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Curioso que Kracauer tenha considerado a história-moldura acrescentada por Robert Wiene uma forma de glorificação da autoridade e de condenação do antagonista à loucura. Para mim, o roteiro de Hans Janowitz e Carl Mayer era apenas mais um drama plástico revestido de simbologias macabras, como tantas outras produções alemãs que receberiam a alcunha de expressionistas. É justamente o plot twist do filme, reaproveitado por Scorsese em Ilha do medo, que introduz a dúvida radical e provoca o questionamento da autoridade. Genial!
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Tá bom meu querido, muito obrigado!
Olá meu querido... Vi que você deixou um link nos comentários do filme "Iremos a Beirute". Imaginei que poderia ser o link pra ver o filme, mas não tá ativo. Você saberia me dizer onde posso assistir esse filme?
O uniforme enquanto metáfora possibilita diferentes leituras críticas acerca da sociedade alemã do primeiro pós-guerra: uma cultura em que autoridade e status social se encontram intimamente imbricados; a relação de admiração, subserviência e inveja que os alemães mantinham com suas autoridades; a consequente importância atribuída à construção de uma identidade social exteriorizada.
O porteiro não se sente humilhado apenas pela perda do uniforme ou por ter que trabalhar em um toalete, mas porque a ausência dessa indumentária acarretará, concretamente, uma perda de status. Aqui, a semelhança da caracterização de Emil Jannings com Guilherme I não parece casual. Enquanto Bismarck governava a Alemanha unificada, o imperador apenas encarnava a dignidade do Estado Imperial.
Enfim, camadas...
Embora seja uma das propostas do Kammerspiel, a total ausência de diálogos ou letreiros (explicativos ou narrativos) me impressionou bastante. Uma defesa radical do poder expressivo das imagens.