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Duração
Documentário metaficcional dramático que retrata uma versão ficcionalizada da vida do diretor, Mahamat Saleh Haroun. Após a morte de sua mãe, um cineasta que mora e trabalha na França retorna para o Chade e se choca com o estado lamentável em que seu país se encontra, assim como a indústria cinematográfica do mesmo. Ao ser questionado por membros da sua família por ter optado por uma carreira tão desvalorizada no país, Haroun utiliza uma citação de Jean-Luc Godard para se defender: "Cinema cria memórias". É então que ele decide dirigir um filme em homenagem à sua mãe, "Bye Bye Africa", mas encontra diversos problemas; os cinemas do país estão fechados e financiar o filme é uma tarefa impossível.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
- Aren't you ever tired of filming?
- Making films is my job and it's vital to me.
- Cinema! Cinema! We don't undestand what you do. You sent a tape, didn't undestand! Just "bla bla... ". It was about a european...
- Yes, Freud.
- Is he your mate?
- ...
- Your films are not made for us. They are for the whites. If only you'd become a doctor, you could've helped your mum. Being a doctor is useful. But what's the use of cinema? The white people's land is nice, but it's not yours and never will be. The day you think you belong there, you'll lose your soul.
Um dos filmes essenciais do cinema africano. Um filme diaspórico e cheio de reflexões sobre a relação de poder entre quem filma e quem é filmado.