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Duração
Ayahuasca, Eu e a Serpente é um belo documentário sobre o trabalho de um médico francês na selva peruana, onde ele desenvolveu um centro de cura - Takiwasi Center - para toxicômanos, usando a Ayhuasca e a cultura da Floresta para curar e promover uma mudança paradigmática em todos aqueles que vivenciam o processo terapêutico, enteógeno e espiritual.
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Essencial película para o meio ayahuasqueiro!
Me intrigou bastante os centros de tratamentos para toxicômanos, depressão e ansiedade no Peru, porque aqui no Brasil vemos o mesmo trabalho sendo realizado fora dos meios acadêmicos, de formas muito diversas e surpreendentemente eficientes.
A proposta é bem ousada e os cenários das consagrações no documentário também chamam a atenção pelas diferenças ritualísticas e de restrições.
Particularmente, as minhas jornadas com a Rainha da Floresta, sempre foram muito fortes e intensas, mesmo que de formas distintas. Mas já vi ocorrer o que acontece com o rapaz do documentário, de uma pessoa se "frustrar" por não alcançar algo com a experiência, talvez por expectativa. Segundo algumas crenças das vertentes que fazem uso do chá, a Ayahuasca conduz a experiência, e isso é algo muito forte porque representa antes de mais nada uma atitude de coragem e confiança se entregar a ela. E como não conduzimos a jornada, não temos controle daquilo que vamos experienciar.
A importância de documentários como esse é reforçar a verdadeira essência do uso dessa medicina sagrada, que nada tem de recreativo, apesar da insistência dos leigos. Como dito pelo Marcelo Leite, a ciência provavelmente nunca descobrirá o que levou os nativos a misturarem o jagube e a chacrona, mas é fato que esse chá ancestral tem um poder imenso e tão esplendoroso, que realmente traz a concepção de uma natureza divina e sábia, de propósito além das nossas [vãs] filosofias...
Legendado:
https://www.youtube.com/watch?v=qDDNgT9KgLM