Quando eu lembro que são professores adultos ja na meia idade, me dá uma vergonha alheia do cão. Roteiro extremamente problemático, e olha que tinha potencial.
Tem que ter uma autoestima muito elevada e fora de qualquer autocrítica para achar que queremos ver, de bom grado, a continuação disso aqui. Roteiro forçadíssimo, e um policial muito mal escrito, com atuações dignas de pena. Com pouca ação, e deixando para o último episódio a adrenalina represada, termina com pontas soltas e muitos bocejos. Não, Sra Netflix, obrigado.
A história soa fria e linear, faltano, talvez, por parte da direção, certa criatividade linguística. Ainda assim, o faz com competência e digna de quem se apega a alguns detalhes que tornam tudo com uma naturalidade absurda (quase chega ao burocrático). A realidade não supera a ficção, de modo que tudo impressiona. Resta saber o que foi, de fato, inventado. Contudo, há uma excelente história e muito bem contada, contando ainda com uma edição que não deixa um núcleo se sobressair a outro: todos são importantes ao enredo.
Uma das coisas que mais gostei dessa série foi a construção dos personagens, um estudo aprofundado de personalidade, o que demonstra certo acuro com o material. Por mais que não seja difícil desvendar o mistério, e a série após a metade fique um pouco arrastada, é convincente do início ao fim, sem reviravoltas mirabolantes, o que garante a conexão do espectador.
O principal era ter graça, sabe? Com um humor negro muito peculiar, e tentanto ser irônico e sagaaz, parece que faltou muito mesmo. Ainda bem que a bizarrice ao menos constrói personagens interessantes, e os últimos episódios trazem situações empolgantes, mesmo que o humor pretendido seja realmente qeustionável do início ao fim.
Mesmo que eu tenha várias "vírgulas" sobre o arco sa Eleanor (desde a questão racial a suas decisões na série, ela por ser tão independente e inteligente, tomando decisões tão irracionais), o arco com a Nancy, sem dúvida a personagem mais interessante, faz elevar essa produção aqui que, sem isso, seria algo mais genérico e com um plot até fácil de identificar (aliás, isso pra mim foi algo positivo, já não estou aguentando séries cheias de reviravoltas). Assim, ao explorar mais os efeitos psicológicos do que propriamente o suspense de detetive, a produção fica acima da média.
Riz Ahmed faz um trabalho digno, mas que ainda se encontra perdido naquilo onde quer chegar. E sem um texto substancialmente robusto, como o visto em "Wonder man", da Marvel, este acaba sendo a série de 2026 a melhor retratar a derrocada artística; assim como tivemos ano passado a série "The studio", temos o esforço metalinguístico e irônico em retratar esse lado do show bussiness, e aqui tudo fica meio experimental. Era preferível um longa, dado o número de episódios e a curta duração.
Guy Ritchie super afiado, uma grata surpresa, com reviravoltas convincentes. Claro que a ação é nitidamente forçada inúmeras vezes, mas o principal para uma atmosfera lotada de referências a personagens reais, uma Londres que respira as tragédias do iluminismo e o imperialismo nascente, cuja ambientação é mais do que satisfatória à proposta.
A série tenta, mediante música pop e uma ligeira edição, ultrapassar o viés superficial, mas não deve em nada a produções genéricas que buscam um serial killer em meio a uma mistura caótica de situações improváveis. Ao menos aqui há carisma e uma légitima defesa à insanidade divertida.
Até que começa bem, mas irá fazer do roteiro uma sucessão de escolhas ruins da protagonista, incluindo um romance sem química alguma. Ao partir para a ação, perde a mão de vez, e o arco se encerra com algo escandalosamente copiado de "La casa de papel". Uma pena, pois os 2 primeiros episódios prendem bem, e tem uma amientação e parte técnica realmente competentes.
Esse exemplar da Marvel me surpreeendeu positivamente, e diria que os três primeiros episódios foi a melhor coisa que já vi deste universo desde os guardiões da galáxia 1. Uma construção de personagens madura, entregando um entretenimento exisencialista bem interessante. Quando precisa adicionar adrenalina e construir cenas de ação, se sai apenas na média, diria até um pouco fraco. Então, talvez seja a questão do limite orçamentário mesmo, o que me faz torcer para que o estúdio fique cada ve mais limitado com seus recuros financeiros, para compensar no que vale a pena, faz muito bem. E a química entre Simon e Trevor só nos faz querer mais.
Um poder de edição transformava isso aqui num filme documentário mesmo, sem necessidade de algo tão extenso, arrastado, e com idas e vindas no tempo que apenas dificultam. Mérito total ao homenageado, não apenas pelas várias tiradas engraçadas, mas também pelo pioneirismo em sua área. Fico incomodado com documentários em tom de homenagem, parecendo um especial de fim de ano. Faltam elementos provocadores. Ainda assim, vale sim a conferida, pela importância histórica à comédia.
O livro com certeza deve ser melhor, a Netflix facilitou e enxugou os elementos pro seu público, tornando óbvio, cartunesco e didático. Consegue prender por ser curtinha, aliás, se fosse pra ser assim, o formato em filme ficaria bem mais adequado ao material.
As atuações não ajudam muito, e o mistério quase se perde na justificativa, e mesmo que tenham deixado de lado a parte mais interessante (a tal Liga), o roteiro se baseia num material robusto o suficiente para manter o interesse, mesmo com certos tons previsíveis. A sensação de perigo, no entanto, é fraca, de modo que o suspense é mais por conta de descobrir quem é quem do que pela ação.
Mesmo contando com personagens irritantes e um plot fácil de identificar, a série é competente no que se propõe, criando uma história até simples, com poucos episódios, todos muito bem feitinhos, sem enrolação ou encheção, sendo o mais didática possível.
O final quase põe tudo a perder, não por ser inconclusivo, mas pelo desespero em não saber terminar uma história demasiadamente reflexiva. Dá para entender o sentimento da protagonista e a desconfiança com um mundo robotizado e a perda do humanismo. E será que precisa mesmo de Ets para tal?
A reconstrução de época convence, bem como a composição dos personagens e as atuações (salvo um típico maniqueísmo aqui e ali por parte dos vilões, típico de uma construção pra deixar mastigado ao público). O problema reside na falta de aprofundamento no que importa, que é a questão histórica, política, com poucos elementos interessantes. Se fosse para ser algo superficial, um filme bastaria. Além disso, empobrece a verborragia por fazer do retratado um santo, tudo explicado pedagogicamente, mas com pouca materialidade.
Muito boa série,pesada, e passa a sensação de veracidade e naturalidade, o que garante o clima árido. Exatamente por isso, não espere algo muito agitado e visceral, com roteiro mirabolante. O final dá um afago, emboracorra o risco de passar uma "compensação" pelo crime indesejada, espero que não interpretem desse modo. Embora a estrutura sistemática do tráfico envolva instituições diversas, fica longe de uma realidade tipo a do Rio de Janeiro, Ceará etc. É algo que se concentra em poucos personagens, mais intimista,inclusive com momentos delicados. Mark Ruffalo não está na melhor fase, mas também garante um saldo acima da média.
Consegue preservar a atmosfera dos filmes, especailmente na primorosa primeira metade. Após isso, estica além do que devia, inclusive na ação genérica (o uso da locação na nave é muito superior ao uso da locação externa). O final deixa possibilidade para um continuação, mas terminei a série meio desanimado pelo potencial que tinha e mostrou no início, então não empolgou tal possibilidade. Seis episódios seriam suficiente.
Uma série feita sobre medida para cinéfilos, com um Seth Rogen particularmente inspirado, executivo de uma produtora, onde mostrará de forma crua o quanto estamos diante de uma fábrica de gerar lucro, e não exatamente arte. Até o capítulo do plano sequência, as sacadas funcionam muito bem, com direito até a Martin Scorsese e outras figuras muito interessantes. Após isso, a série fica mais previsível, ainda que tenha bons momentos. Em oito capítulos poderia contar a mesma história. Ainda assim, vale muito a pena, e embora tenha certo contexto narrativo linear, tirando um ou outro detalhe, os capítulos se sustentam por si.
Achei a primeira parte um tanto arrastada, e me deu a sensação de que não deveriam ter feito a divisão, mas a segunda parte justifica, ao adentrar nas polêmicas do ator, incluindo a prisão, o documentário se aprofunda (mas nem tanto) no caso e se torna bem emotivo. Vale muito a conferida, especialmente considerando que, no tempo presente, há um tribunal virtual ferrenho também, de modo que ainda não sabemos lidar com certos comportamentos fora da caixa.
Muito interessante ver uma comunidade ligada à cultura esquimó, mas tudo é bem higienizado e tratado como uma visão light, até mesmo a trilha sonora pop, de modo que fica artificial. Ainda assim é uma história engraçada, leve, vai tratando de um triângulo amoroso mas tem muitas camadas sobre relacionamento abusivo. Só não entendi porque o roteiro deixou de lado a questão da tradição (a mulher na água), de modo que abraçou de vez o clichê romântico. Tinha potencial pra mais.
A construção da tensão e dos elementos de investigação vão, a cada episódio, numa crescente impressionante pelo menos até o capítulo 6, onde há um ataque mais visceral, provando que a série se sai melhor no suspense do que na ação. Com um roteiro bem escrito e que sabe aonde quer chegar, o final ainda dá muito pano pra manga para uma continuação, o que só reforça o quanto foi muito bom conviver naquele ambiente. Fiquei feliz também que não idiotizaram os personagens (como por exemplo, a estagiária), preservando a falta de experiência sem torná-los burros, conferindo maior peso ao que se via em tela, cuja pirotecnia aqui dará lugar a algo mais cru e real, e por isso mesmo num nível de tensão espantosamente natural (embora tenha achado o derradeiro capítulo e o confronto final muito aquém do que poderia ter sido, mas ainda assim funcional a essa proposta mais crua).
Algo Horrível Vai Acontecer
3.3 113 Assista AgoraTudo muito letárgico, e com decisões e personagens bobos (uma família irritante). AInda bem que o final foi coerente e satisfatório.
Vladimir
3.1 20 Assista AgoraQuando eu lembro que são professores adultos ja na meia idade, me dá uma vergonha alheia do cão. Roteiro extremamente problemático, e olha que tinha potencial.
Nêmesis (1ª Temporada)
3.2 5 Assista AgoraTem que ter uma autoestima muito elevada e fora de qualquer autocrítica para achar que queremos ver, de bom grado, a continuação disso aqui. Roteiro forçadíssimo, e um policial muito mal escrito, com atuações dignas de pena. Com pouca ação, e deixando para o último episódio a adrenalina represada, termina com pontas soltas e muitos bocejos. Não, Sra Netflix, obrigado.
Personas (1ª Temporada)
3.7 3 Assista AgoraA história soa fria e linear, faltano, talvez, por parte da direção, certa criatividade linguística. Ainda assim, o faz com competência e digna de quem se apega a alguns detalhes que tornam tudo com uma naturalidade absurda (quase chega ao burocrático). A realidade não supera a ficção, de modo que tudo impressiona. Resta saber o que foi, de fato, inventado. Contudo, há uma excelente história e muito bem contada, contando ainda com uma edição que não deixa um núcleo se sobressair a outro: todos são importantes ao enredo.
DTF St. Louis
3.8 43 Assista AgoraUma das coisas que mais gostei dessa série foi a construção dos personagens, um estudo aprofundado de personalidade, o que demonstra certo acuro com o material. Por mais que não seja difícil desvendar o mistério, e a série após a metade fique um pouco arrastada, é convincente do início ao fim, sem reviravoltas mirabolantes, o que garante a conexão do espectador.
Strip Law (1ª Temporada)
2.4 2 Assista AgoraO principal era ter graça, sabe? Com um humor negro muito peculiar, e tentanto ser irônico e sagaaz, parece que faltou muito mesmo. Ainda bem que a bizarrice ao menos constrói personagens interessantes, e os últimos episódios trazem situações empolgantes, mesmo que o humor pretendido seja realmente qeustionável do início ao fim.
Mulheres Imperfeitas
3.2 29 Assista AgoraMesmo que eu tenha várias "vírgulas" sobre o arco sa Eleanor (desde a questão racial a suas decisões na série, ela por ser tão independente e inteligente, tomando decisões tão irracionais), o arco com a Nancy, sem dúvida a personagem mais interessante, faz elevar essa produção aqui que, sem isso, seria algo mais genérico e com um plot até fácil de identificar (aliás, isso pra mim foi algo positivo, já não estou aguentando séries cheias de reviravoltas). Assim, ao explorar mais os efeitos psicológicos do que propriamente o suspense de detetive, a produção fica acima da média.
A Isca (1ª Temporada)
3.2 7 Assista AgoraRiz Ahmed faz um trabalho digno, mas que ainda se encontra perdido naquilo onde quer chegar. E sem um texto substancialmente robusto, como o visto em "Wonder man", da Marvel, este acaba sendo a série de 2026 a melhor retratar a derrocada artística; assim como tivemos ano passado a série "The studio", temos o esforço metalinguístico e irônico em retratar esse lado do show bussiness, e aqui tudo fica meio experimental. Era preferível um longa, dado o número de episódios e a curta duração.
Jovem Sherlock (1ª Temporada)
3.6 26 Assista AgoraGuy Ritchie super afiado, uma grata surpresa, com reviravoltas convincentes. Claro que a ação é nitidamente forçada inúmeras vezes, mas o principal para uma atmosfera lotada de referências a personagens reais, uma Londres que respira as tragédias do iluminismo e o imperialismo nascente, cuja ambientação é mais do que satisfatória à proposta.
De Belfast ao Paraíso (1ª Temporada)
3.6 4 Assista AgoraA série tenta, mediante música pop e uma ligeira edição, ultrapassar o viés superficial, mas não deve em nada a produções genéricas que buscam um serial killer em meio a uma mistura caótica de situações improváveis. Ao menos aqui há carisma e uma légitima defesa à insanidade divertida.
O Roubo
3.2 29 Assista AgoraAté que começa bem, mas irá fazer do roteiro uma sucessão de escolhas ruins da protagonista, incluindo um romance sem química alguma. Ao partir para a ação, perde a mão de vez, e o arco se encerra com algo escandalosamente copiado de "La casa de papel". Uma pena, pois os 2 primeiros episódios prendem bem, e tem uma amientação e parte técnica realmente competentes.
Magnum
3.4 52 Assista AgoraEsse exemplar da Marvel me surpreeendeu positivamente, e diria que os três primeiros episódios foi a melhor coisa que já vi deste universo desde os guardiões da galáxia 1. Uma construção de personagens madura, entregando um entretenimento exisencialista bem interessante. Quando precisa adicionar adrenalina e construir cenas de ação, se sai apenas na média, diria até um pouco fraco. Então, talvez seja a questão do limite orçamentário mesmo, o que me faz torcer para que o estúdio fique cada ve mais limitado com seus recuros financeiros, para compensar no que vale a pena, faz muito bem. E a química entre Simon e Trevor só nos faz querer mais.
Mel Brooks: The 99 Year Old Man!
4.1 5Um poder de edição transformava isso aqui num filme documentário mesmo, sem necessidade de algo tão extenso, arrastado, e com idas e vindas no tempo que apenas dificultam. Mérito total ao homenageado, não apenas pelas várias tiradas engraçadas, mas também pelo pioneirismo em sua área. Fico incomodado com documentários em tom de homenagem, parecendo um especial de fim de ano. Faltam elementos provocadores. Ainda assim, vale sim a conferida, pela importância histórica à comédia.
Os Sete Relógios de Agatha Christie
2.9 38 Assista AgoraO livro com certeza deve ser melhor, a Netflix facilitou e enxugou os elementos pro seu público, tornando óbvio, cartunesco e didático. Consegue prender por ser curtinha, aliás, se fosse pra ser assim, o formato em filme ficaria bem mais adequado ao material.
Custe o que Custar
3.3 30 Assista AgoraAs atuações não ajudam muito, e o mistério quase se perde na justificativa, e mesmo que tenham deixado de lado a parte mais interessante (a tal Liga), o roteiro se baseia num material robusto o suficiente para manter o interesse, mesmo com certos tons previsíveis. A sensação de perigo, no entanto, é fraca, de modo que o suspense é mais por conta de descobrir quem é quem do que pela ação.
Dele & Dela
3.6 153 Assista AgoraMesmo contando com personagens irritantes e um plot fácil de identificar, a série é competente no que se propõe, criando uma história até simples, com poucos episódios, todos muito bem feitinhos, sem enrolação ou encheção, sendo o mais didática possível.
Pluribus (1ª Temporada)
4.0 358 Assista AgoraO final quase põe tudo a perder, não por ser inconclusivo, mas pelo desespero em não saber terminar uma história demasiadamente reflexiva. Dá para entender o sentimento da protagonista e a desconfiança com um mundo robotizado e a perda do humanismo. E será que precisa mesmo de Ets para tal?
Como um Relâmpago
3.6 9 Assista AgoraA reconstrução de época convence, bem como a composição dos personagens e as atuações (salvo um típico maniqueísmo aqui e ali por parte dos vilões, típico de uma construção pra deixar mastigado ao público). O problema reside na falta de aprofundamento no que importa, que é a questão histórica, política, com poucos elementos interessantes. Se fosse para ser algo superficial, um filme bastaria. Além disso, empobrece a verborragia por fazer do retratado um santo, tudo explicado pedagogicamente, mas com pouca materialidade.
Task: Unidade Especial (1ª Temporada)
4.0 78 Assista AgoraMuito boa série,pesada, e passa a sensação de veracidade e naturalidade, o que garante o clima árido. Exatamente por isso, não espere algo muito agitado e visceral, com roteiro mirabolante. O final dá um afago, emboracorra o risco de passar uma "compensação" pelo crime indesejada, espero que não interpretem desse modo. Embora a estrutura sistemática do tráfico envolva instituições diversas, fica longe de uma realidade tipo a do Rio de Janeiro, Ceará etc. É algo que se concentra em poucos personagens, mais intimista,inclusive com momentos delicados. Mark Ruffalo não está na melhor fase, mas também garante um saldo acima da média.
Alien: Earth (1ª Temporada)
3.2 278 Assista AgoraConsegue preservar a atmosfera dos filmes, especailmente na primorosa primeira metade. Após isso, estica além do que devia, inclusive na ação genérica (o uso da locação na nave é muito superior ao uso da locação externa). O final deixa possibilidade para um continuação, mas terminei a série meio desanimado pelo potencial que tinha e mostrou no início, então não empolgou tal possibilidade. Seis episódios seriam suficiente.
O Estúdio (1ª Temporada)
4.2 112 Assista AgoraUma série feita sobre medida para cinéfilos, com um Seth Rogen particularmente inspirado, executivo de uma produtora, onde mostrará de forma crua o quanto estamos diante de uma fábrica de gerar lucro, e não exatamente arte. Até o capítulo do plano sequência, as sacadas funcionam muito bem, com direito até a Martin Scorsese e outras figuras muito interessantes. Após isso, a série fica mais previsível, ainda que tenha bons momentos. Em oito capítulos poderia contar a mesma história. Ainda assim, vale muito a pena, e embora tenha certo contexto narrativo linear, tirando um ou outro detalhe, os capítulos se sustentam por si.
Pee-Wee Herman: Por Trás do Personagem
3.9 5 Assista AgoraAchei a primeira parte um tanto arrastada, e me deu a sensação de que não deveriam ter feito a divisão, mas a segunda parte justifica, ao adentrar nas polêmicas do ator, incluindo a prisão, o documentário se aprofunda (mas nem tanto) no caso e se torna bem emotivo. Vale muito a conferida, especialmente considerando que, no tempo presente, há um tribunal virtual ferrenho também, de modo que ainda não sabemos lidar com certos comportamentos fora da caixa.
Ao Norte do Norte (1ª Temporada)
3.3 5Muito interessante ver uma comunidade ligada à cultura esquimó, mas tudo é bem higienizado e tratado como uma visão light, até mesmo a trilha sonora pop, de modo que fica artificial. Ainda assim é uma história engraçada, leve, vai tratando de um triângulo amoroso mas tem muitas camadas sobre relacionamento abusivo. Só não entendi porque o roteiro deixou de lado a questão da tradição (a mulher na água), de modo que abraçou de vez o clichê romântico. Tinha potencial pra mais.
Ballard (1ª Temporada)
3.8 24 Assista AgoraA construção da tensão e dos elementos de investigação vão, a cada episódio, numa crescente impressionante pelo menos até o capítulo 6, onde há um ataque mais visceral, provando que a série se sai melhor no suspense do que na ação. Com um roteiro bem escrito e que sabe aonde quer chegar, o final ainda dá muito pano pra manga para uma continuação, o que só reforça o quanto foi muito bom conviver naquele ambiente. Fiquei feliz também que não idiotizaram os personagens (como por exemplo, a estagiária), preservando a falta de experiência sem torná-los burros, conferindo maior peso ao que se via em tela, cuja pirotecnia aqui dará lugar a algo mais cru e real, e por isso mesmo num nível de tensão espantosamente natural (embora tenha achado o derradeiro capítulo e o confronto final muito aquém do que poderia ter sido, mas ainda assim funcional a essa proposta mais crua).