Estava há tempos ensaiando de ver esse documentário e sempre adiava, mas agora com a polêmica do caso Valentina resolvi assistir. Em termos de cinema é um documentário péssimo, bastante brega e mal dirigido, com ar de matéria pra canais como o Discovery Channel. Tem umas reconstituições e uma narração impactante de dar vergonha alheia. Além disso o filme peca por cair muito no discurso de "nem todo homem é assim" e de recorrer muito a justificativas biológicas e evolutivas pra tal comportamento (afinal, mulher preferir homem alto é questão de seleção natural, não tem nada de construção social nisso, né). Mas o documentário é válido por tocar em alguns pontos interessantes e que precisam sim ser discutidos, como o caso de mulheres pedófilas, a idade de consentimento e a condição da pedofilia enquanto orientação e não prática. Mas o principal mérito aqui é o esclarecimento de que nem toda pessoa que comete abuso sexual contra crianças e adolescentes (ou faz menção de, como no caso de Valentina) sofre de pedofilia, e os problemas oriundos dessa confusão propagada pela mídia.
Faz tempo que eu não via passarem pano pra pedofilia desse jeito, hein! Nojo.
Meia estrela porque não tem como dar nota 0.
tinha que ser dirigido por um homem
onde tem legendado?
Interessante. Mas como é um tema tenso e denso, deveria ser mais extenso.
Estava há tempos ensaiando de ver esse documentário e sempre adiava, mas agora com a polêmica do caso Valentina resolvi assistir. Em termos de cinema é um documentário péssimo, bastante brega e mal dirigido, com ar de matéria pra canais como o Discovery Channel. Tem umas reconstituições e uma narração impactante de dar vergonha alheia. Além disso o filme peca por cair muito no discurso de "nem todo homem é assim" e de recorrer muito a justificativas biológicas e evolutivas pra tal comportamento (afinal, mulher preferir homem alto é questão de seleção natural, não tem nada de construção social nisso, né).
Mas o documentário é válido por tocar em alguns pontos interessantes e que precisam sim ser discutidos, como o caso de mulheres pedófilas, a idade de consentimento e a condição da pedofilia enquanto orientação e não prática. Mas o principal mérito aqui é o esclarecimento de que nem toda pessoa que comete abuso sexual contra crianças e adolescentes (ou faz menção de, como no caso de Valentina) sofre de pedofilia, e os problemas oriundos dessa confusão propagada pela mídia.