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Data de lançamento
28 Ago. 2025Duração
Tereza tem 77 anos, reside em uma cidade industrializada na Amazônia e recebe um chamado oficial do governo para residir numa colônia habitacional compulsória onde idosos devem "desfrutar" de seus últimos anos, permitindo que a juventude produza sem se preocupar com os mais velhos. Antes do exílio forçado, Tereza embarca numa jornada pelos rios e afluentes para realizar um último desejo que pode mudar seu rumo para sempre.
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O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder (3ª Temporada)
bem legal
Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim 2025, uma obra contemplativa e sensível sobre sobre o etarismo, ser idoso não é ser inútil.
Tenho opiniões contraditórias sobre esse filme. Não sei exatamente o que pensar. Entendo tudo que Tereza faz, ao mesmo tempo que algumas coisas me incomodam muito.
A forma como tratam idosos como algo a se descartar, a atrapalhar a produção nacional... Isso é horrível. Fiquei pensando se isso ocorresse com minha mãe, e só consegui sentir uma angustia imensa.
A questão da aposta e a luta de peixe beta no final me trouxeram ainda mais incômodos. Claro que isso tem muito a ver comigo e com minha moral, mas não tem como colocar minha moral de lado ao assistir um filme.
Assim, fico com essa sensação esquisita após assistir. Muita coisa me incomoda do início ao fim, e isso é bom, porque significa que minha humanidade ainda está intacta. E talvez me incomode porque de alguma maneira isso se aproxima muito da nossa realidade.
O Último Azul foi um filme que eu gostei muito mais do que esperava. E acho que o que mais me pegou foi a Tereza.
Ela só queria continuar vivendo a vida dela do jeito que ela queria. O sonho dela era voar, mas no meio do caminho ela vai percebendo que talvez não fosse literalmente sobre voar. Era sobre liberdade, sobre ainda poder ter sonhos, vontades e escolher o próprio caminho.
E acho que foi justamente isso que me fez me identificar tanto com ela. Às vezes a gente acha que precisa chegar em algum lugar específico ou realizar exatamente aquilo que imaginou pra nossa vida, quando na verdade o mais importante é poder mudar de ideia no caminho e descobrir outras coisas que fazem sentido pra gente.
No final, ela não precisava necessariamente voar. Ela só precisava continuar sendo dona da própria vida.
E sinceramente? Tereza, uma diva...
Uma ode à terceira idade, num cenário irado e cheio de conflitos. Fotografia impecável. Filme de véias trambiqueiras e rinha de peixe. Grande momento esse que vivemos no cinema nacional.