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Data de lançamento
10 Set. 2022Duração
Com um tremendo acesso a todas as facetas da história, To Kill a Tiger traça a jornada emocional de um homem comum que enfrenta circunstâncias extraordinárias. Um pai cujo amor pela filha obriga a um acerto de contas social que repercutirá nos próximos anos.
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As falas dos moradores da vila me deu muita repulsa é uma ignorância machista sem tamanho
Documentário corajoso que denuncia um caso revoltante de estupro na Índia. Imagine a quantidade de mulheres obrigadas a casar com seus próprios violadores.
Incomoda esta visão arcaica do povo da vila que ridiculariza o homem por causa de uma suposta honra, ou mesmo este absurdo papo de que as próprias mulheres da vila acreditem que a moça deveria casar com um dos agressores para manter esta maldita "honradez" . Enfim funciona como denúncia, mas como documentário confesso que o padrão da netflix me incomoda, todos os documentários tem a mesma estrutura, só muda a temática, mas o tom meloso me distancia.
Fiquei surpresa com o final, não achei que daria certo, estou mais aliviada. E a menina estar recebendo cuidados e ajuda é tão reconfortante.
Impressiona como o machismo estrutural açoita e destrói famílias, seja no Brasil, Canadá ou em Jharkhand, estado da Índia onde foi realizado este arrebatador documentário. A história se desenvolve em razão da luta de um pai, pobre e sem instrução, em requerer justiça pelo estupro coletivo de sua filha, de 13 anos à época. As defesas argumentativas em prol dos jovens estupradores são tão surreais que enojam o pior dos sádicos, num aterrador retrato duma sociedade abusiva e misógina. E que hábil trabalho de câmera da diretora (indiana de nascimento, canadense de cidadania) pra capturar tanto a crescente tensão no vilarejo quanto a percepção de desesperança da ação jurídica legal. Há certos excessos visuais e sonoros desnecessários, mas é uma bem vinda obra conscientemente política e dogmática.