Filme que deu à Francesca Bertini a alcunha de Diva no cinema mudo italiano. É um filme com uma temática um pouco complicada. Mesmo com mais de cem anos de sua realização, dá abertura para debates sobre como a mulher era tratada na sociedade e no próprio cinema. Assunta vive um relacionamento abusivo com Michele, um homem explosivo e violento. Após uma crise tempestuosa de ciúmes dele, ele acaba indo preso. Assunta sente-se culpada pelo destino do amado, mesmo ele estando errado. E ela então para salvá-lo, vira amante do homem que pode salvar o seu amado. Porém, ela acaba sendo usada e descartada por este homem. Quando Michele sai da prisão, ele descobre o caso amoroso e uma nova tragédia acontece. O final é complicadíssimo de se digerir, ainda mais quando é percebido que Assunta é a real vítima dos homens, mas o filme foi feito em uma época em que as mulheres livres eram demonizadas dentro e fora do cinema. Nos resta apenas lamentar e discutir sobre isso. Existe uma refilmagem com Anna Magnani.
A cópia do filme a que tive acesso estava escurecida em excesso, o que prejudicava a adesão ao "claro" que emana de cada seqüência dramática. O problema é que a grande reviravolta criminal/trágica que o filme possui resvala numa grande assunção de irregularidade tramática, visto que um personagem-chave simplesmente some de cena, sem maiores explicações, de maneira que, do meio para o final - por mais acachapante que este seja - o interesse fica reduzido. Não deixa de ter a sua validade, mas não me convenceu dramaturgicamente. (WPC>)
Filme que deu à Francesca Bertini a alcunha de Diva no cinema mudo italiano. É um filme com uma temática um pouco complicada. Mesmo com mais de cem anos de sua realização, dá abertura para debates sobre como a mulher era tratada na sociedade e no próprio cinema. Assunta vive um relacionamento abusivo com Michele, um homem explosivo e violento. Após uma crise tempestuosa de ciúmes dele, ele acaba indo preso. Assunta sente-se culpada pelo destino do amado, mesmo ele estando errado. E ela então para salvá-lo, vira amante do homem que pode salvar o seu amado. Porém, ela acaba sendo usada e descartada por este homem. Quando Michele sai da prisão, ele descobre o caso amoroso e uma nova tragédia acontece. O final é complicadíssimo de se digerir, ainda mais quando é percebido que Assunta é a real vítima dos homens, mas o filme foi feito em uma época em que as mulheres livres eram demonizadas dentro e fora do cinema. Nos resta apenas lamentar e discutir sobre isso.
Existe uma refilmagem com Anna Magnani.
A cópia do filme a que tive acesso estava escurecida em excesso, o que prejudicava a adesão ao "claro" que emana de cada seqüência dramática. O problema é que a grande reviravolta criminal/trágica que o filme possui resvala numa grande assunção de irregularidade tramática, visto que um personagem-chave simplesmente some de cena, sem maiores explicações, de maneira que, do meio para o final - por mais acachapante que este seja - o interesse fica reduzido. Não deixa de ter a sua validade, mas não me convenceu dramaturgicamente. (WPC>)