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Demorei para reconhecer a mão de Ben Affleck nesse roteiro e principalmente na direção, já que ele geralmente se destaca positivamente nesses quesitos, mas aqui, ficou muito aquém do que costuma ficar.
O filme promete ser muito e acaba sendo nada, não funciona como drama familiar, como suspense, como crítica social e ainda não consegue construir a tensão necessária para esse tipo de filme.
A todo momento se espera que algo irá acontecer, uma grande reviravolta, uma revelação ou descoberta que poderá causar algum impacto, mas mesmo quando essa reviravolta acontece é fraca e mal desenvolvida.
Para completar o trabalho medíocre de Affleck nesse filme, temos mais um exemplo de sua atuação insossa e sem comprometimento, e no ato final, a sua inexpressividade torna tudo ainda pior.
O resto do elenco completamente desperdiçado, é como se todos acompanhassem a canastrice de Affleck e resolvessem entregar o mínimo possível nesse trabalho.
Filme esquecível.
Assistido em 19 de outubro de 2026.
Nota: 4/10
O filme tem uma premissa muito parecida com “A Substância”, mas tudo é profundamente pior aqui.
Em alguns momentos o filme tenta ser sensual, provocativo, em outros trabalha alguns tons dramáticos, mas a maior parte do tempo tenta ser um suspense psicológico e falha em cada um desses aspectos.
No final, descamba para um terror barato e tudo consegue ficar ainda pior.
Elizabeth Moss sempre muito competente está completamente perdida, atuando no automático e fazendo algo já visto em filmes anteriores.
Assistido em 11 de outubro de 2026.
Nota: 4/10
Eu assisti ao filme esperando ser mais uma comédia romântica como tantas outras que estão sendo lançadas atualmente, mas o filme foge completamente disso.
Quando se torna previsível que algo trágico irá acontecer, esperei o tipo de romance dramático apelativo comum, mas o filme também foge desse engessamento categórico.
É um filme de romance, mas é muito mais um filme sobre o luto e a superação dessa fase, e também sobre outros temas que se entrelaçam como recomeços, amor próprio, a solitude que às vezes é tão necessária para se reencontrar, e um reencontro acima de tudo com si mesmo.
Nesse ponto o filme é competente, consegue trabalhar com essas emoções e transmitir a mensagem que se propõe, e tem o seu viés reflexivo.
O elenco não é dos melhores, ninguém ali se destaca, e acho que faltou um pouco de dramaticidade nas atuações, isso fica mais evidente quando Margaret Qualley divide a cena com Catherine Keener, que é o nome mais competente nesse aspecto.
No geral, é um filme que tem os seus bons momentos, sofre um pouco com o ritmo e desenvolvimento da história, mas só por contar uma história desse tipo por um ângulo diferente do habitual, já se destaca em meio a tantos filmes complicados do gênero.
Assistido em 19 de outubro de 2026.
Nota: 7/10 (um tanto quanto gentil).