Em 1780, na corte de Luis XVI, jovem engenheiro do interior utiliza sua habilidade social na tentativa de conseguir verba para melhorar a vida de seus conterrôneos. Charmoso e engraçado, ele enfrenta vários percalços tentando manter-se fiel a seus ideais sem cair no ridículo.
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Produção francesa indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o tcheco Kolya - Uma lição de amor (96), de Jan Svěrák; no Globo de Ouro, foi nomeado a melhor filme em língua estrangeira; no BAFTA, foi vencedor de melhor filme em língua não inglesa; no Festival de Cinema de Cannes, foi indicado à Palma de Ouro de melhor filme.
Vale destacar a presença de uma figura histórica real, o padre Charles Michel de l'Épée. O abade de l'Épée foi um dos primeiros a se interessar pela questão da educação pública para surdos, priorizando a língua de sinais como língua de instrução. Mais um drama romântico e histórico de época que a crítica especializada adora bajular. Não é o meu caso.
O enredo do filme examina as injustiças sociais da França do final do século 18, mostrando a corrupção e insensibilidade dos aristocratas. Esses "delicados jogos de espirituosidade" são simplesmente muito prosaicos e grosseiros para o Antigo Regime, o que deixa o filme totalmente pouco convincente. O longa, as vezes engraçado, denuncia eficazmente a hipocrisia e a decadência de uma casta de privilegiados insuportáveis e vaidosos.
14/11/19
Chato demais, tedioso e principalmente sem graça. Nota 2,0.
Boa comédia dramática que retrata com humor ino a decadência da nobreza na corte do rei. Vale a pena conhecer.
Além de engraçado tem lá sua visão histórica do processo social que se via na França dos Luíses: a de que a nobreza cavava a própria sepultura e que uma revolta ou revolução em breve aconteceria, como aconteceu de fato em 1789.
Na verdade o filme conta uma história de amor, a do engenheiro envolvido com duas mulheres, e sua luta para levar algum benefício aos empregados. Um nobre pobre e caridoso, coisa meio rara mas não impossível.
O título brasileiro é um pouco moderno demais - lembra Caindo na Real - mas de todo modo o que importa é mesmo que o filme dá uma detonada na futilidade geral que assolava a França de então. Ao contrário das modas, que vão e vêm, ser ridículo - especialmente entre as "celebridades" - parece coisa que sempre vai existir...