O filho imprestável de um senhorio ausente é enviado para supervisionar as terras do pai. Lá, ele e a pobre governanta Lakshmi viram amantes, iniciando uma série de complicações devastadoras.
Mais uma grande produção do cinema indiano clássico que conheço que lamentavelmente é desconhecida por muitos cinéfilos. A história é dramaticamente bem desenvolvida e traz uma sempre oportuna crítica do cruel sistema de castas da Índia que mesmo legalmente abolido ainda existe no país. Curioso como o protagonista alega não acreditar em castas mesmo que os seus atos contradigam isso.
Ankur possui muitas qualidades. Talvez a mais forte é conseguir explorar o controle paterno, e como se desenvolve em determinada sociedade tal conflito interno, no desejo sexual em contraposição a um sistema secular do controle dos corpos de forma analógica. É um teatro Tchekoviano. Um dos melhores já vistos.
Cada vez que o protagonista aparecia, era garantido sentir raiva dele, ele é tão covarde e apático. O filme mostra bem como esse sistema de castas é depreciativo demais. Enfim, foi um filme muito interessante de assistir, pela cultura diferente da nossa causa um choque mesmo.
Os choques culturais ao assistir um filme indiano são inevitáveis. Há um constante sentimento de incômodo em todas as relações que são estabelecidas entre os personagens. Não há ali nenhuma relação para onde você possa fugir, onde você possa encontrar uma certa paz. A desigualdade social - sistema de castas - e desigualdade de gênero são os temas principais e, nestes pontos, podemos facilmente encontrar similaridades na sociedade brasileira, ainda que estes problemas se estabelecem a partir de outras conjunturas.
que grata surpresa! Não imaginei que seria um filme tão bom... mas o ÓDIO que eu senti por esse protagonista foi inexplicável viu. Que ser humano desprezível. O filme mostra um pouco desse sistema de castas e como ele é horrível e humilhante :/
Mais uma grande produção do cinema indiano clássico que conheço que lamentavelmente é desconhecida por muitos cinéfilos. A história é dramaticamente bem desenvolvida e traz uma sempre oportuna crítica do cruel sistema de castas da Índia que mesmo legalmente abolido ainda existe no país. Curioso como o protagonista alega não acreditar em castas mesmo que os seus atos contradigam isso.
Ankur possui muitas qualidades. Talvez a mais forte é conseguir explorar o controle paterno, e como se desenvolve em determinada sociedade tal conflito interno, no desejo sexual em contraposição a um sistema secular do controle dos corpos de forma analógica. É um teatro Tchekoviano. Um dos melhores já vistos.
Cada vez que o protagonista aparecia, era garantido sentir raiva dele, ele é tão covarde e apático. O filme mostra bem como esse sistema de castas é depreciativo demais. Enfim, foi um filme muito interessante de assistir, pela cultura diferente da nossa causa um choque mesmo.
Os choques culturais ao assistir um filme indiano são inevitáveis. Há um constante sentimento de incômodo em todas as relações que são estabelecidas entre os personagens. Não há ali nenhuma relação para onde você possa fugir, onde você possa encontrar uma certa paz. A desigualdade social - sistema de castas - e desigualdade de gênero são os temas principais e, nestes pontos, podemos facilmente encontrar similaridades na sociedade brasileira, ainda que estes problemas se estabelecem a partir de outras conjunturas.
A pedra atirada pela criança no final é uma boa metáfora para a esperança de dias melhores no futuro e uma sociedade mais igualitária.
que grata surpresa! Não imaginei que seria um filme tão bom... mas o ÓDIO que eu senti por esse protagonista foi inexplicável viu. Que ser humano desprezível. O filme mostra um pouco desse sistema de castas e como ele é horrível e humilhante :/