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Data de lançamento
22 Out. 2003Duração
Frannie Avery (Meg Ryan) é uma professora solitária, que inicia um relacionamento com o detetive James A. Malloy (Mark Ruffalo) e vive em Nova York. Malloy está investigando um assassinato ocorrido na vizinhança de Frannie, sendo que o relacionamento de ambos aos poucos toma rumos cada vez mais sombrios.
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Chatíssimo
fraco demais!
a atriz é ótima, vi muito a nicole kidman nesse papel, a personagem é a cara dela
03/07/2026.
- Tenho medo do que eu quero.
- Por quê? É demais?
- Sim, é demais.
O argumento é fraco e o desfecho, um tanto anticlimático, como costuma acontecer em thrillers que nos induzem a suspeitar de diferentes personagens para, ao final, revelar um assassino que era apenas um pequeno coadjuvante. O truque é velho e bastante batido. Ainda assim, a construção narrativa, o desconforto provocado pelas lentes desfocadas e o uso constante da câmera na mão, aliado a uma montagem que nos insere no estado de desordem da protagonista, são simplesmente brilhantes. É como se Campion quisesse virar o thriller erótico do avesso, retirando a personagem feminina da mera condição de objeto para investigar o que ela deseja, quais são suas fantasias, o que existe ali entre a adrenalina e o erotismo, entre a angústia e a fantasia romântica. Neste sentido, são muito interessantes as semelhanças entre Frannie e Theresa, personagem de "À Procura de Mr. Goodbar". Em ambos os filmes, a liberdade sexual feminina vem acompanhada de toda espécie de violência - homens stalkers, violentos, obsessivos, inseguros, indiferentes -, sendo experenciada quase como uma pulsão de morte, um impulso autodestrutivo. A diferença é que Frannie não morre, ela se livra do ex stalker, do aluno abusivo, prende o parceiro paternalista e mata o próprio algoz. É uma personagem feminina dirigida por uma mulher.
Sabia da fama ruim dele que desabou a carreira de Meg, mas não esperava que fosse tão ruim, nada funciona ali, uma decepção mesmo.