A vida de Ava é ditada por regras. Ela enfrenta pressão para se adequar às expectativas de seus pais, sua escola e seus amigos. Quando Ava descobre que seus pais já foram destruidores de regras flagrantes, ela começa a se rebelar contra os próprios fundamentos de sua sociedade. O filme demonstra magistralmente como uma cultura de autoridade pode forçar a negação e o descolamento, particularmente entre as mulheres jovens durante seus anos de ensino secundário formativos e vulneráveis.
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Bom drama iraniano sobre a importância da criação dos pais e da educação da escola para com os/as adolescentes.
Por sentir um certo maniqueísmo e exagero em algumas atitudes dos pais, de Ava e até da escola, foi difícil me conectar melhor com a história, mas, mesmo assim, é um filme que serve de alerta sobre a importância do apoio familiar e docente, ainda mais numa cultura tão opressiva e machista.
Analisa as consequências da sociedade patriarcal iraniana desta vez tomando por ponto de vista uma adolescente do ensino médio, de modo que não apenas investiga o que as mulheres passam no país, mas mergulha isto nas experiências próprias da juventude (e do colégio). É eficiente ao retratar tudo por que passa a personagem-título, em especial na relação com sua mãe, e ainda em expor como os tentáculos machistas e retrógrados são feitos com a contribuição daquelas mesmas que sofrem com seus grilhões. Tudo isto feito com conhecimento de causa pela diretora, Sadaf Foroughi, em cuja vida a trama se baseia.
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