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Data de lançamento
2 Julho 1957Duração
Nickie Ferrante (Cary Grant) é um playboy mulherengo, que é considerado o solteiro mais cobiçado da atualidade e está para se casar com Lois Clark (Neva Patterson). Terry McKay (Deborah Kerr) é uma ex-cantora que também está de casamento marcado, com Kenneth Bradley (Richard Denning). Ambos estão em um cruzeiro que parte da Europa rumo a Nova York, no qual se conhecem. Nickie e Terry se apaixonam mas, como ambos têm relacionamentos com outras pessoas, combinam de se encontrar 6 meses após a chegada da viagem, no alto do Empire State. Neste período eles poderão acertar suas vidas e, caso se reencontrem, se casar.
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An affair to remember é um filme irresistível, e olha que nem sou o maior apreciador de filmes de romance, todavia, gostei muito desse, a trama é refinada, possui encontros e desencontros, além de personagens cativantes que por variadas vezes acabamos torcendo por eles...
Cary Grant e Deborah Kerr possuem uma conexão em cena tão genuína que parece ultrapassar as telas!
Um clássico absoluto do romance, daqueles que ficam na memória por muito tempo e sensibiliza quem o assiste.
Apesar de ser um romance e com certo drama principalmente na reta final, o filme também é muito suave na sua condução, com uma graciosidade ímpar na dinâmica entre o casal.
Tudo acontece na trama com certa delicadeza, a forma como os personagens vão se apaixonando, inicialmente sem intenção nenhuma de se envolver e que aos poucos vai dando espaço para um afeto mais profundo entre eles, com um sentimento que surge de forma inevitável.
É coisa do destino mesmo.
A relação entre eles fica muito complicada desde o início por conta de suas vidas privadas, e é até divertido em alguns momentos ver a hesitação de ambos ao mesmo tempo que querem cada vez mais estar perto um do outro. Eles vivem uma verdadeira dualidade, de sentir saudade, querer a companhia um do outro, mas tendo que manter uma distância entre eles.
Neste ponto aqui ele é mais impulsivo, sem se preocupar muito com as consequências de um relacionamento entre eles, e ela buscando agir de forma mais prudente, o tempo todo preocupada com a repercussão do que estava acontecendo ali. Talvez porque para ela as consequências poderiam ser mais duras.
A forma como eles tentam esconder o romance durante o percurso também rende bons momentos engraçados, ainda mais porque todos ao redor já perceberam ter algo acontecendo entre eles, afinal, é possível esconder que se está amando? É quase impossível quando o sentimento é forte. Os olhos brilham.
Deborah Kerr está divina aqui e sua dinâmica com Cary Grant é maravilhosa. O momento em que a atriz canta a música título acompanhada do piano também é valioso.
Aliás a melancolia que vai crescendo no decorrer do filme é acompanhada pela trilha sonora, o que é absolutamente envolvente.
No último ato o filme se rende de vez ao drama e tem uma certa tristeza no seu desenrolar, no desencontro que acontece entre eles os afastando ainda mais e principalmente nos momentos finais.
"O inverno deve ser muito frio para os que não têm memória que os aqueça, e já perdemos a primavera..."
Assistido novamente em 24 de agosto de 2026.
Nota: 8/10
A leveza desse filme é algo extremamente tocante. O mais incrível é acompanhar toda a jornada do casal e como as coisas vão se criando. O toque na mão,o olhar se cruzando,os encontros não premeditados e o beijo não visto é de uma sutileza sem tamanho. Um ótimo recurso para deixar o espectador com aquele ar de quero mais. No final desse dia,ela vira pra ele e agradece pelo dia mais lindo que ele proporcionou da vida dela e isso para os corações mais sentimentais funciona perfeitamente bem e se torna uma das cenas mais lindas de todo o filme. E os olhos dela brilhando ao falar isso não tem preço,no momento só lembrei de "Total Eclipse of the Heart" na parte de (Turn around, bright eyes).
O romance funciona muito,mas a comédia também é perfeitamente executada. E não é uma comédia que atrapalha o clima,mas sim,aquela que diverte com o mínimo possível. A cena do barco quando ela encontra seu marido à espera é divertidíssima,onde todos os passageiros sincronizadamente olham para os amantes. A jornada entre eles rendem grandes momentos e muitos deles,memoráveis. Anos mais tarde,ele acaba revisitando lugares que passeou com ela e ver ele triste por ela não estar ali ao lado é de cortar o coração. Cary Grant e Deborah Kerr parecem apaixonados na vida real,pela perfeita conexão amorosa. Existe as clássicas musicais que encanta ainda mais a trama e sempre bem realizada,época em que o cinema ainda se rendia ao melhor gênero do cinema. Nenhum dos atores foi indicado ao Oscar por esse trabalho,prova mais uma vez que o Oscar nunca foi pra ser levado a sério.
O final é doloroso,mas pelo menos não tem marido imprestável.
>Revisto em 23 de Agosto de 2026
Independentemente de ser um clássico, só fui até o final por uma questão de honra.
Chato Demais para não Esquecer.
04.04.2026
Clássico com bom entrosamento dos atores principais.