Do livro original sobram alguns personagens e o cenário, mas a edição e o roteiro são amontoados de ações sem timing algum, soando insípidos para crianças e adultos. É preciso ser resiliente para tentar extrair algo realmente proveitoso daqui.
Vale pela nostalgia, temos um elenco interesante aqui, mas o amontoado de piadas desfuncionais assustam mais do que certos filmes homenageados, e estranhamente tem um apego em bater no "politicamente correto" que retira certa naturalidade. De fato é uma edição pavoroza, com certos quadros que poderiam ser retirados no meio do filme que não alterariam em nada a mensagem. Ainda funciona pelas referências aos filmes do ano, logo, por tudo que lhe é externo.
Irretocável tecnicamente, mas assim como o mateiral original em que tem como base, é um desperdício de tempo, de energia, de disposição. É como andar em círculo, mas nas galáxias. Ao menos o Grogu é fofinho demais.
As mais de 2 horas passam ligeiro, e João Guilherme e Cia conseguem segurar bem as pontas de um filme cuja primorosa edição faz com que o s fatos mais importantes caibam dentro daquele caleidoscópio. Sem vida mansa, é o retrato de uma geração que quer tudo no colo, sem o traquejo para lidar com o lado "real" da vida (repara como as habilidades sociais do protagonista são testadas quando decide 'empreender' sozinho). Cinema nacional de muita qualidade.
Começa muito bem, com um clima pesadamente claustrofóbico, mesmo que filmado em céu aberto. Porém, a opção por uma investida gore, dilui o impacto do roteiro, sendo que o suspense estava sendo mantido até então. Com isso, do meio pro final o filme só decresce.
Filme inofensivo, para quem curte o universo, tecnicamente sofrível, tendo que tirar leite de pedra, e até conseguindo boas doses de diversão. O esforço aqui é grande, não digo do roteiro, mas do apelo visual mesmo, e mesmo com as limitações consegue se sair muito bem.
Uma aventura infanto-jevenil que pega o que há de melhor na atmosfera amistosa da "Turma da Mônica", com um roteiro policial simples e eficiente, ainda contando com atuações que nos fazem imergir. Boa pedida.
Quando eu lembro que são professores adultos ja na meia idade, me dá uma vergonha alheia do cão. Roteiro extremamente problemático, e olha que tinha potencial.
Daqueles tipos de filme que você mal vê o tempo passar, mesmo sendo demasiadamente longo: as opções de corte, edição e, prncipalmente, de roteiro, o conduzem de forma exemplar. Mesmo contando com frases, especialmente de humor, um pouco fora do tom, acerta em cheio em popularizar verbetes cientificistas e em apresentar, em tela, algo crível demais, graças também à competente atuação do Ryan Gosling, cuja parceria com Rocky fica marcada como uma das amizades mais lindas do cinema. Chorei muito na primeira vez que vi, então tive que rever para comprovar, embora tenha me emocionado menos (exceto, claro, a cena do karaokê) e percebido algum desleixo aqui e ali no texto, o fato é que fiquei totalmente imersivo novamente, por mais de 150 minutos me senti naquela nave, em companhia de uma missão suicida mas cheia de alma e coração. O fato do protagonista ser professor, claro, me pegou em cheio, mas acima de tudo um entusistas em comunicar-se, mesmo sendo solteiro (repare que ele dialoga bastante e a primeira barreira com rocky é justamente a linguagem), fortalecendo o que temos de mais humano mesmo.
Tem que ter uma autoestima muito elevada e fora de qualquer autocrítica para achar que queremos ver, de bom grado, a continuação disso aqui. Roteiro forçadíssimo, e um policial muito mal escrito, com atuações dignas de pena. Com pouca ação, e deixando para o último episódio a adrenalina represada, termina com pontas soltas e muitos bocejos. Não, Sra Netflix, obrigado.
A história soa fria e linear, faltano, talvez, por parte da direção, certa criatividade linguística. Ainda assim, o faz com competência e digna de quem se apega a alguns detalhes que tornam tudo com uma naturalidade absurda (quase chega ao burocrático). A realidade não supera a ficção, de modo que tudo impressiona. Resta saber o que foi, de fato, inventado. Contudo, há uma excelente história e muito bem contada, contando ainda com uma edição que não deixa um núcleo se sobressair a outro: todos são importantes ao enredo.
A cara de paspalho do protagonista e as incansáveis burrices cedem lugar a uma câmera esperta, uma direção segura que sabe contar a história, e um roteiro amarrado o suficiente para fazer brotar temas importantes, sobre até que ponto aceitamos anular o próximo numa relação. Tem a ver com identidade, controle e os limites que cedemos volutariamente (ou não). Ponto positivo para o filme, cujo viés gore me deixou um pouco desapontado (poderia ser mais sutil), mas ainda assim a cima da média do gênero.
Finalmente um besteirol anos 1990 feito pós-pandemia, num colegial, com as mais estapafúrdias desculpas para colocar o elenco em péssimos lençóis. É para desligar o cérebro e se divertir. Não é tão libertário quanto podia e o clímax deixa um pouco a desejar, mas dá pra ter alguns sinceros risos.
Uma das coisas que mais gostei dessa série foi a construção dos personagens, um estudo aprofundado de personalidade, o que demonstra certo acuro com o material. Por mais que não seja difícil desvendar o mistério, e a série após a metade fique um pouco arrastada, é convincente do início ao fim, sem reviravoltas mirabolantes, o que garante a conexão do espectador.
Keanu Reeves possui sérias limitações dramáticas, embora Jonah Hill tenha boas sacadas, mas nunca temos tanta compaixão ao personagem, faltou amarrar bem sua personalidade e entender onde queria chegar. Assim, se torna mais um desfile de coadjuvantes, cujo núcleo se dispersa, faltando conexão.
Um filme macabro de ruim, sem perspectiva nenhuma de espaço e piadas mongolóides. É realmente como jogar videogame, você escolhe os lutarores e vai a um campo mágico num passe de mágica, sem domínio nenhum da geogradia ou da localização, e ainda conta com um ápice pra lá de ruim. De tão ruim, chega a divertir, pelo menos.
Visulmente tem seus problemas mas consegue ludibriar, dentro das suas limitações, claro. Havia uma oportunidade de aprofundamento em relação a memórias, luto, conexão, mas algo me pareceu fugir do tom, entregando algo simples e superficial. Ainda assim um ótimo passatempo familiar.
É lindo visualmente, mas a abordagem, além de corrida, cria uma empatia das mais forçadas e sem graça que vi: tranformar-se no outro. Bastante bagunçado no roteiro de idas e vindas, e sem aproveitar o espaço daquele mundo fantástico. Além da unilateralidade dos peronagens, a correria não dá tempo de maior conexão, e a mensagem que fica é mais de um thriler do que algo substancial.
Theroux parece meio perdido aqui, sem saber o que dizer ou como confrontar os entrevistados. A saída foi jogar o peso para as mulheres que os cercam (??), o que achei de puro mau gosto, tangenciando os verdadeiros problemas. Meio bagunçado, mesmo que o tema empolgue e seja de extrema urgência. Faltou objetividade.
O principal era ter graça, sabe? Com um humor negro muito peculiar, e tentanto ser irônico e sagaaz, parece que faltou muito mesmo. Ainda bem que a bizarrice ao menos constrói personagens interessantes, e os últimos episódios trazem situações empolgantes, mesmo que o humor pretendido seja realmente qeustionável do início ao fim.
Mesmo que eu tenha várias "vírgulas" sobre o arco sa Eleanor (desde a questão racial a suas decisões na série, ela por ser tão independente e inteligente, tomando decisões tão irracionais), o arco com a Nancy, sem dúvida a personagem mais interessante, faz elevar essa produção aqui que, sem isso, seria algo mais genérico e com um plot até fácil de identificar (aliás, isso pra mim foi algo positivo, já não estou aguentando séries cheias de reviravoltas). Assim, ao explorar mais os efeitos psicológicos do que propriamente o suspense de detetive, a produção fica acima da média.
Riz Ahmed faz um trabalho digno, mas que ainda se encontra perdido naquilo onde quer chegar. E sem um texto substancialmente robusto, como o visto em "Wonder man", da Marvel, este acaba sendo a série de 2026 a melhor retratar a derrocada artística; assim como tivemos ano passado a série "The studio", temos o esforço metalinguístico e irônico em retratar esse lado do show bussiness, e aqui tudo fica meio experimental. Era preferível um longa, dado o número de episódios e a curta duração.
A Revolução dos Bichos
2.1 19Do livro original sobram alguns personagens e o cenário, mas a edição e o roteiro são amontoados de ações sem timing algum, soando insípidos para crianças e adultos. É preciso ser resiliente para tentar extrair algo realmente proveitoso daqui.
Todo Mundo em Pânico
2.6 360 Assista AgoraVale pela nostalgia, temos um elenco interesante aqui, mas o amontoado de piadas desfuncionais assustam mais do que certos filmes homenageados, e estranhamente tem um apego em bater no "politicamente correto" que retira certa naturalidade. De fato é uma edição pavoroza, com certos quadros que poderiam ser retirados no meio do filme que não alterariam em nada a mensagem. Ainda funciona pelas referências aos filmes do ano, logo, por tudo que lhe é externo.
Sexo e Destino
2.5 4Estética de novela e com uma moral altamente duvidosa, além de atuações dignas... Olha, sinceramente, tem que respirar fundo.
Star Wars: O Mandaloriano e Grogu
3.5 88 Assista AgoraIrretocável tecnicamente, mas assim como o mateiral original em que tem como base, é um desperdício de tempo, de energia, de disposição. É como andar em círculo, mas nas galáxias. Ao menos o Grogu é fofinho demais.
O Rei da Internet
3.4 28 Assista AgoraAs mais de 2 horas passam ligeiro, e João Guilherme e Cia conseguem segurar bem as pontas de um filme cuja primorosa edição faz com que o s fatos mais importantes caibam dentro daquele caleidoscópio. Sem vida mansa, é o retrato de uma geração que quer tudo no colo, sem o traquejo para lidar com o lado "real" da vida (repara como as habilidades sociais do protagonista são testadas quando decide 'empreender' sozinho). Cinema nacional de muita qualidade.
Passageiro do Mal
2.4 131Começa muito bem, com um clima pesadamente claustrofóbico, mesmo que filmado em céu aberto. Porém, a opção por uma investida gore, dilui o impacto do roteiro, sendo que o suspense estava sendo mantido até então. Com isso, do meio pro final o filme só decresce.
Authentic Games: No Império Desconectado
1.8 3 Assista AgoraFilme inofensivo, para quem curte o universo, tecnicamente sofrível, tendo que tirar leite de pedra, e até conseguindo boas doses de diversão. O esforço aqui é grande, não digo do roteiro, mas do apelo visual mesmo, e mesmo com as limitações consegue se sair muito bem.
O Gênio do Crime
3.1 10Uma aventura infanto-jevenil que pega o que há de melhor na atmosfera amistosa da "Turma da Mônica", com um roteiro policial simples e eficiente, ainda contando com atuações que nos fazem imergir. Boa pedida.
Algo Horrível Vai Acontecer
3.3 113 Assista AgoraTudo muito letárgico, e com decisões e personagens bobos (uma família irritante). AInda bem que o final foi coerente e satisfatório.
Vladimir
3.1 20 Assista AgoraQuando eu lembro que são professores adultos ja na meia idade, me dá uma vergonha alheia do cão. Roteiro extremamente problemático, e olha que tinha potencial.
Devoradores de Estrelas
4.0 801 Assista AgoraDaqueles tipos de filme que você mal vê o tempo passar, mesmo sendo demasiadamente longo: as opções de corte, edição e, prncipalmente, de roteiro, o conduzem de forma exemplar. Mesmo contando com frases, especialmente de humor, um pouco fora do tom, acerta em cheio em popularizar verbetes cientificistas e em apresentar, em tela, algo crível demais, graças também à competente atuação do Ryan Gosling, cuja parceria com Rocky fica marcada como uma das amizades mais lindas do cinema. Chorei muito na primeira vez que vi, então tive que rever para comprovar, embora tenha me emocionado menos (exceto, claro, a cena do karaokê) e percebido algum desleixo aqui e ali no texto, o fato é que fiquei totalmente imersivo novamente, por mais de 150 minutos me senti naquela nave, em companhia de uma missão suicida mas cheia de alma e coração. O fato do protagonista ser professor, claro, me pegou em cheio, mas acima de tudo um entusistas em comunicar-se, mesmo sendo solteiro (repare que ele dialoga bastante e a primeira barreira com rocky é justamente a linguagem), fortalecendo o que temos de mais humano mesmo.
Nêmesis (1ª Temporada)
3.2 5 Assista AgoraTem que ter uma autoestima muito elevada e fora de qualquer autocrítica para achar que queremos ver, de bom grado, a continuação disso aqui. Roteiro forçadíssimo, e um policial muito mal escrito, com atuações dignas de pena. Com pouca ação, e deixando para o último episódio a adrenalina represada, termina com pontas soltas e muitos bocejos. Não, Sra Netflix, obrigado.
Personas (1ª Temporada)
3.7 3 Assista AgoraA história soa fria e linear, faltano, talvez, por parte da direção, certa criatividade linguística. Ainda assim, o faz com competência e digna de quem se apega a alguns detalhes que tornam tudo com uma naturalidade absurda (quase chega ao burocrático). A realidade não supera a ficção, de modo que tudo impressiona. Resta saber o que foi, de fato, inventado. Contudo, há uma excelente história e muito bem contada, contando ainda com uma edição que não deixa um núcleo se sobressair a outro: todos são importantes ao enredo.
Obsessão
3.9 937 Assista AgoraA cara de paspalho do protagonista e as incansáveis burrices cedem lugar a uma câmera esperta, uma direção segura que sabe contar a história, e um roteiro amarrado o suficiente para fazer brotar temas importantes, sobre até que ponto aceitamos anular o próximo numa relação. Tem a ver com identidade, controle e os limites que cedemos volutariamente (ou não). Ponto positivo para o filme, cujo viés gore me deixou um pouco desapontado (poderia ser mais sutil), mas ainda assim a cima da média do gênero.
Noite da Pizza
2.7 16 Assista AgoraFinalmente um besteirol anos 1990 feito pós-pandemia, num colegial, com as mais estapafúrdias desculpas para colocar o elenco em péssimos lençóis. É para desligar o cérebro e se divertir. Não é tão libertário quanto podia e o clímax deixa um pouco a desejar, mas dá pra ter alguns sinceros risos.
DTF St. Louis
3.8 43 Assista AgoraUma das coisas que mais gostei dessa série foi a construção dos personagens, um estudo aprofundado de personalidade, o que demonstra certo acuro com o material. Por mais que não seja difícil desvendar o mistério, e a série após a metade fique um pouco arrastada, é convincente do início ao fim, sem reviravoltas mirabolantes, o que garante a conexão do espectador.
Consequência
2.1 33 Assista AgoraKeanu Reeves possui sérias limitações dramáticas, embora Jonah Hill tenha boas sacadas, mas nunca temos tanta compaixão ao personagem, faltou amarrar bem sua personalidade e entender onde queria chegar. Assim, se torna mais um desfile de coadjuvantes, cujo núcleo se dispersa, faltando conexão.
Mortal Kombat 2
3.2 345 Assista AgoraUm filme macabro de ruim, sem perspectiva nenhuma de espaço e piadas mongolóides. É realmente como jogar videogame, você escolhe os lutarores e vai a um campo mágico num passe de mágica, sem domínio nenhum da geogradia ou da localização, e ainda conta com um ápice pra lá de ruim. De tão ruim, chega a divertir, pelo menos.
As Ovelhas Detetives
3.8 183 Assista AgoraVisulmente tem seus problemas mas consegue ludibriar, dentro das suas limitações, claro. Havia uma oportunidade de aprofundamento em relação a memórias, luto, conexão, mas algo me pareceu fugir do tom, entregando algo simples e superficial. Ainda assim um ótimo passatempo familiar.
Como Mágica
3.9 115 Assista AgoraÉ lindo visualmente, mas a abordagem, além de corrida, cria uma empatia das mais forçadas e sem graça que vi: tranformar-se no outro. Bastante bagunçado no roteiro de idas e vindas, e sem aproveitar o espaço daquele mundo fantástico. Além da unilateralidade dos peronagens, a correria não dá tempo de maior conexão, e a mensagem que fica é mais de um thriler do que algo substancial.
Louis Theroux: Por Dentro da Machosfera
3.2 40 Assista AgoraTheroux parece meio perdido aqui, sem saber o que dizer ou como confrontar os entrevistados. A saída foi jogar o peso para as mulheres que os cercam (??), o que achei de puro mau gosto, tangenciando os verdadeiros problemas. Meio bagunçado, mesmo que o tema empolgue e seja de extrema urgência. Faltou objetividade.
Strip Law (1ª Temporada)
2.4 2 Assista AgoraO principal era ter graça, sabe? Com um humor negro muito peculiar, e tentanto ser irônico e sagaaz, parece que faltou muito mesmo. Ainda bem que a bizarrice ao menos constrói personagens interessantes, e os últimos episódios trazem situações empolgantes, mesmo que o humor pretendido seja realmente qeustionável do início ao fim.
Mulheres Imperfeitas
3.2 29 Assista AgoraMesmo que eu tenha várias "vírgulas" sobre o arco sa Eleanor (desde a questão racial a suas decisões na série, ela por ser tão independente e inteligente, tomando decisões tão irracionais), o arco com a Nancy, sem dúvida a personagem mais interessante, faz elevar essa produção aqui que, sem isso, seria algo mais genérico e com um plot até fácil de identificar (aliás, isso pra mim foi algo positivo, já não estou aguentando séries cheias de reviravoltas). Assim, ao explorar mais os efeitos psicológicos do que propriamente o suspense de detetive, a produção fica acima da média.
A Isca (1ª Temporada)
3.2 7 Assista AgoraRiz Ahmed faz um trabalho digno, mas que ainda se encontra perdido naquilo onde quer chegar. E sem um texto substancialmente robusto, como o visto em "Wonder man", da Marvel, este acaba sendo a série de 2026 a melhor retratar a derrocada artística; assim como tivemos ano passado a série "The studio", temos o esforço metalinguístico e irônico em retratar esse lado do show bussiness, e aqui tudo fica meio experimental. Era preferível um longa, dado o número de episódios e a curta duração.