Aprovado para Adoção

Aprovado para Adoção (2012)
Couleur de peau: Miel Outros títulos
Média do filme: 4.2 de 5 — baseado em 165 votos
MÉDIAFILMOW
4.2
165 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Jung, Laurent Boileau
Data de lançamento 6 Junho 2012 Outras datas
Duração 70 min (1h010)
Classificação indicativa de Aprovado para Adoção: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos

Dirigido por

Data de lançamento

6 Junho 2012

Duração

70 minutos Classificação indicativa de Aprovado para Adoção: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Aos cinco anos, Jung foi achado nas ruas de Seul por um policial. Encaminhado para adoção, ele foi morar com uma família na Bélgica, onde cresceu e se tornou cartunista, sem jamais retornar ao seu país de origem. Aos 42 anos, ele decide revisitar Seul. Misturando animação e documentário, o diretor cria uma jornada autobiográfica na qual relembra sua infância, sua história e aborda antigos fantasmas que o assombram até hoje: seus pais biológicos e sua condição de estrangeiro em uma família e um país que não o pertencem.

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Comentários 2
amigos querem ver
velho_cinefilo
Senhor Ivan
6 anos atrás

Intercala em animação e live-action,e isso foi lindo de se ver.A narrativa é fortíssima e emociona com facilidade.Um dos filmes mais desconhecidos que acabou se tornando um dos meus favoritos.

>Assistido em 16 de Dezembro de 2019

editado
rogerjunio75
Rogério Junio
7 anos atrás

Eu não sei se a morte é maior do que a vida, ou se a vida é maior do que a morte, mas o amor é maior do que os dois. Filme lindo e sensível.

valcinema
Valdeci
7 anos atrás

Sensível e bem feito.

alinenaomi
aline naomi
10 anos atrás

Trata-se de uma animação autobiográfica de Jung, um quadrinista coreano adotado por uma família belga quando tinha cinco anos; os desenhos foram feitos pelo próprio Jung. Dirigida pelo francês Laurent Boileau, a animação mescla algumas imagens filmadas por um tio adotivo de Jung com uma Super 8 e cenas de quando ele viajou para a Coreia, para gravar um documentário que acabou resultando nessa animação.

A animação foi baseada na HQ "Couleur de peau : Miel" (Cor de pele: Mel), que Jung já tinha lançado; o título da animação em português não tem nada a ver com o original porque foi baseado no título em inglês.

Procurei pela HQ e ela ainda não foi lançada no Brasil. São três volumes publicados respectivamente em 2007, 2008 e 2013 pela editora belga Quadrants.

Depois do fim da Guerra da Coreia (1950-1953), estima-se que 200 mil crianças ficaram órfãs - porque os pais morreram ou porque forram abandonadas.

Jung foi encontrado por um policial nas ruas de Seul em 1970 (?), quando tinha cinco anos e foi levado a um orfanato. Essa parte ficou um pouco confusa, mas, pelo que entendi, esse orfanato tinha contato com orfanatos na Europa e nos Estados Unidos e, depois de uma avaliação médica, Jung e milhares de outras crianças eram "aprovadas para adoção" (o responsável atestava isso na ficha da criança) e elas seguiam para outros orfanatos em países estrangeiros, onde eram adotadas por famílias locais.

Jung foi adotado por um casal que já tinha outros quatro filhos, todos loiros. Destaco isso, porque o fato de Jung ter uma aparência inegavelmente asiática era motivo de zombaria e preconceito entre seus colegas da escola.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Depois de um tempo, o casal adotou uma menina coreana de 11 meses. Jung não gostava dela talvez por ela ter roubado seu lugar de "filho asiático" na família ou por ela lembrá-lo da origem de ambos, ou por motivos que nem ele sabia explicar.

Jung é uma criança "problema", sempre se mete em confusões, apronta muito (necessidade de chamar atenção? carência?), é castigado pelos pais, mas continua aprontando.

Ele teve uma fase bem engraçada de adoração ao Japão. Nessa época, queria ser japonês e não coreano, praticava artes marciais e ouvia música japonesa bem alto, o que irritava os irmãos.

Apesar de aprontar muito e não gostar de estudar, gostava muito de desenhar.

É comovente, porque, com o desenho, ele tenta contar a si mesmo a história dos pais e sua própria história. E quando ele desenha ou deixa a imaginação correr solta, muitas vezes está buscando a mãe biológica e explicações - os traços dessas cenas são diferentes das demais, são meio borradas, oníricas. Apesar disso, ele, enquanto narrador, enfatiza que não sente mágoas dela.

Aos poucos, ele vai se tornando um jovem tímido e com poucos amigos. Sente-se confortável apenas com uma amiga coreana (também adotiva), que estudava no mesmo colégio que ele e gostava de seus desenhos.

Com cerca de 17 anos, vai morar em um abrigo da igreja para refletir melhor, pois estava se sentindo estranho dentro da própria família e consigo mesmo. Nesse período meio curto (parece durar algumas semanas), come muito arroz com pimenta Tabasco, o que lhe causa sérios problemas de estômago. O padre que o estava ajudando liga para os pais de Jung, e a mãe vai buscá-lo para levá-lo ao hospital.

Ele fica internado, mas se recupera e volta para casa. E conta que, por sorte, se salvou, diferentemente do que aconteceu com outras pessoas coreanas adotivas que ele conhecia - vários tentaram suicídio (e eu que pensava ingenuamente que bastava adotar, cuidar, amar e orientar crianças sem pais biológicos que tudo daria certo no final... a realidade é muito mais complexa; é bom que eu tenha desistido da ideia porque não teria suporte emocional para vivenciar certas coisas). Sua irmã Valerie, que tinha um nome em coreano antes de ser "Valerie", morreu em um estranho acidente de carro aos 25 anos, sugerindo que ela quis morrer.

O fim é um pouco abrupto. Quando ele volta do hospital, a mãe que, segundo ele, não era boa em demonstrar sentimentos, acaba lhe contando que seu primeiro filho biológico morreu e Jung ocupou o lugar desse filho no coração dela. Entendi que, por meio dessa conversa, a mãe conseguiu comunicar que ela o considerava um filho "de verdade" e, mesmo sem dizer diretamente, que ela o amava. A cena final dá a entender que ele, por fim, se reconcilia consigo mesmo e com a família.

editado
bia_paraisense
Fabiana
10 anos atrás

E porque têm que ter uma cor;o amor?

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