Uma expedição formada por corajosos homens vai para o satélite da Terra, onde encontra seres nada amistosos, são capturados e devem fugir para retornar ao nosso planeta.
1. Criação. Desde o início da humanidade,o ser humano tem certa curiosidade em relação ao universo e tudo que o cerca. Lançado em 1865,por Júlio Verne,o livro é o seu maior sucesso e antecipou a ida do homem á lua em quase cem anos. Méliès,outro visionário não esperou muito e fez a adaptação e nos mínimos detalhes temos um dos maiores sucessos de sua carreira e do cinema. Não há ninguém na face da terra que não conheça a famosa imagem da lua sendo atropelada pelo foguete. A famosa imagem foi a primeira coisa feita por Méliès para o filme,o diretor utilizou vários elementos na face do ator e a melhor combinação foi gesso e muita maquiagem branca. Edison ficou milionário com cópias piratas que mandou alguns de seus agentes roubarem na França.
2. Trama. Méliès já tinha utilizado muito dessas técnicas apresentadas aqui em alguns dos seus filmes anteriores. Os truques de mágica,a ficção com elementos estranhos,o sonho do ser humano em descobrir outros rumos e até mesmo outros filmes que trazia a lua como o elemento principal de seus contos. "Viagem à Lua" só é um aperfeiçoamento do diretor em realizar tudo aquilo que queria antes. O diretor não tinha orçamento para o filme na época,pensou até em adiar,por conta de meses antes tendo gastado dez mil francos para dirigir outro sucesso de sua carreira: "Robinson Crusoe" de 1902. Com recursos franceses,foi encorajado a fazer o novo filme,que também custou dez mil francos,Méliès pegou um empréstimo pra isso acontecer. O filme diverte por conta dos velhos personagens engraçados e curiosos que o diretor sempre valorizava. Os efeitos visuais foram um dos mais inovadores para a época,Méliés chegou a utilizar muita maquete e objetos em miniatura para criar os cenários. Existe até umas sequências mais curiosas que o normal,mas muito comum para a época do cinema. Uma delas são os tripulantes dormindo e todos utilizando seus cobertores e a cena da chuva na lua é ainda mais divertida.
3. George Méliès. Como foi dito antes,o diretor já tinha planos de realizar esse filme muito antes,mas a falta de dinheiro o barrou por muitos anos. Lançado em 1902,o diretor faturou bastante com esse trabalho,mas por conta das cópias piratas de Thomas Edison,o diretor não conseguiu todos os direitos possíveis e em 1910 o diretor faliu totalmente e assim deixou de dirigir filmes,passando o resto da vida vendendo brinquedos numa pequena loja na França.
"Viagem à Lua" continua sendo um dos grandes exemplos clássicos de que o cinema não necessita de histórias estrondosas ou filmes repletos de efeitos visuais caríssimos para tentar impressionar. É algo mágico e atiça todos os sonhos do espectador.É impossível ficar em frente à tela e não se sentir como uma criança assistindo e muito mais que isso,poder ter o privilégio de acompanhar o nascimento de uma das maiores obras do início do cinema.
>Projeto Zerando o Cinema - Revisto em 30 de Setembro de 2026
Que delícia ter acesso a uma obra prima como essa. A primeira ficção científica do cinema, com todas as características da época. Eu acho sensacional ver o trabalho daquela época, os cenários teatrais feitos a mão, a câmera estática, os "efeitos especiais". Mais interessante ainda é ver, que a história que vemos nessa obra, continua sendo uma das curiosidades do homem atual, e perceber que, em contato com o diferente, continuamos violentos como sociedade.
Entender a importância histórica pro cinema é fácil. Mas o que realmente me surpreendeu foi perceber como mais de 120 anos depois... ainda funciona!
Esperava assistir apenas a uma curiosidade do início do cinema, mas encontrei uma obra criativa, divertida e extremamente inventiva. Tem muita influência do teatro: atuações exageradas, cenários pintados e uma encenação característica. Mesmo assim, Méliès transforma tudo isso em magia, mostrando que ele estava a frente do seu tempo nos efeitos (o fato dele ser ilusionista ajudou, claro).
A narrativa é simples, mas completa. Começo, meio e fim. Ponto.
E uma curiosidade talvez não intencional: o Homem sendo o Homem. Um grupo parte para explorar um lugar desconhecido, encontra uma civilização diferente e reage com violência, deixando um rastro de destruição antes de retornarem como heróis. Achei impossível não enxergar um paralelo com a colonização e com a forma como o ser humano frequentemente encara o desconhecido. Fora o fato de colocarem mulheres somente como um "alívio sexy e embelezador" nas telas... já naquela época.
Por fim, mais de um século depois, continua sendo uma experiência encantadora. Não apenas por sua importância histórica, mas porque ainda desperta a sensação de assistir a um truque de ilusionismo transformado em cinema.
1. Criação.
Desde o início da humanidade,o ser humano tem certa curiosidade em relação ao universo e tudo que o cerca. Lançado em 1865,por Júlio Verne,o livro é o seu maior sucesso e antecipou a ida do homem á lua em quase cem anos. Méliès,outro visionário não esperou muito e fez a adaptação e nos mínimos detalhes temos um dos maiores sucessos de sua carreira e do cinema. Não há ninguém na face da terra que não conheça a famosa imagem da lua sendo atropelada pelo foguete. A famosa imagem foi a primeira coisa feita por Méliès para o filme,o diretor utilizou vários elementos na face do ator e a melhor combinação foi gesso e muita maquiagem branca. Edison ficou milionário com cópias piratas que mandou alguns de seus agentes roubarem na França.
2. Trama.
Méliès já tinha utilizado muito dessas técnicas apresentadas aqui em alguns dos seus filmes anteriores. Os truques de mágica,a ficção com elementos estranhos,o sonho do ser humano em descobrir outros rumos e até mesmo outros filmes que trazia a lua como o elemento principal de seus contos. "Viagem à Lua" só é um aperfeiçoamento do diretor em realizar tudo aquilo que queria antes. O diretor não tinha orçamento para o filme na época,pensou até em adiar,por conta de meses antes tendo gastado dez mil francos para dirigir outro sucesso de sua carreira: "Robinson Crusoe" de 1902. Com recursos franceses,foi encorajado a fazer o novo filme,que também custou dez mil francos,Méliès pegou um empréstimo pra isso acontecer. O filme diverte por conta dos velhos personagens engraçados e curiosos que o diretor sempre valorizava. Os efeitos visuais foram um dos mais inovadores para a época,Méliés chegou a utilizar muita maquete e objetos em miniatura para criar os cenários. Existe até umas sequências mais curiosas que o normal,mas muito comum para a época do cinema. Uma delas são os tripulantes dormindo e todos utilizando seus cobertores e a cena da chuva na lua é ainda mais divertida.
3. George Méliès.
Como foi dito antes,o diretor já tinha planos de realizar esse filme muito antes,mas a falta de dinheiro o barrou por muitos anos. Lançado em 1902,o diretor faturou bastante com esse trabalho,mas por conta das cópias piratas de Thomas Edison,o diretor não conseguiu todos os direitos possíveis e em 1910 o diretor faliu totalmente e assim deixou de dirigir filmes,passando o resto da vida vendendo brinquedos numa pequena loja na França.
"Viagem à Lua" continua sendo um dos grandes exemplos clássicos de que o cinema não necessita de histórias estrondosas ou filmes repletos de efeitos visuais caríssimos para tentar impressionar. É algo mágico e atiça todos os sonhos do espectador.É impossível ficar em frente à tela e não se sentir como uma criança assistindo e muito mais que isso,poder ter o privilégio de acompanhar o nascimento de uma das maiores obras do início do cinema.
>Projeto Zerando o Cinema - Revisto em 30 de Setembro de 2026
Que delícia ter acesso a uma obra prima como essa.
A primeira ficção científica do cinema, com todas as características da época. Eu acho sensacional ver o trabalho daquela época, os cenários teatrais feitos a mão, a câmera estática, os "efeitos especiais". Mais interessante ainda é ver, que a história que vemos nessa obra, continua sendo uma das curiosidades do homem atual, e perceber que, em contato com o diferente, continuamos violentos como sociedade.
Apenas pra quem é cinéfilo.
Me surpreendeu MUITO!
Entender a importância histórica pro cinema é fácil. Mas o que realmente me surpreendeu foi perceber como mais de 120 anos depois... ainda funciona!
Esperava assistir apenas a uma curiosidade do início do cinema, mas encontrei uma obra criativa, divertida e extremamente inventiva. Tem muita influência do teatro: atuações exageradas, cenários pintados e uma encenação característica. Mesmo assim, Méliès transforma tudo isso em magia, mostrando que ele estava a frente do seu tempo nos efeitos (o fato dele ser ilusionista ajudou, claro).
A narrativa é simples, mas completa. Começo, meio e fim. Ponto.
E uma curiosidade talvez não intencional: o Homem sendo o Homem.
Um grupo parte para explorar um lugar desconhecido, encontra uma civilização diferente e reage com violência, deixando um rastro de destruição antes de retornarem como heróis. Achei impossível não enxergar um paralelo com a colonização e com a forma como o ser humano frequentemente encara o desconhecido. Fora o fato de colocarem mulheres somente como um "alívio sexy e embelezador" nas telas... já naquela época.
Por fim, mais de um século depois, continua sendo uma experiência encantadora. Não apenas por sua importância histórica, mas porque ainda desperta a sensação de assistir a um truque de ilusionismo transformado em cinema.
revisto hj 14/05/26