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Duração
João de Deus, o tarado pedófilo, está tranqüilamente almoçando num parque depois de anos trancafiado num hospício (condenado por abusar de adolescentes) quando o diabo em pessoa lhe dá uma mala cheia de dinheiro. João de Deus então irá desfrutar da luxúria e da lascívia proporcionada pelo dinheiro maléfico, sem nenhum arrependimento ou qualquer sinal de remorso cristão.
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Cinema estranho, começa com algumas tiradas com relação à igreja católica mas depois parece que se esgota no vazio do choque e em algumas passagens um tanto patéticas de um velho grotesco roubando uma mulher de alguém como se isso fosse possível. Se era pra ser uma comédia sarcástica, não vi a menor graça , se era pra ser radical até consegue, porém ser radical por radical qualquer besta consegue.
Uma esplêndida poesia filmográfica...
Ótimos diálogos na incessante saga de João de Deus
- O senhor foi internado num asilo psiquiátrico, por exibir em pleno dia num jardim público, os órgãos genitais a uma menina de sete anos.
- Pura lição de anatomia. O pai tinha lhe ensinado que o coração está no lugar do pênis. Em meu fraco entender, foi pena ter-se ficado pela educação sentimental.
- Cuspiu num olho de um inspetor de polícia.
- Isso ainda foi no tempo do fascismo. Hoje em dia já não gasto saliva.
Não é nenhum exagero afirmar que o grandiloquente e poético marginal João de Deus é um dos personagens mais marcantes do cinema lusitano. Depois das provocações de "As Recordações da Casa Amarela" e "A Comédia de Deus", o “alter ego” do cineasta João César Monteiro segue sua trajetória em “As Bodas de Deus”, agora, às voltas com uma mala recheada de dólares para fazer o que bem entender. Pra quem curte o humor peculiar de Monteiro é um prato cheio. Destaque também para os diálogos antinaturalistas e às críticas contundentes à Igreja.
Preciso com urgência ver os outros dois da trilogia! o.O