Amor à Flor da Pele

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Amor à Flor da Pele (2000)
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Média do filme: 4.3 de 5 — baseado em 5922 votos
MÉDIAFILMOW
4.3
5922 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Kar Wai Wong
Data de lançamento 20 Maio 2000 Outras datas
Duração 99 min (1h39)
Classificação indicativa de Amor à Flor da Pele: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos

Dirigido por

Data de lançamento

20 Maio 2000

Duração

99 minutos Classificação indicativa de Amor à Flor da Pele: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Chow Mo-Wan (Tony Leung), editor de um jornal, se muda com sua mulher para um novo prédio. Quase ao mesmo tempo, Su Li-Zhen (Maggie Cheung), uma linda secretária, e seu marido, um executivo, também se mudam para o mesmo edifício. Com seus companheiros frequentemente viajando a trabalho, Chow e Li-Zhen passam quase todo tempo juntos, como bons amigos. Eles têm muito em comum, desde compras até artes marciais. Logo, ficam chocados ao descobrir que seus companheiros estão tendo um caso. Machucados e irritados, encontram conforto em sua crescente amizade, mesmo quando resolvem não fazer o que os dois infiéis fizeram.

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Dom de Iludir | Trailer oficial

Dom de Iludir (1ª Temporada)

Comentários 1
amigos querem ver
joaope_ssantos
J. P. Silva-Santos
6 dias atrás

Embora o Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, seja indefensável, bem como o regime que instaurou no Camboja, há no filme uma igualmente indefensável romantização do período em que aquele país era governado pelo príncipe Norodom Sihanouk e em que Hong Kong era uma colônia britânica. A trilha sonora não deixa margem à dúvida: há um notório saudosismo em relação a uma parte ocidentalizada da China. Mas, como diria Caetano, tudo é cheio de muita coisa. O filme é sobre um mundo que não existe mais, um passado para o qual se olha de maneira turva e indistinta, um olhar, enfim, sobre ruínas. O final é muito benjaminiano, tão lindo quanto o filme como um todo.

feliped78405717
Italo k
2 semanas atrás

Que genial, fotografia, as cores a narrativa e a sutileza, omo o filme tem uma estrutura narrativa muito sutil e repetitiva (eles repetem os mesmos caminhos até a barraca de feno, os mesmos encontros nas escadas), a mudança do vestido e como a cor dele reage com a iluminação do ambiente é o principal relógio do espectador. É a estampa e a cor que avisam que os dias e os meses estão passando, mesmo que a rotina melancólica deles pareça estagnada, o silêncio que diz tudo e o amor que se fortalece justamente por nunca se concretizar, eternidade do "Quase": Ao não se consumar, o amor deles permanece intocado pelo tempo, pela rotina ou pelo desgaste. Ele se torna um ideal perfeito e, por isso, profundamente doloroso, a idealização de algo que ficou apenas no passado e nunca tomou vida de fato.

brunamsousa
Srta Bruna I. S.
1 mês atrás

Que filme tocante!
A primeira coisa que me chamou a atenção no filme é a sutileza com que a história é apresentada, nada é explícito, tudo é conduzido com muita sensibilidade e simplicidade. A beleza aqui está nos detalhes.
Os encontros entre os personagens são cada vez melhores e começam em pequenos esbarrões cotidianos até chegar ao ponto em que ambos se procuram.
E nesses encontros a afinidade entre eles só aumenta, assim como a conexão, a profundidade de suas conversas, de forma que deixam de ser meros vizinhos e passam a compartilhar algo maior, sendo base, apoio, amparo e um respiro aliviado de um para o outro, se tornam um lugar seguro onde podem se abrir, ser vulneráveis, sofrer, sentir, sem julgamentos.
E todo o sentimento fica subentendido entre eles, é o “não dito”, “não vivido”, “não feito” que dá o tom do relacionamento deles, mas a todo tempo ambos muito cientes do querer um do outro, porque está implícito, mas grita entre eles.
A boa dinâmica entre os protagonistas solta aos olhos, e que beleza possui a atriz Maggie Cheung, que com uma atuação delicada torna o filme ainda mais encantador.
A fotografia do filme é outro ponto a ser destacado, primorosa e estonteante.
O final é absolutamente poético, simbólico e igualmente doloroso.

“Às vezes penso no que seria se não tivesse casado.
Alguma vez pensou nisso?
Talvez mais feliz”

Eu não podia deixar de destacar esse trecho.

Assistido em 26 de agosto de 2026
Nota: 10/10

velho_cinefilo
Senhor Ivan
1 mês atrás

Um dos filmes mais detalhistas de Kar Wong. Do começo ao fim,tudo é regado por situações pequenas em que o espectador precisa estar totalmente atento para não perder absolutamente nada. Logo no início,onde temos uma mudança,já vimos a vida do futuro casal querendo se juntar,quando os ajudantes da mudança trocam objetos de casa,um pertence a ele e está sendo entregue a ela e vice-versa...O roteiro brilhantemente já se arrisca. Outra ótima questão é nunca mostrar o rosto dos parceiros reais,deixando aquela dúvida no ar,assim como o casal que está sendo traído também tem algumas dúvidas ao longo sobre seus respectivos parceiros. A partir disso tudo,o roteiro cria um jeito para que possamos torcer para o casal protagonista também se darem bem e darem o possível "troco". Mas não. Wong não entrega nada de bandeja,cria cortes secos entre um encontro e outro,encontros esses que poderiam render grandes cenas românticas do jeito que o espectador estava esperando,mas também não. É um filme que queremos mais a todo momento e temos apenas personagens machucados se consolando um ao outro. E a mágica do filme está exatamente aí. Quantas e quantas pessoas machucadas não encontraram paz um no outro e assim surge uma nova vida?

Em algum momento,ele fala pra ela: "Alguém tem que dar o primeiro passo",já indicando que ela demora bastante para expor seus sentimentos. Ele consegue com muita facilidade falar disso,ela não. Me lembrou muito de "Hiroshima,Meu Amor" nesse aspecto. Existe cenas antológicas aqui e uma delas é a cena do restaurante onde ele fala que possivelmente sua esposa está o traindo. Não temos uma palavra sendo dita,mas ainda assim,as expressões dos dois é uma aula de atuação e depois disso,saem andando numa rua solitária e triste. Outra cena memorável é sobre o ensaio dela em tentar falar com o marido. Uma cena fortíssima e carregada de sentimentalismo,somente quem viveu ou vive tal situação sabe o poder daquilo. Outra diferença entre o casal,é que ela sempre tem o desejo de partir e tem muitas dúvidas sobre o ficar. Em algum momento ela pede pra ele ir e não voltar mais e na partida,ela fica desconcertada,querendo olhar pra trás,mas continua com sua ideia mesmo com o coração quebrado. Mais na frente,ela liga pra ele e ele fala somente dois "alôs" e ela continua muda e ele desliga. Uma cena extremamente significativa também,apenas ela querendo ouvir a voz do amado para tranquilizá-la.

Maggie Cheung sempre foi uma diva e nesse filme aqui arranca suspiros. Muito por sua presença em tela,atuação fortíssima e ao mesmo tempo delicada e no mais,seus belíssimos vestidos chama muita atenção. Um desfile de lindas peças que cai perfeitamente ao seu corpo. Leung a acompanha de perto. Realiza uma atuação tranquila,um personagem que a todo momento procura entender a dor dela e em nenhum momento se aproveitar da situação.

O filme retrata um amor que vai ser pro resto da vida sobrevivendo como um amor guardado?

>Revisto em 25 de Agosto de 2026

sunevk
kate
½
2 meses atrás

o amor no silêncio.

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