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Data de lançamento
5 Julho 2018Duração
• Aclamado mangá dos anos 80 que recebe sua primeira adaptação para anime.
A história se foca em Ash Lynx, um assassino cruel e implacável, criado como herdeiro adotivo e brinquedo sexual do "Papa" Dino Golzine, o rei do crime da East Coast's Corsican. Agora com 17 anos, Ash abandona o reino e a riqueza oferecida pelo diabo que o criou. Mas o horrível segredo que enlouqueceu o irmão mais velho de Ash, acaba caindo nas mãos de Papa, e é exatamente o momento errado para o fotógrafo japonês Eiji Okamura conhecer Ash Lynx, e cair com ele num turbilhão sangrento de orgulho, ganância, luxúria, e ira desencadeadas pelo enigma com o código Banana Fish.
• Estúdio: Mappa
• Episódios: 24
• Duração: Aprox. 24 min
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Ainda que tenham alguns erros claros, tudo em que eles acertaram foi com força
As únicas coisas que me incomodam é a falta de desenvolvimento de alguns personagens e da própria história com o banana Fish (que é bem importante) e a repetitividade nos sequestros, que em certo momento vira algo muito frequente na história.
Mas tirando isso é uma das minhas obras favoritas 😛
Eu só queria poder desver isso com todas as minhas forças.
Gays trambiqueiros que sofrem um bocado sem ter um segundo de paz
Infelizmente, tenho muitas críticas...
Ash é apresentado com uma perfeição praticamente inumana, sendo absurdamente excepcional em tudo que faz. Ainda que a história justifique de certo modo, não me convenceu tão bem.
A mudança de época do mangá para o anime não foi tão bem pensada, gerando buracos e incoerências na cronologia.
Falando em buracos, a história não consegue desenvolver tão bem cada um de seus próprios temas(interessantíssimo, por sinal), com o próprio banana fish saindo do centro da história em certo ponto.
Muitos personagens acabam carecendo de um aproveitamento melhor, como Yut Lung e Golzine.
O sequestro como algo repetitivo na história, com a segunda metade parecendo uma sucessão de arcos em que alguém é sequestrado.
O abuso sexual que, apesar de não ser romantizado, é tão frequente que pareceu ganhar um tom fetichista. Enquanto isso, o amor entre homens é visto como algo casto. O sexo aqui aparece apenas como violência. Preguiça, sabe?
Dito tudo isto... Eu gostei. Apesar de tudo foi uma jornada trágica e comovente diferente de vários animes no cenário atual. Não é sempre que Banana Fish acerta, mas quando acerta se sobressai bastante.
Eu entendo o final que a autora quis dar para o Ash, mas não concordo. Muitas pessoas acham que ele escolheu morrer (sim, ele escolheu, isso não ficou muito explicito no anime, mas no manga sim) porque foi a maneira dele encontrar a "paz", o que acho completamente equivocado, como se uma pessoa machucada com um passado horrível não tivesse chance de obter paz e felicidade e sua unica opção fosse a morte...
A morte do Ash foi multifatorial: ele tinha a convecção de que não poderia ficar com Eiji, tinha medo de atrair perigo até ele e não conseguir protege-lo; e sabia que se voltasse a vida antiga ele iria retornar para o ciclo de violência que sempre foi obrigado a viver, com mais o fator da culpa da morte do Shorter ainda estar nas suas costas (pois o banana fish não foi exposto) e isso iria continuar a atrais caos entre as gangues. Como o Ash não queria voltar para a vida antiga, e não poderia viver ao lado do Eiji, esse foi o destino que ele escolheu.
Eu acho que se a morte do Ash fosse feita de uma forma diferente seria mais palpável, eu teria aceitado melhor. Eu já imaginava que a morte de um dos dois poderia ocorrer no final, a gente viu o que o Eiji e o Ash são capazes de fazer um pelo outro, acredito que se o Ash tivesse se sacrificado pelo Eiji a sua morte seria mais convincente. Afinal, a ideia do Ash não poder ficar ao lado do Eiji foi uma decisão unilateral, ele não levou em consideração a escolha do Eiji, que obviamente não concordaria. Os maiores momentos de felicidade e paz do Ash aconteceram por causa do Eiji, se ele tivesse ido para o Japão e ouvisse o Eiji, eles poderiam ter sido felizes. E é isso que dói na gente no final, a possibilidade de felicidade que foi arrancada por algo "evitável".