Uma mulher grávida vive em meio a constantes abusos físicos e psicológicos, muito violentos quando seu marido se embriaga e desconta a fúria na família. Pensando em uma alternativa para eliminar de vez o sofrimento e a amargura da mãe, a filha única do casal tenta convencê-la a fugir de casa e deixar o agressor sozinho, até que, após encontrar um misterioso artefato em uma feira nas ruas, descobre que uma entidade maligna pode estar disposta a resolver o problema de seu pai por ela. Curta-metragem nacional exibido em diversos festivais pelo país desde 2018, mas lançado ao público neste ano, Âmago é uma produção potente e visualmente dolorosa e incômoda, retratando uma imagem selvagem de uma família suburbana e as consequências extremas que abusos podem causar. Contando com uma fotografia e uma direção de arte simples, mas extremamente profissionais e que conseguem transmitir as mensagens junto aos diversos outros recursos técnicos, principalmente os famosos ruídos sobrenaturais e sombrios de arrastados, música disforme e sons tortos, o curta alcança o alto nível das mais recentes obras brasileiras, especialmente o terror nacional, que vem ganhando um charme e uma popularização enorme nos últimos anos. A pouca presença de diálogos reforça o ar pesado e afastado da família, uma melancolia grave que contribui com a atmosfera perturbadora e distante de laços, onde o sofrimento dos personagens sobrepõe as virtudes, transformando-os em sobreviventes desesperados, mas contidos, sendo tudo transmitido de forma clara, como é esperado de produções com pouco tempo de tela. Gradativo, a obra soube mergulhar e adaptar recursos modernos e de sucesso do cinema internacional, podendo ser facilmente confundido com um projeto da indústria A desde seus primeiros minutos, mas tendo uma identidade forte e interessante repleta de um gore contido, não-apelativo e convincente. Âmago aponta um futuro promissor à produção nacional do gênero e consolida a produtora Das Ruas Produções como uma em que vale a pena estar atento de hoje em diante.
Uma mulher grávida vive em meio a constantes abusos físicos e psicológicos, muito violentos quando seu marido se embriaga e desconta a fúria na família.
Pensando em uma alternativa para eliminar de vez o sofrimento e a amargura da mãe, a filha única do casal tenta convencê-la a fugir de casa e deixar o agressor sozinho, até que, após encontrar um misterioso artefato em uma feira nas ruas, descobre que uma entidade maligna pode estar disposta a resolver o problema de seu pai por ela.
Curta-metragem nacional exibido em diversos festivais pelo país desde 2018, mas lançado ao público neste ano, Âmago é uma produção potente e visualmente dolorosa e incômoda, retratando uma imagem selvagem de uma família suburbana e as consequências extremas que abusos podem causar.
Contando com uma fotografia e uma direção de arte simples, mas extremamente profissionais e que conseguem transmitir as mensagens junto aos diversos outros recursos técnicos, principalmente os famosos ruídos sobrenaturais e sombrios de arrastados, música disforme e sons tortos, o curta alcança o alto nível das mais recentes obras brasileiras, especialmente o terror nacional, que vem ganhando um charme e uma popularização enorme nos últimos anos.
A pouca presença de diálogos reforça o ar pesado e afastado da família, uma melancolia grave que contribui com a atmosfera perturbadora e distante de laços, onde o sofrimento dos personagens sobrepõe as virtudes, transformando-os em sobreviventes desesperados, mas contidos, sendo tudo transmitido de forma clara, como é esperado de produções com pouco tempo de tela.
Gradativo, a obra soube mergulhar e adaptar recursos modernos e de sucesso do cinema internacional, podendo ser facilmente confundido com um projeto da indústria A desde seus primeiros minutos, mas tendo uma identidade forte e interessante repleta de um gore contido, não-apelativo e convincente.
Âmago aponta um futuro promissor à produção nacional do gênero e consolida a produtora Das Ruas Produções como uma em que vale a pena estar atento de hoje em diante.
Excelente.
Assisti hoje por indicação do Refúgio Cult. Gostei desse curta.