Últimas opiniões enviadas
Apesar de não ser tão inventivo em estilo, o discurso impressiona pela frontalidade com que defende o direto e a necessidade das moças ao estudo universitário. Acho interessante como isto surge como pretexto - e, ao mesmo tempo, lamenta-se que isto fique apenas como pretexto - , e admito que Clara Bow saiu-se bem em sua estréia no cinema falado, em parceria com o refinado Frederic March. As situações são engraçadas, em seu acúmulo de quiproquós pré-Código Hays, e a tendência natural das personagens à vontade de transar não é julgada negativamente (apenas não condiz internamente com as normas da faculdade diegética) . Grata surpresa: um filme ostensiva e indisfarçadamente feminista da Dorothy Arzner! (WPC>)
O básico da comédia romântica, num padrão que se repetiria à exaustão, nos anos vindouros... Clara Bow, fascinante e encantadora; Charles Rogers, belíssimo. Como de praxe, para falar sobre lascívia, a trama tinha de ser passada na Europa. Para que conseguisse se esquivar dos problemas e abusos, a protagonista precisa mentir. Mas, como ela é bem-intencionada, e o amor central, afinal, é puro, ela será recompensada - e nós também. Talvez eu esteja sendo indulgente em relação ao filme porque diverti-me, efetivamente, enquanto o via. Era uma cópia incompleta, com vários trechos danificados, sem qualquer som, mas muito divertida, mesmo assim. Fui influenciado pelo título: dá-lhe, Dorothy Arzner pré-Code! (WPC>)
Últimos recados
Te agradeço, pois gosto muito do filmow. Não uso Letterboxd.
O filmow está diferente, né? Bastava avaliar um filme para que o mesmo constasse como "Já vi". Agora , temos que avaliar e também clicar em "Já vi".
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Apesar de o personagem de Haley Joel Osment ser destacado como central, é o garotinho Liam Hess quem rouba a ceno como Tolo, o personagem mais complexo do enredo. A cena da tentativa de captura de porcos é dolorosa e a reflexão sobre como a crescente violência infantil (perpetrada pelas crianças) espelha a conjuntura externa permite uma interessante reflexão dramática, ainda que a reviravolta do roteiro filie-se ao tipo de chantagem emocional característico de obras à la O MENINO DO PIJAMA LISTRADO, na contemporaneidade. A trilha musical de Jan A. P. Kaczmarek é inconveniente em seu excesso xaroposo e foi ótimo ver um maduro Olaf Lubazenko em cena. Mas as pretensões épicas do realizador não se coadunaram ao orçamento reduzido, de modo que a obra assemelha-se a um telefilme... (WPC>)