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Data de lançamento
12 Set. 2025Duração
O jovem Ray está prestes a participar de uma famosa prova anual de resistência, que atrai milhares de espectadores e termina apenas quando restar um sobrevivente.
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É um filme que surpreendeu positivamente, porque eu fui esperando o pior dos mundos e ele conseguiu me apresentar algumas coisas interessantes.
Mas é importante mencionar que não significa que eu tenha gostado do filme.
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A longa marcha é um filme pretencioso, levando em consideração que busca se sustentar apenas com a marcha de um punhado de jovens.
O filme, ao meu ver, não consegue bancar as quase 1h50min, mas consegue pegar tração a partir da primeira 1h, quando as coisas começam a ficar mais desesperadoras. Mas ainda assim, sinto que o filme peca em algo muito simples, que seria facilmente ajeitável e que talvez mudaria totalmente o rumo das coisas.
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Um dos meus pontos principais de crítica é a falta de contexto.
Eu adoro produções sobre distopias, mas não consegui me afeiçoar a esse elemento durante o filme porque me faltou informações para compreender esse universo que estávamos acompanhando. E essa falta de informações também limitou bastante a minha empatia com os personagens concorrentes.
Quando analisamos uma obra que parte de uma ideia similar, Jogos Vorazes, temos uma boa parte do início do primeiro filme direcionada a Katness, apresentando a personagem e o ambiente em que ela está inserida, com informações sobre tudo, até que a colheita de fato comece.
Em 'A Longa Marcha' eu sinto que falta justamente isso, algo que me faça compreender o universo, os personagens e os motivos que os levaram até lá. Mesmo que isso seja falado durante o filme, mais precisamente na reta final, já não existe mais tempo para criar a empatia e a afeição.
Com isso, você é jogado em uma história de um besta que vai para um lugar cheio de bestas fazer bestice.
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Mesmo compreendendo que ambientes tensos podem proporcionar uma aproximação mais fácil e/ou intensa, não me parecia muito crível a forma como eles interagiam desde o início da marcha, visto que TODOS estavam ali com pura consciência, sabiam que apenas um iria vencer e que não existiam regras específicas contra alguma forma de sabotagem a um concorrente.
Essa amizade me parece ainda mais fora da realidade quando analisamos que o filme se passa em um mundo distópico, pós-guerra e com vidas em extrema vulnerabilidade. Ambiente propício para o crescimento do egoísmo e, consequentemente, da falta de empatia.
Talvez isso seria aceitável, na minha perspectiva, se tivesse tido algum tipo de prévia sobre os personagens e o mundo, compreendendo exatamente o que os levaria a tal irmandade.
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Acredito que o fato deles saberem de tudo acaba tirando um pouco do peso das consequências, já que eles escolheram estar ali.
Talvez se eles não soubessem das mortes, aí poderia ser mais fácil de sentir empatia, chorar pelas mortes e criar laços.
Mas da forma como foi, sendo sincero? não me importei menos com cada uma das mortes.
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No geral, era óbvio qual seria o "top 10" e quem chegaria na final.
Não curti muito a morte dos 7 principais. Achei que alguns tiveram uns dramas bem forçados para tentar impactar o público, como o Jacob de Crepúsculo, o Hank e o Gary.
O único com um drama interessante foi o Billy.
No geral, as mortes dos 7 cavaleiros do apocalipse não foram nenhum pouco interessante e perderam completamente a força conforma a narrativa se estendia.
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Como mencionei, os personagens também eram chatos, pouco atrativos e muito cansativos de acompanhar.
O Kit Connor da Shopee é um ótimo ator, mas o personagem era chato de mais. Nos presenteou com aquele heroísmo e coleguismo que só personagem masculino de obras como essa podem nos proporcionar.
O Pantera Negra também é um ótimo ator, mas é outro personagem chato. O cara ficou falando a caminhada inteira, não calava a porra da boca em nenhum momento.
Era óbvio que seriam os dois os finalistas e que o Kit Connor venceria, mas para tentar gerar um plot twist o diretor mudou o vencedor, mas não o final.
Vi relatos de que aparentemente o Pantera Negra se apaixona pelo Kit Connor no livro, algo que justificaria algumas coisas no filme se fosse abordado, mas é óbvio que deixariam de lado.
O final eu acredito que ele matou o major e foi morto pelo exército. Ele andando e indo embora simboliza a partida dele, referência a fala de "eu estou andando a vida toda".
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"Aah, mas o filme critica isso, aquilo, porque quando o fulano escreveu e bla bla bla...."
Compreendo os motivos que levaram o Stephen King a escrever o livro e entendo algumas questões, mas sendo sincero? parece que o filme foi feito para quem conhece as obras dele e, principalmente, o livro em questão.
É como se não conhecer o universo do Stephen te tornasse um intruso.
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Existem obras que ficam melhores em um tipo específico de mídia, esse aqui deve ser um ótimo livro, mas como filme ele fica devendo.
Parece que uma parte, ao menos, de Hollywood está alimentando um ódio crescente contra o militarismo de seu país. Depois de Guerra Civil e Uma Batalha Após a Outra, vejo que A Longa Marcha desperta os mesmos sentimentos. Mérito do bom elenco, que cria empatia pelos jovens vítimas de um insano jogo inventado por um governo pós apocalíptico (ainda mais) militarizado e fascista, aqui materializado na figura implacável do major interpretado por Mark Hamill sem muita originalidade mas com competência. Como a história em si é um fiapo - uma longa marcha onde os rapazes que não aguenta mais vão sendo eliminados sem piedade -, o forte do roteiro fica sendo as relações criadas entre os garotos e a crítica ao poder sem limites de quem está no governo.
Mais sem graça que dançar com a irmã ,mais ruim que comer sem carne
Stephen King escreveu essa obra em 1979 e praticamente descreveu toda a estrutura dos filmes estilo battle royale de hoje em dia, mas infelizmente pela fadiga da estrutura, esse filme fica bem manjado, além não convencer.
Stephen King escreveu essa obra em 1979 e praticamente descreveu toda a estrutura dos filmes estilo battle royale de hoje em dia, mas infelizmente pela fadiga da estrutura, esse filme fica bem manjado, além não convencer.