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Duração
Amamos nossos celulares, mas a sua produção tem um lado obscuro. Nos últimos 15 anos, a guerra civil no Congo matou cerca de cinco milhões de pessoas. Por trás do conflito está a disputa de diversos grupos armados em torno da extração e comercialização de minérios preciosos utilizados na fabricação de telefones celulares. O cineasta Frank Poulsen confere in loco os bastidores dessa guerra e procura também fabricantes de celulares, como a Nokia, criticando-os por sua omissão.
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A câmera balançando o tempo todo é o único ponto negativo do documentário. O tradicional uso do filtro amarelo para falar de África também me dá certo desgosto. A indagação do diretor é completamente válida e acompanhamos o registro de tantos crimes que é... Difícil terminar sem olhar nossos celulares e computadores de forma diferente. Não se trata só de financiar a guerra, mas todas as violências que vem com ela.
Esse comentário está onde eu vi, originalmente em inglês, mas fiz questão de traduzi-lo para compartilhar aqui.
"Ótimo, importante, corajoso trabalho. A questão é que o filme sugere que a maioria das empresas de telefonia móvel "precisam" de recursos da escravidão e das zonas de conflito para serem lucrativas.
O ponto é que toda a "civilização" ocidental é baseada na exploração do terceiro mundo. Quase todos os produtos em seu supermercado local, de café, cacau, todos os produtos eletrônicos, alimentos exóticos, bebidas e alimentos de empresas como Nestlé, Coca Cola, Danone e muitos mais, embalagens, carros, metais, quase todos os produtos finais são um pedaço de escravidão.
É um modo hipócrita de colonialismo (neocolonialismo). Se toda a cadeia fosse paga de forma justa, não haveria nenhuma riqueza em nossos estados ocidentais com falta de matéria-prima. A questão real é que o dinheiro governa a política. As maiores empresas ocidentais, em todos os Estados da Europa, precisam de materiais de conflito para existir e, obviamente, essas empresas têm uma enorme influência na política. Essas empresas basicamente dominam o mundo.
Imagine uma cadeia de abastecimento justa, o poder de compra nos países ocidentais encolheria para zero. Seríamos os pobres e países como o Congo, ricos. Nossa riqueza é baseada na industrialização que inclui "seu sofrimento", e devemos estar cientes disso.
Nós somos os verdadeiros ditadores deste mundo. O fato de que o link no final do filme está inoperante e agora basicamente é ligado novamente a empresas de telefonia, fala por si só. Algum tipo de publicidade indesejada e doente. Até hoje não há telefone, nem laptop, TV ou console que contenha uma cadeia de abastecimento justa. Até mesmo o chamado "Fairphone" inclui materiais de sangue. E raramente alguém fala, se ele fica mais e mais silenciado ou escutado. Tempos hipócritas e doentes em que vivemos, onde países ocidentais se vangloriam de palavras vazias como 'humanidade'!"
A cena na qual um garotinho coloca as mãos atrás da cabeça ao ver um soldado me fez imaginar quantas coisas ruins aquele menino já presenciou em sua curta vida.
Inspirou meu Projeto Final de Graduação!