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Data de lançamento
16 Dez. 2014Duração
Episódio especial de natal da série Black Mirror.
Em uma cabana, Matt e Joe falam sobre seu passado. Matt costumava comandar um grupo online na dark web que se observava seduzindo mulheres por meio de "Z-Eyes" (implantes obrigatórios que substituíram os telefones) que registram a visão e a audição. Acabou depois que uma mulher com problemas mentais envenenou um dos participantes em um assassinato-suicídio. A antiga profissão de Matt era treinar "cookies" — clones digitais de pessoas armazenados em um objeto em forma de ovo — como assistentes pessoais. Enquanto isso, a esposa de Joe o "bloqueou" com os Z-Eyes, para que ele não pudesse se comunicar com ela após uma discussão sobre seu aborto planejado. Joe viajava para a casa do pai de Beth todo Natal para espionar Beth e a criança — que ela mantinha, mas que Joe também não podia ver. Após a morte de Beth, ele conseguiu ver a criança, mas não era o pai. Joe confrontou o pai de Beth e o matou, deixando a filha congelar até a morte. Matt revela que ambos estão em um cookie, e Joe acaba de confessar seus crimes. Joe será preso, enquanto Matt é registrado como um criminoso sexual perigoso e bloqueado por todos para o resto da vida. Enquanto isso, como punição, um policial define o tempo dentro do biscoito de Joe para correr a 1.000 anos por minuto em um loop infinito.
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Lembro de ter gostado.
O episódio é uma antologia dentro de um especial de Natal, composta por três histórias interligadas. A que mais me cativou foi a história do Matt trabalhando como "coach" de sedução e a consequente tragédia que sucede. É um verdadeiro episódio "muito Black Mirror".
Que episódio louco kakkaka, os plot twist mexeram com minha cabeça, fiquei uns 5 minutos tentando assimilar tudo 🤣🤣🤣🤣
O que eu mais gosto em Black Mirror é que os Plot twist são no final e te pegam de surpresa!!!!
Nota 5!!!!
onde encontro esse EP?
Considero o melhor episódio de Black Mirror por vários motivos, mas principalmente por ser uma mistura ideal da hiper-tecnologia com o que nos torna mais humanos: nosso poder de conexão com outras pessoas e como isso pode revelar o melhor e o pior de nós.
Logo no início, duas ferramentas se contrapõem: enquanto uma auxilia a aproximação com outras pessoas (mesmo que com questões éticas seríssimas), a outra permite bloquear (literalmente!) aqueles que estão à nossa volta. As duas são lembretes importantes para olharmos nossa relação com a tecnologia de maneira cética e branda, pois afinal todo suposto avanço trará consequências nem sempre muito bem desenhadas.
A outra tecnologia importante mostrada ao longo do episódio é a construção de uma inteligência artificial que é como um espelho/sombra da consciência de uma pessoa. Nos dez anos que separam esse comentário do lançamento, estamos cada vez mais próximos dessa realidade: todos os principais modelos de linguagem de larga escala (LLMs) têm funções de memória e personalização. Somar a isso tudo o que os principais serviços digitais sabem de nós - pois Youtube, Netflix e redes sociais já usam inteligência artificial há muito tempo - é perceber como temos “pequenas versões” nossas espalhadas por aí, nossos cookies.
O roteiro é inteligentíssimo ao amarrar isso tudo de maneira fluida, emocional e principalmente relacional. A construção da conversa entre os protagonistas é excelente e o acúmulo de pequenos elementos e pistas fazem a revelação final ser impactante e, ao mesmo tempo, esperada. Ou seja, não chega a ser um plot twist porque estivemos o tempo inteiro no olho do furacão.
Com todas essas qualidades, esse episódio é um dos que tem “cara de filme” (os outros sendo Beyond the Sea e Demon 79) e é, sem dúvidas, um dos que você grita com gosto: “isso é muito Black Mirror, mano!”.
5 ⭐