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Data de lançamento
2 Set. 2006Duração
Num futuro próximo, o Dr. Tokita (Tôru Furuya) inventa um poderoso aparelho chamado DC-Mini, que torna possível o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a Dra. Atsuko Chiba (Megumi Hayashibara), psicoterapeuta e pesquisadora de ponta, desenvolve um tratamento psiquiátrico revolucionário a partir do aparelho. Mas, antes de seu uso ser sancionado pelo governo, o DC-Mini é roubado.
Quando vários dos pesquisadores do laboratório começam a enlouquecer e a sonhar em estado de vigília, Atsuko assume seu alter-ego, Paprika, a bela "detetive de sonhos", para mergulhar no mundo do inconsciente e descobrir quem está por trás da tragédia.
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Poxa demorei tanto pra assistir, esse filme estava na minha lista a tanto tempo... Mas finalmente pude contempla-lo e Amei assistir! Valeu a pena cada segundo. Adoro esse gênero, me fascina. E foi aquele tipo de filme que você fica com o coração quentinho e um sorriso sincero no rosto. Excelente! Foi pros favoritos! Certamente vou reassistir.😊
que doideira
Que filme delicioso. Eu amei. A arte é linda, a história é interessante (A Origem roubou pouco né 🤣), foi a indicação mais acertada dos últimos tempos. O tipo de viagem deliciosa de assistir.
O dia começou como qualquer outro dia rotineiro. A única diferença é que decidi ir a um restaurante de lámen próximo à minha casa, no qual já havia comido antes. Lá conheci um futuro colega; acabamos sentando juntos devido à falta de espaço nas outras mesas. Começamos a conversar e me pareceu que aquela era sua primeira viagem à Europa e também seu último dia ali. Inclusive, estava com suas malas e pertences consigo.
Ele, japonês, aproximadamente 34 anos, parecia muito feliz por conversar comigo e por ter me conhecido, como disse em seu inglês super limitado. Nos despedimos e o mesmo foi à sua última parada na cidade. Trocamos contato e seguimos a vida.
Algumas horas depois recebo uma mensagem urgente dele. Parece que havia deixado seu passaporte e todo seu dinheiro convertido dentro de um ônibus municipal. Rapidamente tentei ajudá-lo ligando para a companhia de transporte e ao mesmo tempo dizendo que deveria ir diretamente à embaixada. A empresa disse que não poderia ajudar, a embaixada estava fechada e ele estava desesperado: perderia seu voo e não sabia falar nenhum outro idioma além do japonês.
As horas passaram e ofereci abrigo até que ele conseguisse sair daquela situação. No dia seguinte, após batalhar muito entre idas e vindas na embaixada, com meu apoio indireto, ele chorou algumas vezes ao longo do dia. Tentei consolá-lo apenas com minha presença e bons pensamentos. Sua primeira viagem. Sua primeira grande perda. Seu primeiro grande estresse internacional. E sua primeira vez assistindo a uma animação de Satoshi Kon, seu compatriota.
Já era tarde quando ele finalmente conseguiu tudo para viajar no seu terceiro dia. Faltavam menos de sete horas para seu voo de volta ao Japão. Assistimos ao filme em completo silêncio e concentração. Juntos acompanhamos a obra de Satoshi Kon, com seu estilo tão colorido e contrastante, construindo diálogos rápidos e camadas dentro de emoções e ações de personagens cujas intenções pouco entendemos até a grande pantomima final.
Após aquele prazeroso silêncio cinematográfico ele se vira para mim e diz apenas: “Difícil.” Intrigante, porque eu não sabia se falava do filme, da própria vida ou até mesmo das poucas horas que o separavam do outro lado do continente.
Isso me faz refletir sobre como Paprika trabalha sonhos e sentimentos interpessoais. Talvez, assim como muitos sonhos, que não precisam ser diretos nem necessariamente possuir um significado claro, sentimentos também devam ser interpretados dessa forma. Quiçá, como diz o próprio nome, deveriam ser mais sentidos do que interpretados. Foi exatamente assim que senti o filme e talvez também o comentário dele.
Talvez Paprika não seja apenas uma alegoria sobre o ideal de quem queremos ser, mas sobre sentimentos que já somos e precisamos reconhecer, como acontece com a personagem de Megumi Hayashibara e Paprika.
Com momentos brilhantes e de quebra de consciência, Paprika alcança uma mescla entre o real e o imaginário. Não obstante, acredito que o filme se afasta um pouco de uma ideia melhor trabalhada, como em Perfect Blue, do mesmo diretor, e passa a focar mais no ambiente e no surrealismo, perdendo parte da intensidade dos personagens e, ao meu ver, deixando pouco peso no que acontecerá com eles. Ainda assim, o detetive Toshimi Konakawa e todo o primeiro segmento do filme permanecem como a parte mais intrigante e sólida da obra antes da gigantesca loucura digimônica do final.
Em outras palavras: difícil.
Satoshi Kon é um mestre que morreu cedo demais. Nolan desenvolveu e refinou muito os conceitos do filme. Animação excelente e novamente, confusão mental, do jeito que o pai gosta! Assisti na véspera de natal de 2025. Deixo a mensagem na garrafa para os futuros expectadores! Feliz natal , seja que ano for...