Durante a Guerra Civil Americana, quando fortunas e famílias foram destruídas, um cínico aventureiro e uma determinada jovem, que foi duramente atingida pela guerra, se envolvem numa relação de amor e ódio.
Obra-prima absoluta, acerca do qual já foi dito (quase) tudo - inclusive, alguns ataques que são assertivos em análise genérica, mas equivocados em abordagem direta. Não darei corda para estes, por enquanto. Revi o filme numa sessão pública - infelizmente, esvaziada - em que encontravam-se algumas pessoas que o viam pela primeira vez. E pensei comigo mesmo: "como deve ser atroz a vida de quem morre sem ter visto esta obra!". Sem ter voltado a este clássico por quase duas décadas, após diversos contatos, enxerguei-o como ainda mais maduro, na maneira como insere um "tédio proposital" no trecho do roteiro que aborda a riqueza material da protagonista, em detrimento de sua infelicidade conjugal sempre recorrente. E achei brilhante! As quase quatro horas de duração são magistralmente preenchidas. Fico impressionadíssimo que Vivien Leigh não seja sulista de nascimento. Encanto-me aos borbotões perante a magnificência de fotografia e trilha musical. Gosto do uso de um' flashback' sonoro mui percuciente, na reiteração do discurso do eu-lírico possessivo, no desfecho. Poderia escrever/falar sobre este filmaço por horas e horas e horas... Agora, encantado, eu sinto. Sinto porque , na sessão mais recente, estabeleci alguns cotejos com a desoladora situação política do Brasil. Sinto porque, a despeito do convite aberto, "inúmeros foram chamados, mas pouquíssimos aceitaram ser escolhidos". Sinto porque um filme está longe de ser apenas um filme. Sinto porque a Hollywood apresentada em seu auge, nesta superprodução, não quer mais existir. Sinto porque estou vivo, e os personagens morreram um após outro, e eternizaram-se assim mesmo. Sinto porque hoje, finalmente, entendo Melanie, ainda mais que Scarlett! (WPC>)
Eu queria escrever algo bem interessante, na medida que o filme merece, mas não consigo pensar agora. Pensarei nisto amanhã. Hahahah.
É uma produção fenomenal. Interessante ver as técnicas usadas por falta de recursos e tecnologias na época para fazer as cenas acontecerem. A historia é simples; um dramalhão estilo novela das 6, nada de especial. Mas, prende, entretém, diverte, emociona e cumpre seu papel como um bom filme, com inicio meio e fim tudo muito bem aplicado e desenvolvido.
Obra-prima absoluta, acerca do qual já foi dito (quase) tudo - inclusive, alguns ataques que são assertivos em análise genérica, mas equivocados em abordagem direta. Não darei corda para estes, por enquanto. Revi o filme numa sessão pública - infelizmente, esvaziada - em que encontravam-se algumas pessoas que o viam pela primeira vez. E pensei comigo mesmo: "como deve ser atroz a vida de quem morre sem ter visto esta obra!". Sem ter voltado a este clássico por quase duas décadas, após diversos contatos, enxerguei-o como ainda mais maduro, na maneira como insere um "tédio proposital" no trecho do roteiro que aborda a riqueza material da protagonista, em detrimento de sua infelicidade conjugal sempre recorrente. E achei brilhante! As quase quatro horas de duração são magistralmente preenchidas. Fico impressionadíssimo que Vivien Leigh não seja sulista de nascimento. Encanto-me aos borbotões perante a magnificência de fotografia e trilha musical. Gosto do uso de um' flashback' sonoro mui percuciente, na reiteração do discurso do eu-lírico possessivo, no desfecho. Poderia escrever/falar sobre este filmaço por horas e horas e horas... Agora, encantado, eu sinto. Sinto porque , na sessão mais recente, estabeleci alguns cotejos com a desoladora situação política do Brasil. Sinto porque, a despeito do convite aberto, "inúmeros foram chamados, mas pouquíssimos aceitaram ser escolhidos". Sinto porque um filme está longe de ser apenas um filme. Sinto porque a Hollywood apresentada em seu auge, nesta superprodução, não quer mais existir. Sinto porque estou vivo, e os personagens morreram um após outro, e eternizaram-se assim mesmo. Sinto porque hoje, finalmente, entendo Melanie, ainda mais que Scarlett! (WPC>)
Eu queria escrever algo bem interessante, na medida que o filme merece, mas não consigo pensar agora. Pensarei nisto amanhã. Hahahah.
É uma produção fenomenal. Interessante ver as técnicas usadas por falta de recursos e tecnologias na época para fazer as cenas acontecerem. A historia é simples; um dramalhão estilo novela das 6, nada de especial. Mas, prende, entretém, diverte, emociona e cumpre seu papel como um bom filme, com inicio meio e fim tudo muito bem aplicado e desenvolvido.
28.09.2009
Filmaço!!!
Um clássico incrível!