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Duração
Diego Montes (Nacho Martínez) é um toureiro precocemente aposentado que trocou os touros pelas mulheres. Depois de fazer sexo com elas, matá-las era uma forma de reviver a emoção das estocadas na arena.
María Cardenal (Assumpta Serna) é uma advogada criminalista que, secretamente, admira a arte do matador (como também são chamados os toureiros). No momento culminante do amor, ela mata seus parceiros, homenageando assim o mítico ritual da tauromaquia.
Até que um dia eles se encontram...
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- um casal de psicopatas se encontra e ainda aparece um doidinho pra assumir a culpa dos crimes deles, o que poderia dar errado?
- aqui almodóvar já está mais consolidado, já tem sua assinatura, com o caos, cores, violência e tesão
- ai se preocupa mais em trabalhar melhor o roteiro e entregar uma história intrigante, maquiavélica e sensual
- só podia passar sem a telepatia
Almodovar na sua melhor fase, o ápice da temática do amor carnal em seus filmes e o corpo como instrumento de prazer e perversão, fascinante e doentio!
Almodóvar na sua melhor forma: sexy, extravagante, sensual, carnal e politicamente incorreto!
Tesão de filme!
Um texto que envelheceu mal, mas que ainda cabe no espírito do tempo e o resultado filme do roteiro fica bastante satisfatório.
Nessa sequência de filmes da segunda metade dos anos 80 dá pra ver o Almodovar meio que tateando o que ele queria enquanto identidade pra carreira.
Vejo que, em Matador, ele já consegue acertar mais do que vinha fazendo até ali: os personagens mais dúbios conseguem criar empatia, as cores gritam, não há muito juízo de valor da moralidade que está ali, por exemplo.
Ainda sobre um avanço que ele mostrou aqui em relação ao que veio antes em sua carreira, vejo que há muitas violências, porém com menos fetiche do que existia antes.
Dois momentos de destaque para mim são quando o Diego interage com a cigana e a morte dos protagonistas.
A interação com a cigana é um sinal do quão divertido o filme consegue ser, sem explicar muito cada piadinha e trazendo um exoterismo que nem é tão comum nos outros filmes do Almodovar.
A morte dos protagonistas é construída como a cena mais romântica já feita. Há flores pelo chão, há a capa de Diego, sorrisos de María, eclipse, tudo o que tem direito.
De todo modo, não tem jeito: o melhor filme dele dessa época continua sendo Mulheres à beira de um ataque de nervos.