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Outros títulos
A Man Escaped - Estados Unidos da América
Sinopse
Baseado na história do ativista da resistência francesa Andre Devigni, que acaba preso durante a ocupação alemã na França e é condenado à morte. O que alimenta sua esperança é a preparação de um plano para fugir do seu destino.
Minha nota para esse filme está flutuando um pouco. Quando terminei pensei na faixa de 8.0, depois 9.0, voltei para 8.0 e agora volta para a faixa 9.0. Acho que vou em um meio termo. Digo, em si o filme é muito bom, toda a situação de fuga (tem algum filme de fuga de prisão antes desse ou ele foi o primeiro¿), a inventividade e paciência do protagonista, a proposta mais minimalista e mais “vazia”, com pouca trilha sonora, é algo interessante. Maaaaaas, quando pensamos nisso, o filme meio que “mata” seu potencial. Quero dizer, qual o sentido de se esforçar para o filme ser “amotivo” quando o que normalente queremos quando vamos assistir algo é emoção¿ Pensa num potencial desperdiçado, de quanto a cena final poderia ser tensa, por exemplo. Mas, essa não é a proposta do filme, que, inclusive, possui spolier em seu título (que é o mesmo título do livro). Eu até tinha pensado que era um daqueles casos de traduções bizarras que eram bem comuns nos títulos brasileiro antigamente, mas esse também o título original mesmo. Agora, qual é a dessa narração? Sério, por qual motivo Bresson pode enfiar narração à rodo, mesmo quando não é necessária, mas Nolan botar algum personagem explicando algum conceito é algo expositivo e ruim? Juro, não costumo entender essas padronizações da crítica, que quer colocar algumas situações cinematográficas como ruins, mas depende. Quando Nolan é supostamente expostivo (e o é pois é necessário para sua narrativa) é visto como algo ruim, mas quando algum diretor europeu faz não tem problema. Eu até defendo esse tanto de narração nesse filme, mas se é um filme de Hollywood iam chamar de adaptação preguiçosa do livro. Nota: 8.6.
O que me incomodou foi o voice-over contando tudo o que estávamos vendo em tela. Quando trazia informações adicionais, funcionava. Agora, quando era apenas uma descrição da ação, isso, para mim, perdia o sentido.
Entretanto, gostei da experiência. Cinema sucinto, intimista e que nos coloca ao lado do personagem. A câmera não fica cortando, num vai e vem, uma mesma ação.
Foi minha primeira experiência com Bresson. Irei atrás de outras obras dele.
Prenderam um homem com inteligência, paciência, esperança e coragem de sobra haha! Interessante que filmaram na mesma prisão onde ele escapou e a rota que eles atravessam no final do filme é parte da rota real que levou Devigny à liberdade. É quase um documentário. Muito bom!
Um Condenado à Morte Escapou é o terceiro filme do Robert Bresson que assisto (os outros dois foram Mouchette, a Virgem Possuída e O Dinheiro) e o que dá para notar é que Bresson se apoia na ausência da exteriorização das emoções (tornando tudo muito mais apático e depressivo) e também no uso constante do minimalismo. Um Condenado à Morte Escapou em teoria é um filme simples, mas não simplório. Fontaine é um agente francês preso durante a ocupação nazista que se recusa a aceitar o destino dado a ele pelos nazistas, seja a prisão ou até mesmo a morte. Ele quer fazer o próprio destino e para conseguir tal feito se apoia totalmente na inteligência e na perseverança. Tempo ele tem. Só não sabe até quando... Um dos pontos fortes do filme é a sensação de incerteza/insegurança sentida pelo protagonista. A fragilidade da vida humana (principalmente pelo contexto de ser um prisioneiro e de estar cercado por outros prisioneiros que estão próximos, mas distantes ao mesmo tempo e que repentinamente deixam de existir) é um tema recorrente na obra. Fontaine é ferido no começo do filme e sua camisa ensanguentada permanece manchada até o final, como um lembrete de sua mortalidade. Outro aspecto muito interessante é que os oficiais nazistas são como forças invisíveis, sem faces ou identificações, porém numerosos e onipresentes. Não existe um lugar da prisão que seja totalmente seguro. Todo o planejamento de fuga é muito engenhoso e a estratégia se faz presente do começo ao final. É um grande filme, sem dúvidas. Para quem gostou, eu recomendo A Um Passo da Liberdade, outro filme francês sobre fuga de prisão que é ainda melhor.
Minha nota para esse filme está flutuando um pouco. Quando terminei pensei na faixa de 8.0, depois 9.0, voltei para 8.0 e agora volta para a faixa 9.0. Acho que vou em um meio termo. Digo, em si o filme é muito bom, toda a situação de fuga (tem algum filme de fuga de prisão antes desse ou ele foi o primeiro¿), a inventividade e paciência do protagonista, a proposta mais minimalista e mais “vazia”, com pouca trilha sonora, é algo interessante. Maaaaaas, quando pensamos nisso, o filme meio que “mata” seu potencial. Quero dizer, qual o sentido de se esforçar para o filme ser “amotivo” quando o que normalente queremos quando vamos assistir algo é emoção¿ Pensa num potencial desperdiçado, de quanto a cena final poderia ser tensa, por exemplo.
Mas, essa não é a proposta do filme, que, inclusive, possui spolier em seu título (que é o mesmo título do livro). Eu até tinha pensado que era um daqueles casos de traduções bizarras que eram bem comuns nos títulos brasileiro antigamente, mas esse também o título original mesmo.
Agora, qual é a dessa narração? Sério, por qual motivo Bresson pode enfiar narração à rodo, mesmo quando não é necessária, mas Nolan botar algum personagem explicando algum conceito é algo expositivo e ruim? Juro, não costumo entender essas padronizações da crítica, que quer colocar algumas situações cinematográficas como ruins, mas depende. Quando Nolan é supostamente expostivo (e o é pois é necessário para sua narrativa) é visto como algo ruim, mas quando algum diretor europeu faz não tem problema. Eu até defendo esse tanto de narração nesse filme, mas se é um filme de Hollywood iam chamar de adaptação preguiçosa do livro.
Nota: 8.6.
O que me incomodou foi o voice-over contando tudo o que estávamos vendo em tela. Quando trazia informações adicionais, funcionava. Agora, quando era apenas uma descrição da ação, isso, para mim, perdia o sentido.
Entretanto, gostei da experiência. Cinema sucinto, intimista e que nos coloca ao lado do personagem. A câmera não fica cortando, num vai e vem, uma mesma ação.
Foi minha primeira experiência com Bresson. Irei atrás de outras obras dele.
Prenderam um homem com inteligência, paciência, esperança e coragem de sobra haha!
Interessante que filmaram na mesma prisão onde ele escapou e a rota que eles atravessam no final do filme é parte da rota real que levou Devigny à liberdade. É quase um documentário. Muito bom!
Um Condenado à Morte Escapou é o terceiro filme do Robert Bresson que assisto (os outros dois foram Mouchette, a Virgem Possuída e O Dinheiro) e o que dá para notar é que Bresson se apoia na ausência da exteriorização das emoções (tornando tudo muito mais apático e depressivo) e também no uso constante do minimalismo. Um Condenado à Morte Escapou em teoria é um filme simples, mas não simplório. Fontaine é um agente francês preso durante a ocupação nazista que se recusa a aceitar o destino dado a ele pelos nazistas, seja a prisão ou até mesmo a morte. Ele quer fazer o próprio destino e para conseguir tal feito se apoia totalmente na inteligência e na perseverança. Tempo ele tem. Só não sabe até quando... Um dos pontos fortes do filme é a sensação de incerteza/insegurança sentida pelo protagonista. A fragilidade da vida humana (principalmente pelo contexto de ser um prisioneiro e de estar cercado por outros prisioneiros que estão próximos, mas distantes ao mesmo tempo e que repentinamente deixam de existir) é um tema recorrente na obra. Fontaine é ferido no começo do filme e sua camisa ensanguentada permanece manchada até o final, como um lembrete de sua mortalidade. Outro aspecto muito interessante é que os oficiais nazistas são como forças invisíveis, sem faces ou identificações, porém numerosos e onipresentes. Não existe um lugar da prisão que seja totalmente seguro. Todo o planejamento de fuga é muito engenhoso e a estratégia se faz presente do começo ao final. É um grande filme, sem dúvidas. Para quem gostou, eu recomendo A Um Passo da Liberdade, outro filme francês sobre fuga de prisão que é ainda melhor.
Assistido em 17/10/2024.
"O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito."
João 3:8