Dirigido por
Duração
Produzido a partir de pinturas a óleo e acrílico do artista plástico pernambucano Daaniel Araújo, a animação “Bolha” retrata um dia na vida de um jovem em dissintonia com o mundo a sua volta. Deparando-se com uma deformidade em seu corpo, ele busca uma saída.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Isso aqui foi massa. Já na imagem inicial tem uma sugestividade que joga com a nossa intuição em algumas direções de um jeito bem expressivo e que vai além disso quando, literalmente, se concretiza no final para além de uma sugestão onírica. Quer dizer, em retrospecto dá até pra dizer que existe um certo sufoco de pesadelo no curta todo que nos faz refletir se em algum momento sequer saímos do sonho do começo. Isso transmite uma ideia desse cotidiano como aquilo do que ele não consegue escapar, que o aprisiona e confunde, algo que a pintura e os diálogos também fazem. O estilo da pintura, que não é fotorrealista, nos dá a ver o mundo sob uma ótica turva, embaçada, altamente subjetiva. Os diálogos, também pouco inteligíveis (como muitas vezes em sonhos compreendemos trechos do que os outros falam ou nos lembramos de partes), nos inserem na perspectiva do protagonista, atordoado a todo tempo por seus arredores, em constante dessintonia com eles.
Assim,
quando vem aquela imagem final da bolha orbitante, o curta ressintoniza a existência do personagem,
alçar vôo ao espaço sem custos astronômicos.