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Leo sofre de um transtorno obsessivo-compulsivo por Bilbao, uma “stripper” e prostituta em Barcelona. Leo bola um plano completo para incluir Bilbao em sua coleção de artigos eróticos. Escondido atrás de seus óculos de sol, como um detetive, Leo segue Bilbao por toda a cidade. Ele descobre onde Bilbao vive, tira fotos dela, guarda recortes de jornal em que ela aparece e adquire qualquer objeto relacionado a ela. No entanto, Leo vive com Maria. Ela é muitos anos mais velha que Leo e sente forte atração sexual por ele. Mas ele a rejeita por causa de sua paixão delirante por Bilbao.
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Bigas Luna é um cineasta catalão que merece mais reconhecimento. As notas no IMDb, por exemplo, são muito baixas. Aqui, em seu segundo longa, já temos algumas características que seriam constantes em sua filmografia: o sexo, a dicotomia entre esposa e amante, o leite, os seios. O tom de suspense é muito bom e a narração over, apesar de ser um recurso sempre meio preguiçoso, é justificada pela necessidade de imersão na mente do protagonista e sua repulsa e atração simultâneas pela personagem-título.
Imagens bizarras como a de um peixe “devorando” uma salsicha e a da ousada depilação púbica ficam gravadas na retina por horas, mas “Bilbao” é muito mais que um catálogo de perversões e fetichismo. É quase um estudo sobre a solidão do homem contemporâneo e sua obsessão por possuir tudo.
Já estava tudo ali: a semente da subversão brotou em 1978, neste segundo filme de Luna! Ora deslocado, por vezes transgressor, o enredo gira em torno de três personagens que tentam 'sobreviver' em um mundo alienado, ausente de amor e sentido. Fica bem à mostra a criatividade do diretor, o apelo erótico (sua marca registrada) e a falta de dinheiro para estruturar a produção, mas acompanhar a trama mostra-se um exercício curioso e nostálgico de um cineasta que cresceria muito 20 anos depois. Para poucos, mas os cinéfilos abraçarão a causa...
"Então, escovei os dentes, não posso evitar, é imprescindível ter dentes muito limpos. Antes, tomei yogurte, gosto de lamber o copo"... Bigas Luna já demonstrava talento e estilo ao dirigir esta pérola. Estão aqui, alguns elementos quase sempre presentes na filmografia do diretor: uma infinidade de "símbolos fálicos", como, por exemplo, um peixe com uma salsicha enfiada na boca. Além disso, os diálogos, embora ditos com aparente seriedade, são hilários".
Má qualidade. Péssimo gosto do personagem. Doentio.