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Duração
Em Boxer, longa com pela direção de Mitja Okorn, nos apresenta a jornada intensa e emocionante de um jovem boxeador promissor, interpretado por Eryk Kulm Jr., que decide fugir da Polônia comunista para ir atrás do seu maior sonho que é se tornar o maior lutador de boxe da história. Com apenas sua esposa ao seu lado prestando-lhe apoio, ele logo percebe que a batalha para realizar seu sonho será mais difícil do que imaginava. Enfrentando meses de adversidades como imigrante, ele finalmente concorda em participar de uma luta fixada que irá alterar o curso de sua vida para sempre. Este drama intenso explora os sacrifícios pessoais, a determinação incansável e os desafios éticos que acompanham a busca pelo sucesso no mundo brutal do boxe e além dele.
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Inspirado na vida do lendário pugilista polonês- alemão Dariusz Michalczewski, apesar da longa duração é uma obra sólida e competente, mostra que para atingir o sucesso, a jornada é dramática e tortuosa.
O filme tem uma base muito interessante, a ideia que gira em torno de si é excelente, mas toda a execução deixa a desejar.
Temos aqui um boxeador polonês que foge de seu país em busca de algo melhor, é a fuga de um sistema que estava falhando para ir de encontro com um sonho de liberdade, mas nem tudo são flores e as oportunidades não brilham para todos, não sem lutas, não sem dramas familiares. Até aí tudo bem, o problema é a falta de foco único, ao tentar nos mostrar a vida no mundo competitivo do boxe, a fuga de um sistema falho e os problemas que tudo gera na família, nós temos um filme que não desenvolve nada muito bem.
Temos bons momentos, principalmente no último ato, aonde vemos o trabalho dramático dos atores atingir o ápice, mas tudo demora a se desenvolver, seja por culpa da falta de foco, seja por culpa desse ser um filme longo.
Enfim, temos um filme com boas ideias, mas que só nos entrega bons momentos.
Filme interessante, que poderia ter abordado de forma mais profunda a deserção de atletas do bloco comunista. Embora tenha se perdido em alguns momentos em situações pretensamente caricaturais, vale como um retrato da "Cortina de Ferro" nos anos 70, 80 e 90. A esposa do protagonista é linda.
Filme tem um monte de elementos mal conectados. Ele fugir da Polônia comunista tem um peso muito menor do que deveria. Impacta só no começo e no final, praticamente. Foi muito fácil e simplesmente deixaram o cara de boa lá viver a vida dele? Como se fosse fácil assim ser um desertor da URSS e ter uma vida tão pública assim. E aí o cara mostra que o principal problema não era a ditadura socialista e sim ele mesmo. Então para que acrescentar isso? Dava para praticamente ser a mesma história de um imigrante qualquer fugindo do seu país. Ou que tal pegar uma história de verdade dos muitos atletas que fugiram ao invés de inventar uma coisa fraca dessas?
O protagonista toma um monte de decisão retardada, não consegue cumprir com nenhum combinado, faz as coisas só pensando em si só se deixando levar pelo calor do momento e depois fica surpreso quando as pessoas ficam com raiva disso.
Tem umas coisas que não são críveis e só acontecem para chocar o público e fazer a decadência dele ficar ainda pior, sendo que muitas dessas não precisava. A gente já entendeu, ele é um imbecil, egoísta, explosivo e ingrato, não precisa continuar tomando decisões cada vez mais merda.
O filme faz a gente torcer cada vez mais contra ele, porque, como eu falei, a principal causa dos problemas da vida dele é ele mesmo.
Ainda bem que a mulher não volta para ele no final. Era uma esposa boa para caralho para um bosta desses.
O tanto que eu torci pra esse homem ser nocauteado... No mais, segue a estrutura de outras cinebiografias: começa na infância, plantando a semente do sonho e a ligação familiar (com o pai) de base; as dificuldades de subir na vida; superação dos obstáculos; auge; queda com muita besteira feita pelo protagonista; o fundo do poço; até a redenção. O grande diferencial aqui é uma discussão sobre processos migratórios no final do século XX, em uma Polônia comunista em derrocada, que fez o filme migrar para a Inglaterra, sendo o boxe só uma desculpa para pontuar que o Ocidente e a liberdade capitalista também estão longe do ideal. Decepciona, porque o cara é um escroto, merecia sofrer mais. Ao menos a edição é segura e as duas horas e meia passam voando.