Bertrand e Lorraine se conhecem no hospital onde sua esposa e namorado, respectivamente, estão fazendo tratamento para câncer. Passam então a conviver e a se ajudar diariamente nos momentos difíceis. No entanto múltiplos sentimentos começam a perturbá-los cada vez mais.
Filme de uma doçura cruel (bem antagônica mesmo). Quando o assunto é doença, e uma doença tão traiçoeira quanto um câncer. a nossa compaixão se volta inteira ao doente. No filme, eles estão lá, fantasmagóricos, sugando a energia dos que ficam e que sofrem tanto quanto. O filme é doce e ao mesmo tempo duro ao esfregar na cara de quem o vê que a vida continua. E esse verbo "ficar" do título carrega essa "culpa" de quem só pode esperar.
Vi no dia 23/06/2013, no Ciné Club da Reserva Cultural, em São Paulo, e gostei muito. Esse foi o primeiro filme do ciclo "Encontros e desencontros"; nos próximos dois ou três meses, os filmes franceses terão essa temática. Oba!
Gosto de livros e filmes que falam de relações profundas e, de certa forma, fugazes. Dois destinos que se encontram por acaso (existe mesmo acaso?), em um determinado espaço-tempo, e, depois que tudo acaba, as pessoas são outras. Algo dentro delas foi remexido e transformado. Gosto demais.
Gostei muito desse filme :) Vi ontem no Cine Glitz, porém a programação dizia que era um filme, o comercial dizia que era outro e na verdade tava passando esse hahaha. Mas finalmente encontrei e cadastrei aqui, ainda não tinha! Indico a todos que gostam de filme francês.