Um filme aterrorizante principalmente pelo momento em que estamos vivendo e pela sensação incômoda de que aquilo não parece tão distante da realidade. O horror aqui vem da percepção de como determinadas ideias podem se apresentar de forma aceitável antes de revelarem o que realmente são. É como o dito: “Quando o fascismo voltar, ele não dirá ‘eu sou o fascismo’. Ele dirá ‘eu sou a liberdade’”. No fim, a tal falsa “liberdade” vai se transformando em prisão, dor e angústia para muitos, enquanto serve ao conforto e ao deleite de poucos. E talvez seja justamente isso que torne o filme tão perturbador: perceber como esse caminho vem sendo pavimentado aos poucos no mundo, capturando a cognição das pessoas por meio de discursos rasos e odiosos, criando inimigos imaginários e transformando minorias e os verdadeiros libertários em alvos. O assustador é que nada disso precisa acontecer de uma vez. Basta ir normalizando um pouco de cada vez, exatamente conforme tem sido feito. A proposta do filme é concentrar tudo isso em um universo mais contido, e entendo essa escolha, mas acho que ele ganharia ainda mais força se mostrasse de forma mais explícita o que está acontecendo na sociedade ao redor.
Não causa tensão nenhuma, não sentimos a opressão em nenhum momento pois não sabemos o que está acontecendo. Só vemos algumas frases soltas, como uma narração ridícula na TV: "Todos os cientistas e professores estão deixando o país", em vez de aprofundar os conflitos tudo fica nessa ridícula superfície rasa deixando a história enfadonha.
Obviamente são vislumbres de um governo totalitário, mas não temos um aprofundamento dele e nem da vilã principal da história, só temos frases soltas que a mãe do rapaz disse sobre sua nora e temos que montar a personagem com base nelas, sem o aprofundamento dela e os motivos psicológicos que a levaram a escrever o livro que mudou todos os rumos do país a trama perde seu foco principal.
O resto da história é só "Casos de Família" e conflitos se intensificando, mas como não temos acesso ao foco da tensão, é como ver apenas uma pequena parte dela. A sensação quando o filme acaba é que vimos uma obra pela metade. Então minha nota também será pela metade.
Destaque principal é a atuação do Dylan O'Brien, que começa como um rapaz tímido e educado e vai virando outra pessoa, já o resto do elenco está meio apagado.
Sim, o filme é aterrorizante e o fascismo taí batendo na nossa porta. Pensando como entretenimento, acho que funcionaria melhor como uma miniserie com uns 5 episódios para desenvolver melhor as coisas... mas entendo o imediatismo da mensagem que o filme quer passar e ainda assim consegue impactar. Como filme nota 3,5 e como mensagem dou nota 5... sempre!!!!
Um filme aterrorizante principalmente pelo momento em que estamos vivendo e pela sensação incômoda de que aquilo não parece tão distante da realidade. O horror aqui vem da percepção de como determinadas ideias podem se apresentar de forma aceitável antes de revelarem o que realmente são. É como o dito: “Quando o fascismo voltar, ele não dirá ‘eu sou o fascismo’. Ele dirá ‘eu sou a liberdade’”. No fim, a tal falsa “liberdade” vai se transformando em prisão, dor e angústia para muitos, enquanto serve ao conforto e ao deleite de poucos. E talvez seja justamente isso que torne o filme tão perturbador: perceber como esse caminho vem sendo pavimentado aos poucos no mundo, capturando a cognição das pessoas por meio de discursos rasos e odiosos, criando inimigos imaginários e transformando minorias e os verdadeiros libertários em alvos. O assustador é que nada disso precisa acontecer de uma vez. Basta ir normalizando um pouco de cada vez, exatamente conforme tem sido feito. A proposta do filme é concentrar tudo isso em um universo mais contido, e entendo essa escolha, mas acho que ele ganharia ainda mais força se mostrasse de forma mais explícita o que está acontecendo na sociedade ao redor.
Achei extremamente propício pro momento em que estamos vivendo, serve pra ver que nem toda mudança é de fato pra melhor!
Não causa tensão nenhuma, não sentimos a opressão em nenhum momento pois não sabemos o que está acontecendo. Só vemos algumas frases soltas, como uma narração ridícula na TV: "Todos os cientistas e professores estão deixando o país", em vez de aprofundar os conflitos tudo fica nessa ridícula superfície rasa deixando a história enfadonha.
Obviamente são vislumbres de um governo totalitário, mas não temos um aprofundamento dele e nem da vilã principal da história, só temos frases soltas que a mãe do rapaz disse sobre sua nora e temos que montar a personagem com base nelas, sem o aprofundamento dela e os motivos psicológicos que a levaram a escrever o livro que mudou todos os rumos do país a trama perde seu foco principal.
O resto da história é só "Casos de Família" e conflitos se intensificando, mas como não temos acesso ao foco da tensão, é como ver apenas uma pequena parte dela. A sensação quando o filme acaba é que vimos uma obra pela metade. Então minha nota também será pela metade.
Destaque principal é a atuação do Dylan O'Brien, que começa como um rapaz tímido e educado e vai virando outra pessoa, já o resto do elenco está meio apagado.
Um black mirror político necessário pra esse momento que estamos passando!
Sim, o filme é aterrorizante e o fascismo taí batendo na nossa porta. Pensando como entretenimento, acho que funcionaria melhor como uma miniserie com uns 5 episódios para desenvolver melhor as coisas... mas entendo o imediatismo da mensagem que o filme quer passar e ainda assim consegue impactar. Como filme nota 3,5 e como mensagem dou nota 5... sempre!!!!