acho que foi 60% humor e 40% terror, e quando digo terror, é mais jumpscare e algumas cenas gore. o filme facilmente poderia ser uma gameplay de escolhas:
- você escolhe entregar a encomenda ou ir para casa. - escolhe ter um filho ou não. - vai atrás da maxine ou continua no carro. - sobe até o 24º andar de escadas ou pega o elevador.
e por aí vai.
no fim, parece menos um filme de terror e mais um resident evil com quick time events, decisões questionáveis e uma quantidade razoável de sangue.
é divertido, não odiei, mas também não amei. mas, fico oficialmente no grupo de quem não gostou do final.
eu diria que é uma coisa entre dinâmica de gênero, representação queer e o imaginário do slasher dos anos oitenta.
me incomodou bastante perceber uma narrativa tão semelhante à do filme anterior da jane schoenbrun: novamente, um protagonista "solitário e socialmente deslocado", obcecado por uma franquia de terror, que acaba não apenas assistindo àquilo que ama, mas entrando, de alguma forma, para dentro dessa própria ficção. a ideia funciona, mas quando se repete, perde um pouco do efeito.
“a minha vida anda tão medíocre, tão vazia, nada é bom, nada é agradável. a propósito, venho sentindo uma coisa tão estranha ultimamente, uma espécie de pânico permanente, de angústia...”
poderia facilmente existir uma versão restaurada, e mais reconhecida. diálogos poéticos, estética gótica, uma atmosfera quase febril. um filme primoroso, deliciosamente estranho e melancólico, como se a própria imagem estivesse assombrada.
getro, novamente certeiro nas indicações de filmes pesados e perturbadores.
o tema abordado é muito interessante, principalmente hoje em dia com toda normalização da indústria de conteúdo adulto, sem ver os impactos na cabeça de um jovem.
diálogos crus, uma família apática e anaïs sempre ocupando o lugar errado: grande demais, gorda demais, incômoda demais. até suas roupas parecem colocá-la em comparação constante com a irmã (desejo e repulsa pelo mesmo corpo).
a humilhação é cotidiana. a comida vira compulsão. a mãe fuma como se estivesse tentando desaparecer dentro de cada enquadramento. fernando, o namorado, manipula, abusa, destrói, mas de forma sutil, gentil, bonzinho...
anais vê a mãe e a irmã morrerem diante dela. é estuprada. e permanece indiferente.
mas indiferente por quê?
porque já não reconhece a própria dor como violência? porque passou tanto tempo sendo humilhada que se tornou invisível para si mesma? ou porque, em algum lugar, confundiu ser desejada com ser tocada?
jovens que já nasceram cansados do futuro. em meio à violência, ao tédio e à ausência de perspectivas, eles vagam pela escola como quem espera alguma coisa acontecer, qualquer coisa que dê sentido à própria existência.
é um filme sobre meninos que querem ser vistos, mas não sabem como existir diante dos outros. a amizade se mistura à disputa, a violência se torna linguagem e os sonhos parecem pequenos demais para sobreviver naquele lugar.
o mais triste é perceber que ninguém ali parece realmente saber para onde está indo. eles apenas continuam. sobem, descem, brigam, riem, ferem uns aos outros, como se a juventude fosse apenas uma longa espera pelo momento em que finalmente alguma coisa começaria.
mas talvez seja justamente esse o ponto: para alguns deles, nada começa.
adendo: o mangá é muito mais completo na construção dos personagens e consegue aprofundar sentimentos e conflitos que o filme acaba deixando apenas sugeridos.
perdidos na tradução, perdidos nas palavras, perdidos nos sentimentos, perdidos.
em tóquio, onde tudo parece excessivamente vivo, as luzes, as vozes, os prédios, as pessoas. bob e charlotte ainda encontram uma forma de estar sozinhos.
tão diferentes em suas histórias, tão distantes em suas vidas, mas estranhamente semelhantes na maneira como olham para o próprio vazio.
é sobre estar cercado por milhares de pessoas e, ainda assim, sentir que ninguém fala a sua língua. sobre a solidão que não desaparece quando encontramos alguém, apenas se torna, por alguns instantes, suportável.
admirável o casal David e Kate, pela força de conseguir transmitir tanto sentimento e, principalmente, por suportarem ouvir a voz de Shirley sem transformar a própria dor em vingança, depois de uma justiça tão falha com eles
"queria entender a que horas podemos declarar alguém de louco. hitler amava cachorros, van gogh arrancou a própria orelha. o que, afinal, dissolve a fronteira da loucura?"
há uma beleza especial na forma como os diálogos soam naturais e, ao mesmo tempo, carregados de significado. o roteiro entende que as pessoas são feitas de ambiguidades, e encontra poesia justamente nesse território incerto entre aquilo que mostramos e aquilo que escondemos.
"Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes pedir um favor: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda".
não provoca apenas tristeza ou choque, mas uma espécie de indigestão emocional. vá e veja é muito mais do que um filme sobre a guerra; é um filme sobre aquilo que permanece quando ela termina: os pedacinhos da alma que ficaram espalhados pelo caminho. ainda estou tentando digerir.
uma história sobre a fome. fome de contato, de pertencimento, de ser vista. uma fome tão antiga e tão silenciosamente negada que já não sabe mais falar a linguagem do amor. resta-lhe apenas a dor.
e talvez o gesto mais trágico do filme esteja aí: perceber que erika não procura prazer. procura uma ruptura. algo que a desperte da anestesia emocional em que aprendeu a sobreviver. qualquer sensação capaz de atravessar o vazio e lembrá-la, ainda que por um instante, de que está viva.
Resident Evil
3.7 115acho que foi 60% humor e 40% terror, e quando digo terror, é mais jumpscare e algumas cenas gore.
o filme facilmente poderia ser uma gameplay de escolhas:
- você escolhe entregar a encomenda ou ir para casa.
- escolhe ter um filho ou não.
- vai atrás da maxine ou continua no carro.
- sobe até o 24º andar de escadas ou pega o elevador.
e por aí vai.
no fim, parece menos um filme de terror e mais um resident evil com quick time events, decisões questionáveis e uma quantidade razoável de sangue.
é divertido, não odiei, mas também não amei. mas, fico oficialmente no grupo de quem não gostou do final.
O Aniversário
3.6 83 Assista Agorauma ideia também pode virar uma arma.
o filme não está tão distante da nossa realidade: vendemos nosso pensamento crítico.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte
3.3 60eu diria que é uma coisa entre dinâmica de gênero, representação queer e o imaginário do slasher dos anos oitenta.
me incomodou bastante perceber uma narrativa tão semelhante à do filme anterior da jane schoenbrun: novamente, um protagonista "solitário e socialmente deslocado", obcecado por uma franquia de terror, que acaba não apenas assistindo àquilo que ama, mas entrando, de alguma forma, para dentro dessa própria ficção. a ideia funciona, mas quando se repete, perde um pouco do efeito.
As Filhas do Fogo
3.8 31“a minha vida anda tão medíocre, tão vazia, nada é bom, nada é agradável. a propósito, venho sentindo uma coisa tão estranha ultimamente, uma espécie de pânico permanente, de angústia...”
poderia facilmente existir uma versão restaurada, e mais reconhecida.
diálogos poéticos, estética gótica, uma atmosfera quase febril. um filme primoroso, deliciosamente estranho e melancólico, como se a própria imagem estivesse assombrada.
Literalmente Nu
3.3 6getro, novamente certeiro nas indicações de filmes pesados e perturbadores.
o tema abordado é muito interessante, principalmente hoje em dia com toda normalização da indústria de conteúdo adulto, sem ver os impactos na cabeça de um jovem.
Para Minha Irmã
3.3 120diálogos crus, uma família apática e anaïs sempre ocupando o lugar errado: grande demais, gorda demais, incômoda demais. até suas roupas parecem colocá-la em comparação constante com a irmã (desejo e repulsa pelo mesmo corpo).
a humilhação é cotidiana. a comida vira compulsão. a mãe fuma como se estivesse tentando desaparecer dentro de cada enquadramento. fernando, o namorado, manipula, abusa, destrói, mas de forma sutil, gentil, bonzinho...
e então, o final.
anais vê a mãe e a irmã morrerem diante dela. é estuprada. e permanece indiferente.
mas indiferente por quê?
porque já não reconhece a própria dor como violência? porque passou tanto tempo sendo humilhada que se tornou invisível para si mesma? ou porque, em algum lugar, confundiu ser desejada com ser tocada?
Permissão Para Viver
3.7 4"eu existi?
eu realmente existi?"
Blue Spring
4.1 14jovens que já nasceram cansados do futuro. em meio à violência, ao tédio e à ausência de perspectivas, eles vagam pela escola como quem espera alguma coisa acontecer, qualquer coisa que dê sentido à própria existência.
é um filme sobre meninos que querem ser vistos, mas não sabem como existir diante dos outros. a amizade se mistura à disputa, a violência se torna linguagem e os sonhos parecem pequenos demais para sobreviver naquele lugar.
o mais triste é perceber que ninguém ali parece realmente saber para onde está indo. eles apenas continuam. sobem, descem, brigam, riem, ferem uns aos outros, como se a juventude fosse apenas uma longa espera pelo momento em que finalmente alguma coisa começaria.
mas talvez seja justamente esse o ponto: para alguns deles, nada começa.
adendo: o mangá é muito mais completo na construção dos personagens e consegue aprofundar sentimentos e conflitos que o filme acaba deixando apenas sugeridos.
Encontros e Desencontros
3.8 1,8Kperdidos na tradução,
perdidos nas palavras,
perdidos nos sentimentos,
perdidos.
em tóquio, onde tudo parece excessivamente vivo, as luzes, as vozes, os prédios, as pessoas. bob e charlotte ainda encontram uma forma de estar sozinhos.
tão diferentes em suas histórias, tão distantes em suas vidas, mas estranhamente semelhantes na maneira como olham para o próprio vazio.
é sobre estar cercado por milhares de pessoas e, ainda assim, sentir que ninguém fala a sua língua. sobre a solidão que não desaparece quando encontramos alguém, apenas se torna, por alguns instantes, suportável.
Não Estou Sozinha
2.5 35 Assista Agoraplot legal, mas a protagonista insuportável e o final acabaram com o filme
Dear Zachary: Um Caso Chocante
4.4 262admirável o casal David e Kate, pela força de conseguir transmitir tanto sentimento e, principalmente, por suportarem ouvir a voz de Shirley sem transformar a própria dor em vingança, depois de uma justiça tão falha com eles
Adoráveis Mulheres
4.0 997 Assista Agoratodas somos um pouco delas.
e todas queremos ser compreendidas.
Dente Canino
3.8 1,2K Assista Agoraame ou odeie, uma coisa não tem como negar: yorgos foi criativo e ousado
A Favorita
3.9 1,2K Assista Agoravocê sempre vai ser visto como mocinho se souber manipular perfeitamente o vilão
A Última Casa
2.6 383 Assista Agoraboas atuações, mas achei a historia um tanto fria e nada de terror
Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre
4.0 223um filme que você entende a dor e o tema sem precisar usar palavras exatas.
Mulheres Diabólicas
4.0 100 Assista Agoramulheres à beira do colapso, críticas sociais afiadas, radicalização política e amizades atravessadas por uma tensão quase romântica.
Léo e Bia
4.2 149"queria entender a que horas podemos declarar alguém de louco. hitler amava cachorros, van gogh arrancou a própria orelha. o que, afinal, dissolve a fronteira da loucura?"
há uma beleza especial na forma como os diálogos soam naturais e, ao mesmo tempo, carregados de significado. o roteiro entende que as pessoas são feitas de ambiguidades, e encontra poesia justamente nesse território incerto entre aquilo que mostramos e aquilo que escondemos.
Nise: O Coração da Loucura
4.3 660 Assista Agora"Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes pedir um favor: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda".
Vá e Veja
4.5 809não provoca apenas tristeza ou choque, mas uma espécie de indigestão emocional. vá e veja é muito mais do que um filme sobre a guerra; é um filme sobre aquilo que permanece quando ela termina: os pedacinhos da alma que ficaram espalhados pelo caminho. ainda estou tentando digerir.
A Professora de Piano
4.0 746 Assista Agorauma história sobre a fome. fome de contato, de pertencimento, de ser vista. uma fome tão antiga e tão silenciosamente negada que já não sabe mais falar a linguagem do amor. resta-lhe apenas a dor.
e talvez o gesto mais trágico do filme esteja aí: perceber que erika não procura prazer. procura uma ruptura. algo que a desperte da anestesia emocional em que aprendeu a sobreviver. qualquer sensação capaz de atravessar o vazio e lembrá-la, ainda que por um instante, de que está viva.
Leviticus
3.3 95profundamente irritada com a mãe do naim
Homem-Aranha: Um Novo Dia
4.0 391peter: você esta chorando?
sala de cinema: todos fungando e marejados começam a rir.
Amor à Flor da Pele
4.3 536 Assista Agorao amor no silêncio.