Greg
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  • Greg
    2 meses atrás

    É uma história muito interessante, e Pillion não está julgando BDSM, submissão ou desejo.
    Ele está criticando relações onde o poder não é negociado, mas imposto pelo medo da perda. Tem alguns pontos que me chamaram atenção: A discussão do Ray com a mãe do Colin, quando Ray e Colin se beijam e por fim ele desaparece.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Ray desaparece porque ele não sabe existir fora do papel que ocupava:
    ele vive no excesso,
    no risco,
    na autodestruição,
    na performance de poder.
    e quando ele desaparece, o filme nos dar duas respostas: Ray pode ter morrido - como alguém que viveu sempre no limite, sem futuro planejado ou ele simplesmente deixou de existir para o Colin, porque a relação acabou, e para quem é dominante absoluto, desaparecer é também um ato final de controle.

    A cena que a mãe do Colin fala que Ray é esquisito e ai ele rebate dizendo que o que incomoda ela, não incomoda o Colin, pois o pensamento dela é retrógrado, o Colin nunca tem a chance de argumentar porque o Ray tirou essa autonomia dele diante da mãe, é uma cena grave e triste e ele tem noção disso, tanto que se queimou na cozinha depois de raiva ne

    por fim o beijo dos dois que é a ruptura desse contrato invisível:
    Até ali, a relação funcionava em termos muito claros:
    Ray = controle, distância, comando
    Colin = serviço, silêncio, obediência

    O beijo quebra tudo isso, porque beijo não é submissão.
    beijo é reciprocidade.
    E isso é exatamente o que o Ray não sabe e não quer sustentar. O momento do beijo é um choque entre dois mundos, porque um beijo humaniza a relação, cria um vínculo, deixando os dois no mesmo nível, e Ray vive do desequilíbrio.
    Ele só existe confortável quando está acima, quando não precisa se expor.

    E detalhe, no fim o Colin e descobre e se aceita, essa é a parte libertadora, não é um filme de julgamento, submissão não é se apagar, é uma escolha, e Colin nunca era escolhido, era engolido. E no fim ele aprendeu a escolher colocando regras e tá tudo bem.

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    A Longa Marcha: Caminhe ou Morra

  • Greg
    5 meses atrás

    Quero comentar sobre duas coisas que me chamaram atenção:
    spoiler abaixo...
    .
    .
    .

    Primeiro: o garoto chato fazia bullying e acabou fazendo outro morrer, e quando ele tenta se redimir, não existe espaço para redenção nem para nuances humanas. Ele errou, sim, mas o sistema transforma tudo em rótulos: primeiro ele é o agressor, depois o assassino, e por fim apenas mais um corpo caído na estrada. Mas quando ele fala que não quer morrer sendo odiado, aqui é que tá o ponto central, mostrando que até no fim da vida, o que domina é a necessidade de aceitação e imagem, o medo de ser lembrado como alguém mau. Isso reflete o mesmo tipo de pressão social que temos hoje: viver e morrer tentando ser “gostado”, tentando não ser cancelado, tentando ser o “herói” da própria narrativa.

    E segundo: O Garraty caminhando com os braços cruzados como se fosse um "X", é uma forma de mostrar a perda da individualidade e o colapso psicológico: os meninos se tornam máquinas de andar, e Garraty tenta manter um resquício de humanidade repetindo algo que o conecta ao sentimento, ainda que seja o desespero.

    O desfecho não gostei, esperava algo maior, sei lá, uma revolta, muito tiro, enfim.

  • Lurker (Lurker) 9

    Lurker

  • Greg
    5 meses atrás

    Filme tão realista, eu só ficava lembrando de tantos casos reais da industria musical com produtores abusadores, mas esse final, foi de lascar e tão cruel.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    porque quando Oliver decide não se afastar de Matty, mesmo depois de toda manipulação, invasão e obsessão, o fecha desse jeito com eles ainda trabalhando juntos. Aquele clipe musical por exemplo; um verdadeiro simbolo de controle, quando Oliver assiste ao videoclipe e “gosta” do resultado, há uma crítica muito fina: o produto final é bonito, estético, vendável, mesmo que tenha sido construído sobre manipulação e abuso emocional.
    Isso representa a indústria do entretenimento: o valor artístico é medido pela aparência, não pela ética.
    Oliver se apaixona pela imagem, não pela verdade.
    e o relacionamento deles continuar é o ponto mais perverso do final.
    Não há redenção, apenas acomodação: o amor doentio vira parceria profissional.
    Isso é a crítica principal do filme, numa cultura que vive de exposição e trauma transformado em conteúdo, até o abuso pode virar arte.
    é a lógica das redes: Se rende curtida, é aceitável.

  • Fernando Mendes 3 semanas atrás

    Obrigado ;)

  • Oruan16 4 semanas atrás

    Você é tão sofisticado no quesito filmes e séries.

  • Fernando Mendes 1 mês atrás

    Boa noite, Greg. Você poderia me passar o link do grupo no Telegram?