Quando os portugueses chegaram no Sudeste do Brasil, grupos nômades, que se autodenominavam "borum" (o ser), viviam na Mata Atlântica que cobria a bacia do Rio Doce. Eles passaram a ser chamados de "botocudos" pelos portugueses. Como resistiam aos avanços dos colonizadores, os borum se tornaram um empecilho para a Coroa Portuguesa, que declarou uma Guerra Justa, legalizando assim sua escravidão e extermínio.
No século XVIII, a fama de selvageria dos botocudos despertou a curiosidade de naturalistas e pesquisadores europeus, entre eles o príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied e a princesa Teresa da Baviera. Os dois registraram em diário sua expedição pelo Espírito Santo. O príncipe levou consigo seu tradutor e guia botocudo para a Europa. Já a princesa, em 1888, encontrou às margens do Rio Doce um grupo chamado naknenuk, do povo borum, confinados em um posto militar de aldeamento.
Na história brasileira, os borum não existem e os botocudos são representados como guerreiros canibais e primitivos, extintos no século passado. No entanto, os borum sobreviveram, e contam aqui a sua versão da história dos botocudos e da colonização da bacia do Rio Doce.
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