Bobbi Jene é uma história de amor, retratando os dilemas e as inevitáveis consequências da ambição. É um filme sobre a luta de uma mulher pela independência, a tentativa de ser bem sucedida com sua própria arte no mundo extremamente competitivo da dança.
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Após morar cerca de 9 anos em Tel Aviv, Israel, Bobbi Jene, da companhia de dança de Ohad Naharin (você lembrará dele caso tenha assistido ao documentário "Gaga: O Amor pela Dança"), resolve retornar aos Estados Unidos, oportunidade para que a diretora Elvira Linda registre o impacto pessoal e profissional desta mudança.
A abordagem documental privilegia a observação próxima e objetiva do cotidiano de Bobbi, em vez de investir no formato de depoimentos de cabeças falantes, e esta decisão aproxima o espectador da artista, expondo suas inseguranças, fragilidades, amores e, evidentemente, a obra e o que a empurra na direção do esforço e prazer, tema da performance que exibe em Jerusalém.
Tal como outros trabalhos sobre dança artística, a narrativa também trata - na única entrevista entre documentarista e biografada - da dificuldade financeira daqueles que perseguem a carreira nas artes performáticas, diferentemente, p. ex., de músicos ou atores, afora ajudar o espectador não letrado na arte (eu!) a entender um pouco mais sobre a maneira com que o movimento corporal consegue retratar a alma de seus intérpretes. E Bobbi Jene, é um talento merecedor de nossa atenção.
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