Dirigido por
Data de lançamento
16 Jan. 2026Duração
Dr. Kelson se vê envolvido num novo relacionamento chocante – com consequências que podem mudar o mundo como eles o conhecem – e o encontro de Spike com Jimmy Crystal se torna um pesadelo do qual ele não consegue escapar.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
Se o filme anterior já tinha mostrado uma virada para um apocalipse rústico e quase medieval britânico, "Extermínio: O Templo do Osso" eleva a régua para um nível de angústia e barbárie que eu esperava ver nos zumbis, não nos humanos. É um filme sombrio, doloroso de assistir em vários momentos, mas inteligente ao mostrar que o verdadeiro apocalipse não é o vírus, mas o que sobra do ser humano quando a civilidade vira entulho.
A grande força do roteiro está no contraste brutal entre dois mundos. De um lado, temos o jovem Spike tentando sobreviver após ser arrastado por "Sir Lord" Jimmy Crystal e seu bando de fanáticos. Acompanhar a queda do garoto e a rotina de crueldade e selvageria desse grupo contra os vivos é desesperador. A maldade deles é consciente, metódica e sádica, resgatando diretamente aquela essência do filme original de 2002 — lembrando que a perda da humanidade faz do homem algo muito pior do que qualquer zumbi.
Do outro lado, temos a vida quase bucólica do Dr. Kelson (Ralph Fiennes) e sua relação quase filosófica com o "Zumbi Alfa" Samson, lembrando uma releitura menos trágica de Frankenstein. O Dr. Kelson era um assombro de erudição, ciência e compaixão no meio daquele caos. A direção da Nia DaCosta consegue capturar essa atmosfera pesada com maestria, fazendo o choque entre esses dois mundos culminar em cenas de pura tensão.
A sequência final — com o Dr. Kelson usando a lábia e encenando a figura de Satã ao som de “The Number of the Beast” pra enganar o bando e proteger o garoto — é lofo, mas deu nó na garganta. O desfecho é amargo, mas sela com chave de ouro esse capítulo tão sombrio da franquia. Mesmo com a clareza, cores fortes e a digitalização 4K tirando o medo, a penumbra e o tom cru de 480p/ 720p do clássico de 2002, "Extermínio: O Templo do Osso" é um grande filme, onde pela primeira vez é mostrada uma sequência direta de um dos filmes da franquia.
A direção da Nia DaCosta é extremamente competente; ela consegue de forma brilhante manter o nível do filme anterior do Boyle, com cenas práticas de terror onde a violência alcança um nível de virar o estômago de zumbi. Jimmy Crystal entrega uma atuação que dá medo na gente. Seu personagem chamando o Diabo de pai mostra o nível de moral que o grupo dele tinha.
Que venham mais aventuras do jovem Spike!
Não entendo o fracasso deste filme. Na minha opinião, um filmão.
Muito bom mesmo, conseguiu superar o anterior e revigorar essa franquia que estava morta,ver esses dois ultimos em sequencia é uma ótima experiência, espero ansioso pelo desfecho.
Um filme bem desnecessário. Chato, sem um objetivo muito claro de onde queria chegar.
O que salvou foi a atuação do Ralph Fiennes e a cena da dança satânica
Eu me perdi um pouco, preciso assistir aos filmes mais antigos pra entender… e a família do spike, naquela vila? E o bebê do filme anterior? No mais achei sensacional.