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Data de lançamento
9 Março 2024Duração
Em um mundo em que ninguém fala, uma comunidade devota liderada por mulheres persegue uma jovem que escapou de sua prisão. Recapturada por seus líderes implacáveis, Azrael deve ser sacrificada para pacificar um antigo mal nas profundezas da natureza selvagem ao redor, mas ela não vai parar por nada para garantir sua própria sobrevivência. Azrael faz uma tentativa selvagem de liberdade enquanto sua fuga acelera em direção a um confronto cruel e movido a vingança.
Um filme esquisito que não se define, não tem premissa nem desenvolvimento e joga no subjetivo qualquer fiapo de trama que teria para oferecer.
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Azrael é aquele tipo de filme que parece promissor na ideia, mas desanda rápido na execução. A proposta sem diálogos vira um truque raso, que mais limita do que provoca, deixando tudo arrastado e sem impacto. Samara Weaving até se esforça e segura algumas cenas no puro carisma, mas o roteiro vazio e as ações sem lógica sabotam qualquer tensão. O terror não assusta, a violência não empolga e o terceiro ato afunda de vez em clichês sem sentido. Visualmente há clima e algumas imagens fortes, mas falta história, coerência e propósito. No fim, fica aquela sensação de tempo desperdiçado… e a impressão de que Samara Weaving só topou porque os boletos realmente não se pagam sozinhos.
a ideia de contar uma história praticamente sem dialogos é interessante para manter o ar claustrófobico que é pretendido. Mas peca muito no senso de perigo pois você não se importa com os personagens. Ideia ok e nada mais
A tarefa de desenvolver um filme sem diálogos não é fácil, pelo contrário, o que a fala não traduz, acaba por ser ainda mais exigido de outros aspectos, tanto por parte dos atores em sua atuação, quanto da direção em si. Contudo, não é o que temos aqui.
O próprio conceito dos personagens não falarem não tem propósito algum. Se falassem, o filme não teria alteração alguma em sua história. O único momento em que temos uma quebra na proposta, com um personagem que fala, também não acrescenta em nada e rapidamente é descartado.
Além disso, não é possível se afeiçoar ao casal formado pela protagonista, pois não os conhecemos. Da mesma forma, as criaturas possuem um design ruim, além de andarem lentamente em uma hora e na outra correrem como velocistas.
Em resumo, o filme tenta compensar com a ação, mas acaba por ficar no lugar comum. Mesmo tendo apenas oitenta e seis minutos, a sensação é de que tem bem mais. Nem mesmo Samara Weaving consegue salvar Azrael.
Poucos bons momentos, mas que não fazem valer a pena.