda fico com o episódio 4 como o melhor da série até aqui. Ele quebra a expectativa de um final de temporada em DC, inclusive com a cena do Greg, que começa a depor mas depois corta e não temos nem ideia do seu depoimento. Aliás, vemos apenas trechos do depoimento do Tom e do Kendall. Um foi mal, outro ótimo, mas justo aquele quem foi ótimo e quem vai pagar o pato no final. E, bem, não seria justo que Tom pagasse no final, e sim o próprio Logan e a Gerri, que sabia de tudo e inclusive tinha impedido Tom de contar tudo. E, sério, não aguento o Tom, o cara é o maior beta de todos e se acha o centro de tudo. Apesar de que, tenho a sensação de que realmente acessoram mal ele de propósito em DC, para já colocá-lo pagando o pato. E é o que aconteceria se não fosse o pedido de Shiv. Aliás, mesmo que eu goste mais do episódio 4, as duas melhores cenas de série até aqui estão nesse episódio. O final de temporada bombástico em que o Kendall resolve tomar uma atitude depois do pai dele falar que para o beta não sobra nada (não utilizou esses termos, por óbvio) e a cena do Tom e da Shiv conversando na praia e ele falando sobre ter que decicir qual vai ser a coisa que vai deixa-lo mais infeliz (ao invés de desfrutar do relacionamento aberto... brincadeira kkkkk). O conceito dos caras, em plena crise, passarem esse período em um iate é emblemático também, ainda mais se considerarmos o contexto de que alguém ali vai ter a “cabeça cortada”, dando um bom constraste. A cena da discussão sobre quem vai ser sacrificado é boa também. Nota: 9.
Média: 8,75.
Nota da temporada: 9.1.
Bugonia
3.6 447 Assista AgoraFalei que não ia assistir mais nenhum dos concorrentes a melhor filme já que estou achando esse ano bem fraco (vi Uma Batalha Após A Outra, Pecadores e Marty Supreme), mas resolvi dar uma chance à Bugônia, já que é do Yorgos Lanthimos e eu até gostei dos filmes dele que eu vi (Dentes Caninos, Cervo Sagrado e Pobres Criaturas). E, bem, dos que eu vi dele acaba sendo o pior, só decepção nesse Oscar para mim.
Gostei muito da atuação da Emma Stone. Gostei do tema, tem diálogos interessantes, as dinâmicas entre Stone e Plemons são interessantes, algumas cenas mais estilísticas (e pontuais) do diretor também são legais. E, como disse, pontuais, ao invés do surto estilístico de Pobres Criaturas.
Alías, senti falta do clima que o diretor criou tão bem em Cervo Sagrado e Dentes Caninos. Aquela sensação de estranheza e desconforto, sufocante ao extremo, junto com a fotografia dessaturada. Aqui não temos esses elementos, o que não tem muito sentido, já que é um filme com temática de terror, diferente de Pobres Criaturas.
Assim, nesse quesito, me decepcionou bastante, já que uma trama dessas tinha potencial bem maior nas mãos do diretor. Agora, decepção mesmo é o final.
. Sério, no momento que sequestraram a personagem e falaram que ele era um E.T. já falei comigo mesmo “por favor, que a reviravolta não seja que ela é mesmo um E.T.”. E, bem, essa é a reviravolta, infelizmente.
Digo, nosso protagonista não presta. Fica meio que entendido que ele não bate bem e está buscando uma vingancinha pela situação com a mãe dele. Os motivos são pessoais, e não para salvar o planeta (que É PLANO, deve ter alguma explicação para isso). E, no fim, devíamos ter torcido para ele conseguir a reunião e salvar o planeta.
E a lição final do filme acaba sendo confusa por causa dessa reviravolta. Sério, essa reviravolta complica (queria dizer estraga, mas ficaria muito drástico) demais o desfecho do filme. Então a humindade realmente não possui salvação pois está na nossa própria genética ser destrutivo e, portanto, o único jeito de salvar o planeta é dizimar a humanidade. Simplesmente não tem outra forma e é isso.
A menos que eu tenha deixado de perceber alguma coisa.
Nota: 8.3
Pânico 7
2.7 390 Assista AgoraEsse filme meio que prova o ponto do meu cometário em Pânico 5. As pessoas reclamam de falta de criatividade, mas gostam dos filmes que são mais do mesmo e desgostam dos que seguem caminhos pouco usais (Star Wars VII e VIII meio que já provavam isso).
Tenho CERTEZA que se o Stu fosse um dos assassinos no final, algo mais palatável que dois personagens pouco importantes, teríamos notas melhores
Bem, é um filme da franquia Pânico, então lá vou eu fazer um comentário gigantesco que ninguém vai ler.
Considero esse daqui o quarto melhor da franquia, na frente das partes 3, 5 e 6, embora esteja bem próximo de nota da sexta parte na minha opinião. Resumindo a franquia, O 1 zoava os slashers oitentistas, o 2 as convenções das continuações, o 3 o fechamento de trilogias, o 4 a onda de remakes da época, o 5 as “requels”, em que se continuava o original, o homenageando e remakizando enquanto insere novos elementos para continuações e o 6, bem, é o 6. Ele meio que refazia os passos do segundo Pânico, e citava levemente os chamados “pós-horror”, mas tinha bem pouco de metalinguagem, não no mesmo nível dos outros filmes da franquia. Apontei isso no meu comentário e, inclusive, o perdoei por isso, já que são poucas partes 6 que existem, além do que não temos tidos novos slashers atualmente para serem referenciados no filme.
E, chega a ser curioso que essa parte 7 tem sido muito criticada por supostamente não ter o mesmo nível de metalinguagem que o resto da franquia, fazendo-a soar desnecessária. Digo, minha memória pode estar me enganando, mas ele tem mais metalinguagem que a parte 6.
Quero dizer, a franquia Pânico não é só sobre metalinguagem, é também, basicamente, a ideia de discutir a narrativa enquanto a subverte clichês ou os mantêm. Bom, isso não deixe de ser matalinguístico também, mas é um metalinguístico mais implícito. O filme não faz só apontamentos diretos para as conveniências da narrativa, mas as subverte sutilmente, e talvez isso não tenho sido percebido.
E, é difícil ter o que apontar como metalinguagem aqui pelo mesmo motivo que a parte 6. Não temos um grande movimento do terror para ser inspiração, não temos um padrão de continuações “parte 7” para serem seguidas as conveniências. Filmes que chegam em continuações tão altas no geral já chutaram o balde, mas não acho que teremos um “Pânico – Ghostface Ataca no Espaço” ou um “Ghostface Vai ao Inferno” ou “Ghostface: In The Hood”, embora, sinceramente, a franquia Pânico, por sua natureza metalinguística, tenha salvo conduto para fazer isso. No fim, o filme se agarra ao conceito de retcon, mesmo não tendo exatamente sentido isso já que não é nenhum movimento atual, e mesmo isso é bem pouco usado.
No macro, o filme tem um roteiro inteligente, naquilo que é sobre o mistério de quem é o Ghostface (com algumas escorregadas). Já os diálogos são muito ruins, credo. É um dos pontos baixos do filme. Sim, tem um desenvolvimento razoável sobre o relacionamento da Sid com sua filha, o tratamento dado à nova personagem é legal no geral, mas os diálogos são ruins mesmo assim.
Sério, difícil acreditar que Kevin Williamson que com certeza já tem mais de 30 anos de carreira escreveu diálogos tão fracos. Os diálogos do primeiro Pânico, por exemplo, eram até bons. E, o mais engraçado é que durante o primeiro ato do filme eu estava pensando comigo mesmo: “quando é que vão trazer o Kevin Williamson de volta para ver se ele dá um jeito nessa franquia?”. Aí quando subiram os créditos e eu vi que ele não era só roteirista como diretor eu falei “oxi” kkkkk.
Mas, por mais que no início eu não estivesse gostando, achei o segundo e terceiro atos muito bons. Esse daqui tem uma cena incial bem fraca, de memória acho que só a do terceiro é pior, e, bem, as cenas iniciais costumam ser o ponto alto dos filmes da franquia (a do cinco foi a única além das que citei que também foi fraquinha).
Mas, pelo menos,
no resto da condução o filme toma rumos que tentam fugir do lugar comum, do padrão narrativo da franquia. Mata os personagens sem pudor, inclusive as mortes dos suspeitos ocorrem em sequência e logo após eles serem apontados como suspeitos. Entretanto, ao mesmo tempo, essa parta acaba sendo meio fraca já que os gêmeos simplesmente agiram de forma totalmente sem sentido com quem deveria ser especialista. Digo, eles foram totalmente responsáveis pelo massacre que aconteceu já que reuniram todo mundo, seguindo exatamente a cartilha do assassino.
Mas, pelo menos, esse daqui tem as melhores sequências de assassinato, perseguição, tensão, originalidade, criação de clima, bem superiores aos das partes 5 e talvez da parte 6. Além disso as mortes foram muito boas, das melhores da franquia. A da máquina de cerveja é oitentismo puro.
Consegui, alías, descobrir um dos assassinos, o doutor. Estava claro para mim que não trariam Stu de volta, então a história dele só poderia ser mentira. Já a outra assassina fizeram a mesma coisa da parte 5 e colocaram a personagem mais sem graça, tinha até esquecido dela, que aí a gente nem desconfia.
Agora, sobre a motivação. As motivações da franquia sempre foram meio ruinzinhas, forçadas (acho que a do 4 é a melhor, de memória), mas a dessa parte 7 é complicada. Por um lado gosto da criatividade, da subversão, de que os assassinatos não são necessariamente relacionados à Woodsboro, a parentes do passado, ao filme Facada e sim a um dos livros da Sid que mal são citados. Boa a quebra do padrão mas, por outro lado, a motivação acabou ficando meio confusa, forçada. E o doutor lá ficou sem motivação, nem se explicou. Poderiam ter colocado ele como parente do Stu ou algo do tipo, sei lá.
Bem, Pânico 2 casa com Pânico 6, o 5 com o 1, esse aqui deveria casar com Pânico 3, fechando uma nova trilogia. Mas, sabemos as tretas que rolaram nos bastidores, então não puderam continuar as histórias das personagens da parte 6. O 7 fecharia esse arco e provavelmente casaria com a parte 3, fazendo metalinguagem com fechamento de trilogias.
Como não puderam fazer isso, acho que esse motivo acabou sendo outro para que as notas do filme não fossem tão boas pois, querendo ou não, por ele não continuar a trama que vinha sendo contruída nas partes anteriores, ele acaba sendo meio vazio, meio desnecessário.
No fim, gostei da experiência, tem boas ideias, boas quebras de conveniência, boas cenas de terror, tem o Hiram Lodge, tem referências à tecnologias contemporâneas (o 5 era fraco nisso, o 4 o fazia muito bem também) mas tem diálogos bem ruins, um primeiro ato sem graça. E, outro ponto que achei negativo, JÁ DEU de ficar referenciando os assassinatos do primeiro filme. Uma referência ou outra tudo bem, mas a primeira cena fica jogando o primeiro filme todo na sua cara de novo passo a passo a um nível exagerado. Embora eu tenha gostado da referência com os personagens dos filmes anteriores, inclusive tocando o tema do Dewey, essa cena foi legalzinha.
No fim, achei o melhor desde a parte 4, mas pelo jeito foi só eu mesmo.
Nota: 8.4.