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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
“Eu só acho que há essa certa suposição de que quando um homem diz a verdade, é a verdade. E quando uma mulher como eu vou lhe dizer a verdade, eu sinto que eu tenho que negociar a forma como eu vou ser percebida. Tipo, eu sinto que há sempre a suspeita em torno de mulheres verdadeiras, a ideia de que você está exagerando”.
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O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
durante séculos, mulheres foram chamadas de bruxas por conhecerem ervas, por não se casarem, por herdarem terras, por recusarem obediência, por serem velhas, por serem livres, por amarem outras mulheres, por serem inconvenientes. a fogueira nunca foi sobre o mal, foi sobre poder, especialmente o poder dos homens.
o que nos ensinaram com histórias infantis, com contos, com filmes, com advertências disfarçadas de fantasia, é que existe um preço para desobedecer. e nós aprendemos.
aprendemos a vigiar umas às outras, a corrigir o tom da outra, a julgar o corpo da outra, a decidir quem merece ser salva e quem pode ser queimada.
a divisão nunca foi natural, foi estratégia. porque mulheres juntas são ameaça, mas mulheres divididas sustentam o sistema que as oprime.
a bruxa má não é um desvio, ela é um aviso.
e a bruxa boa não é uma escolha, ela é uma adaptação.
no fim, nenhuma de nós escapou completamente, só ocupamos lugares diferentes na mesma narrativa que continua sendo escrita para nos conter e talvez o gesto mais radical não seja provar que somos boas ou ruins, mas recusar a história inteira. recusar o papel, recusar a divisão, recusar a obediência disfarçada de virtude.
e então, sim, aceitar o risco de sermos chamadas de loucas. porque toda mulher que rompe com a lógica que a domestica sempre foi chamada assim. e talvez não seja na loucura que nos perdemos, mas exatamente onde nos tornamos impossíveis de controlar.