J. P. Silva-Santos
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Últimas opiniões enviadas

  • J. P. Silva-Santos
    23 horas atrás

    - Tenho medo do que eu quero.
    - Por quê? É demais?
    - Sim, é demais.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    O argumento é fraco e o desfecho, um tanto anticlimático, como costuma acontecer em thrillers que nos induzem a suspeitar de diferentes personagens para, ao final, revelar um assassino que era apenas um pequeno coadjuvante. O truque é velho e bastante batido. Ainda assim, a construção narrativa, o desconforto provocado pelas lentes desfocadas e o uso constante da câmera na mão, aliado a uma montagem que nos insere no estado de desordem da protagonista, são simplesmente brilhantes. É como se Campion quisesse virar o thriller erótico do avesso, retirando a personagem feminina da mera condição de objeto para investigar o que ela deseja, quais são suas fantasias, o que existe ali entre a adrenalina e o erotismo, entre a angústia e a fantasia romântica. Neste sentido, são muito interessantes as semelhanças entre Frannie e Theresa, personagem de "À Procura de Mr. Goodbar". Em ambos os filmes, a liberdade sexual feminina vem acompanhada de toda espécie de violência - homens stalkers, violentos, obsessivos, inseguros, indiferentes -, sendo experenciada quase como uma pulsão de morte, um impulso autodestrutivo. A diferença é que Frannie não morre, ela se livra do ex stalker, do aluno abusivo, prende o parceiro paternalista e mata o próprio algoz. É uma personagem feminina dirigida por uma mulher.

    editado
  • J. P. Silva-Santos
    3 dias atrás

    A celebração da beleza nas cenas das diferentes estações de Nova York e na sequência da dança entre o diretor e Goldie Hawn, a comédia física e musical ao estilo dos irmãos Marx, as piadas repletas de referências à psicanálise e ao nazismo (marca registrada do diretor)... De certo modo, tudo parece nos conduzir a um lugar que nos é familiar, a todos que já passamos por dezenas de seus filmes. É como se Woody Allen tivesse inventado o conceito do "filme de conforto".

    editado
  • J. P. Silva-Santos
    1 semana atrás

    Estava entre os filmes da estante que não assisti a tempo, que não chegaram a integrar o conjunto de recordações e gostos herdados. Como guardo o amor de minha mãe em tudo aquilo que ela amou, aproveitei este dia das mães para finalmente assisti-lo. Consigo entender perfeitamente cada detalhe que a encantava: as músicas do ABBA, a mãe que não abriu mão de ser mulher para atender a um modelo patriarcal de maternidade, as amigas-irmãs confidentes, os amores, o humor, a dança...

    Tudo me fez pensar muito em minha mãe e em suas irmãs. Lembrei das noites em que se encontravam para beber e dançar sucessos dos anos 1980. Trata-se de um musical protagonizado por atores quinquagenários e feito especialmente para essas mulheres da Geração X. É preciso ser muito blasé ou ter uma masculinidade muito frágil para não reconhecer a beleza disso. Na sequência de "Dancing Queen", só pude pensar que aquela alegria - "you can dance, you can jive, having the time of your life..." - foi o sentido de liberdade que minha mãe e minhas tias sempre buscaram - e creio que chegaram a viver, em efêmeros e bonitos momentos.

    editado
  • Ed Persona 12 meses atrás

    Tá bom meu querido, muito obrigado!

  • Ed Persona 1 ano atrás

    Olá meu querido... Vi que você deixou um link nos comentários do filme "Iremos a Beirute". Imaginei que poderia ser o link pra ver o filme, mas não tá ativo. Você saberia me dizer onde posso assistir esse filme?

  • Brígida Brenda 4 anos atrás

    Olá, João Pedro! Lembro de ter visto no youtube, mas acredito que retiraram o vídeo da plataforma.