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Alphaville é um recorte do estilo de vida do lado de dentro do muro. O retrato de um Brasil cercado, onde supostamente é mantido longe o perigo, as interações indesejadas, todo tipo de movimento, heterogenidade e imprevisibilidade das ruas.
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Ao final de quase 1h de documentário, a sensação é de que nada ficou de novo. Faltou mais aprofundamento para um um conteúdo proposto de descoberta sobre o lado de dentro dos muros do mais famoso condomínio do Brasil. Não é supresa para ninguém a forma de pensar dos poucos corajosos que foram entrevistados.
O documentário procura não aprofundar nada. Não arrisca. Fica subtendido algumas coisas. Mas o preconceito dos “alphavillistanos” tá lá. E os privilégios de coisas que só o dinheiro pode pagar (como equipamentos de segurança, muros e carros blindados) também tá lá. Não era a proposta do documentário mas poderia assuntar o lado dos assalariados que limpam as mansões e botam os bebês pra durmir... e também dos vizinhos... Fiquei curioso pra ver o Um Lugar Ao Sol (2009) de Gabriel Mascaro, doc da mesma época, tema semelhante mas que parece mais inquisidor.
- é incrível como é só deixar burguês falar livremente para as câmeras que logo eles vão soltar bizarrices e atrocidades
- queria que a diretora pesasse mais um pouco a mão, mas seria capaz de nem sair o documentário
Sobre a eterna e diária re atualização da alegoria da caverna platônica. Sei que é real mas parece distópico, como se fosse um show de Truman só que na vida real. Fiquei com uma sensação de agonia e nojo. Bizarro.
Petra Costa tá diferente.