Caterpillar

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Caterpillar (2010)
Kyatapirâ
Média do filme: 3.4 de 5 — baseado em 40 votos
MÉDIAFILMOW
3.4
40 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Kōji Wakamatsu
Data de lançamento 14 Ago. 2010 Outras datas
País de origem Japão 🇯🇵
Duração 85 min (1h25)

Dirigido por

Data de lançamento

14 Ago. 2010

Duração

85 minutos
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Sinopse

No Japão dos anos 1940, o tenente Kurokawa volta para casa depois da Segunda Guerra. O soldado é reduzido a um tronco humano, não tem mais as pernas e nem os braços, perdeu a batalha e é desfigurado.
O filme chocou o público por causa das cenas de sexo entre o protagonista e a esposa. Por este papel, Shinobu Terajima levou o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim 2010.

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Um Choque de Amor | Trailer Legendado

Um Choque de Amor

Comentários 0
amigos querem ver
stencil
Soul
14 anos atrás

Vi pouco porque entretanto deixei-me adormecer, mas do que vi achei altamente violento.

mbarbassa
Mateus Barbassa
14 anos atrás

TEM SPOILER! SE NÃO VIU O FILME, NÃO LEIA!

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

"Caterpillar", do diretor japonês Koji Wakamatsu é um filme radical, bem do tipo "ame-o ou deixe-o.

O filme mostra a história de uma mulher que recebe o marido soldado que estava na guerra de volta para casa. Seria um filme feliz, se o marido não estivesse sem pernas, sem braços, quase surdo e mudo e com o rosto todo deformado.

Shigeko é a esposa do tenente Kurokawa, herói da guerra entre Japão e China, que se vê tendo que cuidar de uma marido inválido e pressionada pela cultura local, que diz que um soldado que volta da guerra naquelas condições é considerado um “Deus da Guerra”.

O filme não tem mocinhos e muito menos vilões. As pessoas são o que são, com suas contradições e possíveis belezas.

Detalhe chocante da história: o único membro que funciona perfeitamente na anatomia do soldado Kurokawa é o sexual e sua esposa Shigeko é obrigada a satisfazê-lo sexualmente falando. Sem polemizar o que por si só já é polêmico, o diretor mostra o horror no rosto da esposa. É óbvio que ela não quer transar com aquele homem sem pernas, sem braços e com o rosto todo deformado. Mas,por algum sentimento (amor ou obrigação conjugal ou pressão cultural ou todas as alternativas anteriores) acaba cedendo às investida do marido. Ele, por sua vez, acaba colocando no sexo toda a sua frustração e desejo de se sentir ainda vivo. O sexo é diário e absolutamente “forçado”. A esposa não sente nenhum prazer, exceto talvez por agora estar por cima da situação. O que mais tarde se confimará como mera aparência, porque apesar de estar praticamente invalido é o marido e não Shigeko quem é o dono da situação. Ela continua sendo um mero arremedo das vontades soberanas e “baixas” do marido. Shigeko reage como pode, às vezes explodindo em xingamentos pesados contra o marido ou batendo nele, numa repetição absurda dos sofrimento que ele mesmo no passado já lhe impôs.

É um filme chocante sim, as cenas são lentas, meio escuras e sujas, mas com uma beleza plástica arrebatadora.

A atriz Shinobu Terajima dá um show de interpretação e merecidamente foi premiada no Festival de Berlim. Sua Shigeko é minimalista, com nuances de sentimentos muito bem executados pela atriz. Não é uma personagem fácil. O martírio pelo qual passa Shigeko poderia facilmente levar a interpretação da atriz para uma redução ao papel de vítima. Mas atriz e o diretor não caem nesse engano.

As cenas de sexo entre marido “invalido” e esposa são mostradas sem medo ou fetichismo. Novamente as coisas são. A situação é aquela e pronto.

O filme é também narrado por meios de flashbacks, onde acompanhamos alguns momentos de glória na carreira do soldado Kurokawa. Esses flashbacks são de extrema importância para o final que no mínimo causa um certo estranhamento. O fim como na própria vida é feliz para uns e infeliz para os outros. "E na vida a gente tem que aprender que um nasce para sofrer, enquanto o outro ri", já cantava Tim Maia na música “Azul da Cor do Mar”. Ou então "aquele que ri ainda não recebeu a terrível notícia que está para chegar" do poema manifesto de Bertolt Brecht.

Aliás, falando em Brecht desde peças como “Os fuzis da senhora Carrar”, “Mãe Coragem e seus filhos”, “Um homem é um homem” e “Terror e Miséria no Terceiro Reich” que eu não via algo tão explicitamente contra a guerra e seus horrores.

Enfim, um filme indigesto, chocante e quase abjeto, mas extremamente necessário.

"Caterpillar" é um libelo antibelicista, e antes de tudo um excelente filme.

carlito_dirgel
Carlos Augusto
16 anos atrás

Um pouco repetitivo em alguns momentos, mas a atuação da atriz principal e a história pagam tudo! Vale muito a pena!

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½
1
1½
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2½
3
3½
4
4½
5

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Daisuke Iijima (I) 0 0

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Emi Masuda

(Chiyo Kurokawa)
Gô Jibiki 0 0

Gô Jibiki

(Military officer #1)
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(Announcer)
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